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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

In Memoriam

por josé simões, em 11.06.19

 

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Rúben de Carvalho

 

1944 - 2019

 

 

 

 

O Bruno de Carvalho da política

por josé simões, em 09.09.18

 

 

 

À imagem do ex- presidente do Sporting que nunca tinha um discurso pela positiva, nunca conseguia afirmar o Sporting pela força do clube e ideias próprias, era sempre "porque o Benfica isto", "mas o Benfica", "e o Benfica aquilo", "no Benfica acontece", "no Benfica deixa de acontecer", Jerónimo de Sousa não consegue alinhavar uma frase completa com uma ideia alternativa para o país que não passe "porque o PS aquilo", "mas o PS aquele outro", "e o PS assim", "e o PS assado", mesmo até quando o PS está arredado do poder, entregue ao PSD e ao CDS. E subir o de nível?

 

 

 

 

E porque é que Mao fica sempre fora da equação?

por josé simões, em 06.09.16

 

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E porque é que em Mao nunca ninguém toca e os seus mais de 70 milhões de mortos ficam sempre convenientemente escondidos, caídos no esquecimento?


E porque é que mais de metade do PS e do PSD, ministros e secretários de Estado, dirigentes do "sentido de Estado" e da marcha do balão e do "arco da governação" vão passando pelos intervalos da chuva sem que os mais de 70 milhões de cadáveres lhes pesem na consciência?


E se em Berlim, frente ao Reichstag, houvesse uma gigantesca foto de Hitler a vigiar a praça, como a de Mao a vigiar Tiananmen?


Isso agora também não interessa nada, o problema parece ser Estaline que nunca ninguém viu na Festa do Avante! , nem sequer em t-shirt.


[Na imagem um maoista ex-presidente da Comissão Europeia]

 

 

 

 

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"Agora que a corrida estoirou"

por josé simões, em 01.08.16

 

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António Manuel Ribeiro quer em 2016, na Quinta da Atalaia ao Seixal, as 120 mil pessoas que estiveram em 1985 no Casalinho da Ajuda em Lisboa a cantar "Cavalos de corrida" e "Rua do Carmo", mesmo que a banda nunca mais tenha gravado um hit desde essa data e apesar de só existir pela falta de tomates de António Manuel Ribeiro em se assumir em nome próprio e continuar, perante a indiferença e o encolher de ombros de toda a gente, ex-músicos fundadores incluídos, a causar "danos patrimoniais" ao nome e à imagem da banda, enquanto vai recrutando yes musicians a eito até ao dia em que se fartam do ego, tamanho do rock em Portugal desde que o Joaquim Costa gravou "Rip It Up".

 

 

 

 

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||| "Camaradas paneleiros"

por josé simões, em 16.09.15

 

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"Disseram-me que não há camaradas paneleiros enquanto me bariam com força"


"E a cada novo assalto, cada escalada fascista, subirá sempre mais alto, a bandeira comunista"

 

 

 

 

||| Idiotas úteis

por josé simões, em 06.09.15

 

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Como é que as televisões, todas, sabiam que Marcelo Rebelo de Sousa estava na Festa do Avante! ?

 

 

 

||| Wishful thinking

por josé simões, em 05.09.15

 

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«Marcelo diz que campanha de Costa "está nas mãos" de Sócrates»


[Imagem]

 

 

 

 

||| "Os Melos, os Espírito Santo e os Champalimaud"

por josé simões, em 11.12.14

 

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"Os Melos, os Espírito Santo e os Champalimaud", os parasitas, e um coro de assobios e apupos. Era isto que a gente ouvia, sempre, nos comícios do PCP, da boca de Álvaro Cunhal, Carlos Brito, Sérgio Vilarigues, Octávio Pato e perdoem-me os que ficaram esquecidos.


«A Festa do «Avante!» tem com o BES/Novo Banco uma relação comercial que tem como principal elemento a titularidade de uma conta bancária onde são depositadas e movimentadas as receitas da Festa»


A coerência fica-vos tão bem.


[O poster na imagem é meu]

 

 

 

 

 

|| Atalaia Red Summer Festival

por josé simões, em 05.09.10

 

 

 

 

 

Ver na televisão o secretário-geral vestir a mesma camisa branca que o secretário-geral vestia para ler o mesmo discurso que o secretário-geral lia é qualquer coisa de surreal.

 

Em Santa Maria da Feira também fazem um festival medieval.

 

 

 

|| Deixa-me rir! (*)

por josé simões, em 10.06.09

 

O gargalhar quando escuto ou leio que, as «leis dos partidos políticos e do respectivo financiamento têm, desde a primeira hora» como objectivo último «atacar o PCP e a sua forma de organização e regras de funcionamento». A presunção; o grau de importância em que o PCP se tem. Como se para “atacar” o PCP fosse necessário recorrer a uma qualquer Lei manhosa. Ou sequer o haver a necessidade de “atacar” o PCP. É d’outro mundo (o PCP). Para “atacar” o PCP basta a contagem de votos no dia das eleições depois de encerrarem as urnas.

 

Se o PCP tivesse um mínimo de honestidade política recusava que a sua Festa do Avante! fosse usada como álibi para o fartar vilanagem, de bombordo a estibordo, que a nova Lei do Financiamento dos Partidos vai proporcionar, e, no dia da votação, tinha votado contra, e com declaração de voto desmascarava a farsa. Assim sim o PCP subia muitos pontos aos olhos da opinião pública.

 

Deixa-me rir!

 

(*) Banda sonora do post

 

(Imagem de Dita Alangkara para a AP)

 

Festa do Avante!

por josé simões, em 08.09.08

 

Após uma ronda de prospecção pela vizinhança da blogocoisa, fiquei com a sensação que, da esquerda à direita, ter sido dos raros que não foi à Festa do Avante!

Ou foi impressão minha; camaradas?

 

(Também, nem que se mordam todos, algum dia hão-de vir a ter a vossa foto num cartaz da Festa. E mais não digo.)

 

(Foto roubada no Dayli Telegraph)

 

 

 

A não-notícia

por josé simões, em 06.09.08

 

“A organização da Festa do ‘Avante!’ impediu que fosse gravado um «sketch» do programa humorístico ‘Contra-Informação’, no decorrer do evento (…), com o boneco Paulo Tortas (…)”

 

Primeira página do Expresso.

 

Mas quem é que quer saber disto? A quem é que isto interessa?

À força de “moer” cai-se no ridículo; ou pensavam que a falta de sentido de humor era exclusivo dos alemães?

Give me a break!

 

 

Post-Scriptum: “Impediu”?!. Quer-me cá parecer que foi mais “não autorizou”…

 

 

  

Do Rock in Rio

por josé simões, em 06.06.08

 

“Mas o muito tempo de antena consagrado ao Festival da música dita jovem, embora correspondendo a um macronegócio gerido por gente não assim tão juvenil, explica-se por ser uma promoção publicitária, assumida ou disfarçada de informação pura, que terá tido aliás excelentes resultados no plano da eficácia.”

 

Não, não é à Festa do Avante! que se refere Correia da Fonseca. É ao Rock In Rio, que cada vez mais se parece com uma Festa do Avante!

Sem as bandeiras e o discurso da praxe.

 

Quanto ao resto estamos de acordo.

 

(Imagem roubada no TóColante)

 

 

 

1.º de Maio (Rewind)

por josé simões, em 06.05.08
Visto por Masson no Almocreve das Petas:
 
(Atenção à versão d’A Internacional pelos italianos Area; banda que tive o privilégio de ver ao vivo em 1976, na primeira Festa do Avante! nas antigas instalações da FIL à Junqueira, num pavilhão literalmente a rebentar pelas costuras, e onde o cheiro a erva era mais que muito!)
 
«Curiosamente a parte artística deste 1º de Maio, ou poesia dos trabalhadores (os que o são), teve as trovas & o lampejo do proleta da UGT, o sr. João Proença. Sabe-se que nós, por mero acaso, não somos de excursos suaves. Mas assistir ao folclore do sr. Proença neste 1º de Maio, enquanto nas vésperas (ou nos amanhãs que cantam) lambe liberalmente as mãos do patrão Sócrates (como antes do casto Bagão Félix), ou aos seus pomposos quanto hipócritas discursos, é demais mesmo se a pregação é mais do mesmo. Como diria o povo na sua sageza: "Um burro sobre um animal / à maneira de Portugal
 
 

Ainda a festa do Avante! (Os cúmplices)

por josé simões, em 04.09.07

 

“A direita tradicional é céptica em relação à intervenção cultural. Irrita-se com os apoios públicos, mesmo que representem uma parte insignificante dos orçamentos. Desvaloriza a produção. Receia as clientelas. Impacienta-se com os intelectuais. Desconfia das instituições e dos critérios de escolha. Subestima o impacto galvanizador dos projectos. Incomoda-se com a face subversiva da arte. No máximo, a velha direita considera legítimo que o Estado trate da conservação do património histórico, desde que se mantenha prudentemente afastado de fenómeno contemporâneo. É este o ponto de partida. É curto. É defensivo. É antiquado. Pede uma reviravolta, a bem da vitalidade. E é sempre da vitalidade que vem a excelência, a afirmação, a obra. Se há passado para invocar é porque alguém atrás inovou. Uma sociedade que não pretende a vanguarda petrifica.”
 
Gonçalo Reis in A Excepção Cultural na revista Atlântico de Março de 2007.
 
Houve uma época em que a cultura em praticamente todas as suas vertentes era “coutada” da Esquerda. Da música à literatura, passando pelo teatro, cinema, pintura, escultura, etc., era difícil, se não mesmo impossível, encontrar um criador que se reivindicasse do espaço político à Direita. A Direita dava-se mal com a cultura. Os criadores, os artistas, os intelectuais, davam-se mal com a Direita, muito por culpa desta, por não ter sabido cavalgar a onda da Revolução e ter ficado “lá atrás”, agarrada a um certo passado, conotada – por mérito próprio – com a ditadura.
 
Foi a época pós-revolução de Abril (PREC), e das eleições autárquicas subsequentes, em que, olhando para o mapa eleitoral autárquico, de Santarém para Sul era uma imensa mancha Vermelha, salpicada por alguns bastiões Rosa; a Azul e a Laranja só mesmo algumas regiões a Norte e na quase totalidade das Ilhas.
 
Como é sabido, as autarquias eram – e continuam a ser – os maiores empregadores culturais deste país, seja ao nível da promoção de espectáculos, seja ao nível da cedência de equipamentos, ou da atribuição de subsídios.
Será esta uma possível explicação para que os criadores / intelectuais / músicos conotados com uma certa Esquerda, por norma mais radical e rebelde em relação à (s) disciplina (s) partidária (s), ou ideologicamente mais afastada do PC e próxima de grupelhos como a UDP e outros m-l’s (marxistas-leninistas-maoistas) da altura – onde se incluia Zeca Afonso e todo o seu círculo à época (Sérgio Godinho, Vitorino e o clã Salomé, Samuel, José Mário Branco, etc.) -, que mantiveram sempre uma relação de conflituosidade com o PC, sempre terem aceite participar na Festa do Avante! apesar de todos os apesares. É que afrontar com uma negativa, a festa do jornal do partido organizador-mor de espectáculos, por via das autarquias que controlava, implicava ir para a lista negra e ficar quase todo o ano no desemprego (que o diga José Mário Branco). Posso compreender esta tomada de posição na altura, mas não a aceito, como já tive oportunidade de explicar aqui.
 
Agora, passados que são 33 anos sobre o 25 de Abril, e em que o PC perdeu a enorme influência que detinha nas autarquias, que estas cumplicidades se mantenham (veja-se o cartaz da festa deste ano), é que dá que pensar…