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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Ainda gozam com os cidadãos [IV]

por josé simões, em 27.10.15

 

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Ministro da Saúde


Fernando Leal da Costa, o secretário de Estado do humor negro sobre as urgências hospitalares.

 

 

 

 

||| "Aliviar o peso do Estado na economia"

por josé simões, em 07.04.15

 

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O dinheiro do contribuinte, por interposta pessoa a escola pública, forma os melhores médicos da Europa, que as universidades privadas são muito bonitas mas é em matéria de papel e caneta, e mesmo assim com os resultados que são conhecidos, que isso de investir em ciência está quieto pois requer muito conhecimento, responsabilidade e... investimento. Fica para o Estado portanto, que o privado é para dar lucro. Médicos que depois vão para a emigração, ganhar no serviço nacional de saúde inglês ou alemão o que o Serviço Nacional de Saúde português lhes nega, ou para o hospital privado pátrio, pagos com o dinheiro... do Estado, dinheiro que não há para o hospital público porque as empresas de colocação avulsa de médicos e enfermeiros ganham outro tanto e porque aquele que já foi um dos melhores serviços nacionais de saúde do mundo é para desmantelar por duas ordens de razões: fanatismo e cegueira ideológica   .


«Leal da Costa, no Fórum TSF, admitiu que existe de facto uma transferência para os hospitais privados, mas esclareceu que parte dessas transferências é suportada pelo Estado, demonstrando assim que este cenário não se deve a um esforço de alívio das contas públicas.»


A nós ninguém perguntou se queríamos ver o Serviço Nacional de Saúde esvaziado de competências e valências, transferidas para a medicina privada e suportadas pelo Estado que é um eufemismo que a direita usa quando quer esconder a denominação "dinheiro do contribuinte" quando não lhe agrada a conversa, em nome de uma poupança que não há, pois não?


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||| Ódio aos sindicatos

por josé simões, em 29.06.14

 

 

 

O que está aqui em causa não é, segundo palavras do próprio, onde antes havia duas organizações sindicais passar agora a haver três, o que está aqui em causa é haver organizações sindicais, o que está aqui em causa é o direito à organização por parte dos trabalhadores, sejam eles médicos ou varredores da rua, o que está aqui em causa é haver quem se organize e defenda direitos e garantias e se insurja contra a prepotência, é o ódio aos sindicatos e ao sindicalismo e as saudades do Estado das corporações com as direcções dos sindicatos por nomeação do ministro da tutela:

 

«Fernando Leal da Costa, secretário de Estado adjunto da Saúde: Ordem dos Médicos até parece "um sindicato"»

 

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|| O dilema de um humilde e anónimo cidadão face ao fascismo higienista e ao liberalismo económico que nos esmaga

por josé simões, em 29.12.12

 

 

 

Ou continuar a fumar e a beber e assim contribuir para que o Estado siga arrecadando milhões em impostos e, na melhor das hipóteses, morrer cedo, libertando com esse acto a segurança social de mais pensionistas e reformados e o Serviço Nacional de Saúde de velhos que insistem em ficar doentes, com doenças que costumam dar nos velhos, esses inúteis que cada vez morrem mais tarde, ou continuar a fumar, a beber e a não ter cuidado nenhum com a alimentação e, se conseguir chegar a velho, ou quando cair na doença e tiver de recorrer aos serviços de um hospital público ou de um posto de saúde, não ser atendido pelo médico nem pelos enfermeiros porque há já muito que havia sido avisado para os riscos que corria e, se ficou doente, não foi por falta de informação, porque a fatia do Orçamento do Estado para a Saúde é para tratar os obedientes e os bem comportados, e para pagar aos hospitais e clínicas privadas que gerem a saúde pública.

 

«Frisando que a manutenção do SNS é indiscutível para o Governo»

 

Resumindo: num futuro mais ou menos próximo, o Serviço Nacional de Saúde gerido por companhias de seguros, bancos ou empresas privadas de saúde, vai recusar tratamento a utentes/ beneficiários com determinadas doenças, à imagem do que já acontece neste momento com os seguros de saúde privados.

 

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|| A saga continua

por josé simões, em 02.10.12

 

 

 

a) Vai sair mais barato ao Estado? Não.

b) Vai sair mais barato ao utente? Não.

c) O utente vai ser mais bem servido? É duvidoso e remete-nos para as alíneas anteriores; a que preço para o Estado, para o contribuinte, para o utente?

 

Qual é a ideia então por detrás da ideia, e depois do "êxito" que foram os Hospitais SA e EPE? Desmontar e repartir o Estado Social pela elite dos amigos-patrões da esfera político-partidária dos dois partidos que compõem a coligação, mais Santas Casas e casas santas dos grupos de saúde privados.

 

Podemos partir da ideia base que o que é privado é só de alguns e o que é público é de toda a comunidade?

 

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