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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Mau jornalismo

por josé simões, em 07.11.16

 

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Escrevem hoje o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias em parangonas de primeira página, respectivamente, que "Seis pontes e cinco fins de semana alargados ameaçam produtividade" e que "Patrões queixam-se de perdas de produção. Feriados no próximo ano vão permitir cinco fins de semana alargados". Como não há almoços grátis o que nos privado equivale a que quem quiser fazer pontes ou fins-de-semana alargados tem de para esse efeito usar dias de férias e ainda assim negociado com a entidade patronal com bastante antecedência, vulgo no final do ano anterior que é quando são marcadas as férias do ano seguinte, e ainda assim dependendo do serviço e não podendo pôr em causa o normal funcionamento da empresa, o que quer dizer que mesmo que o trabalhador queira a tal da ponte há sempre um "mas" a considerar; que até empresas como a Autoeuropa e a Visteon Corporation , por exemplo, que não são propriamente mercearias de bairro, no princípio de cada ano fazem chegar às empresas fornecedoras e/ ou associadas e/ ou que trabalham em função de, um calendário onde constam todas as férias, paragens, pontes e fins-de-semana prolongados programados, por forma a não haver a tal da quebra de produção e a ameaça à produtividade com que o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias fazem as grandes parangonas, ou isto é jornalismo de encomenda para patrões do princípio do séc. XX que no séc. XXI cheios de cagança ostentam "empresário" antes do nome, ou isto é jornalismo ideologicamente capturado pela direita radical dos baixos salários e da precariedade como modelo, ou isto é só mau jornalismo, ou isto é todas as três hipóteses numa mistura de merda, literalmente.


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Propostas da treta

por josé simões, em 26.05.16

 

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Vamos lá a ver se nos entendemos: se a ideia de colar os feriados ao fim-de-semana é para ser discutida na "câmara alta" do Parlamento – a Concertação Social, significa que o Governo antes de tomar uma decisão quer ter em conta a opinião do sector privado e que a proposta é para para ser levada à mesa dos empresários e accionistas patrões, já que os trabalhadores colaboradores nunca são tidos nem achados na dita concertação, onde a UGT funciona como um apêndice do patronato e serve apenas para dar um selo de credibilidade às decisões. Portanto não faz o mínimo sentido levar uma proposta deste teor à mesa dos empresários e accionistas patrões do sector onde os trabalhadores colaboradores não recebem no início de cada ano um calendário com a distribuição dos feriados e respectivas possibilidades de "ponte", que não concedem "pontes" a ninguém nem que haja um novo milagre do Sol em Fátima,  onde todas as "pontes" são negociadas com meses de antecedência, quando não mesmo na altura da marcação das férias e onde o dia de férias é usado, gasto para o efeito. Não se percebe o que é que o Governo pretende com esta proposta da treta... Parece mais do mesmo, truques de ilusionismo usados em quatro anos de Governo da direita radical.


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||| #PorAcasoFoiIdeiaMinha

por josé simões, em 23.07.15

 

Philadelphia, Pennsylvania, circa 1928. Assembling

 

 

«Com apenas 22 dias úteis de férias legais, Portugal está entre os países da Europa que menos férias têm»


«Também a nível de feriados, gozamos atualmente somente nove dias, um dos números mais baixos da União Europeia [...]»


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#PorAcasoFoiIdeiaMinha

 

 

 

 

|| Transtorno de identidade de género

por josé simões, em 07.06.12

 

 

 

Diz que o Corpo de Deus vai ficar suspenso…

 

[Imagem de Gusmano Cesaretti]

 

 

 

 

 

 

|| Jornalismo rasca

por josé simões, em 01.12.11

 

 

 

Ler o título e ler o corpo da notícia, que é como quem diz, e o que é que o cu das calças tem a ver com a feira de Castro?

 

Resumo de Margarida Bon de Sousa: Jornalismo e assessoria de imprensa. Por Espanha, por Mariano Rajoy, pelo PP, no dia da Restauração?

 

 

 

 

 

 

 

|| De compreensão lenta

por josé simões, em 14.11.11

 

 

 

Levar desde Junho até hoje para perceber que para acabar com as pontes na Função Pública e no sector empresarial do Estado basta que o Governo, leia-se a administração do Estado, não as conceda ou que, à imagem do que acontece no sector privado, só sejam possíveis com recurso a dias retirados às férias. Duh!

 

«Governo elimina quatro feriados mas não deve encostar os outros ao fim-de-semana»

 

 

 

 

 

 

 

|| Vamos então legislar especificamente para a administração pública e sector empresarial do Estado?

por josé simões, em 29.06.11

 

 

 

Qual é o privado que concede uma ponte (ou uma tolerância de ponto) se estiver em causa o desempenho da empresa? Não era [muito] mais fácil o Governo simplesmente não conceder a ponte (e já agora a tolerância de ponto)?

 

De propaganda começamos bem: mudanças de classe em pleno voo, incentivos a mulheres parideiras e feriados sem ponte encostados ao fim-de-semana.

 

(Imagem fanada ao The Independent)