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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Favela-chic

por josé simões, em 01.07.13

 

 

 

Beber o café como os miseráveis mas sem os miseráveis a poluir o ambiente e a paisagem. Um vómito.

 

 

 

 

 

 

|| Brazil

por josé simões, em 16.10.09

 

Em 1985 Terry Gilliam dos Monty Python realiza um filme cuja acção decorre numa suposta sociedade futura regida pelos valores da modernidade, e onde as auto-estradas têm as bermas pejadas de outdoors em formação cerrada como forma dos viajantes não tomarem contacto com a miséria real do país. Uma redoma em movimento.

 

Curiosamente o filme chama-se Brazil e qualquer semelhança com a realidade...

 

 

Aquela parte do Brasil onde ninguém vai nas férias

por josé simões, em 16.06.08

 

Por um acaso, descobri um site com ligação directa ao outro lado do Brasil; aquele onde ninguém vai passar férias, e onde, para os seus habitantes, o termo “férias” não faz parte do léxico: A Favela.

 

«O Favela Tem Memória faz parte do portal Viva Favela, uma iniciativa da organização Viva Rio. O objectivo do site é valorizar as lembranças e resgatar as experiências dos moradores mais velhos das favelas cariocas. É possível consultar depoimentos; saber curiosidades, como a origem do nome das comunidades; notícias e estatísticas.»

 

A Favela por Marcelo Monteiro:

 

“O nome de uma favela pode ter raízes religiosas (Santa Marta), geográficas (Grota), poéticas (Babilônia). Pode ser uma homenagem a uma personalidade importante (Vigário Geral), um agrado a um político (Vila do João) ou apenas uma brincadeira (Kinder Ovo). E pode ainda ter dois significados diferentes (Rocinha). Mas tem sempre uma explicação. 

O termo favela nasceu no Centro do Rio, com o Morro da Favela. E pegou quando outros barracos de zinco começaram a ser construídos em comunidades do Centro e da Zona Sul. Aí virou substantivo e se espalhou pela cidade. Nos anos 40 eram apenas 60 favelas. Hoje são mais de 600. E haja criatividade.

Nem sempre o nome é motivo de orgulho para os moradores. Mas depois que ele vinga não adianta querer voltar atrás. Entre as maiores fontes de inspiração está a televisão. A favela Salsa e Merengue, por exemplo, foi criada em 1996 - época da novela homônima da Rede Globo. Já Minha Deusa foi batizada em homenagem à atriz Vera Fischer, a Jocasta da novela Mandala.

Os moradores mais antigos têm sempre uma explicação. Nem sempre unânime. Mas o que importa não é a veracidade das histórias, e sim sua aceitação.”