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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Os palhaços de serviço

por josé simões, em 24.10.22

 

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Cartilheiros militantes e militantes cartilheiros nas "redes", mais paineleiros e comentadeiros avulso com lugar cativo remunerado no prime time das televisões, que em 8 - oito - 8 meses de guerra mais que recusar condenar o fascismo russo justificaram a invasão e o genocídio na Ucrânia pelas tropas e mercenários de Putin, muito indignados pela saudação institucional da presidente da Comissão Europeia à neo-fascista eleita chefe do governo italiano. 

 

[Na imagem de autor desconhecido tattoo de soldado soviético]

 

 

 

 

O barómetro

por josé simões, em 18.10.22

 

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Diz que o Chaga vai inventar uma "federação sindical de direita" com "áreas-chave" como "as polícias, os professores, os quadros da administração pública, os profissionais de saúde e os profissionais de segurança". Vai servir essencialmente para se perceber até onde chegou a desistência da esquerda que é o campo onde o fascismo prospera, deixado livre por falta de comparência, falta de respostas, perda de ligação à base provocada pelo sindicalismo profissional e profissionalizado, dirigido a partir de cima por "centralismos democráticos" variados, nunca como resultado da decadência do capitalismo e estádio avançado do imperialismo e outras tretas que tais papagueadas desde 1919. Foi assim no início do século XIX em Espanha, França, Itália, com a passagem de milhares de comunistas, anarquistas, anarco-sindicalistas, da esquerda para a Falange, os Fasci di combattimento, ou Jacques Doriot, directamente do Partido Comunista Francês para a fundação do Partie Populaire Français. De fascismo percebe o nojeira Pinto, o advogado de Salazar nos Grandes Tugas que não gosta de aparecer em fotos ao lado do Ventas. É aguardar para ver quem aprendeu alguma coisa com as lições da História.

 

 

 

 

A superioridade moral do "novo" PSD

por josé simões, em 29.09.22

 

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A superioridade moral do "novo" PSD, como se intitulou a tralha passista recauchutada à roda de Luís Montenegro, e rapidamente papagueado por toda a comunicação social, camarada e amiga, não lhe permite dizer "o PS governou com a extrema-esquerda mas nós não vamos governar com a extrema-direita porque temos princípios e somos moralmente superiores". É precisamente o contrário, legitimam a extrema-direita invocando uma pretensa "extrema-esquerda". Sabem muito.

 

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Luís Melões e os Irmãos de Portugal

por josé simões, em 27.09.22

 

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Depois apresentam-se a eleições em coligação e denominam-se "centro direita", depois de toda a comunicação social já os ter denominado assim porque eles assim já se denominam, numa pescadinha de rabo na boca que mina os media há décadas. Legitimar a extrema-direita e os neo-fascistas apodando comunistas e bloquistas de "extrema-esquerda", comparar quem luta por uma escola pública de qualidade e gratuita, por um Serviço Nacional de Saúde de excelência para todos, por melhores salários e condições de trabalho, por pensões e reformas dignas, com quem defende guetos para minorias, repressão policial, exclusão pela religião que se professa ou pela orientação sexual, a mulher como máquina de parir. 

 

Montenegro admitiu preocupações com situação em Itália mas diz que em 2015 o "PS decidiu governar com dois partidos da extrema-esquerda" enquanto pressiona a segunda figura da hierarquia do Estado para que pressione deputados eleitos em eleições livres a votarem contra a sua consciência cívica e democrática. Luís Melões e os Irmão de Portugal.

 

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Fascismos, lengalengas, palas nos olhos e há fascismos mais fascismos que os fascismos

por josé simões, em 26.09.22

 

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Com a vitória de Giorgia Meloni em Itália assistimos ao regresso da lengalenga de 1922, que "o fascismo é o capitalismo em decadência", balelas ouvidas da boca do controleiro nas reuniões de célula do partido ou lidas à quinta-feira n' "a verdade a que temos direito", sem terem aprendido, nem querem aprender, que o fascismo é a esquerda em decadência, é quando a esquerda se demite, e fazendo de conta que os milhares  de socialistas revolucionários, anarquistas, comunistas, anarco-sindicalistas, etc, que passaram directamente para a Falange em Espanha, os Fasci di Combattimento em Itália, ou a Action Française de Charles Maurras nunca existiram, tivemos ontem Marques Mendes, o conselheiro de Estado militante do PSD, na televisão do militante n.º 1 muito preocupado, diria mesmo bué preocupado, com a ascensão da extrema-direita em Portugal e passando completamente ao lado da normalização da extrema-direita em Portugal pela acção de Luís Montenegro, o líder do seu partido, o PSD. É que há fascismos, lengalengas, palas nos olhos e há fascismos mais fascismos que os fascismos.  Diz que o militante n.º 1 está furioso com os resultados das audiências. Se calhar é pela honestidade de quem lhe faz o prime time, de Bernardos Ferrões a Zés Gomes Ferreiras e Nunos Rogeiros passando pelos Marques Mendes desta vida.

 

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100 anos de Adriano Moreira

por josé simões, em 06.09.22

 

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A mulher do César, o romano

por josé simões, em 04.09.22

 

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Uma quantidade de artistas, alguns com história de luta contra o fascismo e peso histórico e institucional na música feita em Portugal, que se recusa actuar em eventos patrocinados pelo PSD e CDS, por causa da direita, das políticas de direita, da burguesia e do capitalismo, blah-blah-blah, isto em educadês porque em português é mais "não tocamos para esses filhos da puta, albergue de pides, legionários e outra bufaria fascista, alguns directamente da União Nacional para a democracia", digo-vos eu que fui roadie e assisti ao que a casa gastava,  vai tocar à Festa do Avante porque o PCP é um partido que lutou contra os outros, os filhos da puta que fizeram a transição, um partido pela paz, que é contra a guerra, sem nunca mencionar quem é que começou a guerra e como é que se acaba a dita sem ser com resposta de guerra ou com a retirada do agressor-invasor para dentro de portas, de onde nunca devia ter saído, e que tem na sua festa anual, aquela onde os artistas foram actuar porque são contra aquelas coisas todas, distribuição de magnetos Z, do fascismo russo, dos nazis do Grupo Wagner a cometerem crimes contra a humanidade na Ucrânia, com origem num grupo marxista-leninista brasileiro apoiante da candidatura de Lula. À mulher de César e coise.

 

[Link na imagem explicada]

 

 

 

 

Os novos fascistas

por josé simões, em 17.07.22

 

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"Um preto de cabeleira loira ou um branco de carapinha não é natural. O que é natural e fica bem é cada um usar o cabelo com que nasceu", rezava o comercial da Olex, a preto-e-branco na televisão única nos idos do fascismo. Hoje, que a televisão é a cores, e são muitas e até há "polígrafos" para confirmar as merdas que são ditas e escritas no Facebook, os pretos usam tranças com missangas, os jamaicanos, pretos ou brancos, usam rastas, os japoneses o cabelo escorrido e tiram muitas fotos de vários ângulos para decorar as paredes das barbearias, e o bigodinho debaixo do nariz, a mosca, popularizado pelo austríaco de tamanho pequeno e cabelo escuro, é de uso democrático, seja por homens ou por mulheres.

 

Gwen Stefani accused of cultural appropriation in music video for 'Light My Fire'

 

Rita Pereira muda de visual e é acusada de apropriação cultural

 

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Fascism

por josé simões, em 01.07.22

 

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"the ‘de-nazification’ of Ukraine govt"

por josé simões, em 28.02.22

 

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Esta sequência de 22 tweets por Toby Venables, traduzidas com recurso ao tradutor do Twitter para melhor compreensão dos menos fluentes em inglês:

 

     - Todos nós já vimos as referências bizarras de Putin à 'desnazificação' do governo da Ucrânia. Há lguns dias, em resposta, eu twittei 'A desnazificação começa em casa'. Mas isso não era apenas uma retórica vazia de 'o mesmo de volta'. É hora de falarmos sobre o conselheiro de Putin, Aleksandr Dugin.

 

     - Este é Dugin [foto]. Ele foi chamado de 'Rasputin de Putin', e não apenas por causa da barba. Ele escreveu a cartilha literal que moldou a política externa de Putin. Em essência, é o Mein Kampf de Putin; tudo exposto anos antes em preto e branco para todos verem.

 

     - Primeiro, um pouco sobre o próprio Dugin. Além de aconselhar os membros da Duma e Putin, foi membro fundador do Partido Nacional Bolchevique, da Frente Nacional Bolchevique e do Partido da Eurásia.

 

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     - Este é o símbolo do Partido Nacional Bolchevique. O seu slogan é: 'A Rússia é tudo, o resto não é nada!'

 

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     - E este é o símbolo do Nacional Bolchevismo, desenhado pelo próprio Dugin. Os pontos de referência são claros. Nos seus escritos ele expressou admiração pela Waffen SS e diz que procura estabelecer um "fascismo fascista radicalmente revolucionário e consistente" na Rússia.

 

     - Ele acredita que a internet deveria ser banida e disse que a química e a física são ciências demoníacas.

 

     - Dugin também fundou a Eurásia Youth Union, que realizou actos de vandalismo em monumentos nacionais ucranianos. Tanto o movimento quanto o próprio Dugin foram banidos da Ucrânia.

 

     - Se o termo 'Eurásia' soa familiar, talvez seja porque o encontrará em 1984, de Orwell. Para Dugin, no entanto, esse romance distópico não é um aviso - é um modelo a ser aspirado.

 

     - Não surpreendentemente para um velho filósofo soviético, talvez, Dugin seja anticapitalista. Ele também é antiliberal, antidemocrático, pró-ditadura. Para ele, Stalin, não Lenin, é o grande herói ideológico.

 

     - Como Putin, ele acredita que a dissolução da União Soviética foi um desastre. Através dos seus escritos ele propõe o restabelecimento do império da era soviética, e além - "Grande Rússia" - pela força.

 

     - Em 2008, quando Putin invadiu a Geórgia (usando estratégia política e militar quase idêntica à que estamos vendo agora), Dugin o exortou a manter o impulso atacando a Ucrânia.

 

     - Dugin também é um herói e uma inspiração para a extrema-direita ocidental. Os supremacistas brancos e líderes da alt-right em Charlottesville idolatram-no.

 

     - Em 2008, ele conheceu e conversou com o conselheiro de Trump e activista de extrema-direita Steve Bannon. Se já se interrogou por que Trump foi brando com Putin, não se pergunte mais.

 

     - Dugin escreveu mais de 30 livros, mas de longe o mais significativo é Foundations of Geopolitics de 1997. Tem sido usado pela Academia do Estado-Maior do exército russo. Também foi recomendado que seja ensinado nas escolas russas.

 

     - Fundamentos da Geopolítica estabelece objectivos muito específicos para estabelecer a “Grande Rússia”. Por exemplo, defende o corte político do Reino Unido do resto da Europa. Isso foi alcançado. [Brexit]

 

- Defende a desestabilização do Ocidente por meio da desinformação e da subversão. Isso está em andamento há muito tempo sob a liderança de Putin.

 

     - Defende o uso da dependência do Ocidente do petróleo e do gás russos para exercer pressão. Esta tem sido uma preocupação há anos e, sem dúvida, está dificultando as sanções.

 

     - Defende que a Ucrânia deve ser anexada e todos os vestígios de identidade nacional apagados. Isso está sendo tentado agora.

 

     - Não termina aí. Dugin defende trazer a maior parte da Europa para a Rússia de alguma maneira, incluindo não apenas candidatos óbvios como Ucrânia, Letónia, Lituânia e Estónia, mas também Finlândia, Roménia, Macedónia do Norte, Sérvia, "Bósnia Sérvia" e Grécia.

 

     - Há uma citação muitas vezes (erroneamente) atribuída a Goebbels: 'Acuse o outro lado daquilo de que você é culpado'. É, no entanto, uma táctica comum dentro da extrema-direita - uma usada repetidas vezes por Trump ('Notícias falsas!').

 

     - Também explica todas as acusações de Putin em relação à Ucrânia - neonazismo, ameaças à segurança, subversão, suposto expansionismo... Tudo isso descreve com precisão as próprias acções e motivações de Putin.

 

     - E o que tudo isso deixa claro é que, se não for impedido, Putin não vai parar na Ucrânia, assim como Hitler não parou na Áustria, na Checoslováquia ou na Polónia.

 

[Via]

 

 

 

 

Continuar a não ver o que está mesmo à frente dos olhos

por josé simões, em 15.02.22

 

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Vox exige derogar las leyes de violencia de género y memoria histórica en Castilla y León

 

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Um vice presidente no Parlamento

por josé simões, em 09.02.22

 

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              Significado do 14/ 88 no cartaz.

 

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O padrão

por josé simões, em 01.12.21

 

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47 anos depois do 25 de Abril

por josé simões, em 28.11.21

 

 

 

 

 

Quando é o Presidente a legitimar

por josé simões, em 09.11.21

 

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Por uma daquelas ironias do destino a data em que se assinala a Kristallnacht/ Noite dos Cristais calhou ser a data da prisão do neo-nazi Mário Machado, inicialmente noticiada pelos media como a "detenção de um activista nacionalista" e só corrigida depois da revolta e indignação que gerou nas "redes" por quem tem memória, e é também o dia em que o Presidente da República resolve assinalar o Dia Internacional Contra o Fascismo e o Antissemitismo com um apelo a "pontes em vez de trincheiras", ao invés de fazer pedagogia e explicar que a irracionalidade de quem se entrincheira, o discurso do ódio combate-se com todas as forças, contra o risco de o legitimarmos, não há diálogo possível.

 

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