"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Majores-generais que desde o primeiro dia da invasão da Ucrânia pela Rússia, mais que denegrir a imagem de Zelensky e dos ucranianos - de nazi para cima, andam a lavar a imagem de Putin, a mão por trás da extrema-direita na Europa, e a projectar os amanhãs que cantam no paraíso na terra, agora renomeado Federação Russa, alertam para o fascismo que está de regresso. #Noção.
Diz que "trinta mil milhões de dólares depois, Argentina está de novo à beira da falência", e depois diz uma série de feitos históricos da moto serra, bué bons para a economia e para as pessoas e para a Argentina e, quase lá no fim, diz que a Argentina está outra vez à beira da bancarrota, a quarta em 25 anos, porque os argentinos, sim os argentinos, entraram em pânico com medo do regresso do peronismo, que deu uma derrota histórica a Milei nas provinciais de Buenos Aires, desataram a vender pesos, e os investidores ficaram receosos e rebéubéu pardais ao ninho.
Temos portanto que quem espetou uma derrota histórica na fronha do Milei não foram os argentinos, porque esses ficaram como medo do regresso do peronismo e desataram a vender pesos, se calhar foram uruguaios, ou brasileiros, disfarçados de argentinos e que foram votar enquanto tocavam bandoneón pelo caminho. E também temos que os mesmos investidores que investem em todos os cantos do planeta, da China aos Estados Unidos, de Portugal à Arménia e ao Aberbeijão de Trump, na Argentina dão de frosques porque o povo não vota no liberalismo, uma teoria económica que pelos vistos funciona bué bem em regimes onde as pessoas não são tidas nem achadas, também conhecida por ditadura.
E voltamos ao início, não do post, mas desta história, o tempo do Ilusão Liberal antes de haver Iniciativa Liberal, quando estes alucinados andavam pelos blogues e pelo tuita e pelo feiçebuque a defender o modelo económico da Argentina de Pinochet e que o liberalismo fazia falta em Portugal.
If Adolf Hitler flew in today They'd send a limousine anyway
The Clash - (White Man) in Hammersmith Palais (Official Video)
Estávamos em 1977 e os The Clash lançavam o seu primeiro trabalho com (White Man) in Hammersmith Palais na sexta posição do Lado A, 48 anos depois estamos assim.
Quando Stephen Miller, conselheiro político, vice-chefe de gabinete da Casa Branca, conselheiro de segurança interna dos EUA, um dos países que derrotou o nazismo na II Guerra Mundial, no "Charlie Kirk’s memorial service" faz um discurso plagiado de um outro de 1932, de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazi - The Storm is coming, isto não é o fascismo, é a esquerda a ver fascismo em todo o lado.
[É toda a gente calada, uns por ignorância, outros por conveniência, outros por cumplicidade. Já estivemos mais longe]
Nem uma única vez no Xis escrevo o nome do mamífero e da agremiação que chefia, que o algoritmo gosta é destas coisas, é sempre o taberneiro e o partido da taberna, mas os gajos saem aos magotes dos bueiros para virem comentar, têm plena consciência do vómito que são e a quem o tuite é dirigido, todos sem uma ideia, uma linha de raciocínio, vazio absoluto e ódio puro. Mesmo depois de bloqueados criam nova conta para virem comentar e serem bloqueados outra vez. São perfis com fotos de vikings, de celtas, de cruzados, do Viriato e do Henriques descendente dos francuis que bateu na mãe, com a bandeira condal de D. Henrique, cobardes escondidos no anonimato, algumas contas com zero seguidores e a seguirem zero pessoas, outras com o pisco azul de conta certificada, apesar de terem sido criadas há bocado ou ontem à tarde. Mais que os tempos da Internacional Fascista que começamos a viver são os tempos da Internacional Acéfala.
O Now comemora o pico de audiência atingido com a promoção de um neo fascista e a sua milionésima "entrevista em exclusivo", não se coibindo de recorrer à linguagem usada pelo partido da taberna nas redes - "arrasa", para o assinalar. São cúmplices na ascensão sem perceberem que uma vez os neo fascistas chegados ao poder a comunicação social e os media são as primeiras vítimas às mãos de quem levaram ao colo. Ou se calhar percebem mas a atracção pelo abismo é mais forte.
José Rodrigues dos Santos não é sério. Tudo o que se situe à esquerda do PSD, do PS ao Bloco passando pelo PCP e Livre, são "partidos da área socialista", tudo o que seja nazi, neo nazi, fascista, skinhead, são "os nacionalistas". O que se espera da televisão pública é seriedade e honestidade. José Rodrigues dos Santos não é sério, não é honesto, não tem perfil para apresentar o telejornal da televisão pública.
Exmo Senhor José Simões
Agradeço a sua mensagem, que transmiti à Direção de Informação.
Nos anos 30 do século passado tiveram piquetes de greve conjuntos para "tomar conta" do SPD, portanto isso é pinares, como diz o outro, e acima de tudo é não aprender nada com a história, com Buchenwald mesmo ali ao lado.
A imbecilidade de ser saudoso de um tempo em que não se viveu e onde um erro de "portuguez" deste calibre dava chumbo no exame da 3.ª Classe e 20 réguadas em cada mão. O fascismo é inimigo da cultura e da educação, medra entre a merda.
Trump anda sempre de sobretudo pelo meio da perna ou até ao tornozelo, como um personagem na Europa dos anos 30 do século passado. Os edifícios públicos americanos começaram a ser decorados com bandeiras enormes ao estilo pendões, como num determinado país da Europa nos anos 30.
Toda a gente repara no caricato da gravata, ninguém repara no padrão.
Um grande antifascista, e dono do 25 de Abril, paga para poder escrever no outrora Twitter folhas A4 a culpar a NATO e a União Europeia pela bela vida sossegada que leva, a Europa pela "Donroe Doctrine", e a Ucrânia pela alucinação imperialista estalinista de Putin, "ia de mini-saia do que é que estava à espera? pôs-se a jeito...", enquanto brandem a Constituição, falam do "direito dos povos à autodeterminação e independência", e invocam a famigerada Acta de Helsínquia, que diz precisamente isso, que os países são livres de escolherem blocos e alianças sem terem que dar cavaco a ninguém, muito menos ao vizinho do lado. E depois destas enxurradas diárias de folhas A4 escritas e pagas, prontamente retuitadas por dezenas de acéfalos, o dono daquilo tudo, Elon Musk, agarra no dinheirinho destes grandes antifascistas e financia o fascismo em todos os cantos do globo. ¡Viva la libertad, carajo!
Somos [são] bué revolucionários, democratas, acima de tudo antifascista, e alguns somos donos até fizemos [fizeram] o 25 de Abril, mas pagamos [pagam] 21 paus de mês para, em vez dos 280 caracteres no X, usarmos [usarem] 4000 em postas contra o imperialismo, o capitalismo, o fascismo, e outra coisas terminadas em ismo como NATO e União Europeia, para depois o Musk agarrar no dinheirinho e financiar tudo o que é organização e partido fascista no planeta, enquanto manipula o algoritmo para dar visibilidade ao ódio da extrema-direita. É esta a qualidade do alegado antifascismo do teclado militante tuga.
Andávamos todos preocupados com o Steve Bannon e o Breitbart News e a Cambridge Analytica e quando veio para a Europa com o The Movement. Andávamos. Depois chega Elon Musk com as algibeiras cheias de dinheiro, compra o Twitter, que faz o Breitbart News parecer um jornal regional, manipula o algoritmo, cola-se a Trump, aparece em Inglaterra ao lado do Nigel Farage enquanto no X avisa "Only the AfD can save Germany", os fantoches alemães de Putin na guerra contra a democracia e os direitos humanos na Europa. Andámos todos preocupados com um tigre de papel.
Na RDA eram combatentes leais ao estado do SED - Sozialistische Einheitspartei Deutschlands, agora também podem ser encontrados nas fileiras da AfD. Segundo uma investigação da CORRECTIV, várias dezenas de antigos funcionários a tempo inteiro da Stasi fazem parte das estruturas da AfD. Mostramos o que eles estão fazendo hoje. A AfD permanece em silêncio sobre isso.