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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A realidade alternativa da direita radical

por josé simões, em 11.12.18

 

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Escreve a next big thing do CDS, Adolfo Mesquita Nunes, no Diário de Notícias sobre a culpa de Pedro Sánchez no crescimento dos fascistas do Vox na Andaluzia. Nada de novo. Trump governa nos States? É culpa do socialismo e do esquerdismo. O Brexit ganhou? É culpa do socialismo e do esquerdismo. Marine Le Pen está às portas do Eliseu? É culpa do socialismo e do esquerdismo. Bolsonaro no Brasil? É culpa do socialismo e do esquerdismo. Viktor Órban, camarada de bancada do CDS no Parlamento Europeu suspendeu a democracia e o Estado de direito na Hungria? A culpa é do socialismo e do esquerdismo e se calhar aqui também do comunismo. Depois olhamos para o quadro publicado nesse baluarte do socialismo e do esquerdismo que é o diário El Mundo e ficamos a saber que os fascistas que antes faziam a cruz no quadrado à frente do símbolo do PP e do Ciudadanos, chateados com Sánchez, o socialismo, o esquerdismo e o independentismo catalão, se mudaram em peso para o Vox... É a realidade alternativa da direita radical.

 

 

 

 

Onde é que tu estavas no 25 de Abril de 74?

por josé simões, em 10.12.18

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

Obviamente a direita não tem nada a ver com o fascismo

por josé simões, em 05.12.18

 

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E não só não tem nada a ver com o fascismo como só alguém mal intencionado pode fazer essa ligação. E ai daquele que se atrever a dizer o contrário. Porque, como é por todos sabido, por detrás do ressurgimento dos fascismos, e da ascensão dos populismos um pouco por todo o lado, está a esquerda. A causa das coisas é aí que deve ser procurada, na esquerda, sempre a ver o fascismo e sempre indisponível e sem "sentido de Estado" para fazer cedências e negociar.

 

Rivera considera "irresponsable" descartar a Vox de los escenarios de pacto en Andalucía

 

[A Lei de Godwin explicada ás criancinhas e outros analfabetos]

 

[Imagem de Max Papeschi]

 

 

 

 

"Sou neto de um antigo deputado da União Nacional"

por josé simões, em 04.12.18

 

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Enxofrou-se Adolfo Mesquita Nunes no Twitter com o vídeo do Luís Vargas, a ganhar nas redes a visibilidade que o nicho de mercado que são os frente-a-frente na SIC Notícias não dão aos intervenientes, principalmente quando desmontam a imagem que Adolfo Mesquita Nunes, laboriosa e pacientemente, anda a construir para se alçar à liderança do CDS num pós Cristas [já João Galamba, poucos dias antes de deixar o programa para ocupar a secretaria de Estado, com uma observação aparentemente inócua o havia tirado do sério e feito levantar a voz a falar por cima de toda a gente]. O CDS não é o partido herdeiro do fascismo, é só o partido dos netos do fascismo que invocam a sua condição de herdeiros para discursar no Congresso perante o aplauso da assembleia.

 

 

 

 

A Lei de Godwin explicada ás criancinhas e outros analfabetos

por josé simões, em 24.11.18

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Começou a financiar Franz-Joseph Strauss da CSU e o FDP, depois passou para o Liga dos Cidadãos Livres, já vai lançado na AfD e em Beatrix von Storch. Obviamente que a direita não tem nada a ver com a extrema-direita nem com o fascismo. E ai de quem os meter no mesmo saco, vem logo a Lei do Godwin e o caralho. A Lei de Godwin que não existe para quando a direita, por tudo e por nada e por dá cá aquela palha, chama Estaline e Trotsky para qualquer troca de argumentos com alguém por levemente que se situe à esquerda.

 

 

 

 

A direita radical PSD/ CDS e o camarada Otelo Saraiva Bolsonaro

por josé simões, em 31.10.18

 

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Bolsonaro quer fazer à Folha de S. Paulo o que Chávez e Maduro fizeram aos jornais críticos do regime. Da boca da direita radical PSD/ CDS, sempre tão preocupada com a democracia e a liberdade de expressão na Venezuela, não se ouve nem um pio.

Não só não se ouve nem um pio e fica registado que, depois de décadas a atirar Otelo e o Campo Pequeno à cara da esquerda, radical ou não, o empenho posto pela direita radical PSD/ CDS em defesa do fascista Bolsonaro que diz, para quem o quer ouvir, que vai metralhar os adversários políticos.

Se agora desatarmos todos, radicais de esquerda ou não, a lamentar que o erro do Otelo foi não ter passado das palavras aos actos, como o fascista Bolsonaro, apoiado pela direita radical PSD/ CDS, diz que o erro da ditadura foi torturar em vez de matar, a esquerda é anti-democrática e indigna de respeito. É isto, não é?

 

[Imagem]

 

 

 

 

Alemanha 1936

por josé simões, em 29.10.18

 

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Deputada eleita pelo PSL pede que estudantes denunciem professores contra Bolsonaro em sala de aula

 

[Na imagem capa da Der Pimpf, revista do Partido Nazi para rapazes]

 

 

 

 

 

O CDS, esse partido albergue de grandes democratas

por josé simões, em 25.10.18

 

 

 

O dia em que Procissão Cristas nos diz que dava a vitória a um fascista no Brasil, um fascista da estirpe filho da puta à face da terra, que defende a tortura, assassinar adversários políticos, que as mulheres são seres inferiores, que se deve usar a violência contra os gays, que os pobres devem ser esterilizados, e que a polícia deve atirar a matar e não ser responsabilizada por isso, é o dia em que o Cónego Melo aparece em defesa dos polícias que no Estado de direito recorrem a métodos defendidos pelo fascista eleito por Procissão Cristas caso votasse no Brasil. Registe-se o CDS, esse partido albergue de grandes democratas.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

#EleNao

por josé simões, em 11.10.18

 

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Eu fui olhar o desenho que fizeram na barriga dela. É um símbolo budista, de harmonia, de amor, de paz e de fraternidade. Se tu fores pesquisar no Google, tu vai ver que existe um símbolo budista ali. Essa é a informação

 

 

 

 

Heil!

por josé simões, em 10.10.18

 

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Já tínhamos questionado qual a razão/ quais as razões para que num tempo 'live fast die young', com o mundo em cada vez mais rápidas transformações ao ritmo do Youtube, Facebook e Twitter na palma da mão android/ iPhone, alterações climáticas, save the planet, energias limpas, movimento 1%, #OccupyWallStreet, primavera árabe, direitos das minorias, migrações massivas de populações, morte no Mediterrâneo, movimento #metoo, crises das dívidas soberanas, austeridade, desemprego jovem, emprego jovem mal pago e precariedade, não tinha ainda aparecido um movimento, nem nos States nem na UK nem noutro sítio qualquer, que capitalizasse todos estes novos angry young men globais e fosse a sua voz, à imagem do movimento hippie e do Maio de 68, contra a guerra do Vietname e libertação sexual, e mais tarde do movimento punk, com o rock against racism, contra o anos thatcherismo e dos reganomics, que culminaria anos mais tarde com o Feed the World e o Live Aid. Nem uma banda sequer que os cantasse. A partir daqui kaput, morreu, porquê?

 

O vocalista Roger Waters foi vaiado na passada terça-feira durante um concerto em São Paulo, no Brasil, por ter apresentado um grafismo no concerto onde mostra uma mensagem "anti-Bolsonaro" e o coloca ao lado de nomes como Le Pen, Trump ou Putin acompanhado da mensagem "neo-fascismo está a crescer"

 

[Imagem]

 

 

 

 

Chamar os fascistas pelo nome

por josé simões, em 08.10.18

 

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Se calhar ajudava a comunicação social começar a chamar os fascistas pelo próprio nome - fascistas, e assim teríamos a Folha de S. Paulo com uma manchete "Onda de Fascismo". Ou se calhar não, já que os Bolsonaros desta vida se limitam a dizer em público o que a direita radical pensa em privado. Outra correcção a fazer é acabar de vez com essa sonsice do "centro direita" para designar os partidos da "responsabilidade" e do "sentido de Estado" que fecham os olhos ao fascismo. Ao contrário da esquerda, que não hesita em colocar de lado as diferenças e unir esforços, mesmo com ideologicamente opostos, para travar a ascensão do fascismo [vide as eleições em França]. "De resto, onde há fascismo na América Latina, nas suas variadas versões desde pelo menos os anos setenta, há economistas de Chicago. No Brasil não é diferente: "tinha que vender tudo", diz Paulo Guedes, o economista de Chicago de Bolsonaro. Para esse programa de regressão, a repressão é absolutamente essencial". A repressão com liberdades, direitos e garantias paulatina e gradualmente suprimidos quando a direita radical, os sonsos do "centro direita", são poder, com o argumento de travar a ascenção do fascismo. Não há volta a dar-lhe. Ou melhor, andamos sempre aqui à volta, como a mula na nora.

 

 

 

 

Fascismo nunca mais!

por josé simões, em 12.09.18

 

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Quando a notícia do dia deveria ser que mais de 5 - cinco - 5 anos passados sobre o relatório de Rui Tavares, então eurodeputado pelo Bloco de Esquerda, que apontava ao Governo de Viktor Orban violações graves e sistemáticas dos valores consagrados no artigo 2 do Tratado da União Europeia: democracia, Estado de direito, liberdade, igualdade e respeito pelos direitos humanos, incluindo pessoas oriundas de minorias, que finalmente o Parlamento Europeu aprovou, com  448 votos favoráveis, 197 contra e 48 abstenções, que seja accionado o artigo 7.º do Tratado da União Europeia, um procedimento que, no limite, pode levar à suspensão dos direitos de voto da Hungria, governada pelo protofascista Fidesz, com assento na bancada parlamentar do Partido Popular Europeu [PPE] ao lado do PSD e do CDS, eis que a notícia é que o PCP, os campeões e donos da exclusividade da luta contra o fascismo, votou a favor do fascista Orban votou contra o relatório da eurodeputada "verde" holandesa Judith Sargentini, desviando as atenções de onde elas deviam estar, no PPE, no PSD de Paulo Rangel e no CDS do 'cónego' Nuno Melo. O PCP sempre do lado certo da história.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Justiça nazi

por josé simões, em 20.06.18

 

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Em "Justiça Nazi, a lei do holocausto" Richard Lawrence Miller explica como o poder legislativo alemão se transformou numa organização criminosa e em como "a vida pública foi gradualmente dominada por um aparelho burocrático indiferente ao atropelo dos direitos humanos com a comunidade a colaborar de boa mente no processo [...], e alerta-nos para "o desfecho inevitável da pretensão de excluir determinados membros da sociedade, mediante abusos sistemáticos da interpretação da lei, susceptíveis de ocorrerem em qualquer país do Ocidente".

 

Uma semana depois de Jeff Sessions, secretário da Justiça norte-americano, citar a Bíblia para legitimar as políticas de imigração da administração Trump e a separação de filhos dos pais, temos o país de André Biss de "Como Foi Salvo Um Milhão de Judeus", governado por Viktor Orbán, com assento no Parlamento Europeu na bancada do Partido Popular Europeu, do PSD e CDS, no dia Mundial dos Refugiados a aprovar um pacote legislativo que torna crime prestar auxílio a quem entre no país sem documentos legais e criminaliza os sem-abrigo.

 

Onde é que falhámos todos, individualmente e como comunidade, 70 anos passados sobre a derrota do nazismo e do fascismo? Foi no não contar, no não falar, no não passar a memória.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Fascism Conquers The Internet

por josé simões, em 15.03.18

 

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[Daqui]

 

 

 

 

 

Lobotomia

por josé simões, em 24.05.17

 

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É tempo de retirar aos opressores o poder de oprimir. E, na democracia, o poder se exerce pelo voto. A suspensão temporária do poder do voto dos homens brancos é a única chance de produzir uma real alteração no mundo no espaço de apenas uma geração.

 

[Imagem "Lord Snowdon's Mental Hospital"]