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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 13.01.19

 

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Foram as esquerdas, depois do 25 de Abril, que construíram o mito de que o Estado Novo era de direita para legitimarem o seu poder e sobretudo limitarem a legitimidade das direitas

 

[Imagem]

 

 

 

 

"Liberdade de expressão" my ass!

por josé simões, em 06.01.19

 

 

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Andaram todos na mesma escola

por josé simões, em 04.01.19

 

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"É a manipulação, muito vinculada pelas redes sociais". A juntar às caixas de comentários dos jornais e ao anonimato e a cloaca e o coise e blah-blah-blah. Andaram todos na mesma escola.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O branqueamento e a promoção do fascismo

por josé simões, em 03.01.19

 

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Dois dias depois de Ricardo Costa, "Jornalista @sic.sapo.pt e @Expresso.sapo.pt Retweets are not endorsements; views are my own" e blah-blah-blah [bio na conta Twitter], ter chamado a atenção para um texto de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo sobre o tratamento abaixo de cão dos jornalistas na tomada de posse de Jair Boldonaro e, tão importante como o texto, "é lerem os comentários que se seguem", [as caixas  de comentários e as redes sociais e o anonimato e a cloaca e o coise, estão a ver?], a TVI convida para o programa da manhã de Luís Goucha o neo-nazi Mário Machado, um criminoso condenado por roubo, coacção agravada, detenção de arma ilegal, danos e ofensa à integridade física qualificada, difamação, ameaça e coacção a uma procuradora da República, homicídio de Alcino Monteiro, o preso em Portugal que mais tempo passou numa prisão de alta segurança, apresentado como o "Nacionalista desde da adolescência, esteve preso por dois anos e meio por escrever um texto na internet a apelar à mobilização dos nacionalistas".

 

Voltando ao início do post, as caixas  de comentários e as redes sociais e o anonimato e a cloaca e o coise e blah-blah-blah, estão a ver [o papel do jornalismo]?

 

 

 

 

A realidade alternativa da direita radical

por josé simões, em 11.12.18

 

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Escreve a next big thing do CDS, Adolfo Mesquita Nunes, no Diário de Notícias sobre a culpa de Pedro Sánchez no crescimento dos fascistas do Vox na Andaluzia. Nada de novo. Trump governa nos States? É culpa do socialismo e do esquerdismo. O Brexit ganhou? É culpa do socialismo e do esquerdismo. Marine Le Pen está às portas do Eliseu? É culpa do socialismo e do esquerdismo. Bolsonaro no Brasil? É culpa do socialismo e do esquerdismo. Viktor Órban, camarada de bancada do CDS no Parlamento Europeu suspendeu a democracia e o Estado de direito na Hungria? A culpa é do socialismo e do esquerdismo e se calhar aqui também do comunismo. Depois olhamos para o quadro publicado nesse baluarte do socialismo e do esquerdismo que é o diário El Mundo e ficamos a saber que os fascistas que antes faziam a cruz no quadrado à frente do símbolo do PP e do Ciudadanos, chateados com Sánchez, o socialismo, o esquerdismo e o independentismo catalão, se mudaram em peso para o Vox... É a realidade alternativa da direita radical.

 

 

 

 

Onde é que tu estavas no 25 de Abril de 74?

por josé simões, em 10.12.18

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

Obviamente a direita não tem nada a ver com o fascismo

por josé simões, em 05.12.18

 

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E não só não tem nada a ver com o fascismo como só alguém mal intencionado pode fazer essa ligação. E ai daquele que se atrever a dizer o contrário. Porque, como é por todos sabido, por detrás do ressurgimento dos fascismos, e da ascensão dos populismos um pouco por todo o lado, está a esquerda. A causa das coisas é aí que deve ser procurada, na esquerda, sempre a ver o fascismo e sempre indisponível e sem "sentido de Estado" para fazer cedências e negociar.

 

Rivera considera "irresponsable" descartar a Vox de los escenarios de pacto en Andalucía

 

[A Lei de Godwin explicada ás criancinhas e outros analfabetos]

 

[Imagem de Max Papeschi]

 

 

 

 

"Sou neto de um antigo deputado da União Nacional"

por josé simões, em 04.12.18

 

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Enxofrou-se Adolfo Mesquita Nunes no Twitter com o vídeo do Luís Vargas, a ganhar nas redes a visibilidade que o nicho de mercado que são os frente-a-frente na SIC Notícias não dão aos intervenientes, principalmente quando desmontam a imagem que Adolfo Mesquita Nunes, laboriosa e pacientemente, anda a construir para se alçar à liderança do CDS num pós Cristas [já João Galamba, poucos dias antes de deixar o programa para ocupar a secretaria de Estado, com uma observação aparentemente inócua o havia tirado do sério e feito levantar a voz a falar por cima de toda a gente]. O CDS não é o partido herdeiro do fascismo, é só o partido dos netos do fascismo que invocam a sua condição de herdeiros para discursar no Congresso perante o aplauso da assembleia.

 

 

 

 

A Lei de Godwin explicada ás criancinhas e outros analfabetos

por josé simões, em 24.11.18

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Começou a financiar Franz-Joseph Strauss da CSU e o FDP, depois passou para o Liga dos Cidadãos Livres, já vai lançado na AfD e em Beatrix von Storch. Obviamente que a direita não tem nada a ver com a extrema-direita nem com o fascismo. E ai de quem os meter no mesmo saco, vem logo a Lei do Godwin e o caralho. A Lei de Godwin que não existe para quando a direita, por tudo e por nada e por dá cá aquela palha, chama Estaline e Trotsky para qualquer troca de argumentos com alguém por levemente que se situe à esquerda.

 

 

 

 

A direita radical PSD/ CDS e o camarada Otelo Saraiva Bolsonaro

por josé simões, em 31.10.18

 

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Bolsonaro quer fazer à Folha de S. Paulo o que Chávez e Maduro fizeram aos jornais críticos do regime. Da boca da direita radical PSD/ CDS, sempre tão preocupada com a democracia e a liberdade de expressão na Venezuela, não se ouve nem um pio.

Não só não se ouve nem um pio e fica registado que, depois de décadas a atirar Otelo e o Campo Pequeno à cara da esquerda, radical ou não, o empenho posto pela direita radical PSD/ CDS em defesa do fascista Bolsonaro que diz, para quem o quer ouvir, que vai metralhar os adversários políticos.

Se agora desatarmos todos, radicais de esquerda ou não, a lamentar que o erro do Otelo foi não ter passado das palavras aos actos, como o fascista Bolsonaro, apoiado pela direita radical PSD/ CDS, diz que o erro da ditadura foi torturar em vez de matar, a esquerda é anti-democrática e indigna de respeito. É isto, não é?

 

[Imagem]

 

 

 

 

Alemanha 1936

por josé simões, em 29.10.18

 

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Deputada eleita pelo PSL pede que estudantes denunciem professores contra Bolsonaro em sala de aula

 

[Na imagem capa da Der Pimpf, revista do Partido Nazi para rapazes]

 

 

 

 

 

O CDS, esse partido albergue de grandes democratas

por josé simões, em 25.10.18

 

 

 

O dia em que Procissão Cristas nos diz que dava a vitória a um fascista no Brasil, um fascista da estirpe filho da puta à face da terra, que defende a tortura, assassinar adversários políticos, que as mulheres são seres inferiores, que se deve usar a violência contra os gays, que os pobres devem ser esterilizados, e que a polícia deve atirar a matar e não ser responsabilizada por isso, é o dia em que o Cónego Melo aparece em defesa dos polícias que no Estado de direito recorrem a métodos defendidos pelo fascista eleito por Procissão Cristas caso votasse no Brasil. Registe-se o CDS, esse partido albergue de grandes democratas.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

#EleNao

por josé simões, em 11.10.18

 

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Eu fui olhar o desenho que fizeram na barriga dela. É um símbolo budista, de harmonia, de amor, de paz e de fraternidade. Se tu fores pesquisar no Google, tu vai ver que existe um símbolo budista ali. Essa é a informação

 

 

 

 

Heil!

por josé simões, em 10.10.18

 

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Já tínhamos questionado qual a razão/ quais as razões para que num tempo 'live fast die young', com o mundo em cada vez mais rápidas transformações ao ritmo do Youtube, Facebook e Twitter na palma da mão android/ iPhone, alterações climáticas, save the planet, energias limpas, movimento 1%, #OccupyWallStreet, primavera árabe, direitos das minorias, migrações massivas de populações, morte no Mediterrâneo, movimento #metoo, crises das dívidas soberanas, austeridade, desemprego jovem, emprego jovem mal pago e precariedade, não tinha ainda aparecido um movimento, nem nos States nem na UK nem noutro sítio qualquer, que capitalizasse todos estes novos angry young men globais e fosse a sua voz, à imagem do movimento hippie e do Maio de 68, contra a guerra do Vietname e libertação sexual, e mais tarde do movimento punk, com o rock against racism, contra o anos thatcherismo e dos reganomics, que culminaria anos mais tarde com o Feed the World e o Live Aid. Nem uma banda sequer que os cantasse. A partir daqui kaput, morreu, porquê?

 

O vocalista Roger Waters foi vaiado na passada terça-feira durante um concerto em São Paulo, no Brasil, por ter apresentado um grafismo no concerto onde mostra uma mensagem "anti-Bolsonaro" e o coloca ao lado de nomes como Le Pen, Trump ou Putin acompanhado da mensagem "neo-fascismo está a crescer"

 

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Chamar os fascistas pelo nome

por josé simões, em 08.10.18

 

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Se calhar ajudava a comunicação social começar a chamar os fascistas pelo próprio nome - fascistas, e assim teríamos a Folha de S. Paulo com uma manchete "Onda de Fascismo". Ou se calhar não, já que os Bolsonaros desta vida se limitam a dizer em público o que a direita radical pensa em privado. Outra correcção a fazer é acabar de vez com essa sonsice do "centro direita" para designar os partidos da "responsabilidade" e do "sentido de Estado" que fecham os olhos ao fascismo. Ao contrário da esquerda, que não hesita em colocar de lado as diferenças e unir esforços, mesmo com ideologicamente opostos, para travar a ascensão do fascismo [vide as eleições em França]. "De resto, onde há fascismo na América Latina, nas suas variadas versões desde pelo menos os anos setenta, há economistas de Chicago. No Brasil não é diferente: "tinha que vender tudo", diz Paulo Guedes, o economista de Chicago de Bolsonaro. Para esse programa de regressão, a repressão é absolutamente essencial". A repressão com liberdades, direitos e garantias paulatina e gradualmente suprimidos quando a direita radical, os sonsos do "centro direita", são poder, com o argumento de travar a ascenção do fascismo. Não há volta a dar-lhe. Ou melhor, andamos sempre aqui à volta, como a mula na nora.