...
![]()
Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]
![]()
![]()
Lembro-me de o meu pai ter uma semana de férias por ano, não retribuídas e quando o patrão achasse que as devia ter, e um dia de folga semanal. Era Portugal um país livre da rigidez laboral e Marcelo presidente, do Conselho. O Luís a trabalhar faz anunciar que os portugueses trabalhadores colaboradores podem ter mais que os 22 dias consagrados em lei, e que não são os 3 fanados no tempo da troika, quando o Luís fazia figura de ponto a Passos Coelho no Parlamento, e que o PS se recusou devolver, são férias compradas a expensas do trabalhador colaborador, que mexer na mais-valia do accionista e do patrão é assunto tabu, e se calhar o dinheiro recebido pelas férias compradas até vai ser reinvestido na economia para criar mais riqueza para o país e para o trabalhador colaborador e mais emprego, como aconteceu com a baixa do IRC pelo Luís quando começava a trabalhar, com o apoio do PS do esquerdista Pedro, e tudo. Imaginem o Luís a trabalhar no tempo em que se começou a lutar por um horário de trabalho que não fosse de sol-a-sol, que não podia ser, por causa da economia, do crescimento económico, da criação de riqueza e o caralho, queres horário de trabalho compras as horas até ao nascer e ao pôr do sol, e depois com os dois dias de folga e as férias pagas, e por aí. Diz o Luís a trabalhar que é para aliviar a rigidez da legislação laboral e para ser feito em concertação social, o que significa que isto já está mais que aprovado, como mostra desde 1978 o sindicalismo homenzinho e responsável empenhado em aliviar a rigidez laboral em prol da rigidez patronal, com mais ou menos cálices de Porto à mistura.
[Na imagem o alegado sindicalista, homenzinho e responsável, Torres Couto de cálice de Porto na mão brinda com Cavaco Silva o início do amaciamento da rigidez laboral, em troca dos amanhãs que cantavam para os trabalhadores antes de serem colaboradores]
O motorista do mini bus, "vai-vem" circuito urbano, era uma motorista. Brasileira. "Pode descansar que quando chegar na paragem eu aviso o senhor para sair".
O varredor da rua era uma varredora. Moldava. "Isso é uma guerra perdida, por mais que limpe está sempre sujo", lanço, depois do "bom-dia". "O que é que o senhor quer? Alguém tem de fazer isto...".
O caixa do supermercado era brasileiro. "Até que horas ficas aqui?", pergunto. "Até às 9 da noite". "Depois vais beber uns copos para limpar a cabeça...". "Depois vou para casa, que tenho a cabeça em água e ainda ficamos cá mais uma hora a repor".
Chego à varanda com um livro numa mão e uma mini na outra ao mesmo tempo que descia o elevador de transporte dos pintores que fazem as obras no condomínio. "Querem uma?", pergunto. "Se faz favor. Ele não, que é muçulmano". "Fica com esta que eu vou buscar outra para mim. São de onde?". "Eu sou da Guiné, ele é do Senegal". "Obrigado, chefe". "Não sou chefe de coisa nenhuma, amanhã à mesma hora".
No restaurante, "Então, oh C, como é que está coisa este ano?". "Está mau...". "Como assim "está mau..." se isto é gente por todo o lado?". "Está mau, tivemos de reduzir um turno, não temos empregados e dos candidatos não aparece ninguém que fale português".
E assim, por causa destes perigosos bandidos que roubam empregos aos naturais, os verdadeiros algarvios, os descendentes daqueles que vieram por aí abaixo atrás de D. Afonso III enxotar o Califado Almôada para a margem sul do Mediterrâneo, não os outros, os descendentes dos marroquinos, argelinos, e outros talibãs que tais, foram a correr votar no partido da taberna, que há-de obrigar os "empresários" a pagar ordenados decentes aos indígenas e meter estes manhosos, ocupadores de território e substituidores de população, na ordem. Amém.
[Link na imagem de Armação de Pera]
![]()
As férias de Marcelo nas televisões são explicadas numa capa e um título com as férias de Costa na praia.
Em "Chora, que logo bebes" há um Presidente de férias na praia em modo pateta alegre que todos os dias às 13 horas em ponto veste polo e mete chapéu de pala na cabeça para dizer em directo na abertura dos telejornais que o Presidente está de férias e que não comenta propostas da oposição enquanto repete tintim por tintim as propostas do seu partido na oposição sobre a baixa dos impostos. "É proibida a entrada a quem não andar espantado de existir".
[Link na imagem]

A tomada de posição dos vários partidos, a propósito da saída de Portugal da lista verde inglesa, nos telejornais da televisão do militante n.º 1, SIC Notícias, são noticiadas como "partido x disse" ou "fulano de tal pelo partido y comentou". O Chaga, o partido do deputado só, foi o único com direito a imagem e comentário próprio pela voz do líder. Em todos os telejornais, a todas as horas certas, 24 horas de um dia. Camarada Balsemão, a bem da Nação.
[Link na imagem]
Vender a alma aos bifes por uns litros de cerveja no Porto e levar como gorjeta o cancelamento das férias no Algarve. Depois António Costa e o alegado ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, explicam, já que o dos Negócios Estrangeiros, sempre apanhado de "surpresa" tudo lhe parece sempre sem sentido. Não, não estamos a ser penalizados por sermos honestos, estamos a ser castigados por sermos aquilo a que em linguagem comum se designa de totós.
[Link na imagem]
"Rule, Britannia! Britannia, rule the waves!"
![]()
A pergunta correcta é: "O que é que a Comporta não tem?". Ainda Não tem a floresta de betão, o império do plástico, a má restauração, o meter a mão na carteira do cliente e o reinado da Albion que tem o Algarve, apesar do tiro de partida para o saque e destruição dado pelos PIN de José Sócrates, dos resorts, hotéis e campos de golfe em área de paisagem protegida e reserva agrícola nacional, onde antes era proibido montar uma tenda para uma noite de campismo selvagem na duna a ouvir as ondas na areia.
[Na imagem a capa da Time Out Portugal]
![]()
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente de todos os portugueses, apelou a que os indígenas passem férias no sul do país, que as outras regiões não estão necessitadas nem com a restauração e a hotelaria com a corda no pescoço e com o desemprego e a miséria a espreitar. No Algarve dos preços baratos, não fosse em Espanha serem ainda mais baratos, mesmo incluindo a gasolina para a deslocação e as portagens que não se pagam. No Algarve das ementas escritas em inglês, beef, french fries, bull fight, sports giant screen full HD, ex-rooms - chambres - zimmers. Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente de todos os algarvios
¿Por qué no te callas?
[Imagem]
![]()
Iniciativa Liberal propõe substituir dias de férias por trabalho com remuneração acrescida
O rico vai de férias porque se pode dar ao luxo, o pobre trabalha as férias para compensar o fraco ordenado, que não dá para luxos e o direito ao descanso e ao lazer é um luxo dos ricos. Não é um aumento da remuneração que se propõe, é trabalhar o descanso. A seguir propõe-se trabalhar um dos dias da folga semanal, que o aumento das horas no banco já vem no pacote e é substancialmente diferente de aumentar o preço da hora a depositar no banco, na conta do empregado no final do mês. E assim se poupam postos de trabalho e encargos com a Segurança Social. Depois, uns mais desgraçados e a passar por dificuldades, trabalham as férias e fazem as horas extra e o patrão, benemérito, pergunta "então os outros fazem e tu não?". E está no seu direito de perguntar e que ninguém veja isto como coacção sobre o trabalhador, honi soit qui mal y pense. Quem é amigo do patrão, do trabalhador, do colaborador, quem é?
[Imagem]
![]()
Só fecha para férias em Agosto quem tem obrigatoriamente de fechar em Agosto. Por exemplo as fábricas, as famosas "paragens", para manutenção, substituição e reparação. Assim é só um caso de administração, gestão e organização. Má.
[Imagem]
![]()