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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Cara de Papa

por josé simões, em 12.05.17

 

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"...porque é um Papa de que toda a gente gosta e porque realmente tem cara de Papa"

 

Teen entrevistada no santuário de Fátima depois de Francisco, Papa, ter passado pelo meio da multidão.

 

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Da miséria humana

por josé simões, em 11.05.17

 

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[Aqui]

 

 

 

 

Vale tudo para o espectáculo

por josé simões, em 10.05.17

 

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Ontem, a propósito da visita de Jorge Mario Bergoglio a Fátima, foram repostas as fronteiras terrestres. À parte a piada feita que é repor as fronteiras terrestres a pretexto da segurança de alguém que reclama o estatuto de secretário de Deus no planeta Terra, as televisões estavam lá todas, desde Quintanilha a Vila Verde de Ficalho, passando por Vilar Formoso e Caia, para mostrar que os possíveis eventuais malfeitores terroristas atentadores da vida e da segurança do Papa Francisco têm todas as portas barradas pelos guardas fronteiriços de ocasião. Não podem entrar. Aliás, só entravam a partir de ontem e exactamente a contar da hora do fecho das ditas.

 

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Verdade alternativa

por josé simões, em 27.04.17

 

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O aspecto mais curioso, chamemos-lhe assim, do argumentário justificativo da tolerância de ponto dada aos funcionários públicos aquando da visita de Francisco, Papa, a Fátima, ou à cova Deiria, como dizem as televisões, argumentário comum ao Governo, aos partidos da 'Geringonça' e à direita radical beata, uma verdadeira 'união nacional', prende-se com o facto de "muitos portugueses manifestarem interesse em se deslocarem ao santuário", por coincidência, e só por coincidência, todos funcionários públicos, que no Estado laico o sector privado não tem tempo para terços nem se governa com Pais-Nossos e Avé-Marias.

 

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Caladinhos

por josé simões, em 27.04.17

 

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Em nome da Função Pública e com a benção dos partidos da 'Geringonça', ateus-agnósticos-jacobinos-laicos e religiosamente multi coloridos mas com a base eleitoral de apoio à sombra do Estado.

 

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O Presidente nos 107 anos da República do Estado laico

por josé simões, em 25.04.17

 

 

 

 

 

 

O embuste do século aos olhos de uma criança

por josé simões, em 10.03.17

 

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Crescemos todos a ouvir a avó Ilda, que nasceu era D. Manuel II El Rei de Portugal e morreu com Jorge Sampaio na Presidência da República, contar como foi ir de Setúbal a Fátima, ela e os irmãos, de charrete com os pais, estradas só de nome, dormir ao relento onde os cavalos pediam e lá, na Cova de Iria, e depois toda a gente a olhar para o ar no dia do "Milagre do Sol", ela também, e jurar a pés juntos não ter visto nada nem sequer ter percebido o porquê de estar toda a gente a olhar para cima. Valeu pela aventura da viagem. Lembrei-me a propósito do insólito no Diário de Notícias.

 

 

 

 

Uma vida inteira a dar a cara por embustes

por josé simões, em 05.03.17

 

 

 

 

 

 

||| Eu hoje acordei assim

por josé simões, em 13.05.15

 

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||| Ainda que mal pergunte

por josé simões, em 11.05.15

 

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No Estado laico o patrulhamento das estradas [GNR, Brigada de Trânsito, PSP] a propósito de peregrinações religiosas, patrulhas extraordinárias com recurso à chamada de agentes/ polícias/ soldados em dias de folga ou em horas extra, são pagas pela confissão religiosa celebradora do evento e não pelo bolso do contribuinte, certo?


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

|| Ao Menino e ao Borracho põe Deus a mão por baixo

por josé simões, em 07.07.10

 

 

 

E também parece que a Virgem Maria apareceu uma vez em Fátima

 

(Imagem “Riding with the Lord”, Mark Ryden, 2010)

 

 

 

 

|| Qual foi a parte que eu não percebi?!

por josé simões, em 13.08.09

 

O que é que havia em Fátima antes do alegado milagre ter acontecido? Zero, nada, nicles batatóides; mato e olival. O santuário foi construído, e a cidade à roda dele. Em Setúbal é a estátua de Bocage ou o arco da Rua Arronches Junqueiro, em Lisboa a Torre de Belém ou o arco da Rua Augusta, em Coimbra a Torre da Universidade, no Porto a Torre dos Clérigos e em Almada o Cristo-Rei. O que é queriam no cartaz; a rotunda da avenida principal?

 

Diz o povo que “quem não tem nada para fazer faz colheres”. Não há missas para rezar nem fiéis para confessar lá pelas imediações?

 

(O ideal talvez fosse, a boa maneira feudal, entregar a presidência da autarquia à Reitoria do Santuário...)

 

 

 

O Insulto

por josé simões, em 14.10.08

 

Vem um qualquer Audrys Backis lá detrás do Sol nascente rezar uma missa a Fátima. De um país "onde se defendem ideias e ideologias contrárias ao direito natural" e acabadinho de sair de um regime de 50 anos que foi «uma ferida na [história natural do homem]", responsável pelo "obscurecimento da consciência e da poluição da mente"»; o Arcebispo dixit.

 

E veio dar graças a Deus. E à Virgem que contribuiu para o fim do comunismo.

 

Escusava era de insultar a inteligência de um povo que viveu 50 anos sob o jugo do fascismo católico com a cumplicidade da igreja católica. E pegando nas suas palavras «que semeou tanto mal, ódio e guerras no século passado; que aceitava Deus e pisava a dignidade do homem, os seus direitos fundamentais».

 

Mas isso agora também não interessa nada. Todos sabemos que para a Igreja há uma diferença fundamental entre o povo levar no lombo com porradas dadas pelos fascistas, ou levar no lombo com porradas dadas pelos comunistas. E o povo também não vê a diferença; porrada por porrada…

 

Ah! e os comunistas vão para o Inferno e os fascistas para o Céu.

 

(Foto Getty Images via Dayli Telgraph)

 

 

 

Quase um século para perceber!

por josé simões, em 13.05.08

 

Faz hoje precisamente 25 anos, estava aqui o escriba literalmente instalado de armas e bagagens “à porta” de Fátima; responsável por uma unidade paramédica da 1.ª Brigada Mista Independente, deslocada propositadamente desde a base militar de Santa Margarida, para prestação de cuidados médicos básicos aos peregrinos que arribavam ao Santuário. Apoio ao peregrino; dizia-se.

 

Instalámos, e instalámo-nos, dois dias antes num hospital de campanha, e, até dia 13 à noite, foram dos três dias mais miseráveis que já passei na minha vida. Pés e pernas em estado lastimável – alguns em carne viva; desidratações; desnutrições – por muito andar e pouco comerem; gripes e alguns princípios de pneumonia – chovia que “Deus a dava”; e os joelhos e os cotovelos! Não estavam em carne viva… estavam até quase ao osso, pelas promessas de fazer todo o recinto até à capela, de rastos ou de joelhos, em cima do alcatrão e da gravilha. Centenas!

Um camarada Alferes que não era virgem nestas andanças, dizia-me que “este ano até que nem está mau de todo!

 

Um hospital de campanha para acudir a uma guerra entre a carne e o pavimento com Deus e a Virgem pelo meio.

 

Ontem o bispo de Leiria-Fátima veio apresentar uma novidade nos 91 anos das aparições; a criação de serviços de apoio psicológico e psiquiátrico aos peregrinos:

 

há cada vez mais pessoas a procurar Fátima (…) manifestando perturbações de ordem psíquica ou espiritual

(Público, sem link)

 

A sério?! No shit?! Ao fim de 91 – noventa e um – 91 anos, quem diria?!

 

(Na foto encontrada no La Repubblica, garrafas de litro e meio com “água santa”; para beber)

 

 

 

Milagres contemporâneos

por josé simões, em 12.05.08

 

Leio no Público que:

 

“Há, até hoje, registos de umas vinte mil aparições da Virgem Maria, mas apenas 15 são reconhecidas pela Igreja Católica - uma das quais é Fátima, onde hoje e amanhã se assinalam os 91 anos do início dos acontecimentos que levaram três crianças a contar ter visto Nossa Senhora.” (Sem link)

 

Ontem vi o Bruno Nogueira num sketch d’Os Contemporâneos, e numa alusão óbia à Dona Lúcia, dizer que, não acredita em videntes que usam óculos com 20 dioptrias em cada lente. “Aqui ao perto vejo Fátima, se afastar os óculos um bocadinho vejo Alicante, ali à direita”.

 

Ainda assim as malhas da Igreja por onde passam os milagres são largas. Bastante largas.

 

(Foto via Reuters)