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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Os pregoeiros da agenda da direira radical nos media

por josé simões, em 05.04.20

 

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O João, no seu editorial de hoje [ontem] no Expresso indigna-se por os funcionários do Estado não estarem a contribuir para o sacrifício nacional pois não há um único em lay off com corte de salário (que seria pago pelo mesmo Estado). De quem falará ele?

 

Diz que não é dos 30 569 médicos, nem dos 49 022 enfermeiros. Nem será dos 9 670 técnicos de diagnóstico e terapêutica. Bem como dos 1 962 técnicos superiores de saúde. Também não será dos 51 366 polícias das forças de segurança ou dos 1 548 polícias municipais. Ou dos 2 292 bombeiros.

 

Se bem percebi também não fala dos 136 150 professores dos vários níveis de ensino básico e secundário que continuam a dar aulas à distância e a preparar o que aí vem. Ou dos 15 241 docentes universitários e 10 470 docentes superior politécnico que continuam com aulas não presenciais.

 

Mesmo os políticos nacionais, regionais, locais estarão em overdrive como nunca pelo que também não será desses 2 374 que fala ou sequer dos autarcas que na larga maioria não contam para este totobola pois recebem senhas e não salário.

 

Será que fala dos 157 990 assistentes operacionais/ operário/ auxiliar (aqueles que constituem, no Estado, o grupo com mais infetados) que contém, lá pelo meio, a malta que está nos hospitais, centros de saúde, que nas autarquias continuam a desinfetar ruas e enterrar mortos? Se calhar não.

 

Talvez sejam os 87 448 assistentes técnico/ administrativos bom, mas também nesses os há que estão em teletrabalho a apoiar os 67 965 técnicos superiores que desenham e acodem a empresas e particulares com todas as medidas de exceção.

 

Já sei, são os dirigentes, os 11 107 dirigente intermédios e os 1 713 dirigentes superiores. Mas espera, quem define trabalho, organiza o trabalhado à distância, distribui pessoas para outras áreas críticas neste período? Não também não devem ser esses.

 

Talvez os 5 181 informáticos? Eh pá, também não! Esse andam completamente debaixo de água a tentar que tudo funcione à distância e a trabalhar como nunca. Os 403 diplomatas? Bom, esses anda em roda viva à procura de garantir equipamentos e razoabilidade entre pares.

 

Serão os magistrados, todos os 3 801? Bom, parece que há muitos procesos ainda em curso e muito trabalho acumulado que implica ler, estudar e despachar. Ná. Também não andam a coçar a micose.

 

Estão-se-me a acabar os suspeitos. Mas... serão os 3 441 tipos da investigação científica? Os de biomédicas? Os de economia? Quais? Sim haverá alguns que ficaram em casa mas até esses estão de prevenção e podem ser chamados a qualquer momento como determina o Estado de Emergência.

 

Pois é JVP, provavelmente NUNCA em tempo de paz os mandriões do Estado mandriaram tão pouco. Se calhar NUNCA tantos sentiram o peso e importância de cumprirem e se calhar NUNCA os que eles servem reconheceram tão facilmente quão importante é o seu trabalho para comunidade. Saúde!

 

"Ode a João Vieira Pereira!", Rui Cerdeira Branco no Twitter.

 

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O dia em que o Correio da Manha fez a primeira página do Expresso

por josé simões, em 29.02.20

 

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O que diz o corpo da notícia?

 

"Pergunta: Qual é o pior cenário para Portugal?

Resposta: Estamos a trabalhar com cenários para a taxa de ataque da doença, como fizemos para a pandemia de gripe, em 2009. Na altura, pensávamos que podia ter uma taxa total de ataque de 10%: um milhão de pessoas doentes ao longo de 12 semanas, mas não todas graves. Mas, afinal, foram 7%, cerca de 700 mil pessoas no total da época gripal de 2009/ 10. Uma epidemia depende da taxa de ataque, da duração e da gravidade. No caso do Covid-19, ainda não sabemos tudo para fazer cenários tão bem feitos. Assim, estamos a fazer cenários para uma taxa total de ataque de 10% [um milhão de portugueses] e assumindo que vai haver uma propagação epidémica mais intensa durante, pelo menos, 12 a 14 semanas. Temos estudos que nos dizem que 80% vão ter doença ligeira e moderada e só 20% terão doença mais grave e 5% evolução crítica. A taxa de mortalidade será à volta de 2,3% a 2,4%. No cenário mais plausível prevemos cerca de 21 mil casos na semana mais crítica, dos quais 19 mil ligeiros - não é muito, é como a gripe - e 1700 graves, que terão de ser internados, nem todos em cuidados intensivos. E nessa fase haverá camas em todos os hospitais."

 

E como fazer primeiras páginas destas não dá prisão, o mais provável é segunda-feira termos esta manchete no Polígrafo da SIC, pelo inefável e inenarrável Bernardo Ferrão com jornalismo de brincadeira. Só se estraga uma casa, a do militante n.º 1, jornal e televisão.

 

 

 

 

#OperaçãoSantanaAoColo, Capítulo II

por josé simões, em 14.07.19

 

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Por alma de quem, por que cargas de água, a que propósito o nome do Doutor Santana Lopes aparece nesta equação?

 

#OperaçãoSantanaAoColo, Capítulo I

 

 

 

 

Antisemitism my ass!

por josé simões, em 30.04.19

 

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Portugal não é um país pequeno

por josé simões, em 23.02.19

 

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Ramalho Eanes, comandante da companhia onde Arnaldo Matos prestou serviço militar como Alferes, faz a evocação do "Educador da Classe Operária" no Expresso.

 

 

 

 

O branqueamento e a promoção do fascismo

por josé simões, em 03.01.19

 

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Dois dias depois de Ricardo Costa, "Jornalista @sic.sapo.pt e @Expresso.sapo.pt Retweets are not endorsements; views are my own" e blah-blah-blah [bio na conta Twitter], ter chamado a atenção para um texto de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo sobre o tratamento abaixo de cão dos jornalistas na tomada de posse de Jair Boldonaro e, tão importante como o texto, "é lerem os comentários que se seguem", [as caixas  de comentários e as redes sociais e o anonimato e a cloaca e o coise, estão a ver?], a TVI convida para o programa da manhã de Luís Goucha o neo-nazi Mário Machado, um criminoso condenado por roubo, coacção agravada, detenção de arma ilegal, danos e ofensa à integridade física qualificada, difamação, ameaça e coacção a uma procuradora da República, homicídio de Alcino Monteiro, o preso em Portugal que mais tempo passou numa prisão de alta segurança, apresentado como o "Nacionalista desde da adolescência, esteve preso por dois anos e meio por escrever um texto na internet a apelar à mobilização dos nacionalistas".

 

Voltando ao início do post, as caixas  de comentários e as redes sociais e o anonimato e a cloaca e o coise e blah-blah-blah, estão a ver [o papel do jornalismo]?

 

 

 

 

Sábado há mais

por josé simões, em 07.10.18

 

 

 

A SIC Noticias, para compensar a fake new na primeira página do Expresso desta semana, que morreu ainda mais rápido que a da semana passada, fez um Opinião Pública especial-alarmista sobre um incêndio - Cascais, sem vítimas humanas nem habitações ardidas, extinto em 12 horas, com uma mão cheia especialistas e tudo, que nos juraram a pés juntos que a culpa é do Governo e que já vai sendo tempo destes impunes serem julgados e condenados na barra do tribunal. E ainda estamos a um ano das eleições. Sábado há mais.

 

 

 

 

Jornalismo de "referência"

por josé simões, em 20.09.18

 

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O Presidente da República, sob proposta do Governo, decidiu nomear Procuradora-Geral da República a Senhora Procuradora-Geral Adjunta, Dra. Lucília Gago, com efeitos a partir de 12 de Outubro de 2018.

 

 

 

 

"Expresso, liberdade para pensar"

por josé simões, em 18.09.18

 

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Já que as pessoas não compram o jornal em papel, vá-se lá saber porquê, e até já fizemos [fizeram] bué artigos a explicar porquê e convidámos [convidaram] outros bué especialistas para dissecar o assunto e explicar outra vez porquê, e mesmo que ao sábado lhes ofereçamos na edição impressa um código de acesso gratuito à edição online, de segunda a domingo, e mesmo assim as pessoas não queiram saber dos fazedores de opinião na era da democratização da opinião nas "redes",  vamos fazer um jornal direccionado às pessoas que usam "pulseiras de equilíbrio", como o doutor Santana Lopes, e que quando entram no café vão logo directas à página do horóscopo do Correio da Manha [sem til] em cima do balcão, e que não o dizem mas até têm consultas semanais com o astrólogo como os amaricanos nos filmes no divã do psiquiatra.

 

A Aliança nasce oficialmente às 16h00 do dia 19 de setembro de 2018, sob o signo Virgem e tendo Peixes como ascendente.

 

A Aliança propõe-se ser um símbolo de agregação e capacidade de fazer pontes entre projetos diferentes (a "geringonça" das esquerdas fez escola) e surge sob Virgem, "um signo dedicado aos outros e ao serviço em prol do bem comum, tendo Peixes como ascendente, um signo caraterizado pela empatia e pela sensibilidade".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A Conspiração do Bilhete no grupo de media do militante número um

por josé simões, em 29.01.18

 

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"O Observador avança que o Expresso avança. O Expresso avança que quem avançou foi o Correio da Manhã. E o Correio da Manhã avança que o avanço foi do Expresso". Não fora a SIC Notícias ter passado todo o fim-de-semana em todos os telejornais a todas as horas certas com "segundo o Expresso"e todos podiam avançar insinuações e falsidades sem que alguém fosse responsabilizado.

 

O ministro das Finanças que tirou Portugal do lixo das agências com o défice mais baixo da democracia promovido à presidência do Eurogrupo é afinal um badameco que se deixa corromper e que mete cunhas por dois bilhetes de futebol no camarote presidencial do estádio da Luz. Isto é para levar a sério?

 

 

 

 

Jornalismo "de referência"

por josé simões, em 01.10.17

 

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Depois das gordas na primeira página o barrete enfiado pelo Expresso aos leitores merece um esconso 4.º ponto em letras miudinhas.

 

 

 

 

E não se fala mais nisso

por josé simões, em 25.09.17

 

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De documento secreto elaborado pelos serviços de informação militares para "o Expresso nunca disse que este relatório é oficial", segundo Pedro dos Santos Guerreiro, director do Expresso, sentado ao lado de Miguel Sousa Tavares e depois de chutar 30 vezes para canto perante a insistência de Clara de Sousa no telejornal da SIC.

 

- O Lima das "escutas a Belém" está de boa saúde e aconselha-se;

- O Expresso tem de fazer pela vidinha para não ser papado pelo Correio da Manha [sem til];

- O Expresso levou a banhada e não quer dar o braço a torcer porque o anonimato é problema que só se coloca nas "redes sociais";

- O Expresso resolveu tomar partido e entrar na campanha eleitoral;

- Saiu o tiro pela culatra ao Expresso;

- Até o Expresso faz maldades a Pedro Passos Coelho

 

Qualquer das hipóteses não é muito abonatória da credibilidade do Expresso.

 

 

 

Jornalismo "de referência"

por josé simões, em 24.09.17

 

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5 de Fevereiro de 2011

 

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22 de Setembro de 2017

 

 

 

 

O militante n.o 1 no seu labirinto

por josé simões, em 30.07.17

 

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As redes sociais são boas quando usadas pelos avençados do partido do militante n.º 1 para largarem spin, fazerem acções de propaganda e manobras de intoxicação da opinião pública.

As redes sociais são boas para o grupo de comunicação social do militante n.º 1 estar nelas.

As redes sociais são boas para os jornalistas do grupo de comunicação social do militante n.º 1 virem para as redes sociais queixarem-se das redes sociais.

As redes sociais são boas para os órgãos de comunicação social do grupo de comunicação social do militante n.º 1 lucrarem milhões com o clickbait.

As redes sociais são boas para a televisão do militante n.º 1 fazer RT e linkar, de sábado a segunda, notícias saídas no jornal do militante n.º 1.

As redes sociais são boas para o pivô do telejornal noticiar "o movimento nascido nas redes sociais" e o que "o político tal disse nas redes sociais".

As redes sociais são boas, a começar pela "alvorada" dos blogues, porque democratizaram a opinião e, como consequência, a opinião pública deixou de só opinar o que interessava à opinião privada, patrocinadora de fazedores de opinião pagos pelo grupo de comunicação social do militante n.º 1.

 

Redes sociais são usadas para difundir "mentiras e meias verdades"

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 27.07.17

 

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Apenas quatro dia depois de ter feito gordas de primeira página para uma notícia baseada na boataria e no diz que disse do Facebook o Expresso faz um multimédia "acredita mesmo em tudo que lê na internet?"

 

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