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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Malucos do riso

por josé simões, em 05.06.18

 

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Apercebi-me da superficialidade e agressividade gratuita com que debatemos temas sociais nos órgãos de comunicação social e redes sociais [...]

 

 

 

 

Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 30.05.18

 

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A primeira página do jornal i, que tanto pode ser exibida com orgulho pelos defensores do "Não" como usada como "dedo acusatório" pelos proponentes e apoiantes do "Sim".

 

 

 

 

Matar devagarinho

por josé simões, em 29.05.18

 

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Liberalismo e menos Estado na vida das pessoas só na economia. Para matar as pessoas devagarinho.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Uma injecção atrás da orelha

por josé simões, em 28.05.18

 

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O PCP que, no pós 25 de Abril, se queixava da "direita reaccionária" a norte do do Mondego a manipular a ignorância das populações no obscurantismo de quase 50 anos de ditadura fascista, com a "injecção atrás da orelha" dada pelos comunistas aos velhos, para incutir o medo nas pessoas e travar os ventos de mudança e a abertura proporcionados pela novel democracia, cujos reflexos primeiros e imediatos eram as campanhas de alfabetização, as comissões do poder popular e os sindicatos libertos do corporativismo fascista, é o PCP que, em 2018, de má-fé, recorre à mesma filha da putice da mentira e manipulação para segurar o eleitorado envelhecido nos meios rurais onde ainda tem forte implantação e nos meios urbanos da iliteracia e crendice que quase 50 anos de democracia não conseguiram erradicar, com os "relatos vindos da Holanda, onde a morte antecipada está instituída na lei, dão conta de idosos com maiores rendimentos que emigram para as zonas de fronteira com a Alemanha para evitarem a possibilidade de serem eutanasiados". Tudo farinha do mesmo saco.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Insónias em formol

por josé simões, em 26.05.18

 

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Retirado da solução de formol onde se encontrava depositado Cavaco Silva acorda para entrar na campanha do "Não" à eutanásia. Atendendo a que o senhor deixou a Presidência da República com um índice de popularidade '5 degrees below zero' e com o prestígio da instituição e rastos isto só pode ser um sinal auspicioso e um tomar de pulso ao sentimento da sociedade portuguesa actual.

 

[Imagem]

 

 

 

 

No shit?!

por josé simões, em 11.05.18

 

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"A eutanásia mata". Somos todos burros?

 

[Campanha contra a morte assistida pelo CDS-PP de Almada]

 

 

 

 

O Meu Livro da Terceira Classe

por josé simões, em 04.02.17

 

 

 

107 anos de República no Estado laico e 40 anos de Constituição democrática, revista e com os poderes presidenciais definidos e consagrados:

 

é do mais elementar bom senso não receber o Papa com a sociedade portuguesa a discutir a eutanásia

 

 

 

 

 

Direito à vida

por josé simões, em 01.02.17

 

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Não percebo, nem sequer estou a ver, como é que alguém física e psicologicamente são pode decidir em referendo sobre o direito à vida, contra sua vontade, de um seu semelhante em sofrimento atroz, quer físico quer psicológico.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

Bolacha Maria, aborto e eutanásia

por josé simões, em 09.09.08

 

A propósito da chamada “fúria legislativa” tendo em vista a "correcção das injustiças", e partindo do célebre episódio da Bolacha Maria em 30 de Setembro de 74, quando um membro do então Governo resolveu tabelar por decreto o preço da bolacha, escreve hoje no Público Helena Ramos:

 

“Infelizmente, esta esquizofrenia está longe de se restringir às dinâmicas revolucionárias (…) sendo mesmo estrutural na elaboração das estratégias políticas dos partidos que fazem as democracias. O exemplo mais próximo desta linha de actuação é o actual Governo espanhol que, perante a ameaça duma grave crise económica, se entretém a anunciar como medidas fundamentais para os próximos meses a alteração à legislação sobre o aborto e o suicídio assistido, vulgo eutanásia. Um guião de humor negro não faria melhor, mas até agora esta agenda de fatalismo progressista tem conseguido preencher o vazio ideológico e proporcionar bons resultados eleitorais.”

(Na integra aqui)

 

Talvez extenuada e deslumbrada com o brilhante trabalho de artista exercício de raciocínio que é saltar da Bolacha Maria no Portugal 1974 para o aborto e a eutanásia na Espanha de 2008, Helena Ramos não se apercebe da argolada que comete: a “agenda de fatalismo progressista (…) tem conseguido (…) proporcionar bons resultados eleitorais”.

 

Porque será que o povo ignaro vota em quem lhes propõe alterações à legislação sobre o aborto e a eutanásia? Talvez por gostar de comprar a bolacha barata; o que é uma chatice…

 

Aguardemos outro brilhante raciocínio, desta vez em sentido contrário. Da bolacha Cuétara na Espanha de 1975, para o Portugal, talvez no próximo ano de 2009.

 

(Imagem de Sean Limbert via Guardian)