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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Antes que venha o populismo

por josé simões, em 06.08.19

 

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No ano em que todos aprendemos que o que antes todos tínhamos aprendido afinal estava errado, que a Lei não é para interpretar literalmente mas antes que a Lei é a Lei mas...

 

 - As pessoas vão para a política por facilidades nos negócios com o Estado?

 - As pessoas têm negócios com o Estado por facilidade no acesso aos decisores políticos?

 - Ambas as anteriores fazem sentido e complementam-se?

 - Pedro Passos Coelho tinha razão quando dizia ser necessário "aliviar o peso do Estado na economia"?

 - Ou entes é preciso aliviar o peso dos partidos no Estado?

 - Uma das grandes conquistas do 25 de Abril foi alargar o espectro do "vira o disco e toca o mesmo" na relação de umas quantas famílias com o Estado, a democratização do clientelismo?

 - Qual é o papel reservado ao cidadão anónimo que não a abstenção como forma de protesto ou o voto num qualquer justiceiro que lhe apareça a prometer disciplinar a causa pública?

 

Familiares de três ministros também têm negócios com o Estado

 

Uma empresa detida pelos irmãos de Leitão Amaro fez contratos com o Estado

 

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Depois chamam-lhe populismo

por josé simões, em 30.07.19

 

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Pedro Passos Coelho ganhou as eleições todos os dias nas televisões a dizer "é preciso aliviar o peso do Estado na economia", com os resultados que todos viemos a ver e a sofrer, directa ou indirectamente, na pele ao nível dos serviços do Estado e da administração pública e do saque a sectores estratégicos e da soberania nacional.

 

Depois desta trafulhice dos "kit incêndio", e das negociatas dos sub-secretários e dos secretários de Estado e famílias de sangue e famílias políticas, vai aparecer um qualquer com "é preciso aliviar o peso dos partidos no Estado" e chamam-lhe populista. E se calhar até ganha as eleições a marimbar-se para a "ética republicana", e todos já sabemos o resultado por exemplos que nos chegam todos os dias de outras latitudes.

 

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Um partido de pantomineiros

por josé simões, em 08.07.19

 

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O Estado é administrado por Governos saídos da Assembleia da República constituída por deputados eleitos nas listas dos partidos em eleições livres e democráticas. O CDS, caso consiga chegar à administração do Estado a partir do acto eleitoral, não se propõe "reformar o Estado" [sem piadismo] por forma a que o atraso nos pagamentos não seja a regra mas a excepção. Não. O CDS propõe que os atrasos continuem tal e qual os conhecemos mas que o "desconto" fique por conta do credor. Um partido de pantomineiros.

 

 

 

 

O Pai de Todos

por josé simões, em 14.06.19

 

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Os "funcionários públicos vão poder faltar para acompanhar [os] filhos no primeiro dia de escola":

 

     - Para que os infantes e as infantas aprendam o que é ser funcionário público;

     - Para que os infantes e as infantas saibam que os outros meninos e meninas não têm pai nem mãe.

 

 

 

 

"És liberal e não sabias"

por josé simões, em 12.06.19

 

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Government employment (as % of total employment) in the EU

 

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Definição de "Sociedade Civil"

por josé simões, em 19.12.17

 

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"Sociedade Civil": Grupo de cidadãos anónimos, subsidiados pelo Estado, organizados sob a égide da Igreja Católica em associação/ organização/ instituição constituída para suprir carências das populações em áreas e/ ou zonas onde o Estado se demitiu de chegar, e a actuar sob o manto da opacidade, sem que as contas, como manda a lei, sejam publicadas online para escrutínio dos cidadãos, e sem que o Estado, fiel depositário dos impostos dos cidadãos que financiam as organizações da "sociedade civil",  a tal as obrigue.

 

O [padre Lino Maia] presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) admite que o maior risco do impacto mediático do caso Raríssimas é uma desmobilização da sociedade civil quanto à participação nos projectos do sector social.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

No jobs for the boys

por josé simões, em 19.10.17

 

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Independentemente das leis aprovadas, por aprovar e a aprovar no futuro, próximo, médio ou distante; independentemente das pressões e dos timings e da vigilância do presidente, deste ou de outro qualquer que lhe suceda;  independentemente das reformas ou das revoluções a fazer na estrutura administrativa do Estado; independentemente deste Governo, dos que lhe sucedam, do PS, do PSD, do CDS, cada um por si ou em aliança em todas as conjugações possíveis entre eles; independentemente de tudo isso o que importa saber é da vontade política de resistir a encarar as diversas "agências" do Estado como coutada, como agência de colocação de emprego para os militantes e fiéis simpatizantes, também conhecidos por "independentes"; saber da vontade política de dotar o Estado de uma administração profissional, eficaz e eficiente, não dependente dos ciclos eleitorais nem de progressões automáticas de carreira só porque sim. Na floresta, no mar, em terra. O resto é conversa para encolher os ombros.

 

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O homem do gás

por josé simões, em 22.08.17

 

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As coisas eram mais simples, ia escrever "fáceis", nos idos de um PIDE na ombreira da porta da frente ou das sombras dos bufos em cada pedra da calçada, a dar fé de quem parava para conversar à janela, da chegada do pitrolino, da passagem do almeida [se o Google não vos disser perguntem aos vosso avós o que era] da subida das escadas pelo homem do gás, contra a entrega do vasilhame, da botija vazia. Compras uma levas uma, compras duas levas duas, ninguém comprava duas e ainda havia fogões a petróleo e ferros de engomar a carvão, Setúbal anos 70. Sucking in the 70s. O medo. O terrorismo de Estado sobre os cidadãos.

 

Agora nunca ficamos pendurados a meio do banho [praise natural gas! importado de terras do califado para terras do califado] mas continua a ser compras uma levas uma, mesmo que se vá a Espanha, por ser mais barato, e se atravesse a fronteira que já não há com a "bomba" dentro da mala do carro. Normal na Europa normalizada.

 

Normal na Europa normalizada globalizada do big brother das CCTV, Via Verde, Multibanco, GPS e net monitorizada não é roubarem 120 botijas de gás num curto espaço de tempo e na mesma região sem que "intelligentsia" dos serviços secretos repare no inusitado da situação. Normal não é um imã pregador do ódio e da violência circular pela Europa de Schengen sem que "intelligentsia" dos serviços secretos se lembre de somar 1 + 1 e ligar o passado de Bruxelas ao futuro de Barcelona. A "asnogentsia", de asno, dos serviços secretos, lesta em acções de propaganda sobre a opinião pública com as dezenas de atentados terroristas gorados até ao dia do atentado terrorista que matou dezenas, perpetrado pelo terrorista que estava referenciado e andava debaixo de olho, na célula terrorista que andava a ser seguida e que, logo no dia a seguir, foi desmontada, sem sobreviventes para em tribunal contarem a história. Então se todos sabiam quem eram, quantos eram e onde se reuniam e o que tramavam porque é que as coisas aconteceram? Ou o terrorismo anónimo sobre o cidadão anónimo, antes brigadista vermelho revolucionário e agora islâmico, é amigo do terrorismo de Estado, democrático na forma, como justificação para toda a panóplia de supressão de direitos e garantias, uma espécie de Cancer Man dos X-Files aplicado à realidade do dia-a-dia. Não sei não…

 

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Noções básicas de propaganda

por josé simões, em 18.07.17

 

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Criticar o SIRESP pode-se porque as pessoas associam o SIRESP ao Estado e, em última instância, ao Governo do partido que administra o Estado, o Estado que urge desmantelar em beneficio de interesses privados para depois,  e a pretexto dom Estado  falhar, se continuar com o processo de desmantelamento do Estado.

 

Criticar e, principalmente, nomear a empresa que gere o SIRESP não se pode, porque o Governo não deve, nem pode, fazer reparos a uma empresa privada, ainda que a mesma seja principescamente paga com o dinheiro dos contribuintes e que, no curto/ médio/ longo prazo, possa vir a ser uma das beneficiárias do processo de desmantelamento do Estado.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

Todo o poder aos sovietes!

por josé simões, em 03.05.17

 

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À parte o pormenor que são os 50 mil precários, contas redondas, que vão entrar para debaixo do guarda-sol do Estado, depois de um violentíssimo ajustamento de 3 anos no sector privado, onde precários, contratados a prazo e efectivos, foram directamente para o desemprego, sem retorno e sem programas extraordinários de regresso, o PCP e o Bloco vão poder indicar os precários mais precários que os precários, uma espécie de caixa de supermercado prioritária no acesso aos quadros do Estado para militantes, camaradas e amigos. E isto é lindo.

 

 

 

 

 

Normalidade democrática

por josé simões, em 31.03.17

 

A bull shark that was found in a puddle south of T

 

 

O Banco de Portugal [já] gastou 25 - vinte e cinco - 25 milhões de euros do dinheiro dos contribuintes em assessoria para descobrir a solução para o imbróglio BES/ Novo Banco que consiste em o Estado injectar 4 000 000 000 000 - quatro mil milhões - 4 000 000 000 000 de euros do dinheiro do contribuinte no banco para o dar de mão beijada e sem direito de voto a um fundo "abutre".

 

Não há dinheiro para nada e ainda há a "sustentabilidade da Segurança Social" e o aumento da idade da reforma.

 

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Os malucos do riso

por josé simões, em 28.03.17

 

cirk_orgy_Joko Collages.gif

 

 

A direita radical do micro Estado-Estado mínimo desmantelado em favor de interesses privados com o argumento do "aliviar o peso do Estado na economia" preocupada com a falta de investimento público.

 

[Imagem Joko Collages]

 

 

 

 

Se o Estado dá o exemplo

por josé simões, em 17.06.16

 

 

 

Se o Estado dá o Bom / Mau exemplo [riscar o que não interessar] com a circulação entre o privado e o Estado de quem negociou as PPP com o Estado na qualidade de administrador de consórcios privados e depois renegoceia as mesmas PPP com os consórcios privados na "defesa" do interesse do Estado...


Estado exige destituição de árbitro que está a julgar fim do TGV


Ligações de Carneiro da Frada ao BCP, accionista e financiador do consórcio privado que moveu o processo, levam Governo a pedir o seu afastamento.

 

 

 

 

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||| "O meu futuro, a minha reforma"

por josé simões, em 17.05.16

 

Tony-Ray-Jones--Butlin's Holiday Camp, Clacton-on-

 

 

"Como vai ser a minha reforma, qual o papel do Estado e, [debate inquinado logo à partida], que parte cabe aos privados?", que estão genuina e desinteressadamente preocupados com o meu futuro e com a minha reforma. O Expresso em parceria com a Eurovida, uma companhia de seguros, e um banco, o Popular. É tudo negócio e "liberdade para pensar". E fazer fé que, em caso de malabarices e trafulhices por parte de quem, geguinamente se preocupa com o meu futuro e a minha reforma, a parte que cabe ao Estado é assumir o prejuízo, depois da parte do meu futuro e da minha reforma que couber aos privados. A entrada é livre, apesar de haver quem jure a pés juntos que "não há almoços grátis".


[Imagem "Butlin's Holiday Camp, Clacton-on-Sea, 1966",

Tony Ray-Jones]

 

 

 

 

||| Uma visão de futuro para a educação

por josé simões, em 07.05.16

 

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Passos Coelho teve uma ideia, um desejo, e lançou a bisca a ver se pega – "É muito possível que estas instituições coloquem o Estado em Tribunal, porque este não está a honrar os seus próprios compromissos.", independentemente de ser uma ideia parva, independentemente de ser uma guerra perdida, porque até um leigo em negócios de leis e de direito sabe que o Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, inventado pelo Governo de Passos Coelho e publicado por decreto-lei, uma das famosas "reformas estruturais para mil anos" do seu Governo, não se poder sobrepor, nem anular, a Lei de Bases do Ensino Particular e Cooperativo que lhe é anterior. Mas isso não interessa nada, são pormenores, como pormenor era a Constituição nos quatro anos que levou como primeiro-ministro, que ele quer é confusão, barulho, quanto mais barulho melhor, e só lhe faltou ofererecer-se para fazer uma vaquinha para ajudar os colégios privados com as custas judiciais como com os lesados do BES.


Passos Coelho além de ter tido uma ideia e de ter lançado a bisca a ver se pega também tem uma visão, futurista, para o ensino em Portugal, na Europa, no Mundo. Nada que compactue com laicidade e escola pública inclusiva, visão retrógada que não dá às escolas a possibilidade de serem elas a escolherem os alunos que querem das famílias que desejam, não. Visão de futuro é colocar o ensino dos infantes e das infantas onde ele estava no dia 4 de Outubro de 1910, a cargo da Igreja Católica, agora pago pelo Estado, quase laico.


[Imagem de autor desconhecido]