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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| A mentira, outra

por josé simões, em 31.07.15

 

 

 

Com o dinheiro do contribuinte dar às escolas do ensino privado a possibilidade de escolherem os alunos que quiserem, é o que aqui está:


«O programa advoga uma “efectiva liberdade na escolha do projecto educativo” por partes das famílias, uma expressão sublinhada várias vezes ao longo do documento. Nesse sentido, PSD e CDS são favoráveis ao “alargamento da elegibilidade dos contratos simples de apoio à família” a mais escolas e agregados familiares. Este tipo de contratos prevê um financiamento directo do Estado às famílias que queiram colocar os seus filhos numa escola do sector privado ou cooperativo, ainda que a verba seja transferida para os colégios - e retirada, caso os estudantes regressem ao sistema público.»


«PSD e CDS querem mais apoio financeiro para famílias com filhos em colégios»

 

 

 

 

||| Mais liberalismo

por josé simões, em 20.09.14

 

 

 

Ensino privado, cheque-ensino, liberdade de escolha, rigor, blah-blah-blah, rxigência, blah-blah-blah, rankings das escolas «and reducing and rationalising transfers to private schools in association». Viva!

 

«Há escolas que inflacionam notas para alunos entrarem na universidade»

 

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||| Exigência, mérito e rigor

por josé simões, em 03.05.14

 

 

 

O que vale é que os profs vão passar a fazer prova de avaliação, o cheque-ensino vai distribuir democracia e possibilidades de escolha a eito pelas famílias, o ministro Crato vai tirar mais um exame da cartola [a Educação Física no 6.º ano?], a Maria Filomena Mónica vai escrever mais um romance sobre a escola pública e a mobilidade social e isto vai tudo entrar nos eixos:

 

«Frequentar uma escola privada no secundário permite uma subida das notas de acesso ao ensino superior que pode chegar a ser superior a um valor. Esta inflação nas classificações tem permitido a estes alunos ganhar a competição com outros colegas, permitindo-lhes ultrapassar mais de 450 colegas na lista de seriação dos candidatos em cursos mais concorridos.»

 

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|| Narrativas e embustes

por josé simões, em 05.04.13

 

 

 

De cada vez que a Direita vem com a narrativa da excelência e do rigor do ensino privado, como justificação para todos os ataques à escola pública, logo aparece uma escola privada que se encarrega de desmentir o embuste. Até parece que é de propósito.

 

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|| Apanha-se mais depressa um Governo com interesses escondidos que um coxo

por josé simões, em 02.04.13

 

 

 

O Governo PSD/ CDS-PP, da privatização da escola pública em nome do rigor, da exigência e da qualidade do ensino, acabou com provas de língua portuguesa, para efeitos de aquisição da nacionalidade, em escolas privadas, como forma de combater a fraude e de "garantir maior rigor e transparência".

 

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|| O que o estudo não diz

por josé simões, em 21.11.12

 

 

 

Um dos argumentos para a existência de escolas com contratos de associação é o chegarem onde o Estado não chega e/ ou se demitiu de chegar, sendo que o “demitiu de chegar” só por si já seria também motivo para um estudo, adiante… O que o estudo não diz e devia dizer é quantas escolas com contratos de associação chegam onde o Estado chega, algumas até quase porta com porta, e governam assim a vidinha às custas do dinheiro do contribuinte, duplicando a oferta, sobrecarregando o erário público, com a cumplicidade do Estado.

 

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|| Falar verdade aos portugueses

por josé simões, em 01.06.11

 

 

 

Foi uma dos pontos que na altura logo me chamou a atenção no acordo com a Troika: "(...) and rationalising transfers to private schools in association agreements", mas entre o falar verdade aos portugueses, que o Presidente da República se cansou de pedir desde o discurso do 25 de Abril, e o iludir os portugueses, só para surfar a onda e ganhar mais uns votos, os partidos que elegeram o Presidente optaram pela segunda.

 

(Imagem Stanley Kubrick’s Chicago, 1949, “Young girl seated at desk in classroom in Chicago, Illinois”)

 

 

 

 

 

|| Para a mosca do António Aleixo pousar

por josé simões, em 23.05.11

 

 

 

Com a pressa em atingir rapidamente índices “ocidentais” descurámos a exigência e enveredámos pelo caminho do facilitismo através da queima de etapas, pela pressão do trabalhar para a estatística, e escudados na ideia [boa] do Estado, através da escola pública universal e gratuita, como garante do acesso de todos os cidadãos, em pé de igualdade, ao ensino e à educação, e dando com isso (in)volutariamente argumentos aos que, brandido rankings, defendem o Estado fora da educação e o ensino essencialmente privado, e à ideia, nunca publicamente manifestada mas sempre latente, que o pobre que frequenta a escola pública é por natureza calaceiro e burro e o rico que frequenta a ensino privado é esforçado e inteligente.

 

Andamos a construir gerações de doutores na forma e quaisquer porcarias no conteúdo.

 

 

 

 

 

|| Depois “ai Jesus” que tomaram de ponta a classe dos professores. E a dos médicos também

por josé simões, em 28.01.11

 

 

 

 

 

Manhosos até dizer “chega!”. Uns muito revolucionários e dispostos a ir à luta em defesa do statos quo dos direitos adquiridos, escudados na bandeira revolucionária da baixa médica e do atestado; outros muito respeitadores da ordem natural das hierarquias e dispostos a tudo em defesa do “respeitinho é muito bonito”, da família e dos valores cristãos, do direito dos rebentos a não se misturarem com a ralé nos transportes públicos, determinados a tudo e mais alguma coisa com caixões e atestados médicos, e assim dão o exemplo e passam o legado à geração futura, gente educada é outra louça. E assim haja dinheiro do contribuinte para manter a Segurança Social.

 

A isto o comissário Mário Nogueira vira a cara para o lado e o Bastonário da Ordem dos Médicos assobia para o ar.

 

Provérbio do dia: “Tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta.”

 

(Na imagem The Kinky Professor, autor desconhecido)

 

 

 

 

 

 

 

|| Psicologia

por josé simões, em 26.01.11

 

 

 

 

 

E ao que se assiste é a toda uma geração de formados, licenciados, doutorados pela escola pública universal e gratuita, por sua vez descendentes de uma outra geração, também ela pouco alfabetizada e pouco licenciada e pouco doutorada – ver e comparar os índices de alfabetização, licenciaturas e doutoramentos actuais com os de antes da revolução de Abril de 1974 – também pela escola pública, a clamar pelo fim do ensino público universal e gratuito, ou a achar-se no direito de exigir que o dinheiro dos impostos do contribuinte, que tem os filhos no ensino público, financie a educação dos seus filhos no negócio privado na escola privada.

 

De certeza que isto, mais do que uma questão de ideologia ou de economia, tem uma explicação ao nível da psicologia.