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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Não há dinheiro para nada. Capítulo II

por josé simões, em 28.03.18

 

A líder do CDS-PP reafirmou o apoio do partido à manifestação dos colégios privados que se realizou esta tarde em Lisboa. Assunção Cristas defende que em alguns casos possa ser a escola pública a sacrificada, em vez de apenas os colégios privados.

 

 

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Não há dinheiro para nada, qual foi a parte que não perceberam?

 

[Imagem]

 

 

 

 

O busílis da questão

por josé simões, em 05.02.18

 

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Independentemente da importância e da relevância que se dá ou que se deixa de dar aos rankings das escolas; independentemente do contexto social e cultural onde cada escola se insere, independentemente dos alunos amestrados para o desempenho nos exames e da alegada manipulação de notas; independentemente da mistura sem critério entre escolas públicas e escolas privadas; independentemente do fosso entre escolas do litoral e escolas do interior; independentemente do sucesso no percurso pós-ensino nunca contabilizado e ordenado em ranking; independentemente disto tudo o que importa saber é o que é que o Estado fez ou deixou de fazer para combater a exclusão, a desigualdade, o estigma que esmaga as escolas do fundo da tabela e que faz com que por lá se mantenham, quando não se afundam ainda mais, ano após ano. Onde é que o Estado está a falhar?

 

[Imagem de Otto Stupakoff]

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 29.01.17

 

 

 

E depois temos pessoas que, desde sempre, defenderam o desinvestimento na escola pública em favor do ensino privado, quer através do cheque-ensino, quer através do financiamento a colégios privados por via do Orçamento do Estado com verbas desviadas da escola pública, e que, durante os quatro anos do Governo da direita radical - PSD/ CDS, aplaudiram o radicalismo e a cegueira ideológica de Nuno Crato, hoje muuuuuito preocupadas por chover dentro de uma escola pública, a sofrer as consequências do deinvestimento de quatro anos que tanto aplaudiram.

 

[Imagem do filme de Jean-Luc Godard em 1964 "Band à Part"]

 

 

 

 

 

 

E o problema é precisamente esse

por josé simões, em 19.06.16

 

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Ainda sou do tempo em que o que vinha nos jornais era letra de lei, papel de Bíblia, "como é que podes afiançar semelhante coisa? Vinha no jornal". Ponto. Pronto. E pronto, não se falava mais nisso, e as costas das mãos a baterem sincopadamente nas páginas abertas do jornal em cima da notícia, a prova provada, as tábuas do Moisés. Depois veio a net, e vieram os newsgroups e veio o hi5, e vieram os blogs, e veio o Facebook, e veio o Twitter, e veio o Google e o contraditório em milésimos de segundo, e os jornais e os jornalistas não vieram, ficaram lá atrás, no tempo do "veio no jornal", palavra do Senhor. E o problema, para os jornais, é precisamente esse.


[Imagem]

 

 

 

 

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E os espertalhões chutam para canto

por josé simões, em 19.06.16

 

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Fingindo não perceber que o que está em causa não são os 2 000 iniciais, nem os 15 000 da polícia nem tampouco os 80 000 da Fenprof, mas os 40 000, "não desmentidos pela polícia", metidos num Rossio metido dentro da Rua da Betesga, num milagre dos tempos modernos do jornalismo engagé, a chutar depois para canto à espera que o tempo passe.


[Imagem de Geoff Cordner]

 

 

 

 

Jornalismo engagé

por josé simões, em 18.06.16

 

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No dia 29 de Maio os colégios paralelos conseguiram meter 40 mil protestantes no quadrado vermelho na imagem, mais coisa menos coisa [atrás, de onde a foto foi tirada, há uma parede de casas], "segundo os números do movimento Defesa da Escola Ponto – que a PSP não desmente", já que uma das funções da polícia é tomar partido, mentir e desmentir, algo que não faz nem nos acidentes de viação, por exemplo.


No dia 18 de Junho a famosa organização e mobilização do PCP, que dá jeito invocar quando dá jeito desclassificar qualquer iniciativa, já que a Fenprof é do PCP e a CGTP é do PCP, como toda a gente aprende desde o dia em que nasceu, só consegue meter "alguns milhares" entre o Marquês e o Rossio em defesa da escola pública, apesar da ajuda dos esquerdalhos radicais do Bloco e dos radicais esquerdalhos que tomaram o PS por dentro – a Geringonça.

 

Jornalismo engagé é isto.

 

 

 

 

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Todas as cores, escola para todos!

por josé simões, em 16.06.16

 

 

 

 

 

 

Um partido de brincadeira

por josé simões, em 27.05.16

 

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Nos idos em que o comissário Nogueira metia 100 mil professores nas ruas [contas do jornal do militante n.º 1], da Avenida da Liberdade à Praça do Comércio, contra José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, a reestruturação do parque escolar e a avaliação dos professores – não necessariamente por esta ordem, o PSD metia os deputados na rotunda do Marquês do Pombal a aplaudir os profs, a mulher de António Costa lá no meio dos comunas – com honras de primeira página no Correio da Manha [sem til], contra José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, a reestruturação do parque escolar e a avaliação dos professores – não necessariamente por esta ordem, ambos em defesa da escola pública.


Depois José Sócrates foi-se embora, e com ele Maria de Lurdes Rodrigues, e com ambos o comissário Nogueira, que nunca mais ninguém deu pelo camarada em quatro anos de Governo da direita radical, e os profs, que deixaram de ser 100 mil – isso nem o Benfica campeão, quanto mais, foram mandados trabalhar para Angola, Brasil e outros destinos menos exóticos, e o maoísta Nuno Crato pôde levar a cabo, na paz dos anjos, o maior ataque à escola pública de que há memória desde que existe escola pública e sem direito a cartazes, apesar dos crimes de Estaline ao pé dos de Mao serem assim a modos como limpar o rabinho a crianças, mas isso também era exigir demasiado a palermas da jota laranja, atarefados entre universidades de Verão e o sentirem-se homenzinhos ao lado dos homens, no Parlamento onde têm assento por uma quota que cabe à agremiação, e também por nunca terem ouvido falar do chinês carniceiro aos mais velhos, que o partido está pejado de ex leitores do livrinho vermelho e não convém fazer muitas ondas e mexer na merda com uns pauzinhos e também porque agora a hora é de luta contra o estalinista Mário Nogueira – a soldo do PCP e com o Bloco de Esquerda à pendura, em defesa da escola pública, que não tem de ser obrigatoriamente assegurada pelo Estado mas através de um serviço público de escola assegurado pela iniciativa privada, que foi a volta que a direita radical deu para justificar o não haver dinheiro para nada nem para a saúde, as pensões, as reformas, os salários, mas sobrar à brava para colocar o Estado ao serviço de interesses privados através de rendas pagas pelo contribuinte e dar às escolas a possibilidade de escolherem os alunos que querem das famílias que querem.


E é por isso, pelo serviço público de escola e não pelas rendas asseguradas a interesses privados e a educação pública onde ela estava no dia 4 de Outubro de 1910 – nas mãos da Igreja católica, que o PSD vai mandar os deputados para a rua, contra o comissário Nogueira, contra o ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues, contra António Costa e contra a 'Geringonça' – por esta ordem, e, se calhar com um bocado de sorte, os colégios privados vão meter 100 mil, da 24 de Julho à Assembleia da República, aguardemos para ver o que é que o jornal do militante n.º 1 tem a dizer sobre isso.


[Imagem]

 

 

 

 

Tomem nota do nome

por josé simões, em 23.05.16

 

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Porque a seguir vai trabalhar para um escritório de advogados e depois é ministo.


{Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Lata não lhes falta

por josé simões, em 20.05.16

 

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Os deputados do PSD vão andar em campanha pelo país para explicar às pessoas porque é que se pode cortar salários - o Governo da direita radical não tinha uma política de baixos salários e de desemprego para o país enquanto lamentava não ter conseguido baixar os custos do trabalho, a reforma que ficou por fazer, e nos contratos de associação em situação de duplicação da oferta não se pode cortar.


Os deputados do PSD vão andar em campanha pelo país para explicar às pessoas porque é que se pode cortar pensões e reformas - não há dinheiro para nada e além disso as pessoas não tiveram uma carreira contributiva para receberem as pensões quer recebem, e nos contratos de associação em situação de duplicação da oferta não se pode cortar.


Os deputados do PSD vão andar em campanha pelo país para explicar às pessoas porque é que se pode cortar subsídios e contribuições diversas - no montante a receber e na sua duração temporal, enquanto se aumentam todas as taxas e taxinhas - já é tempo das pessoas interiorizarem que não podem viver acima das suas possibilidades, e nos contratos de associação em situação de duplicação da oferta não se pode cortar.


Os deputados do PSD vão andar em campanha pelo país para explicar às pessoas porque é que o Estado deve ser instrumento ao serviço de interesses privados - e o contribuinte pagar por e para isso ou, em linguagem simples que as pessoas simples percebem, vão explicar às pessoas porque é que a direita radical é tão amiga e protectora dos ricos e vira as costas a quem vive e sobrevive com o rendimento do seu trabalho, e ainda tem de garantir, com o dinheiro dos seus impostos, o rendimento aos protegidos da direita radical.


[Imagem]

 

 

 

 

Herman Enciclopédia

por josé simões, em 20.05.16

 

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Direita acusa Governo de favorecer a escola pública

 

 

 

 

Não se lembraram disso quando eram Governo

por josé simões, em 19.05.16

 

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Não se lembraram disso quando eram Governo e quando decidiram, contra a lei, estender os contratos de associação a zonas do país com oferta assegurada pela escola pública e de permitir que os colégios fossem captar alunos a outras regiões, com prejuízo evidente para a escola pública, para os cofres do Estado e para o bolso do contribuinte, não se lembraram de pedir ao Conselho Nacional de Educação para elaborar e remeter para o parlamento "um estudo rigoroso relativamente aos impactos financeiros e aos custos associados ao ensino nas escolas públicas estatais e nas escolas públicas que integram a rede do ensino particular e cooperativo". De caminho pode também o Conselho Nacional de Educação elaborar e remeter para o parlamento "um estudo rigoroso" sobre o inflacionamento das notas pelas escolas privadas, que não são "escolas" mas "colégios", com vista ao ingresso do aluno, pagante, na universidade pública, onde vai concorrer em nível de desigualdade com alunos vindos do ensino público, e também um "estudo rigoroso" sobre o ensino ministrado nos colégios privados dirigido especificamente para os boas notas nos exames e consequente direito a figurar no top of the pops do ranking nacional das escolas, apesar dos sacos de vento de conhecimento que produzem.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Governo PSD/CDS explica contratos de associação ao PSD/CDS

por josé simões, em 18.05.16

 

 

 

Alexandra Leitão, secretária de Estado da Educação, desmonta a posição da direita radical nos contratos de associação recorrendo a um texto enviado ao Tribunal de Contas pelo Ministério da Educação do Governo da direita radical – PSD/ CDS.


[Via]

 

 

 

 

||| A Voz do Povo

por josé simões, em 17.05.16

 

 

 

Ao balcão do café: "Qualquer dia o Estado, violando a Lei, desata a construir esquadras de polícia onde já há empregados da Securitas".

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 16.05.16

 

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E chegámos aqui: juro que ouvi Rodrigo Queiroz e Melo, director executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, dizer no programas Prós e Contras na RTP 1 que "o Estado cometeu a ilegalidade" [sic] de construir escolas públicas onde já havia colégios privados. E, quando aqui chegamos, já não há mais nada para discutir ou debater.


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