Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Com as calças do meu pai também sou um homem, vox pop

por josé simões, em 12.06.18

 

 

 

Contratos de associação. Mais dois colégios privados encerram portas devido aos cortes do Estado

 

Com as calças do meu pai também sou um homem, que é como quem diz, com o dinheiro do Estado, para fazer o que o Estado já faz com o dinheiro dos impostos, mais barato, com mais qualidade, sem a trafulhice das notas marteladas para as médias e para os rankings, também sou um empresário, de sucesso, criador de emprego e riqueza e o coise.

 

 

 

 

War, What is it good for? Absolutely nothing. Capítulo 18

por josé simões, em 14.11.17

 

1 (5).jpg

 

 

2 (5).jpg

 

 

3 (6).jpg

 

 

4 (4).jpg

 

 

5 (4).jpg

 

 

6 (2).jpg

 

 

7 (2).jpg

 

 

Syria's Students: Going to School in a War Zone

 

 

 

 

||| Ó tempo volta para trás

por josé simões, em 12.04.14

 

 

 

Já nem vou pela 4.ª classe como escolaridade mínima e o saber de cor e salteado as linhas de caminho-de-ferro de Angola e as culturas agrícolas praticadas no Brasil, que era um país independente desde 1822, tudo a toque de reguada na palma da mão ou de cana da Índia nos nós dos dedos; já nem vou pelos índices de analfabetismo, por atacado na população e entre os homens e as mulheres, em separado, assim como o ensino separado para homens e mulheres; já nem vou pelo filho do doutor que havia de ser doutor e pelo filho do médico que havia de ser médico e pelo filho do arquitecto que havia de ser arquitecto e pelo filho do engenheiro que havia de ser engenheiro e pelo filho do cavador que havia de ser cavador e pelo filho do pescador que havia de ser pescador e pelo filho do carpinteiro que havia de ser carpinteiro e o do pedreiro e o do padeiro e de todas as artes e ofícios conhecidas à face de Portugal, do Minho a Timor; já nem vou pelo pão-nosso de cada dia que era o assinar com o dedo molhado num frasco de tinta para carimbo, marca Cisne; já nem vou pelos liceus para os filhos dos doutores e pelas escolas industriais e comerciais para os filhos da ralé, abertas contra vontade de Salazar, condicionado pela sua política do condicionamento industrial e porque eram precisos técnicos com mais do que a 4.ª classe e a saber mais do que contar até 100 e assinar o nome num papel selado e fazer trocos de tostões nas mercearias e tabernas, para trabalhar com as máquinas nas fábricas dos Alfredos da Silva e dos Mellos, com dois eles; já nem vou pelos cursos de lavores e de cozinha para mulheres, nas escolas industriais e comerciais para os homens que haviam de ir para as fábricas, higienicamente separadas dos machos por um muro ou por uma rede. Não. Este é o homem que no dia a seguir ao 25 de Abril andou a espalhar a revolução maoista pela universidade, a agredir adversários políticos, a praticar a caça ao bufo e a sanear os professores que até esse dia praticavam "a cultura de excelência" que tantas saudades lhe deixa:

 

«Durão Barroso elogia «cultura de excelência» nas escolas antes do 25 de Abril»

 

 

 

 

 

 

|| O "elevador social" de que Paulo Portas falava na campanha eleitoral

por josé simões, em 28.02.13

 

 

|| Meia auditoria

por josé simões, em 25.01.13

 

 

 

Agora que foram confirmadas, ao nível das condições de trabalho, as ilegalidades em colégios do grupo GPS, falta a coragem política, que este Governo não tem porque vai contra o seu "código genético", para avançar com uma auditoria à "fixação" na obtenção de resultados para os primeiros lugares nos rankings das escolas.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Defender a escola pública, my ass!

por josé simões, em 06.12.12

 

 

 

Como "só" 75% dos alunos conseguia recuperar, em números qualquer coisa como 142 423 no ano lectivo de 2009/ 2010, não vale a pena o investimento. O que importa e interessa ao(s) sindicato(s) é o horário de emprego trabalho da classe o mais reduzido possível, um ordenado alto e a reforma cedo. Traduzido para português técnico, o "vínculo laboral", porque, e ao contrário dos alunos, os stôres não podem ser dispensados, mesmo que alguns 25% não tenham recuperação possível, seja qual for o plano.

 

A escola existe em função do professor, o objecto da escola é o professor, o actor principal é o professor, e tudo o resto é acessório e figurante. Estamos conversados.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Prioridades

por josé simões, em 17.10.12

 

 

 

Do dinheiro não chega para tudo passou-se, num ápice, ao não há dinheiro para nada. E há casos prioritários para acudir primeiro com o dinheiro que não há para nada. Como por exemplo os milhões para tapar as crateras deixadas abertas no BPN e no BPP pela tralha cavaquista, ou os pagamentos à Lusoponte, ou os pagamentos encapotados à EDP, ou… Há que "aguardar por Janeiro e por eventuais alterações decorrentes da aprovação do Orçamento do Estado".

 

 

 

 

 

 

|| Um Governo de perfeitos incompetentes

por josé simões, em 06.06.12

 

 

 

O dia em que o ministro Nuno Crato assina um despacho a proclamar a revolução na Educação, é o mesmo dia em que o ministro da Propaganda, num intervalo entre ésse éme ésses, vem proclamar aos quatro ventos que a next big thing do colega de Governo é absolutamente inútil porque o rumo já está há muito definido:

 

«Nós temos hoje uma das gerações mais bem preparadas da nossa História, uma geração de jovens competitivos em Lisboa, em Nova Iorque, em Pequim ou em Londres, como é aquela que nós hoje temos, que vencem em qualquer um desses continentes, e essa é a grande virtualidade [sic] que nós fomos capazes de construir com o modelo que seguimos nos últimos anos» [A partir do minuto 13:32]

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| «Sem avisos ou explicitações prévias, a "revolução" […] via despacho»

por josé simões, em 06.06.12

 

 

 

A the next big thing para a educação em Portugal, a seguir a todas as outras the next big thing que aconteceram antes desta. Nós é que sabemos, com excepção de todos os outros antes, que também sabiam e que ficaram lá para trás.

 

[Na imagem "Cultural Revolution, An Opera",Beijing, 1974, by Zhang Yaxin]

 

 

 

 

 

 

|| Mudança de paradigma

por josé simões, em 02.08.11

 

 

 

O Estado já não é uma agência de colocação [massiva] de emprego.

 

 

 

 

 

|| Conta-me como foi

por josé simões, em 27.07.11

 

 

 

Ainda sou do tempo em que os deputados do PSD estavam na rotunda do Marquês para aplaudir a manif dos stôres.

 

(E o comissário Nogueira, todo ele imbuído de sentido de Estado, em reuniões na São Caetano à Lapa. Tristeza...)

 

 

 

 

 

|| Sensação de impotência e sentimento de revolta é o que me vai na alma; dá para passar no exame?

por josé simões, em 27.07.11

 

 

 

Mas, como diz o povo, a culpa também não é deles, é de quem os fez assim:

 

«se deveu ao facto de os alunos terem confundido sensações com sentimentos»

 

(Imagem de Romaric Tisserand)

 

 

 

 

 

 

 

|| Coisas bonitas que haviam caído no esquecimento

por josé simões, em 25.09.10

 

 

 

Do 8 no meu tempo, cantar todos os dias o Hino Nacional na sala, antes de começar a aula, e sob o olhar atento do crucificado ladeado de Marcelo Caetano e Américo Thomaz, na parede por detrás da secretária do professor, ao 80 do pós-Revolução de Abril com o Hino e a Bandeira envergonhados ou banidos da escola.

 

Contra-capa do livro de Língua Portuguesa (Novo Despertar) do 3.º Ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico.

 

 

 

 

 

|| A riqueza dos livros

por josé simões, em 22.09.10

 

 

 

 

 

Eis algo verdadeiramente novo.

Parece que a nova geração de meninos (e meninas, como agora sói dizer-se) higiénica e asséptica, da pornografia na net ao acesso de um click (ai os tempos da revista Gina às escondidas) e das fotos em tempo real das “Porcas no Hi5” (já ninguém espreita o ginásio feminino, e não é por a maioria não ter ginásio…) passa o tempo no recreio a brincar com Bakugans dos pacotes de batatas fritas e a falar da princesa Sherazade e do Carteiro Paulo no Canal Panda e só aprende que «"c..." (órgão sexual masculino), "c..." (órgão sexual feminino) e "f..." (acto sexual)» através do Dicionário Básico de Língua Portuguesa, da Porto Editora, o da capa azul, aquele que custa 5, 5 euros e que tanto indigna meia dúzia de pais que tiveram poder de manobra para chegar às páginas do (ex-)insuspeito Diário de Notícias.

 

Cambada de langonhas (os pais).

 

(Na imagem Brooke Shields por Gary Gross)

 

 

 

 

 

|| Começa hoje a luta dos pais pela estabilidade no emprego e por um mínimo de harmonia familiar

por josé simões, em 13.09.10

 

 

 

 

 

O primeiro dia de aulas começa com uma reunião professor – pais/ encarregados de educação das 09:00 às 11:00 AM. Leram bem: das 09:00 às 11:00 AM. Milhares de pais perderam uma manhã de trabalho porque o stôr larga o serviço às 17:00 PM. São as famílias (e as empresas) e os alunos que têm de flexibilizar/ adaptar os seus horários em função da casta superior da sociedade portuguesa.

 

Obviamente que quanto a isso, do Comissariado para a Educação aka Fenprof, nem um pio.

 

(Na imagem fotograma do filme Band à part, Jean-Luc Godard, 1964)