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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A televisão do militante número 1

por josé simões, em 25.05.21

 

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"André Ventura, e depois da vitória que conseguiu alcançar nas Presidenciais [minuto 18:44]". Ouviram bem, vitória. 

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

A fragmentação da direita

por josé simões, em 13.05.21

 

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A dada altura Marcelo comentou [lamentou?] a fragmentação da direita:

 

a) como óbice à ida ao pote;

b) à alternância no poder;

c) como alternativa de governo

d) todas as anteriores

 

Nunca se lhe ouviu, em 40 anos, uma constatação, um lamento, por em 40 anos de democracia a esquerda ter estado afastada da solução  e/ ou influência governativa, quando a diferença entre a esquerda e a direita "fragmentadas" é, por exemplo, a primeira reivindicar aumento do salário mínimo, investimento no Serviço Nacional de Saúde e na escola pública, redução da carga horária, direitos iguais para iguais deveres, contra o desmantelamento do Estado social, a privatização da saúde e da educação, a desregulação do mercado laboral, a ausência de direitos e garantias pelos segundos.

 

Marcelo não engana quem quer ser enganado, Marcelo não engana ninguém, Marcelo sobrevive na iliteracia política portuguesa.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

 

Não explicando ajuda a perceber

por josé simões, em 17.12.20

 

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A metade esquerda do móvel é ocupada por fotos com pessoas várias ao lado do vulto Cavaco Silva, Aníbal. Desde Gungunhana ao Padre Américo, passando pelo Juan Manuel Fangio ou Nuno Álvares Pereira. A metade direita são as quintas-feiras e outros dias, e as facturas da água, da luz, mais os recibos da reforma da mulher. Na secretária uma placa antecedida pelo grau académico ainda assim não vá alguém enganar-se no trato.

 

Esta nulidade, Cavácuo, foi dez anos primeiro-ministro e mais dez Presidente da República e, não explicando tudo, ajuda a perceber.

 

[Imagem da entrevista ao Observador]

 

 

 

 

Neville Rio vs Rui Chamberlaine

por josé simões, em 19.11.20

 

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O líder do maior partido da oposição gastar vinte minutos de uma entrevista de quarenta e sete para se justificar justificar que um partido que vale 1% dos votos em urna, e do qual depende, qual Mephisto, para se alçar ao poder numa região autónoma, não é um partido neo-fascista e que até se modera quando chamado à razão.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Marcelo In The Sky With Diamonds

por josé simões, em 03.11.20

 

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Marcelo entrevista António José Teixeira. Depois do Monólogo do Vaqueiro por Gil Vicente o Monólogo do Marcelo por Marcelo. Conversas em Família. Marcelo finge não ouvir as perguntas para não perder o fio ao monólogo. O gajo que foi eleito depois de anos a dizer coisas aos portugueses diz que  os portugueses não perceberam o que ele quis dizer quando falou em país "milagre" da Covid. Marcelo diz treuze. "Mesmo o Churchill que ganhou a guerra foi corrido a seguir". Marcelo In The Sky With Diamonds. Marcelo em modo conferências de imprensa do Pal Bent quando era seleccionador nacional, ninguém se lembra como começou nem do que foi dito enquanto durou. Para a próxima entra Vasco Parvalhim do Joker para conduzir a entrevista, é como o Tiririca, pior não fica.

 

[Imagem]

 

 

 

 

De onde menos se espera sai uma esquerdista despesista

por josé simões, em 30.12.18

 

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"Em tempos de crise invisto mais para ultrapassar a crise". "Em tempos de crise aumentei os meus funcionários para não se sentirem deprimidos com a crise".

 

Não dei pelo Zé Gomes 'programa de Governo' Ferreira comentar esta entrevista. Ou o João Duque. Ou o Camilo Lourenço. Ou o Caiado Guerreiro. Ou os pantomineiros liberais do "retirar o peso do Estado da economia" e os da direita radical da austeridade, de plantão nas "redes".

 

[Imagem "Muyeres del PCE. Mieres, 1977", autor desconhecido]

 

 

 

 

O caudillho do regionalismo-futeboleiro

por josé simões, em 25.07.18

 

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Resumo da entrevista de Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, à SIC Notícias:

 

- O Porto vai sair da Associação Nacional de Municípios porque a Associação Nacional de Municípios, por unanimidade de votos dos seus membros, tomou posição à que, enquanto presidente da Câmara do Porto, considero contrária aos interesses da cidade, merecedora do estatuto de Estado-nação.

 

- O Tribunal de Contas, com o devido respeito, age como "força de bloqueio", com o devido respeito, porque, como dizem os 'amaricanos', no seu papel de "checks and balances" consagrado na Constituição da República Portuguesa, toma posições que eu, enquanto caudillo eleito, com o devido respeito, considero contrárias aos interesses da cidade do Porto, merecedora do estatuto de Estado-nação.

 

E remata com "o Poder político é a expressão do povo em democracia" depois de ter passado toda uma entrevista a criticar as decisões do poder político democrático. Com o devido respeito.

 

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A seguir o PS, e o PS Porto que é uma espécie de PS-nação dentro do PS nacional, vai aparecer com falinhas mansas depois de ter andado anos a chocar o "ovo da serpente".

 

 

 

 

 

Caiu-lhes a máscara

por josé simões, em 27.11.17

 

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Pegamos na deixa do rapazola, alçado a líder da bancada parlamentar do PSD: "esta frase encerra uma verdade", uma verdade de que já todos desconfiávamos desde sempre, que para o PSD, as retribuições, os salários, as pensões, o Estado social, os direitos e garantias, são "coisas comezinhas", são "coisas pequeninas", "que não trazem reforma  estrutural" [que não cortam, definitivamente, salários e pensões], das "coisas que não apontam caminhos para o futuro" [que não apostam num modelo de baixos salários e de precariedade] e para isso o PS não conta com o PSD como conta com o BE e com o PCP. O que o rapazola, alçado a líder da bancada parlamentar do PSD, fez nesta entrevista foi medalhar o BE e o PCP e "amesquinhar" e "apoucar" o cidadão anónimo que vive do rendimento do seu trabalho, até eleitor do PSD, e isso "são contas com que o PSD se tem de entender", internamente, e externamente, nas urnas. E só por isso esta entrevista, nesta parte específica, devia passar em repeat todos os dias naqueles blocos "humorísticos" com música a condizer" e que servem de separador aos canais noticiosos no cabo.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Os intocáveis

por josé simões, em 03.08.17

 

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O dia em que o director de um jornal com 150 venerandos anos de existência gasta 5465 caracteres num editorial a comentar os comentários dos comentadores a uma sua entrevista ao Presidente da República na silly season onde as pessoas dantes iam para a praia por causa do sol na moleirinha como dizia o povo à época em que o Diário de Notícias foi fundado.

 

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Registe-se

por josé simões, em 07.04.17

 

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Pedro Passos Coelho primeiro-ministro dava entrevistas à hora do jogo do Benfica. Pedro Passos Coelho primeiro-ministro no exílio reagenda a entrevista para o dia a seguir ao jogo do Benfica. De resto não há mais nada a assinalar, apesar do esforço dos avençados opinion makers das televisões em jurarem que o jogo à defesa, perante dois entrevistadores friendly com perguntas a roçar o imbecil, ter sido um "reformular" de discurso.

 

 

 

 

 

Ninguém se lembrou

por josé simões, em 24.02.17

 

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Ninguém se lembrou de meter Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, a comentar o revisionismo de todo o tamanho, ao melhor estilo estalinista de reescrever a história, que deu pelo nome de "Entrevista a Cavaco Silva", a propósito do lançamento do livro "Quinta-Feira e Blah Blah Blah" [o Sexta-feira era o Lima das escutas e consta que também publicou livro]. Nem precisava de ser em modo formal, sentado mo estúdio com pivot à frente, podia ser mesmo à saída de um dos eventos em que Marcelo demonstra o seu dom para a omnipresença.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

Uma televisão sui generis

por josé simões, em 04.10.16

 

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No dia a seguir a Rui Vitória se ter sagrado campeão nacional no seu primeiro ano à frente do SL Benfica, depois de uma pré-época organizada ao pontapé, a pensar no dólares amaricanos e a deitar o prestígio e o nome do clube para o caixote do lixo, depois de um início de campeonato penoso, sob constante barragem de contra-informação com origem em Alvalade e onde ainda antes do Natal já se vaticinava o SL Benfica a lutar por um lugar na Liga Europa com o SC Braga, a SIC e o Rui 'verdade desportiva' Santos entrevistam... Jorge Jesus, o treinador quase campeão.


No dia em que se assinala um ano de vida da solução governativa "Geringonça", o dia em que o partido mais votado nas urnas não formou Governo por via das regras da democracia parlamentar constitucional, o dia da morte e enterro de quase 50 anos, tantos quantos a ditadura fascista, do "arco da governação", pelas mãos do PS de António Costa, uma solução que nem o mais alucinado dos paineleiros-comentadeiros das televisões era capaz de prever ou se atrevia sequer a prognosticar, a SIC do militante n.º 1 entrevista... Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro no exílio.


Se fosse a televisão do Estado era o "malbaratar dos dinheiros públicos", como é a televisão do camarada Balsemão são "os critérios editoriais".


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

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Portugal, século XXI

por josé simões, em 09.09.16

 

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Um juiz, senhor, doutor, meritíssimo, que se refere a fulano, beltrano, sicrano como "o engenheiro", cão, barão, e não por senhor ou cidadão.


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Se isto não é qualquer coisa de maravilhoso…

por josé simões, em 28.07.16

 

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Passados 12 – doze – 12 dias sobre "O governo tem o dever de cumprir a legislatura que roubou" o ainda director do Diário de Notícias viu-se na obrigação de vir esclarecer via Twitter que o Governo não "roubou" mas antes "derrubou", um erro de fonética, a gravação, sonotone e o coise. Segue-se uma troca de comentários na timeline e um final feliz que confirma o "big audio dinamite" do DN [print screen na imagem]: o assessor de Pedro Passos Coelho também ouviu Pedro Passos Coelho dizer roubou e não estranhou que Pedro Passos Coelho tivesse dito roubou. Se isto não é qualquer coisa de maravilhoso…

 

 

 

 

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||| Calhou a vez a António Costa

por josé simões, em 11.05.16

 

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Todas as semanas José Gomes Ferreira convida uma personalidade da vida portuguesa como pretexto para poder, durante 45 minutos, perorar na televisão do militante n.º 1 sobre economia, política económica, política monetária e alguma politica, política mesmo, deixando de quando em vez cair umas imbecilidades, pontuadas com um sorriso palerma como se fosse o raciocínio mais genial da televisão portuguesa. Pois bem, hoje calhou a vez a António Costa.


[Já que o Eurogrupo colocou José Gomes Ferreira como ministro das Finanças no lugar de Mário Centeno achei por bem ilustrar o post com a imagem do José Gomes Ferreira mesmo José Gomes Ferreira, o verdadeiro, o que não pode deixar de ser considerado lisongeiro para o outro, o "jornalista"]