O "ajustamento" feito a partir de cima
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Ontem, o dia em que se soube que há menos jovens no ensino superior, uma diminuição de 12% em relação ao ano de 2024, foi o dia em que batalhões de minions da direita situacionista, com os ilusionistas liberais à cabeça, caíram nas redes com o argumento "Para que é que serve um curso superior se tens mais empregabilidade, podes ganhar mais dinheiro com um profissional? Que há falta de tudo, carpinteiros, pedreiros, soldadores, electricistas, canalizadores, tudo o que seja profissão braçal. Se soubesse o que sei hoje [eles] não tinha ido para a faculdade [está bem abelha]", os mesmos que em 2014, num congresso da jota do falecido CDS, apresentaram uma moção que visava baixar a escolaridade obrigatória do 12.º para o 9.º ano, com o argumento do combate ao insucesso escolar, assinada por baixo por João Almeida, Miguel Morais Leitão, Adolfo Mesquita Nunes, Leonardo Mathias, entre outros saltitões da vida política nas televisões. 'Libertar Portugal, Conquistar o Futuro', Salazar sorriu de contentamento.
Há precisamente dois meses, não foi há tanto tempo quanto isso, o ministro sobrinho do ex ministro Álvaro Amaro, apareceu a dizer que a "Economia terá que se adaptar" porque o Governo fecha as portas ainda mais à imigração, apesar dos patrões reclamarem que fazem falta mais 100 mil imigrantes, além dos que já cá estão, para a coisa andar oleada sobre carris. Voltando ao princípio, tudo está bem quando acaba bem. Ou é preciso um desenho?
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