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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Não há dinheiro para nada. Capítulo II

por josé simões, em 28.03.18

 

A líder do CDS-PP reafirmou o apoio do partido à manifestação dos colégios privados que se realizou esta tarde em Lisboa. Assunção Cristas defende que em alguns casos possa ser a escola pública a sacrificada, em vez de apenas os colégios privados.

 

 

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Não há dinheiro para nada, qual foi a parte que não perceberam?

 

[Imagem]

 

 

 

 

O busílis da questão

por josé simões, em 05.02.18

 

Otto Stupakoff 1963.jpg

 

 

Independentemente da importância e da relevância que se dá ou que se deixa de dar aos rankings das escolas; independentemente do contexto social e cultural onde cada escola se insere, independentemente dos alunos amestrados para o desempenho nos exames e da alegada manipulação de notas; independentemente da mistura sem critério entre escolas públicas e escolas privadas; independentemente do fosso entre escolas do litoral e escolas do interior; independentemente do sucesso no percurso pós-ensino nunca contabilizado e ordenado em ranking; independentemente disto tudo o que importa saber é o que é que o Estado fez ou deixou de fazer para combater a exclusão, a desigualdade, o estigma que esmaga as escolas do fundo da tabela e que faz com que por lá se mantenham, quando não se afundam ainda mais, ano após ano. Onde é que o Estado está a falhar?

 

[Imagem de Otto Stupakoff]

 

 

 

 

Quiz

por josé simões, em 28.06.16

 

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[Primeira página do jornal i]


- Porque os alunos dos colégios privados são mais inteligentes que os alunos das escolas públicas;


- Porque os professores dos colégios privados são melhores professores e mais exigentes que os professores das escolas públicas;


- Porque os colégios privados martelam as notas finais dos alunos de tal forma que seria mais honesto o acesso ao ensino superior ser decidido por sorteio com uma quota proporcional para o público e o privado;


- Porque quanto mais altas forem as notas, mais aproveitamento os alunos tiverem e menor for a taxa de retenção, mais o colégio sobe no ranking das escolas e mais cativa futuros financiamentos públicos e matrículas de novos alunos.

 

 

 

 

Restabelecida a normalidade democrática

por josé simões, em 05.06.16

 

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É por isso que temos um ministro que tem a coragem de enfrentar os lobbies e dizer que o dinheiro tem de ser bem gerido e deve ser aplicado onde é necessário.


[Na imagem cartaz na manif dos colégios paralelos à porta do XXI Congresso do Partido Socialista]

 

 

 

 

Galdeiragem à parte

por josé simões, em 30.05.16

 

 

 

"Cá não há misturas, é tudo boa gente!", na boca dos infantes na manif do Portugal ultramontano, com o alto patrocínio da Igreja Católica e da direita radical. E toda a gente sabe a significado de "boa gente" na boca de muito boa gente. Cada macaco no seu galho. E toda a gente sabe o significado de "misturas" na boca da boa gente que não se mistura. Galdeiragem à parte. "Não somos escolas para meninos ricos nem para betinhos". Manda quem pode, obedece quem deve. O que eles dizem e o que eles omitem e o que eles fazem. E às vezes descuidam-se. Respeitinho é muito bonito. A merecer ralhete dos mestres, os meninos.


[Vídeo]

 

 

 

 

Em nome do meu vírgula

por josé simões, em 29.05.16

 

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O Portugal ultramontano tutelado pela Igreja Católica


- Negócios privados com o alto patrocínio do Estado via impostos dos contribuintes.


- A caridadezinha para acudir aos deserdados da captura do Estado pelos interesses privados.


[A imagem é uma manipulação que circula no Twitter]

 

 

 

 

"Dá razão"

por josé simões, em 28.05.16

 

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1. Os contratos de associação em questão foram submetidos à fiscalização prévia do Tribunal de Contas (TC) em 2015.


2. Como é habitual, foi produzida uma informação técnica preparatória, pelos Serviços de Apoio do Tribunal, a qual não tem natureza vinculativa e não é notificada às partes.


3. O Tribunal de Contas considerou que os contratos em causa estavam de acordo com a legislação em vigor e que os encargos deles resultantes tinham o devido suporte financeiro, pelo que concedeu visto.


4. Em sede fiscalização prévia, o TC não se pronunciou nem tinha que se pronunciar sobre as questões contratuais que neste momento estão em discussão pelas partes envolvidas.

 

 

 

 

Um partido de brincadeira

por josé simões, em 27.05.16

 

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Nos idos em que o comissário Nogueira metia 100 mil professores nas ruas [contas do jornal do militante n.º 1], da Avenida da Liberdade à Praça do Comércio, contra José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, a reestruturação do parque escolar e a avaliação dos professores – não necessariamente por esta ordem, o PSD metia os deputados na rotunda do Marquês do Pombal a aplaudir os profs, a mulher de António Costa lá no meio dos comunas – com honras de primeira página no Correio da Manha [sem til], contra José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, a reestruturação do parque escolar e a avaliação dos professores – não necessariamente por esta ordem, ambos em defesa da escola pública.


Depois José Sócrates foi-se embora, e com ele Maria de Lurdes Rodrigues, e com ambos o comissário Nogueira, que nunca mais ninguém deu pelo camarada em quatro anos de Governo da direita radical, e os profs, que deixaram de ser 100 mil – isso nem o Benfica campeão, quanto mais, foram mandados trabalhar para Angola, Brasil e outros destinos menos exóticos, e o maoísta Nuno Crato pôde levar a cabo, na paz dos anjos, o maior ataque à escola pública de que há memória desde que existe escola pública e sem direito a cartazes, apesar dos crimes de Estaline ao pé dos de Mao serem assim a modos como limpar o rabinho a crianças, mas isso também era exigir demasiado a palermas da jota laranja, atarefados entre universidades de Verão e o sentirem-se homenzinhos ao lado dos homens, no Parlamento onde têm assento por uma quota que cabe à agremiação, e também por nunca terem ouvido falar do chinês carniceiro aos mais velhos, que o partido está pejado de ex leitores do livrinho vermelho e não convém fazer muitas ondas e mexer na merda com uns pauzinhos e também porque agora a hora é de luta contra o estalinista Mário Nogueira – a soldo do PCP e com o Bloco de Esquerda à pendura, em defesa da escola pública, que não tem de ser obrigatoriamente assegurada pelo Estado mas através de um serviço público de escola assegurado pela iniciativa privada, que foi a volta que a direita radical deu para justificar o não haver dinheiro para nada nem para a saúde, as pensões, as reformas, os salários, mas sobrar à brava para colocar o Estado ao serviço de interesses privados através de rendas pagas pelo contribuinte e dar às escolas a possibilidade de escolherem os alunos que querem das famílias que querem.


E é por isso, pelo serviço público de escola e não pelas rendas asseguradas a interesses privados e a educação pública onde ela estava no dia 4 de Outubro de 1910 – nas mãos da Igreja católica, que o PSD vai mandar os deputados para a rua, contra o comissário Nogueira, contra o ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues, contra António Costa e contra a 'Geringonça' – por esta ordem, e, se calhar com um bocado de sorte, os colégios privados vão meter 100 mil, da 24 de Julho à Assembleia da República, aguardemos para ver o que é que o jornal do militante n.º 1 tem a dizer sobre isso.


[Imagem]

 

 

 

 

De amarelo

por josé simões, em 25.05.16

 

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Podia ter-lhes dado para se manifestarem, por exemplo, de 'cor de burro quando foge', mas não, deu-lhes para o amarelo, uma cor como outra qualquer, 'neutra e sem conotações com partidos políticos', como disse um senhor dos colégios na televisão. Ou da cor do patrão que toma conta da maioria dos colégios e escolas com contratos de associação. E das IPSS da caridadezinha, da sopinha dos pobres e do socorro aos desvalidos. Tudo pago pelo dinheiro do contribuinte. É isto que a direita radical alimenta, é disto que a direita radical se alimenta e nada disto é 'ideologia'. Amém.

 

 

 

 

Tomem nota do nome

por josé simões, em 23.05.16

 

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Porque a seguir vai trabalhar para um escritório de advogados e depois é ministo.


{Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Lata não lhes falta

por josé simões, em 20.05.16

 

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Os deputados do PSD vão andar em campanha pelo país para explicar às pessoas porque é que se pode cortar salários - o Governo da direita radical não tinha uma política de baixos salários e de desemprego para o país enquanto lamentava não ter conseguido baixar os custos do trabalho, a reforma que ficou por fazer, e nos contratos de associação em situação de duplicação da oferta não se pode cortar.


Os deputados do PSD vão andar em campanha pelo país para explicar às pessoas porque é que se pode cortar pensões e reformas - não há dinheiro para nada e além disso as pessoas não tiveram uma carreira contributiva para receberem as pensões quer recebem, e nos contratos de associação em situação de duplicação da oferta não se pode cortar.


Os deputados do PSD vão andar em campanha pelo país para explicar às pessoas porque é que se pode cortar subsídios e contribuições diversas - no montante a receber e na sua duração temporal, enquanto se aumentam todas as taxas e taxinhas - já é tempo das pessoas interiorizarem que não podem viver acima das suas possibilidades, e nos contratos de associação em situação de duplicação da oferta não se pode cortar.


Os deputados do PSD vão andar em campanha pelo país para explicar às pessoas porque é que o Estado deve ser instrumento ao serviço de interesses privados - e o contribuinte pagar por e para isso ou, em linguagem simples que as pessoas simples percebem, vão explicar às pessoas porque é que a direita radical é tão amiga e protectora dos ricos e vira as costas a quem vive e sobrevive com o rendimento do seu trabalho, e ainda tem de garantir, com o dinheiro dos seus impostos, o rendimento aos protegidos da direita radical.


[Imagem]

 

 

 

 

Herman Enciclopédia

por josé simões, em 20.05.16

 

herman enciclopedia.jpg

 

 

Direita acusa Governo de favorecer a escola pública

 

 

 

 

Não se lembraram disso quando eram Governo

por josé simões, em 19.05.16

 

macaco.png

 

 

Não se lembraram disso quando eram Governo e quando decidiram, contra a lei, estender os contratos de associação a zonas do país com oferta assegurada pela escola pública e de permitir que os colégios fossem captar alunos a outras regiões, com prejuízo evidente para a escola pública, para os cofres do Estado e para o bolso do contribuinte, não se lembraram de pedir ao Conselho Nacional de Educação para elaborar e remeter para o parlamento "um estudo rigoroso relativamente aos impactos financeiros e aos custos associados ao ensino nas escolas públicas estatais e nas escolas públicas que integram a rede do ensino particular e cooperativo". De caminho pode também o Conselho Nacional de Educação elaborar e remeter para o parlamento "um estudo rigoroso" sobre o inflacionamento das notas pelas escolas privadas, que não são "escolas" mas "colégios", com vista ao ingresso do aluno, pagante, na universidade pública, onde vai concorrer em nível de desigualdade com alunos vindos do ensino público, e também um "estudo rigoroso" sobre o ensino ministrado nos colégios privados dirigido especificamente para os boas notas nos exames e consequente direito a figurar no top of the pops do ranking nacional das escolas, apesar dos sacos de vento de conhecimento que produzem.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Governo PSD/CDS explica contratos de associação ao PSD/CDS

por josé simões, em 18.05.16

 

 

 

Alexandra Leitão, secretária de Estado da Educação, desmonta a posição da direita radical nos contratos de associação recorrendo a um texto enviado ao Tribunal de Contas pelo Ministério da Educação do Governo da direita radical – PSD/ CDS.


[Via]

 

 

 

 

||| A Voz do Povo

por josé simões, em 17.05.16

 

 

 

Ao balcão do café: "Qualquer dia o Estado, violando a Lei, desata a construir esquadras de polícia onde já há empregados da Securitas".