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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Sífisio, ano lectivo 2019 - 2020

por josé simões, em 15.09.19

 

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Começa amanhã mais um ano lectivo e mais um ano em que nenhum Governo, ne-nhum Go-ver-no, se deu ao trabalho de arranjar uma solução para as mochilas Sífiso que todos os dias milhares de crianças e adolescentes carregam a caminho da escola.

 

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A bolsonorização do PSD

por josé simões, em 22.08.19

 

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Rui Rio, o dos timings que ele próprio marca, aquele que só reage quando acha que deve reagir, que não fala quando as televisões acham que deve falar e que que quando as televisões acham que deve falar fala em alemão, o que fica no Porto para responder dias depois a Lisboa; Rui Rio aparece na hora, qual Procissão Cristas de antes das eleições europeias, a surfar a onda histérica do trogloditismo cavernoso da direita radical que lhe tomou o partido por dentro nos idos de Passos Coelho e Miguel Relvas, agora chefiada por Miguel Morgado no "cinco para as sete"; Rui Rio a fingir que não leu o excelente trabalho de João Francisco Gomes no órgão oficial da direita radical, "Polémica sobre a identidade de género nas escolas. Afinal, o que diz a lei e o que pensam pais e directores?", subitamente remetido para os cus de Judas no online; o estranho caso de Rui Rio, o das posições "progressistas" no caso da interrupção voluntária da gravidez e do casamento entre pessoas do mesmo sexo; Rui Rio o desamarrado do poder e que não responde perante clientela nenhuma...

 

Em Agosto, a um mês do começo das aulas, o Governo faz um despacho de perfil bloquista, semeando a confusão nas escolas e nos pais. Um coisa feita da forma mais insensata que se pode imaginar. Tratam com a maior leviandade um assunto sério e revelam pouco respeito pelas crianças.

 

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"O CDS quer"

por josé simões, em 30.07.19

 

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O CDS, do cheque-ensino, dos contratos de associação, da excelência do ensino privado, o CDS da exigência e da "meritocracia" em todas as áreas da vida, quer que os filhos dos ricos, vá-se lá saber porquê, possam entrar na universidade pública só porque os pais podem pagar.

 

Até às eleições o CDS, das PPP, dos seguros de saúde, vai querer que quem possa pagar passe à frente na lista de espera para as cirurgias que os hospitais privados não asseguram, ou nos serviços que são exclusivo, porque dispendiosos, do Serviço Nacional de Saúde.

 

Depois de partido do contribuinte, da lavoura, dos combatentes, dos pensionistas, dos reformados, era só o que ao CDS, oficialmente, faltava ser: o partido dos ricos.

 

Pelo meio, e a dois meses e pouco das eleições legislativas, à socapa e como quem não quer a coisa, o CDS introduz no discurso político o ódio ao estrangeiro que vem para a nossa terra passar à nossa frente, a fobia ao outro, ao que vem de fora, fazendo de conta que não existem protocolos estabelecidos e assinados entre estados e países soberanos para intercâmbio nas áreas da educação e da saúde, para o caso.

 

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Portugueses de primeira

por josé simões, em 03.01.19

 

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Diz o constitucionalista que, por serem três regimes diferentes consoante as regiões do país: um na Madeira, outro nos Açores e um terceiro no continente, não haver dúvidas sobre a inconstitucionalidade do regime de reposição salarial dos professores ou, como resumiu Marques Mendes na avença semanal, não pode haver professores de primeira e professores de segunda. E portugueses de primeira e de segunda, pode? Portugueses que nunca verão reposta a sua vida suspensa ou desfeita desde os anos de José Sócrates primeiro-ministro até aos anos do fim do Governo da troika, pode? Portugueses de todos os sectores da economia vs. portugueses da administração pública, pode? Portugueses que vão continuar a pagar do esforço do seu trabalho, via impostos, até ao próximo descalabro onde invariavelmente verão a vida outra vez suspensa e desfeita, pode? E recomeçar tudo outra vez, as reclamações e os protestos dos injustiçados da sociedade, todos lhes devem, incluindo as badges no peito com o número de anos, meses e dias em dívida, pode?

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O jornal da direita radical

por josé simões, em 19.07.18

 

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1.º - Inventar notícia.

2.º - Assistir ao debate gerado pela notícia inventada. 

3.º - Redes sociais desmontam notícia falsa, citando documentos em vigor e o que está a ser estudado.

4.º - Noticiar a "polémica" criada e atribuí-la às "redes sociais" [ou seja, a todos nós], descartando a responsabilidade de terem sido os próprios jornais a gerar polémica com uma notícia falsa.

 

[Via com correcção do Pedro]

 

 

 

 

E isto vale exactamente o quê?

por josé simões, em 06.07.18

 

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"Quase 97% dos docentes não abdicam do tempo total de serviço, segundo o referendo da Fenprof". E vamos repetir com os bancários, com os empregados de mesa, com os estivadores, com os motoristas, com os canalizadores, com os desempregados, com os empurrados para fora do país, com os ______________ [preencher a gosto e consoante a necessidade], com todos os que viram a vida congelada durante o período da troika e que já não a recuperam nunca mais.

 

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Não há dinheiro para nada. Capítulo II

por josé simões, em 28.03.18

 

A líder do CDS-PP reafirmou o apoio do partido à manifestação dos colégios privados que se realizou esta tarde em Lisboa. Assunção Cristas defende que em alguns casos possa ser a escola pública a sacrificada, em vez de apenas os colégios privados.

 

 

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Não há dinheiro para nada, qual foi a parte que não perceberam?

 

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O busílis da questão

por josé simões, em 05.02.18

 

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Independentemente da importância e da relevância que se dá ou que se deixa de dar aos rankings das escolas; independentemente do contexto social e cultural onde cada escola se insere, independentemente dos alunos amestrados para o desempenho nos exames e da alegada manipulação de notas; independentemente da mistura sem critério entre escolas públicas e escolas privadas; independentemente do fosso entre escolas do litoral e escolas do interior; independentemente do sucesso no percurso pós-ensino nunca contabilizado e ordenado em ranking; independentemente disto tudo o que importa saber é o que é que o Estado fez ou deixou de fazer para combater a exclusão, a desigualdade, o estigma que esmaga as escolas do fundo da tabela e que faz com que por lá se mantenham, quando não se afundam ainda mais, ano após ano. Onde é que o Estado está a falhar?

 

[Imagem de Otto Stupakoff]

 

 

 

 

Manipulação Jornalística Desmascarada em Directo

por josé simões, em 02.06.17

 

 

 

Durante a última semana, o tema do financiamento público a colégios privados voltou aos jornais. Tal como aconteceu em 2016, os jornais pareceram fortemente parciais na forma como noticiaram o tema, dando amplo destaque à perspectiva dos privados e parecendo atirar para segundo plano a poupança conseguida pelo Estado - canalizada para reforçar a aposta na Escola Pública.

 

Nas notícias, pudemos ler títulos como "Colégios privados dizem que novos cortes trazem despedimentos", "Colégios privados criticam novo corte nos contratos de associação", "Novos cortes nos colégios afectam 268 turmas. 'Espantoso e absurdo'" ou "Cortes trazem despedimentos e mudam 6000 alunos de escola". Ou seja, a perspectiva negativa estava sempre presente, concentrando-se nos problemas que esta medida alegadamente causaria, e quase negligenciando os benefícios que ela implica.

 

[Continuar]

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 29.01.17

 

 

 

E depois temos pessoas que, desde sempre, defenderam o desinvestimento na escola pública em favor do ensino privado, quer através do cheque-ensino, quer através do financiamento a colégios privados por via do Orçamento do Estado com verbas desviadas da escola pública, e que, durante os quatro anos do Governo da direita radical - PSD/ CDS, aplaudiram o radicalismo e a cegueira ideológica de Nuno Crato, hoje muuuuuito preocupadas por chover dentro de uma escola pública, a sofrer as consequências do deinvestimento de quatro anos que tanto aplaudiram.

 

[Imagem do filme de Jean-Luc Godard em 1964 "Band à Part"]

 

 

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 06.12.16

 

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Quando era já dado adquirido que a exigência e o rigor de Nuno Crato tinham estado por detrás de "O Grande Salto Em Frente" na disciplina de Matemática entre os anos de 2011 e 2015 e que o laxismo dos "sabotadores contra-revolucionários, inimigos do Povo" a soldo da Fenprof tinha sido a causa da queda a pique a Ciências no mesmo período temporal, um trambolhão da 19.ª para a 32.ª posição, descobrimos que estávamos todos enganados e que afinal, também por mérito de Nuno Crato, "na ciência, os alunos portugueses tiveram desempenhos acima de países como Noruega, EUA, Austria, França, Suécia, Espanha, Rep Checa, Itália", explicou o Álvaro, doutor, e ficamos todos mais descansados.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Uma faca de dois legumes

por josé simões, em 29.11.16

 

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A exigência e o rigor de Nuno Crato estiveram por detrás de "O Grande Salto Em Frente" na disciplina de Matemática entre os anos de 2011 e 2015 mas a exigência e o rigor de Nuno Crato não tiveram a mesma sorte na disciplina de Ciências no mesmo período temporal quiçá por causa do laxismo dos "sabotadores contra-revolucionários, inimigos do Povo" a soldo da Fenprof. A argumentação da direita radical é uma faca de dois legumes, para não dizer ridícula.


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Mais circo

por josé simões, em 14.09.16

 

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Depois do circo "Abertura do Ano Judicial" vem a a parolice da propaganda mais básica que dá pelo nome de "assinalar a abertura do ano escolar", todos os anos, desde que me lembro, com o primeiro-ministro e o ministro da Educação numa escola qualquer, com uma trupe de emplastros atrás, este ano com um Governo de esquerda, suportado no Parlamento pela esquerda, toda, a fazer exactamente o mesmo número de agit-prop dos governos da direita e dos governos da marcha do balão do "arco da governação" em anos passados, sem perceber que as pessoas querem é os problemas do dia-a-dia resolvidos e não arraiais montados para as televisões, sem perceber que as pessoas sabem perfeitamente se a escola abriu a tempo e horas e com os profs todos, faça o Governo a propaganda que fizer, faça a oposição o barulho que fizer, façam as televisões o que muito bem entenderem fazer consoante a agenda de quem lhes paga.


Podia também o Governo, de esquerda, suportado no Parlamento pela esquerda, toda, assinalar o início do campeonato nacional de futebol, com o secretário de Estado do Desporto num estádio qualquer da primeira divisão, o início da faina da sardinha, com o ministro do Mar a bordo de uma traineira, ou o início da campanha do trigo, com o ministro da Agricultura em cima duma ceifeira-debulhadora numa herdade qualquer no Alentejo, para ficarmos todos de barriguinha cheia que circo é espectáculo a que o comum dos cidadãos só acede por alturas do Natal, ou então podia o Governo, de esquerda, suportado no Parlamento pela esquerda, toda, pura e simplesmente acabar com isto e optar pela sobriedade e pela governação e pouparem-se ambos, primeiro-ministro e ministro da Educação, a espectáculos tristes. Podia mas não era a mesma coisa.


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Viva o Estado de direito, viva! Pim!

por josé simões, em 02.08.16

 

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Quiz

por josé simões, em 28.06.16

 

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[Primeira página do jornal i]


- Porque os alunos dos colégios privados são mais inteligentes que os alunos das escolas públicas;


- Porque os professores dos colégios privados são melhores professores e mais exigentes que os professores das escolas públicas;


- Porque os colégios privados martelam as notas finais dos alunos de tal forma que seria mais honesto o acesso ao ensino superior ser decidido por sorteio com uma quota proporcional para o público e o privado;


- Porque quanto mais altas forem as notas, mais aproveitamento os alunos tiverem e menor for a taxa de retenção, mais o colégio sobe no ranking das escolas e mais cativa futuros financiamentos públicos e matrículas de novos alunos.