"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Como o privado foi feito para ganhar dinheiro e como a universidade é católica, num país governado por liberais tementes a Deus e obedientes à Santa Madre Igreja,, vão ser [os alunos] colocados no ensino público, sobrecarregando turmas e professores, passando à frente de quem optou, por média mérito ou por impossibilidade económica, pela escola pública. Como nos bancos, o Estado vai nacionalizar o "passivo".
Em discurso convenientemente higienizado – sem o ruído das manifestações por perto – José Sócrates na inauguração da Ponte da Lezíria enalteceu a obra, fruto exclusivo da engenharia portuguesa; sublinhou. Vai unir as duas margens do Tejo, disse. Afinal, além de unir duas margens do Tejo, separa o rio em dois: o montante e o jusante; porque embarcações típicas como os varinos e mais uns quantos barcos de recreio, não conseguem passar por baixo devido à altura dos mastros ser igual ou superior ao tabuleiro da ponte. Não tivesse o discurso da “engenharia portuguesa” sido proferido por quem foi, e até poderíamos ser levados a pensar tratar-se de mais uma anedota sobre as habilitações académicas do nosso primeiro-ministro.