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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Curiosamente ninguém se lembrou de ir entrevistar o senhor merceeiro

por josé simões, em 22.04.19

 

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Empresas estrangeiras em Portugal pagam salários 40,6% acima da média e têm produtividade muito superior

 

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||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 26.07.15

 

Chaplin as Calvero in the 1952 film Limelight.jpg

 

 

As empresas querem governos que, numa Parceria Público-Privado, limpem as listas do Instituto do Emprego e Formação Profissional de desempregados, através de estágios, formação profissional e emprego em empresas privadas, subsidiado pelo dinheiro do contribuinte, não emprego no Estado, mas emprego pago pelo Estado. É o mui famoso "aliviar o peso do Estado na economia". Para esses todos [os desempregados] desesperados, é um emprego, qualquer que seja, que interessa, já que é sempre o Estado quem cria emprego e riqueza, ainda que por interposta pessoa.


"Para esses todos [os desempregados] não é o emprego do Estado que conta, é o das empresas, porque são essas criam que riqueza, que criam emprego e essas não vão atrás das obras públicas, essas vão atrás dos governos que sabem o que querem, e que não fazem batota na economia, dando iguais condições a todos para os que têm o mesmo mérito possam competir em igualdade de circunstâncias e com lealdade"


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||| Mau demais para ser verdade...

por josé simões, em 12.04.15

 

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Depois do índice de desemprego a baixar sem que se dê pelo emprego a subir, temos agora o índice da falência de empresas a cair de ano para ano sem que se dê pelas empresas que nascem para as substituir.


«Há menos empresas a pedirem falência. Só este ano foram menos 122 comparativamente ao ano passado. Uma tendência que se tem vindo a verificar desde 2013.»


E quando não houver mais empresas para falir vai ser um ano fantástico em relação ao ano anterior porque o número de falências foi zero, o que nos levará então a deduzir que o contexto para as empresas portuguesas, e para a economia, melhorou substancialmente apesar de já não haver nenhuma.


Mau demais para ser verdade...


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||| Mais uma vez Mário Soares tem razão: o senhor é salazarista

por josé simões, em 22.04.14

 

 

 

O homem com mais tempo de vida política activa nos 40 anos que levamos de democracia, toda ela assente numa rede de intrigas [juro que não vou entrar pelas intrigas no backstage para alcançar a liderança do partido, conveniente enfabuladas por uma rodagem do carro como quem não quer a coisa, até à mais recente inventona das escutas a Belém], crispações com as outras forças políticas [a queda do Governo do Bloco Central e depois as mui célebres "forças de bloqueio", "deixem-nos trabalhar"], insultos à inteligência dos seus co-cidadãos e a promoção da destruição da agricultura e pescas do país nos anos de ouro dos fundos comunitários, faz um upgrade da velha máxima salazarenta "a minha política é o trabalho" e truna e mistura deliberadamente o campo das empresas com o campo da política [malgré a história do PPD, primeiro e do PSD, depois, ser toda ela feita de uma promiscuidade entre empresas e política] para passar recados aos políticos, para se pôr de fora, ele que não é político, para apagar o seu passado de político que nunca foi político:

 

«são as empresas "e não as intrigas, as agressividades, as crispações, os insultos entre agentes políticos, que promovem o crescimento económico, a criação de emprego e a conquista de novos mercados.

 

As empresas são tudo isso, crescimento económico, criação de emprego, conquista de novos mercados e também agressividade, muita, crispações, muitas, e insultos, dentro de portas, fora dos holofotes mediáticos. E a política é isso tudo também, e é disso tudo que nascem as diferenças e as alternativas.

 

Salazar não diria melhor.

 

 

 

 

 

 

||| Papagaio louro de bico dourado, leva-me esta carta ao meu namorado

por josé simões, em 02.04.14

 

 

 

A lengalenga é simples e até que já passou a verdade científica de tantas vezes repetida pelo primeiro-ministro, senhor Coelho, pelo vice-trampolineiro vice-primeiro-ministro, senhor Portas, e por todos os senhores, doutores e engenheiros, aios e escudeiros, com lugar cativo no comentário e análise politiqueira-economês a todas as horas e em todas as televisões.

 

As empresas pediam dinheiro aos bancos para satisfazer as suas necessidades de financiamento e os bancos, por sua vez, endividavam-se "lá fora" [e o "lá fora" é qualquer coisa de transcendente e etéreo, o nível imediatamente a seguir ao "eles" da vox pop] para satisfazer as necessidades das empresas, daí o mal que caiu sobre todos nós e o purgatório por mil anos, sem que ninguém os interrompa, logo na hora, com uma pergunta simples: e os bancos, endividavam-se "lá fora" para satisfazer as necessidades das empresas porque sim, porque eram bem mandados, tipo se os mandassem atirar-se de um penhasco abaixo eles iam?

 

A culpa é das empresas, pois.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

||| "Um vintém é vintém e um cretino é um cretino"

por josé simões, em 07.03.14

 

 

 

O que o "camarada" Belmiro não explicou foi porque é que os trabalhadores portugueses, os melhores do mundo, segundo os empresários e patrões bifes e boches, e segundo também o Governo, quando quer puxar dos galões para se armar ao pingarelho, os mesmos que prestam pouco, ou mesmo para nada, cá, produzem lá, na Alemanha e na Inglaterra, "de facto", "uma coisa igual, parecida", ou até melhor, que "um trabalhador alemão ou inglês, seja o que for", a trabalhar menos horas por dia, com mais dias de férias, com mais regalias, dadas pelas empresas, com apoios e protecção social, para os próprios e para as famílias, da parte do Estado, e com um salário incomparavelmente mais elevado.

 

Tem razão o "camarada" Belmiro, é "através da educação das pessoas", e, em Manuel Machadês, "um vintém é vintém e um cretino é um cretino":

 

«Belmiro de Azevedo: Salários só podem aumentar quando portugueses aumentarem produtividade»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| A mentira pegada que é este Governo

por josé simões, em 19.02.14

 

 

 

As empresas, que criam emprego e geram riqueza, como dizem o senhor Coelho e o senhor Portas, com grandes sorrisos nas caras e com os escudeiros todos a bater palmas de pé, e que gerem o Estado como se de uma empresa se tratasse, abdicam de defender o interesse público, e o dinheiro das famílias, outro tema caro, e nem sequer actuam como a administração de uma empresa, que querem à força que o Estado seja, em defesa do dinheiro do accionista-contribuinte, antes optando por antecipar o lucro aos bancos, como se o dinheiro da empresa, que querem que o Estado seja, fosse deles. Não é à toa que há sempre um banqueiro disponível para pagar o salário do líder quando o líder está na oposição.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

 

||| Insectos à parte

por josé simões, em 24.12.13

 

O nome roubo-o ao primeiro trabalho dos Tantra, Mistérios e Maravilhas.

 

[Recebido por email]

 

 

 

 

 

 

|| A Associação Empresarial de Portugal vive acima das nossas possibilidades

por josé simões, em 03.11.11

 

 

 

São estes senhores, que moram dentro das estações de televisão, e que todos os dias e a todas as horas aparecem à janela para nos dizer que os portugueses viveram muitos anos, demasiados, acima das suas possibilidades por causa do crédito fácil, e mais o endividamento familiar e que há que arrepiar caminho e que agora vai ser a doer e que o Estado está falido e não pode acudir a tudo e que há muitas famílias que vão entrar em incumprimento, paciência, e essas coisas assim:

 

«[…] refere que não tem condições para pagar a dívida que foi contraída junto de um sindicato bancário, pelo que se seguirá a execução do aval do Estado, no valor de 30 milhões de euros.»

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| É muito “mas”

por josé simões, em 26.10.11

 

 

 

Mas o Estado não pode, não está no plano, é contraproducente. E tal. Mas querem gerir o Estado como se de uma empresa se tratasse. Mas é o que “lhes” interessa.

 

«“Uma negociação extrajudicial bem-sucedida tem como resultado final um plano de reestruturação da dívida, acordado entre devedores e credores, assente na redefinição dos prazos de pagamento ou até perdão de parte da dívida e permite ao devedor [empresa] manter-se em actividade sem interrupções”, pode ler-se na resolução.»

 

[Imagem Alfred Hitchcock via Hulton Archive]

 

 

 

 

 

 

|| Notícias da frente

por josé simões, em 12.08.11

 

 

 

A troika quer um aumento de 6 a 7 pontos percentuais na margem de lucro das empresas.

 

(Imagem)

 

 

 

 

 

 

|| O IVA dos ginásios (upgrade)

por josé simões, em 14.05.11

 

 

 

 

 

O que ainda ninguém explicou – e devia – é como é que a “bondade” da descida da Taxa Social Única (TSU) com o objectivo de tornar as empresas mais competitivas não se vai transformar num aumento as margens de lucro das empresas, e das mais-valias para patrões e accionistas.

 

(Imagem Tony & Bar Boys, 1975, Joseph Szabo)

 

 

 

 

 

 

 

|| A falsa questão

por josé simões, em 21.07.10

 

 

 

Trabalho há 20 anos na mesma empresa (privada) onde o meu pai trabalhou 40 anos, a maior do ramo no distrito, e onde a estratégia de crescimento passou/ passa pela aposta na continuidade e na estabilidade profissional dos empregados. São mais de 60 anos de longevidade empresarial conseguida com uma política assente na preferência e na prioridade aos familiares dos funcionários mais antigos nas contratações para o quadro de pessoal. Como eu são mais de 50% os trabalhadores que entraram para a empresa com base neste requisito, é quase uma empresa multifamiliar. Agora vêm-me falar na relação entre o aumento da produtividade e a flexibilidade e a mobilidade e ainda mais em despedir por “razão atendível”… atendível “é a tua tia, pá!”

 

 

 

 

|| Camuflagem

por josé simões, em 23.12.09

 

 

 

Camuflada com um princípio louvável e inatacável - "que se devolva a devolva a auto-estima e a capacidade de iniciativa do desempregado na procura activa de emprego" - uma proposta que mais não que visa colocar o Estado, leia-se todos nós com o dinheiro dos nossos impostos, a contribuir para a criação de mais-valias e o enriquecimento de uma classe empresarial medíocre, incompetente e oportunista, de preferência defensora dos centros de decisão económicos e empresariais em território pátrio, muito comprometida com Portugal, mas que na primeira oportunidade não hesita em despachar as empresas ao primeiro espanhol que por aí apareça a acenar com uma mão cheia de pesetas.

 

Tão liberais que nós somos.

 

(Na imagem A one-man submarine, which tests gas, carried its inventor, James Bolar of Oakland 15 feet below the surface of Oakland Estuary is the newest in towed playthings)

 

 

 

 

|| Uma verdade inconveniente

por josé simões, em 14.12.09

 

 

 

Com dedicatória a todos os Van Zelleres e Medinas Carreiras e Silvas Lopes, e apesar de ser uma “notícia” incompleta por ausência de um estudo comparativo com os salários e com as actualizações salariais dos quadro médios e das administrações das empresas, e com o aumento das mais-valias das empresas desde 1974:

 

«Salário mínimo perdeu poder de compra desde 1974»