Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Descubra as diferenças

por josé simões, em 13.03.18

 

tio patinhas.jpg

 

 

Um dia depois da entrevista onde Pedro Soares dos Santos, líder do grupo Jerónimo Martins [Pingo Doce], pedia "flexibilidade dos horários de trabalho, fortalecer o banco de horas, flexibilidade nos postos de trabalho…" enquanto, candidamente, perguntava "porque é que uma pessoa não pode ser contratada em função do número de horas que quer trabalhar na semana? Por exemplo, você quer fazer um part time e diz que quer fazer 12 horas, mas quer fazer 12 horas num dia. Porque é que não pode ser feito?", que é como quem diz "porque é que hei-de contratar mais gente, criar mais postos de trabalho, pagar mais à Segurança Social, se posso manter, e até aumentar, os lucros com o mesmo número de empregados, perdão, de colaboradores, sem vida própria e sem família, "sim, patrão, sim patrão" sempre disponíveis na loja?", a cadeia de supermercados espanhola Mercadona, agora a expandir-se para Portugal, anuncia que "reduce un 50% el beneficio para invertir 1.000 millones y crear 5.000 nuevos empleos". Descubra as diferenças...

 

 

 

 

Só temos o que merecemos e ainda assim foi pouco

por josé simões, em 06.03.18

 

icyandsot (1).jpg

 

 

Cortaram o subsídio de desemprego, no valor e na duração, e ainda o Rendimento Social de Inserção porque era preciso obrigar os manhosos e os calaceiros a saírem de casa para procurar os empregos que não havia.

Cortaram os dias de férias, reduziram feriados e aumentaram o horário de trabalho porque era preciso trabalhar mais e ganhar menos para recuperar um país.

Cortaram o valor a pagar pela hora extra e dia feriado e ainda os valores das indemnizações a pagar por despedimento porque era urgente fazer mais com menos e dar sustentabilidade às empresas que é quem cria riqueza e emprego.

Aplicaram taxas e contribuições sobre o IRS, o subsídio de férias e o subsídio de Natal, vulgo 13.º mês, porque o dinheiro não chegava para nada e havia que cumprir perante os credores que nos salvaram da desgraça.

Depois disto tudo o primeiro-ministro vem a público lastimar-se que a reforma que havia deixado por por fazer tinha sido a de baixar os custos do trabalho e ganha as eleições poucos meses depois.

Só temos o que merecemos e ainda assim foi pouco.

 

Portugueses trabalham mais horas e têm menos férias do que a média europeia

 

 

Por ano, os portugueses passam mais três semanas no trabalho do que os alemães ou holandeses

 

[Imagem]

 

 

 

 

O socialismo, o comunismo, o esquerdismo, o aumento do salário mínimo e a reversão das reformas estruturais, Capítulo III

por josé simões, em 28.02.18

 

Communism is our banner..jpg

 

 

"Dívida pública cai mais: recuou para 125,6% em 2017"

 

É preciso recuar a 2011 para encontrar um rácio da dívida pública no PIB mais baixo

 

 

"INE confirma maior crescimento da economia em 17 anos"

 

Investimento sobe 9%, melhor marca de duas décadas. Exportações avançam 7,9%, mas importações também. Consumo estável nos 2,2%

 

 

"Taxa de desemprego no valor mais baixo desde 2004"

 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou nesta quarta-feira os números finais do desemprego relativos a Dezembro de 2017 que dão conta de uma revisão face à estimativa provisória divulgada no mês passado

 

 

 

 

Deste mal não se queixavam os romanos

por josé simões, em 16.02.18

 

jornal i.jpg

 

 

Deste mal não se queixavam os romanos, compravam escravos por atacado, que trabalhavam à lei da chibata e não tinham sidicato.

 

[A primeira página do jornal i de hoje]

 

 

 

 

Pagar salários decentes é coisa que não lhes ocorre

por josé simões, em 04.02.18

 

Modern Times by Oakoak – Chicago, Octobre 2015.jpg

 

 

Exactamente o mesmo princípio que levou a direita radical no Governo da Troika a cortar o subsídio de desemprego para obrigar os "malandros", os "calaceiros", os "chulos da sociedade" a procurarem o trabalho que não havia nas empresas que todos os dias fechavam as portas.

 

A gente lê e não acredita na desonestidade intelectual de quem vê desde sempre os portugueses a cruzarem fronteiras em busca de melhores salários no estrangeiro.

 

Empresas portuguesas adiam investimentos por falta de mão de obra

 

[Imagem]

 

 

 

 

Empregos a dar com um pau

por josé simões, em 22.07.17

 

Joe Suzuki (1).jpg

 

 

Aparece um senhor em nome da Altice, diz que é o dono, nas televisões a falar português de Portugal, a prova provada de que é possível ficar rico a trabalhar, ou a personificação do Tio Patinhas de Walt Disney, ganhou um tostão, guardou-o numa redoma e a partir daí foi um vê se te avias, até ficar dono de um império, que veio, vieram, para Portugal para fazer investimento, criar riqueza, para os bolsos quem, não disse, para criar emprego, mas os portugueses, esses madraços, com o Governo das esquerda à cabeça, socialista, estalinistas, trotsquistas e outras coisas terminadas em "istas", maléficos como o caralho, não querem. Não querem. Não querem. Sem que nenhum "jornalista", entre aspas e fora de aspas, lhes pergunte "ó faxavor, então se vêm para Portugal para criar emprego porque é que vão despedir três mil?".

 

[Imagem]

 

 

 

 

Pinóquio a ser ele próprio

por josé simões, em 07.05.17

 

pinocchio.jpg

 

 

Baixar os custos do trabalho foi a reforma que ficou por fazer. Pedro Passos Coelho em 9 de Abril de 2015.

 

«o país está "melhor" por ter "mais gente com emprego, mesmo que possa ser com o salário mínimo nacional", mas recusou a promoção de políticas "que convidem as empresas a contratar pelo mais baixo preço"». Pedro Passos Coelho em 5 de Maio de 2017.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Descubra as diferenças

por josé simões, em 04.04.17

 

 

 

Portugal foi o terceiro país da Zona Euro em que o desemprego mais desceu

 

 

 
 
 
 

Cada cavadela cada minhoca

por josé simões, em 07.01.17

 

PSD Twitter.png

 

 

Costa criou mais empregos no primeiro ano que Passos no último


[Conta do PSD no Twitter]

 

 

 

 

Guardar

Guardar

||| Do descaramento

por josé simões, em 06.04.16

 

batman.jpg

 

 

O timing é perfeito para a novilíngua vir com "a fadiga das reformas" que é o eufemismo escolhido para suavizar o enjoo, o desagrado e a revolta que as pessoas começam a mostrar com o esbulho fiscal, o saque à classe média, o "elevador social" a funcionar sempre em sentido descendente com a diminuição de salários e pensões, com a fragilização e a precarização das relações laborais, por via do incentivo à rigidez patronal, em nome dos amanhãs que cantam e na melhoria das condições de vida de 1% da população mundial em offshores.


Greetings from Panama City.

 

 

 

 

||| 4 - quatro - 4 anos depois

por josé simões, em 23.03.16

 

PSD.png

 

 

"GP/PSD durante o Debate Temático sobre Precariedade Laboral, na Assembleia da República #PSD #acimadetudoportugal"


4 - quatro - 4 anos depois ainda gozam com o pagode...


[PSD no Twitter]

 

 

 

 

||| Back to the basics

por josé simões, em 14.03.16

 

Daniel Spenser.jpg

 

 

De regresso aos blogues, ao Facebook e ao Twitter, ao glorioso ano de 2011, o ano da criação de emprego entre as hostes da direita, os escudeiros do sector privado debaixo do chapéu de chuva e de sol do Estado, às custas do dinheiro dos contribuintes, às custas daqueles que conseguiram manter o emprego depois do glorioso ajustamento da economia e das grandes reformas estruturais para 1 000 anos. Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe.


"Depois da substituição das cúpulas, é a vez de cerca de uma centena de chefias dos centros de emprego de Norte a Sul do país serem afastadas."


[Imagem]

 

 

 

 

||| Uma máxima que vale para sempre, desde sempre e em todas as ocasiões

por josé simões, em 07.03.16

 

economico.jpg

 

 

É o escudo, inatacável pelo senso comum, atrás do qual se escondem os patrões e os accionistas sem escrúpulos, que o exército de desempregados, mão-de-obra barata e força de pressão sobre quem trabalho e tem emprego razoavelmente remunerado, se dispõe a aceitar como dogma e que serve para manter largas franjas da[s] população[ções] no limiar da pobreza e da sujeição, porque a barriga vazia, a sua e a dos seus, vale o que vale e vale muito. Perguntem aos vossos pais e aos vossos avós e perguntem também o que já ouviam dizer aos pais deles e aos avós dos pais e assim sucessivamente, desde sempre, desde tempos imemoriais e em todas as ocasiões, perguntem.

 

 

 

 

||| Da série "Aliviar o peso do Estado na economia"

por josé simões, em 11.01.16

 

balloonboy.jpg

 

 

Com dinheiros públicos criar e subsidiar um Estado privado, paralelo ao Estado, que engorda com o comércio da miséria alheia e dos descontos sobre as remunerações da carreira contributiva de quem, um dia, pode ter a pouca sorte de cair nas malhas do "sector privado de emprego" e da "economia social". Não há respeito, não dignidade, nem respeito pela dignidade.


"Há 24 agências privadas à espera do concurso para gerir desempregados"


[Imagem]


"Aliviar o peso do Estado na economia"

 

 

 

 

||| Confuso

por josé simões, em 08.01.16

 

 

 

No tempo do Governo de direita, PSD/ CDS, a isto chamava-se descapitalização da Segurança Social, emprego subsidiado, o trabalhador colaborador a cobrir a mais-valia do patrão empresário, salário mínimo subvencionado, a Concertação Social como uma espécie de Câmara Alta do Parlamento. Agora não sei...