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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Outro 'mito urbano'

por josé simões, em 09.06.15

 

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«Incumprimento das famílias e das empresas em níveis históricos»


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||| Nós por cá todos bem

por josé simões, em 01.12.13

 

 

 

Que é como quem diz, temos de ser punidos por ousar comprar habitação própria a contar com o salário do emprego que tínhamos antes de termos empobrecer para voltarmos a ser ricos outra vez;

 

temos de ser punidos porque o banco perseguia para emprestar a quem ganhava 700 por mês para ficar com uma prestação de 500;

 

temos de ser punidos por ser mais barato comprar casa do que alugar a casa que não havia para alugar;

 

temos de ser punidos porque ter habitação é um óbice à mobilidade social que é ir trabalhar daqui para 100 kms mais ali nos empregos que ali não há para os que ali moram quanto mais para os que daqui vão, num regresso à pré-história do nomadismo;

 

temos de ser punidos porque o ambicionar ser proprietário é um impedimento para que floresça um mercado de arrendamento dominado por meia dúzia com capital para investir agora na miséria dos outros e viver toda a vida, e a vida da sua descendência, de papo para o ar a expensas das rendas;

 

temos de ser punidos porque as pessoas antes de serem pessoas são números e são descartáveis e são danos colaterais na guerra dos mercados e um sistema bancário saudável e enxuto é essencial para o regular funcionamento da economia.

 

«Islândia corta até 24.000 euros nas hipotecas de cada família com empréstimos à habitação»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 30.05.13

 

 

 

Os bancos, que abordavam as pessoas nas esquinas das ruas para lhes emprestar dinheiro barato, para poderem comprar um telemóvel, para melhor lhes poderem ligar, para emprestar dinheiro barato, para comprar casas e segundas casas e carros e segundos carros e electrodomésticos e electroselvagens e férias, e tudo o que rendesse dinheiro à face da terra:

 

"uma sapataria na Rua Augusta [Baixa de Lisboa] não calça todos os descalços que lhe passam à frente da porta, só aqueles que podem pagar"

 

O senhor Governador do Banco de Portugal tem falta de protagonismo, consegue aparecer mais vezes nos telejornais que o senhor primeiro-ministro ou o senhor Pinto da Costa ou o senhor que apresenta o Preço Certo no canal público de televisão. Um destes dias ganha alguma alcunha, sei lá, tipo matraca falante, ou cloaca discursiva, ou cabeça de vento ou adjectivo do Miguel Sousa Tavares. Ou será substantivo?

 

[Imagem de autor desconhecido]