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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Mas ninguém quer esperar sentado

por josé simões, em 17.11.23

 

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O PSD vai resolver o problema dos professores e da escola pública quando se alçar ao poder;

O PSD vai resolver o problema dos médicos e do Serviço Nacional de Saúde quando se alçar ao poder, e o militante Jorge Roque da Cunha,  e dirigente sindical vitalício, vai deixar de convocar greves na tradição de que quando o partido em que milita é Governo a coisa é para deixar andar;

O PSD vai resolver o problema de toda t-o-d-a a administração pública quando se alçar ao poder; o PSD vai aumentar as pensões abaixo do salário mínimo quando se alçar ao poder; o PSD vai resolver o problema das forças de segurança quando se alçar ao poder;

O PSD vai fazer isto tudo e ainda baixar os impostos e fazer tudo aquilo que sempre disse que não fazia quando foi Governo e de caminho diminuir a dívida pública e manter as contas certas.

O problema é que ninguém, dos professores ao médicos passando pelos polícias e enfermeiros e forças armadas e administração pública em geral quer esperar sentada pela chegada do PSD ao poder para lhes resolver os problemas e quer a coisa já para ontem, ainda com os socialistas mesmo com o Governo demissionário. Se calhar por haver uma diferença entre fé e fezada.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Os amigos do povo

por josé simões, em 10.11.23

 

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Este Orçamento do Estado para 2024 não é um bom orçamento mas é melhor que o orçamento que o antecedeu, e ainda melhor que governar por duodécimos. Mas este Orçamento do Estado para 2024, que não deve ser aprovado porque é um mau orçamento, já tem a missa rezada caso a direita se alce ao poder: um rectificativo enquanto não elabora a um pior que este, que é mau e que não deve ser aprovado, e ainda pior que os outros que o antecederam. A lógica do quanto pior melhor dos amigos do povo.

 

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Acabadinho de sair do banho

por josé simões, em 04.11.21

 

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Eleito a 24 de Janeiro, em plena pandemia Covid, com debate no dia Mundial da Ressaca - 1 de Janeiro, e campanha com tiro de partida a 10, Marcelo invoca  a salvação do Natal, que ajudou a enterrar quando andou a saltitar de praia em praia, de hotel em hotel, de imperial em imperial, de bola de Berlim em bola de Berlim, de visita a lar a visita a lar, para, enquanto Presidente de facção e contra a opinião de todos os partidos com assento parlamentar, excepto um, aquele que mais lucrará, por via dos pré anunciados acordos de governação, com a ascensão do histriónico Rangel ao poder, marcar eleições para dia 30. António Costa, o senhor Silva dos Estrangeiros e o esquerdista Ferro Rodrigues, celebram o voto em Marcelo com uma garrafinha de Água das Pedras, que ser "de esquerda" contra os "radicais de esquerda" é outra loiça. Quem boa cama fizer nela se há-de deitar, vox pop.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O triunfo dos porcos

por josé simões, em 03.11.21

 

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António Costa pede desculpa aos patrões por "lapso" nas leis laborais

 

Empresários pedem a Marcelo para dar tempo à direita antes das eleições

 

Mais de 100 subscritores pedem em carta aberta a Marcelo tempo para reorganização de partidos

 

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||| Da série "Coisas Verdadeiramente Surpreendentes"

por josé simões, em 29.12.14

 

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O dia que soubemos todos que o FMI estava a "ajudar a Grécia" pelas notícias nos jornais todos que davam conta de que o FMI suspendia a "ajuda a Grécia" até à tomada de posse do novo Governo.


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||| A democracia é uma chatice

por josé simões, em 29.12.14

 

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E como a opinião pública só deve opinar aquilo que convém à opinião privada, ao que vamos assistir é àqueles que potenciaram o crescimento e a vitória eleitoral do Syriza montados na besta das sete cabeças e dos dez chifres, assim como João a descreve no Livro do Apocalipse, a anunciar o fim do mundo, ou vá lá, o fim da Europa, caso o Syryza vença as eleições.


«Grécia falha eleição de Presidente e vai ter legislativas antecipadas a 25 de Janeiro»


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||| Luís 'Goofy Goof' Mendes

por josé simões, em 26.10.14

 

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O "pateta" e "preguiçoso" mindinho Mendes diz que "pode haver uma hipótese de as eleições serem antecipadas. Se PSD e CDS não se entenderem para fazer uma coligação e decidam concorrer separados". Os mesmos PSD e o CDS que não se entenderam antes e concorreram separados às legislativas de 2011 sem que daí viesse grande mal ao mundo. "[...] porque se não fizerem coligação significa que a coligação na prática implodiu e isso significará que, em vez de um Governo, vamos, na prática, ter dois governos cada um a seguir o seu caminho. É a degradação". Formando depois Governo, com a benção de S. E. o Presidente da República, Cavaco Silva, contra o que os portugueses disseram nas urnas - um governo bloco central, pela votação obtida pelo PSD e PS, partido vencedor e segundo partido mais votado, e sem que houvesse da parte de S. E. o Presidente da República qualquer preocupação com consensos e maiorias estaveis e de base sólida para as necessárias reformas estruturais. Nem o "pateta" e "preguiçoso" mindinho Mendes se lembrou disso, nem Cavaco Silva, O Avisador, avisou, e o resultado é o que se vê.

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 20.10.14

 

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E quando pensávamos que já tínhamos visto de tudo, eis senão quando, Pedro Passos Coelho, de cognome O Inconstitucional, depois de invocar a Constituição da República Portuguesa: «Se há coisa que eu não não gosto de fazer é ficção política».


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|| O Conselho do PREC, Projecto Reaccionário Em Curso

por josé simões, em 21.05.13

 

 

 

Como tive oportunidade de escrever aqui e aqui, a ideia era respaldar, pela "porta do cavalo", o Governo de iniciativa presidencial. O pós-troika é para ser discutido pós-mandato, com outro Governo, outra maioria [?], e outro Presidente.

 

«Vários membros do Conselho de Estado defenderam ontem na reunião de sete horas deste órgão que Portugal vive uma situação de crise política que só pode ser resolvida com eleições antecipada [

 

Adenda: Parece que não estou só. Ana Sá Lopes no i: «Precisa Cavaco Silva de um "respaldo" do Conselho de Estado para o respaldo que deu recentemente ao governo ainda em funções? É o mais provável. E assim passa o Conselho de Estado de órgão de aconselhamento do Presidente da República para órgão de conforto do Presidente da República.»

 

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|| OMO lava mais branco

por josé simões, em 29.04.11

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

|| Qual foi a parte que eu não percebi?!

por josé simões, em 24.04.11

 

 

 

 

 

Como os «partidos de “extrema-esquerda”, mais não fizeram do que “colaborar com a direita em relação à queda do Governo”», devemos negociar com os partidos de direita, que mais não fizeram do que colaborar com a extrema-esquerda em relação à queda do Governo...

 

O raciocínio de Ferro Rodrigues só é válido num sentido, o sentido que lhe convém.

 

 

 

 

 

 

 

|| O mundo "deles"

por josé simões, em 21.04.11

 

 

 

 

 

"socialistas à frente", "recuperação significativa", "empate técnico", "preferência dos inquiridos", "nem o PS nem o PSD conseguiriam uma maioria absoluta". O que a sondagem não projecta é qual o número de cidadãos eleitores que não se vão dar ao trabalho de se deslocar às assembleias de voto no próximo dia 5 de Junho. Por desinteresse, porque estão no seu direito em não o fazer, por descontentamento para com os partidos, para com o sistema politico-partidário, para com os resultados da governação, ou simplesmente porque sim. E devidamente estratificados por motivações. Não projecta mas devia. Assim resta-nos olhar para trás, para as goleadas cada vez maiores com que a abstenção tem vindo a brindar as formações em jogo nestes 30 e muitos anos de Democracia, somar a isto a crise económica e social e arriscar antever um "saldo negativo", um "intervalo [cada vez maior] de (des)confiança", e uma "taxa de resposta" a apontar para a vergonha de todos os intervenientes.

 

 

 

 

 

 

 

 

|| Limitação de mandatos, o reverso

por josé simões, em 19.04.11

 

 

 

 

 

Ricardo Rodrigues tem de aparecer, tem de ganhar notoriedade, tem de ser mediático, tem de entrar na calha para a sucessão. No jogo de cumplicidades políticos/ media, media/ políticos é um risco que o PS arrisca correr, quiçá alicerçado na máxima de Jorge Coelho de que “há muita fraca memória na política e nos políticos”. E nos eleitores?

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

 

 

 

|| O Livro Verde de Otelo

por josé simões, em 17.04.11

 

 

 

 

 

Comités populares, de bairro, de fábrica, de lares da terceira idade, de esquina e de café. Do infantário. O que Otelo nos diz é que a crise que o país atravessa proporciona o aparecimento de todo o tipo de loucos salvadores da Pátria.

 

O tempo de Otelo já passou - praise the Lord! -, mas, como cantava Fausto na Madrugada dos Trapeiros, “atrás dos tempos vêm tempos e outros tempos hão-de vir”, e convém não baixar a guarda:

 

«O estratega da revolução de 25 de Abril de 1974 acredita que a crise que o país atravessa poderá levar a que a democracia representativa venha a ser substituída por uma democracia directa, regime com que “sonhou” durante o PREC.»

 

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|| Tarde demais

por josé simões, em 16.04.11

 

 

 

 

 

A Democracia, vítima de bukkake, já entrou em layoff:

 

«Marinho e Pinto incita a “uma greve à democracia”»

 

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