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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Um artista de variedades

por josé simões, em 05.02.24

 

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Sem sair das ilhas adjacentes "Bolieiro afasta Chega e fica à espera de viabilização do PS" em 2024 depois de em 2020 ter afastado o PS  para se alçar ao poder com o apoio parlamentar do Chega. Um artista de variedades.

 

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Doctor, doctor, gimme the news

por josé simões, em 05.12.23

 

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Décadas de desinvestimento, sub orçamentação, retirada de competências ao Serviço Nacional de Saúde em prol do negócio privado da saúde para agora o programa eleitoral resumido consistir em acabar com o preconceito ideológico e contratualizar com o sector privado, o sector social, as IPSS, as Misericórdias e o mais que seja, como forma de colmatar as falhas do Serviço Nacional de Saúde. Embarcar neste parlapié manhoso no dia do voto só pode ser como na canção do Robert Palmer, "doctor, doctor, gimme the news I got a bad case of lovin' you" que é como quem diz quanto mais me lixam mais eu gosto deles.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

"porque não precisamos"

por josé simões, em 26.09.23

 

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"Não não vamos governar o país com o apoio do Chega porque não precisamos". E se, com mais ou menos suor a escorrer por todos os poros, precisarmos [precisarem]? Ninguém perguntou. Quase 50 anos passados sobre a revolução de Abril e continuamos a levar com os artistas da semântica. E são todos grandessíssimos democratas, que ninguém ouse questionar isso.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A Linha Vermelha Traçada

por josé simões, em 25.09.23

 

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Que pela primeira vez uma linha vermelha foi traçada pelo PSD, com o Chega não conta para soluções de governação, papagueiam até à exaustão os comentadeiros e analistas de serviço nas televisões a propósito da chico-espertice elaborada por Miguel Albuquerque para fugir à questão. Vamos todos fazer de conta que a seguir a "com o Chega não" não havia uma vírgula e continuava "porque é um partido centralista, contra a autonomia". A linha vermelha não foi traçada por o Chega ser albergue de fascistas e nazis, um partido genuinamente anti-democrático a coleccionar deliberações atrás de deliberações do Tribunal Constitucional a invalidarem tudo o que é decidido em congressos e assembleias. Uma linha vermelha foi traçada mas no sentido de estar comida pela traça.

 

 

 

 

A Liga dos Últimos

por josé simões, em 25.09.23

 

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sendo a força política mais votada de entre as que elegeram um único Deputado

 

Cada um tem o seu campeonato dentro do campeonato que é espremer resultados eleitorais para conseguir não perder umas eleições nem sequer levar uma abada. Mais a piada que se fez sozinha, o candidato vitalício do PCP na Madeira passar toda uma campanha eleitoral a dizer que tinha chegado a hora da mudança.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Dizer coisas

por josé simões, em 20.09.23

 

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O "operário" Raimundo foi à Madeira dizer coisas. A Madeira que, assolada com o regresso de milhares de retornados e descendentes de emigrados a fugirem à fome e à miséria na Venezuela, insiste em não perceber a mensagem do "operário" Raimundo, que a alternativa à governação de 47 anos é a CDU, a CDU do PCP que apoia Maduro na Venezuela, de onde esta gente toda parece não parar de chegar.

 

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Ó pra mim, escrevo tão bem e sou tão inteligente

por josé simões, em 26.07.23

 

Queensbridge housing project in Queens, New York. Photograph by Arthur Rothstein, June, 1942.jpg

 

 

Começa a avença a mentir com quantos dentes tem na boca, foi o PP, desde o primeiro minuto, o único a assacar culpas à ETA pelos atentados, e continuou Aznar contra todas as evidências a apontar o dedo aos etarras, já a investigação policial criminal apontava para o terrorismo islãmico. Daí até ao trucidar de partido nas urnas foi menos de um fósforo. Um peru menor. Não havia redes sociais mas tínhamos os blogues no apogeu a passarem informação em tempo real mais rápido que as agências de informação e os media tradicionais. Outro peru menor. Entusiasmada continua. Ela em pequenina ia a Espanha e pelo caminho os pais e os irmãos "aqui foi assassinado pela ETA o não sei quantos, ali foi assassinado o não sei quem", o chamado turismo terrorista. Não se levam herdeiros dos terroristas para o Governo, a menos que sejam franquistas. Ou ex bombistas do MDLP, sentados no Parlamento nas cadeiras onde antes se sentavam os doutores do CDS e que servem de base de apoio ao Governo PSD nos Açores. Ou se o PP fizer um acordo com o EH Bildu em Vitoria, os terroristas bons, com sentido de Estado, porque o PSOE está a sequestrar a democracia. Ela depois faz uma adenda.

Quando íamos a España o meu pai também pelo caminho "ali a ETA matou sicrano", "aqui o Paquirri cortou 3 orelhas e 1 rabo", "acolá os GAL meteram uma bomba", "aqui fazem umas tapas de boquerones en vinagre que são um espectáculo". A minha família sempre foi muito ecléctica. Não tenho é jeito nenhum para a escrita. Nem para me movimentar nos meandros do amiguismo lisboeta.

 

"Sou comentadora porque passei anos a escrever - bem - em blogues. E depois passei anos a escrever - bem - em jornais", escreveu a escrivã um destes dias no Twitter.

 

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Arroz outra vez?!

por josé simões, em 25.07.23

 

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Aqui, como em Espanha, a esquerda especializou-se em desvalorizar e passar por cima dos resultados das eleições quando lhe convém. Especializou-se em não respeitar a vontade expressa nos votos dos eleitores. No fundo, a não respeitar o funcionamento da democracia. E essa atitude não podemos deixar de lamentar e condenar.

 

Respeitar o funcionamento da democracia e a vontade expressa nos votos dos eleitores é governar quem tiver maioria parlamentar, tenha ou não ganho as eleições. Como nos Açores, como convinha ao PSD. E chama-se democracia parlamentar constitucional. Parece haver especialistas mais especialistas que os especialistas. Especializaram-se. Diz que este senhor é vice-presidente do PSD.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

¡No pasarán!

por josé simões, em 24.07.23

 

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O patriota abalou todo lampeiro para Madrid com a fezada de aparecer na varanda ao lado do chefe da nova falange que apresenta o mapa de Espanha com Portugal incluído, sem as fronteiras da nação mais velha da Europa assinaladas. É tudo nosso, dele, do espanhol. E o patriota não apareceu à janela com o cabelo à Lua, não por causa do mapa de Castela mas porque a dose de presunto foi cortada para metade e na sede da nova falange só houve melão para o jantar.

 

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Uma democracia avançada para o séc. XXI

por josé simões, em 26.06.23

 

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Vai grande alvoroço entre os minions do partido Z de plantão às redes perante a possibilidade das eleições presidenciais na Ucrânia ficarem em stand by até ao final da guerra, a prova provada de que o senhor José Lensky é um fascista, um ditador da pior espécie. Os mesmos minions que enalteceram o resultado dos referendos nas repúblicas dos russos dos sudetas - Lugansk e Donetsk, duas semanas depois da ocupação russa, com a população em fuga das bombas de Putin e com os que ficaram a votarem em urnas ambulantes, com o boletim de voto preenchido à porta de casa na frente do "presidente da mesa" escoltado por uma patrulha de soldados Z de AK-47 em punho, e cujo resultado ditaria a anexação pela Rússia, a Rússia onde o presidente se eterniza no poder e os adversários políticos, que não caem da varanda ou cortam a jugular por acidente enquanto fazem a barba pela manhã, apodrecem 30 e mais anos na cadeia caso sobrevivam a um misterioso envenenamento por Polónio 210. Deve ser isto que os editoriais das quintas-feiras no sítio do costume classificam como "uma democracia avançada para o séc. XXI".

 

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E ninguém pára para pensar

por josé simões, em 23.03.23

 

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"Macron está a fazer um belíssimo trabalho a Le Pen" é o mantra por estes dias nas redes sociais no tugão. Independentemente do subjacente "devíamos ficar todos quietinhos e caladinhos, não protestar nem reivindicar, para a extrema-direita não ganhar expressão", curiosamente o mesmo argumento usado por Cavácuo no auge da escalada dos juros da dívida, evitar o "ruído" para não acordar os "mercados, isto devia envergonhar-v[n]os profundamente, uma vez que a questão devia ser "porque é que é a Le Pen a capitalizar com o Macron e não a esquerda?".

 

Fazendo o câmbio de francos para escudos, "este Governo PS está a fazer um belíssimo trabalho para o Ventas". E uma vez que o PCP anda perdido por Moscovo enquanto tem os minions nas redes com o discurso radicalizado de que o Livre não é de esquerda nem conta para uma governação à esquerda, porque é que é o Chaga a capitalizar e não o Bloco ou o Livre?

 

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Civilização, II

por josé simões, em 02.11.22

 

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Quarenta e oito horas depois Bolsonaro, sem felicitar o vencedor e sem assumir a derrota, piou. Quarenta e oito horas depois de líderes mundiais terem felicitado felicitam Lula pela vitória em eleições livres, justas e credíveis. De Marcelo e Costa a Pedro Sánchez, de Macron a Boric, de Arce a Obrador, de Biden a Putin, de Trudeau a Ramos-Horta. Bem sabemos que a história não é feita de "ses" mas e se a comunidade internacional, em todas as latitudes e em todas as famílias políticas, não tivesse rapidamente congratulado Lula qual teria sido o pio de Bolsonaro quarenta e oito horas depois de derrotado nas urnas?

 

[Link na imagem "Brazil's President and presidential candidate Jair Bolsonaro speaks after the results of the first round of Brazil's presidential election, at the Alvorada Palace in Brasilia , Brazil. Reuters/ Ueslei Marcelino]

 

Civilização, I

 

 

 

 

Civilização

por josé simões, em 31.10.22

 

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Vitória da civilização sobre a barbárie, dia triste para o neo-fascismo e sobretudo ilusionistas liberais, sonsos, que na vergonha de se declararem bolsominions não sabiam escolher entre um democrata e um fascista.

 

[Link na imagem "Lula, na década de 1980, liderando greve dos metalúrgicos na região do ABC de São Paulo" ]

 

 

 

 

"Ti amo poi ti odio poi ti amo poi ti odio poi ti amo…"

por josé simões, em 21.09.22

 

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Os donos do muro queriam manter a obra, mas sua opinião não vale nada.

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 15.09.22

 

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Marcelo chega a Angola para a tomada de posse de um presidente saído de eleições sob acusação de fraude por parte da oposição e declara "tanguirize" que em 2015 lá em Portugal também houve uma discussão sobre quem devia formar governo, se quem tinha ganho as eleições, se quem tinha maioria no Parlamento. Como Marcelo é professor catedrático de Direito, foi presidente do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e, em princípio, é um democrata que sabe distinguir o sistema parlamentar constitucional português e a formação de maiorias parlamentares que suportam governos de uma chapelada eleitoral, estas declarações só podem ser interpretadas à luz do cognome "Papagaio-mor do Reino" e não têm mais gravidade que isso.

 

[Link na imagem]