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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Os maquinistas do funcionamento da democracia

por josé simões, em 11.02.20

 

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Quando a extrema-direita, com ligações a bandos nazis, ganhou as eleições na Holanda, na Finlândia, na Áustria, por exemplo, o Facebook e o Twitter encheram-se com o "foi a democracia a funcionar", vejam lá se querem fazer eleições até o povo decidir aquilo que vocês querem que decida.

O Sinn Féin [o braço político do IRA ou o IRA o braço armado do Sinn Féin] ganha na Irlanda e os "maquinistas do funcionamento da democracia" enxameiam as redes com um "é prova da fraca memória da sociedade" e um perigo para a Europa, os ignorantes bebedores de Guinness vão-se dar mal com o socialismo e o esquerdismo, depois não digam que não foram avisados. Assim se desvia o foco do porquê da vitória dos "terroristas" no paraíso do liberalismo na Europa e do crescimento económico a perder de vista, um exemplo que o partido dos memes e outdoors agitou durante as legislativas, a seguir ao Chile dos confrontos nas ruas com o exército e a polícia, como se Pinochet estivesse vivo e de boa saúde. E se calhar até está.

 

Uma coisa que a gente vai aprendendo com o tempo é a disponibilidade da direita dita democrática para, escudada na desculpa do "funcionamento da democracia", compactuar com totalitarismos e com a ascensão dos fascismos. A qualidade dos "democratas" de direita é deveras surpreendente.

 

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Hope

por josé simões, em 12.12.19

 

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[Daqui]

 

 

 

 

Continuam a insultar a inteligência dos portugueses

por josé simões, em 23.09.19

 

Lips. From the series The Path of an Honest Man, 2017 Alexandra Lethbridge.jpg

 

 

O PSD, que perdeu votos, deputados e uma maioria absoluta de 43 anos, ganhou as eleições porque chegou ao fim em primeiro lugar e vai formar governo;

O PS, que já tinha chegado ao Governo da Região Autónoma ainda antes do dia das eleições que perdeu, ganhou as eleições porque triplicou os número de votos e de deputados;

O CDS, que passou de sete para três deputados e perdeu 8 000 votos, ganhou as eleições porque se alçou ao poder e com três deputados eleitos consegue encaixar 300 'John Antunes' na estrutura do Governo Regional, sem contar com o volume de negócios que virá por arrasto para as empresas amigas e dos amigos;

A CDU, que perdeu um dos dois deputados que tinha, ganhou as eleições porque não perdeu os dois e porque "pela primeira vez, depois de mais de quatro décadas, o poder absoluto caiu na Madeira";

O Bloco foi o único que não ganhou nada porque perdeu, votos e os dois lugares de deputado. Ponto. Pronto, não há volta a dar-lhe.

 

Quarenta e cinco anos de democracia e continuam a insultar a inteligência dos portugueses.

 

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#OperaçãoSantanaAoColo, Capítulo II

por josé simões, em 14.07.19

 

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Por alma de quem, por que cargas de água, a que propósito o nome do Doutor Santana Lopes aparece nesta equação?

 

#OperaçãoSantanaAoColo, Capítulo I

 

 

 

 

#OperaçãoSantanaAoColo

por josé simões, em 04.07.19

 

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Quando Santana Lopes meter na cabecinha que o que empurra as pessoas para a abstenção são personagens como ele, há 40 anos por aí, a viver de avenças e sinecuras várias, a dizer tudo e o seu contrário, reformado aos 62 anos de idade enquanto discute nas televisões o aumento da idade da reforma para os outros por causa da "sustentabilidade da Segurança Social", as eleições até podem ser no dia de Natal.

 

#OperaçãoSantanaAoColo é a hastag por mim criada no Twitter para coleccionar as primeiras páginas e a cobertura quase diária nos telejornais dada ao líder de um partido que da primeira vez que se apresenta a escrutínio obtém 1,86%, 61.753 votos votos.

 

 

 

 

Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 11.11.18

 

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Antes e depois das eleições de 6 de Novembro, o Congresso dos Estados Unidos na capa da The New Yorker.

 

 

 

 

Resumo da jornada

por josé simões, em 07.11.18

 

 

 

Senate popular vote:

 

   Democrats: 40,558,262 (55.4%)

   Republicans: 31,490,026 votes (43.0%)

 

Senate seats: Republicans +3

 

[Via]

 

 

 

 

Ó meu Brasiuuu...

por josé simões, em 28.10.18

 

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Como termina "Ando Meio Desligado" de Os Mutantes pela voz da Rita Lee, "Ó meu Brasiuuu..."

 

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Dear Young People: “Don’t Vote”

por josé simões, em 28.09.18

 

 

 

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The old white people of America have a message for the young adults of America: we’ll be dead soon but if you don’t vote, you’re letting us determine what kind of world you’ll live in.

 

 

 

 

Tudo como dantes, quarte-general em Abrantes, perdão, em Barcelona

por josé simões, em 21.12.17

 

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Como o resultado não é do agrado nem de Madrid nem de Bruxelas, e como nem Mariano Rajoy, nem o PP, nem o rei Filipe, nem a Comissão Europeia assumem a derrota, se calhar o melhor é seguir o que tem sido a norma da União Europeia em relação à vontade popular, expressa nas urnas em eleições livres e democráticas, e convocar sucessivos referendos e eleições até que os catalães digam nas urnas aquilo que convém que seja dito a Madrid e a Bruxelas. Siga o circo.

 

[Na imagem a primeira página de hoje do escocês The National]

 

 

 

 

Espetáááááááááááclooo!

por josé simões, em 14.09.17

 

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E teatros e cinemas e museus e exposições e idas à praia e centros comerciais e missas e feiras e romarias e o programa de televisão de enganar velhos da Rita Ferro Rodrigues.

 

Governo prepara alterações para proibir espetáculos desportivos em dia de eleições

 

 

 

 

Não faças o jogo da reacção

por josé simões, em 13.09.17

 

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Os indignados dos jogos de futebol em dia de eleições, com o argumento da abstenção com a alienação do pagode com um dos éfes [nunca se lembrem de alguma vez marcar a data das eleições para um 13 de Maio], são os mesmos que elogiam a grande maturidade cívica e democrática dos cidadãos de países como a Inglaterra e os Estados Unidos por votarem ao dia útil, ou estão só a insinuar que os ingleses e os norte-americanos votam ao dia de semana para poderem ir, respectivamente, ao futebol e ao basebol no domingo?

 

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Da democracia em Angola

por josé simões, em 12.07.17

 

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O Estado de direito, a separação de poderes, a independência da Comissão Nacional de Eleições ou, como diz o outro, o MPLA, o "partido irmão".

 

[Via]

 

 

 

 

You gotta fight for your rights

por josé simões, em 09.06.17

 

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Que Corbyn ganhou o voto jovem até aos 34 anos, mesmo de quem nunca antes se tinha dignado sair de casa para fazer uma cruz num papel. À imagem do que já tinha acontecido com Sanders nos States. Dois velhos, velhos mesmo velhos, com idades para serem avós do tal eleitorado jovem, tão velhos que ainda são do tempo do capitalismo reprodutivo, dos direitos e garantias, da social-democracia e da repartição da riqueza. E porque é que um jovem sai de casa para ir votar no avô com um discurso ultrapassado ao invês de ir para outro lado qualquer ou até mesmo ficar na net? Vai-se ver e a explicação da direita liberal é na base de algum revivalismo retro vintage...

 

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"O pensamento político de Sá Carneiro"

por josé simões, em 20.04.17

 

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Luís 'Danny Kaye' Montenegro, sendo que o original tinha infinitamente mais piada porque cantava e dançava, líder da bancada parlamentar do outrora partido social-democrata, imortalizado pela sigla PPD/ PSD e designado, por Relva & Marco, futuro líder do partido ex-liberal, tomado por dentro por um bando de gaiatos, social-democracia-sempre-com-ponto-de-exclamação-no-fim, depois de 5 - cinco - 5 anos a acusar o Bloco e o PCP de legítimos herdeiros do estalinismo-trotsquismo e representantes legais do totalitarismo-chavista-castrista na Europa, por via da corrente syrizica na Grécia, se bem que o Syriza não rime, nem que a vaca tussa, com o KKE e que nesta altura do campeonato seja ideologicamente mais social-democrata do que as siglas do PSD, um pormenor que não estraga narrativas, vem agora invocar a experiência da democracia grega, por oposição ao totalitarismo da democracia constitucional parlamentar portuguesa, com quase 50 anos de provas dadas, a propósito de aproximar o sistema político dos eleitores, sem que o pormenor de um bónus de 50 - cinquenta - 50 deputados, não eleitos em eleições livres e democráticas, dados ao partido vencedor das eleições, seja explicado aos eleitores, em particular, e ao povo, em geral. Deve ser isto "o pensamento político de Sá Carneiro" que enche a boca do designado, por Relvas & Marco, futuro líder do partido ex-liberal, tomado por dentro por um bando de gaiatos, social-democracia-sempre-com-ponto-de-exclamação-no-fim, de cada vez que abre a boca sem ter nada para dizer e sem referências políticas que se aproveitem.