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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Mais coisas que vão acontecer em 2015

por josé simões, em 26.01.14

 

 

 

Um alívio da carga fiscal. Eleições legislativas.

 

«Pires de Lima insiste no aumento do salário mínimo em 2015»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Respeitinho é muito bonito (capítulo II)

por josé simões, em 27.10.09

 

 

 

A semana passada tinha sido o Le Monde, esta semana é o El País:

 

«Marruecos veta a EL PAÍS por "atentar contra la institución monárquica"»

 

 

 

|| Los dos Portugal

por josé simões, em 11.09.09

 

 

 

Nem é Alberto João Jardim ser classificado (ou identificado?) como «un caudillo de su mismo partido que gobierna la isla» (ver definição de Caudilho), porque, infelizmente, isso é dado adquirido até mesmo para os espanhóis, menos para Manuela Ferreira Leite. É «la fracasada revolución de Abril de 1974». O que é que eles já perceberam que nos escapa a nós; ou dito de outra forma, de “los dos” qual foi o que ganhou?

 

(Imagem X-Ray Photograph of Frogs by Josef Maria Eder and Eduard Valenta via The British Library)

 

 

 

Uma recaída

por josé simões, em 26.02.09

 

 

Ainda sou do tempo em que se ensinava Aljubarrota logo desde a escola primária e que o inimigo principal estava aqui a bombordo e que “de Espanha nem bom vento nem bom casamento” e os caramelos nem todos.

 

Tive há bocado uma recaída quando li – a letras gordas – num dos jornais de referência espanhóis que «Un perro de água portugués será la mascota de los Obama». Possivelmente o fiel amigo do Santo Condestável; o cão que acompanhava a Padeira de Aljubarrota na venda do pão, o cão que foi a morder os calcanhares ao Magalhães até à fronteira de Elvas quando o renegado se vendeu aos espanhóis; e por aí.

 

Pronto, já me passou.

 

 

Um Caminho Mais À Direita

por josé simões, em 12.02.09

 

Por Lluís Bassets, director-adjunto do El País:

 

«El tropismo dextrógiro tiene muchas explicaciones, pero la más convincente de todas es el miedo. Cuando una sociedad consigue convertir el miedo en el aire que respira es inevitable la aparición del síndrome del caracol, que va enroscándose cada vez más dentro de su cáscara hecha de nacionalismo, xenofobia e impavidez ante los sufrimientos ajenos.

 

(…)

 

Por más que se critique a Obama por su simpatía hacia Israel, nada será como antes. La sumisión de Bush a Sharon y a Olmert no tendrá nuevas réplicas. Washington va a implicarse a fondo. Los documentos que se deslizan en la mesa del presidente llevan títulos como el que le ha puesto un think tank liberal: "Restaurar el equilibrio. La estrategia sobre Oriente Próximo para el nuevo presidente" (Brookings Institution). Hay un camino a la derecha, que incluye a Lieberman en el Gobierno, pero lleva una trayectoria de directa colisión con Barack Obama. Por eso sería mejor que esta vez Israel curara su síndrome del caracol y tomara el camino del centro, el de la gran coalición. Quizás será en algún momento el camino de la paz. Quizás, inch'ala.»

 

 

Ler tudo )

Enquanto Detroit dormia

por josé simões, em 15.12.08

 

«(…) a nossa ajuda de emergência a Detroit será lembrada como o equivalente a injectar milhões de euros de dinheiro público no negócio de venda por catálogo em vésperas do nascimento do eBay. (…) como injectar biliões de euros no negócio dos cd’s em vésperas do nascimento do iPod e do iTunes. (…) como injectar biliões de euros numa cadeia de livrarias em vésperas do nascimento do Amazon.com e do Kindle. (…) como injectar biliões de euros na melhoria das máquinas de escrever em vésperas do nascimento do PC e da Internet.»

 

Thomas L. Friedman aqui.

 

(Na foto fanada na Time Magazine, Henry Ford e o primeiro Ford T)

 

 

 

Coisas do multiculturalismo

por josé simões, em 20.08.08

 

Que não senhor, que não há um choque de civilizações; nem tão pouco uma guerra de religiões; a culpa é toda nossa e mais a nossa islamofobia e a nossa tacanhez; e que não sabemos respeitar as diferenças; e islamofóbicos para aqui e islamofobia para ali; e Europa e clube dos cristãos para acolá e eurocentrismo para acoli.

 

“El Sindicato de Médicos de Egipto, dominado casi en su totalidad por el grupo islamista de los Hermanos Musulmanes, ha decidido prohibir a sus afiliados que practiquen trasplantes de órganos entre cristianos y musulmanes. Cualquier médico que viole la medida y permita ese tipo de operaciones será interrogado y castigado por el Sindicato.”

(Ler mais aqui).

 

Esta, de certeza vai passar ao lado, nos sítios do costume. Ou vai na volta, a culpa é de Israel...

 

(Foto fanada no Chicago Tribune)

 

 

 

O “modelo social chinês” (o poder das Marcas)

por josé simões, em 16.06.08

 

Na minha perspectiva, o aumento de 48 para 65 horas de trabalho semanais é o que menos importa neste acordo.

 

À grande maioria das pessoas não importa a possibilidade de poder vir a ter de trabalhar mais horas, o que aliás essa mesma grande maioria já faz, quer no próprio emprego, quer em part-time fora do emprego e/ ou profissão, para conseguir compor o orçamento familiar.

 

O que importa à grande maioria das pessoas é a justa retribuição pelas horas de trabalho dispendidas; por outras palavras: trabalhar sim, mas auferir a justa compensação; ganhar dinheiro; trabalhar para aquecer não! Ora isso não acontece com as actuais 48 horas, e é de todo improvável que venha a acontecer com as 65. Sessenta e cinco horas de trabalho semanais iguais a maiores mais-valias para as marcas e para as empresas; e maiores lucros para os seus accionistas, e na proporção inversa, mais miséria e menos qualidade de vida para as populações.

 

E esta é que é uma cedência inaceitável ao “modelo social chinês”!

 

(Foto de Issei Kato via Reuters)

 

 

 

Uma explicação simples

por josé simões, em 13.05.08

 

Afinal não tem nada a ver com repressão ou ditadura. Muito mais simples que isso:uma questão de conectividade; ou de falta dela. Por culpa dos americanos e do embargo; nem era preciso dizer.

 

Talvez também por dificuldades de conectividade – agora ao nível dos aviões – Yoani Sánchez não foi autorizada a voar até Madrid para a cerimónia de entrega dos Premios Ortega y Gasset. Ficou-se pela presença virtual em ecrã gigante.

 

Tudo normal, não fossem as dificuldades de conectividade cada vez maiores entre o povo da ilha, e os dirigentes na sua ilha. Chegou a ser de “banda larga” – a conectividade. Há muito tempo. Tanto, que parece ter sido no “tempo em que os animais falavam”.

 

A pergunta pode ser feita de duas maneiras:

- Que nome se dá a um Governo que não autoriza os cidadãos a sair livremente do seu País?

- Que nome se dá a um cidadão que necessita de autorização do Governo para sair do seu país?

 

Parecendo que não, faz toda a diferença.

 

(Na foto, Fidel-Zombie, na ARCO 08/ Madrid)

 

 

 

Yoani; discurso directo

por josé simões, em 08.05.08

 

“Sigo siendo una ciudadana y continúo con las mismas inquietudes que cuando comencé, aunque sí me he vuelto más aguda al observar. Lo que más me alegra es desde donde he llegado. No ha sido por linda, ni por dar discursos desde una tribuna, ni por tener un ascendente religioso sobre una multitud. He llegado de la manera más simple y más anónima, como una ciudadana que escribe de lo que ve y que reflexiona de su realidad.”
 
“Todo fenómeno que nace nuevo es susceptible de ser manipulado e interpretado, es la ley de la vida. Yo sigo escribiendo mis textos, pienso cada vez desde una óptica más honesta. No me preocupa que pueda ser usada por un bando o por otro. Si mi discurso es elástico, si sirve para muchos, pues perfecto para ellos y para el discurso."
 
“Uno de los grandes argumentos que se utiliza para defender la revolución cubana es que hemos logrado hacer un socialismo sui géneris. ¿Por qué no podríamos hacer un capitalismo sui géneris? Lo que necesita este país es una inyección de creatividad y de libertad para producir, y el socialismo es una camisa de fuerza a todo eso.”
 
(Na integra aqui)
 
 

 

Prémio Ortega 2008

por josé simões, em 23.04.08

 

Yoani Sánchez, autora do blogue cubano Generación Y (há muito linkado aqui na coluna da direita) recebeu o Prémio Ortega 2008.
 
“por su perspicacia a la hora de sortear las limitaciones de la libertad de expresión en Cuba. La bloggera charla con los lectores sobre su weblog y la libertad de expresión en la isla”
(Link)
 
Os prémios foram criados em 1984 pelo diário espanhol El País, e receberam o nome do pensador e jornalista espanhol Ortega y Gasset. Pretendem distinguir a defesa das liberdades, a independência e o rigor, como pilares essenciais do jornalismo.
Mais sobre os prémios Ortega aqui.
 
 

"Están muriendo, están muriendo"

por josé simões, em 22.04.08
Vá lá um gajo perceber esta gente!
Não lhes basta poderem comprar televisões e torradeiras; não lhes basta puderem usar telemóvel, ainda querem a libertação dos presos políticos! Onde é que já se viu?! Pobres e mal agradecidos; é o que é!
 
 

Online Encyclopedia of Mass Violence

por josé simões, em 16.04.08

 

Disponível na rede para consulta, a Online Encyclopedia os Mass Violence, uma iniciativa lançada em 2004 pelo Centre d’Etudes et de Recherches Internationales de Paris, com a colaboração de outras instituições francesas e alemãs.
 
Documenta e classifica o conhecimento histórico sobre os crimes; organizado por continentes, países e épocas, ao mesmo tempo que oferece descrições e análises. Contém índices cronológicos, estudos de casos concretos, contribuições analíticas sobre violência sócio-política, um glossário dos termos mais usados em estudos de genocídio, assim como teses escritas por autores mais importantes nesta matéria.
 
Para a escolha do nome, os autores excluíram os termos “genocídio” e “massacre”, porque, e segundo eles, não designam todos os géneros de violência de grupo, daí a opção por “violência massiva”. Com este termo pretenderam referir “o fenómeno humano da destruição colectiva por motivos culturais, religiosos, sociais e políticos”. O termo abarca a violência sofrida pela população civil, quer em tempo de guerra, quer em tempo de paz.
 
Directamente ali para a coluna dos linkaveis; secção “Não Governamentais”
 
(Via El País)
 
 

Revolução na hotelaria? Não iria por aí...

por josé simões, em 01.04.08

 

Caro João Tunes; caro Paulo Pinto Mascarenhas , não vejo o que possa haver de absolutamente extraordinário e surpreendente nesta notícia
 
Na perspectiva marxista-leninista da economia, deve ser encarada como uma medida, cujo objectivo último é eliminar mais um explorador na cadeia das relações laborais. Falando português corrente, o explorador tem nome: O Chulo.
 
Ao contrário do que se possa pensar, os cubanos podiam e podem frequentar os hotéis de luxo, aparentemente reservados aos turistas. Mais concretamente, as cubanas.
É absolutamente banal encontrar, nos lobbies & bares dos hotéis de Havana, jovens do sexo feminino, algumas com curso superior, que, para conseguirem equilibrar o orçamento, fazem uns “biscates” junto dos turistas, a troco de comissões pagas aos gerentes e recepcionistas, que assim fecham os olhos às penetras indígenas.
Ao abrir as portas dos hotéis aos naturais, Raul Castro elimina um parasita na cadeia de produção.
 
Têm dúvidas? Visitem Havana e depois falamos.
 
(Foto de Elmer Batters via El País)
 
 

Quando o crime é o próprio nome

por josé simões, em 21.03.08

 

O guitarrista francês Mohamed Yamani veste-se de forma andrógina, usa camisas com folhos e calças justas, de acordo com o look da década de setenta. Mom, como é conhecido no grupo, não parece um guerreiro islamita. Ainda assim o Governo dos Estados Unidos negou-lhe um visto de entrada no país, onde ia realizar uma tournée com a sua banda, porque o seu nome é demasiado parecido com o de um lugar-tenente de Osama Bin Laden; isto apesar de Abu Mohamed Al-Yamani, jihadista da Al-Qaeda ter sido morto na Argélia em 2006!
 
(Detalhes aqui)