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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O gulag? Qual gulag?

por josé simões, em 21.10.09

 

 

 

“Por isso mesmo, admito que possa ter acontecido essa experiência...”

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

Uma Casa Portuguesa (II)

por josé simões, em 05.10.08

 

Eu, aqui no blogue no da 1 de Outubro:

 

“(…) há também o fenómeno construção civil. É necessário construir, nem que seja nos arrabaldes, nem que sejam bairros sociais. A tal promiscuidade financiamentos das campanhas eleitorais e dos partidos/ empresas. O fenómeno é interessante. A Câmara perde dinheiro com os terrenos e a construção de baixa qualidade na “habitação social”, e deixa de ganhar nas zonas nobres, com o bodo “aos pobres” no “património disponível”

 

Eduardo Dâmaso, hoje no Correio da Manhã:

 

“(…) o essencial: o enriquecimento ilegítimo de muita gente à custa das negociatas de terrenos na Câmara. Vai-se esquecendo as muitas luvas que muita gente graúda ali recebeu para dar edificabilidade a terrenos que não a tinham (…)”

 

Era por coisas destas que nós nos dávamos bem e, nos tempos de escola, fomos criando "cumplicidades".

 

(Na imagem Uma Casa nos Arredores de Lisboa, in Casas Poruguesas de Raul Lino)

 

 

 

A brincar com coisas sérias

por josé simões, em 21.08.08

 

É o modo como o cidadão comum que não se enreda nos enredos do Direito vê o filme. E até dou de barato que esteja a escrever a maior das barbaridades.

Mas acontecem coisas nos tribunais; há com certeza razões que a razão do povo ignorante onde me incluo desconhece para, e por exemplo, o Vale e Azevedo que deu a banhada a uns milhões, mas de modo simpático, com um sorriso nos lábios e cheio de boas maneiras e vestindo um bom fato mais uma belíssima gravata pendurada no pescoço, tenha estado uma eternidade preso a aguardar julgamento e depois foi julgado e foi outra vez preso e quando ia a sair da prisão foi outra vez dentro assim que pisou o degrau da porta da rua, com direito a transmissão televisiva e tudo. Uma novela!

 

E dois “marmelos”, violentos como o caraças, e que só não mataram ninguém porque Deus não quis, como se costuma dizer nestas ocasiões, e que só ainda não foram mortos por um sniper da polícia, também porque Deus não quis, quiçá para poupar a tinta das canetas e o teclado dos computadores daqueles que passam a vida a malhar nos facínoras da polícia, são libertados com Termo de Identidade e Residência.

 

Como aqui escreve o camarada Dâmaso andam a brincar com coisas sérias.

Mas isto sou eu – que não percebo nada de direitos e justiças – a falar.

 

(Foto do mestre Jean Dieuzaide)

 

 

 

Cimeira Europa-África

por josé simões, em 07.12.07

 

A propósito da Cimeira Europa – África que hoje começa, escreve o meu amigo Eduardo Dâmaso no Correio da Manhã:
 
“A situação em que se encontra o continente africano é de tal modo dramática que o pouco que, em regra, resulta das cimeiras já é qualquer coisa. Seja como instrumento de pressão em matéria de respeito dos direitos fundamentais, denúncia de regimes ditatoriais ou de delapidação dos fabulosos recursos naturais do continente.”
(Na integra aqui)
 
Desde os tempos do Liceu, que vimos pontualmente discordando nalguns temas, a maior parte das vezes mais na forma que no conteúdo. Permite-me então a minha “visão minimalista” da coisa: O que está em jogo nesta cimeira não são os direitos humanos, fundamentais, ou como lhe queiras chamar; nem é tão pouco a denúncia “de regimes ditatoriais”, isso já é feito todos os dias pela chamada sociedade civil; nem sequer vai haver alguma espécie de pressão; isso é para inglês ver, para o povo ficar em paz de espírito e pensar: Os nossos governantes preocupam-se! Com mais ou menos Live Aids à mistura. O que está em jogo é a “delapidação dos fabulosos recursos naturais do continente”; vamos – a Europa – apanhar o comboio em andamento, naquelas carruagens que ficam do meio para trás, agora que os chineses já tomaram conta da máquina e do maquinista.
 
O factor China foi o que veio baralhar as contas. Não era suposto as coisas andarem tão rápido. África seria sempre aquele continente de reserva na perspectiva de globalização das multinacionais, vulgo marcas. Quando na Ásia se atingisse um nível de desenvolvimento e de bem-estar social considerável, comparativamente aos padrões ocidentais, seria a altura de atacar em força em África. Mas aconteceu aquele irritante “se…”, que dá pelo nome de China, e vamos ter de antecipar jogadas.
 
Leitura aconselhada: No Logo – O poder das marcas, Naomi Klein, Relógio d’Água 1999.
 
Post-Scriptum: Faz um favor a ti próprio; deixa de andar a engonhar e escreve o que te vai na alma! Isto de jogar para o empate dá sempre em derrota.
 
Adenda: Como já por aí li algures, Lisboa será por este fim-de-semana um dos lugares mais mal frequentados do mundo.
 
 
(Foto fanada na Time Magazine)
 
 

Dança de cadeiras

por josé simões, em 03.03.07

 Li algures – não me recordo onde – que, Eduardo Dâmaso vai ocupar o lugar deixado vago por João Marcelino na direcção do Correio da Manhã.

 

A ser verdadeira esta troca de cadeiras, como é que o público-alvo dos dois jornais irá reagir?

 

Á primeira vista, o principal beneficiário desta troca poderá ser um terceiro que não foi tido nem achado para estas opções editoriais; é previsível um desvio de leitores do Diário de Notícias para o Público que, repartem e lutam ombro-a-ombro pelo mesmo público-alvo.

 

Restam duas incógnitas:

 

. Como irá ser a revista 6ª, uma vez que não são anunciadas mudanças ao nível dos habituais colunistas. Passará a ter a inevitável mulher-nua na capa como a revista do Correio da Manhã?

 

. A outra incógnita – a maior de todas – é como será o Correio da Manhã com Eduardo Dâmaso ao leme? Poderá o Correio da Manhã cometer uma espécie de hara-kiri jornalístico, com uma mudança do azimute editorial que o levará a uma inevitável perda de leitores?

 

Conhecendo como penso conhecer o Eduardo – foi meu colega de curso – pode ser que me engane, mas não o vejo a fazer “gimnásticas” editoriais para se adaptar a uma situação concreta que é ter de pôr todos os dias na rua um jornal, em que 90% das notícias são crimes e assaltos e o que resta, no suplemento, são os infalíveis anúncios das acompanhantes brasileiras.

 

(Eduardo: As voltas que o mundo dá!)