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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O alegado ministro da Administração Interna

por josé simões, em 12.02.21

 

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Em 30 de Maio de 2020, estava o país com 11 621 casos activos e a contar 1 396 mortes por Covid, foram as televisões avisadas, com a antecedência necessária para o circo dos directos poder ser montado, da "operação musculada" na mina da Covid ao Jamaica no Fogueteiro, com o delegado de saúde vestido de astronauta a meter cadeados em tudo o que era estaminé de venda de mines, curiosamente todos desertos, devidamente protegido pela polícia de choque.

 

Em 12 de Fevereiro de 2021, com 118 362 casos activos, 14 885 mortes confirmadas e o Serviço Nacional de Saúde a rebentar pelas costuras com 4 734 internados em enfermaria e 836 em UCI, um restaurante em Lisboa, repetente no desrespeito pela lei, transmite um jantar em directo pelo Facebook e recebe a visita da PSP para "levantamento de treze autos de contraordenação".

 

É o suposto levar a sério, e ter um mínimo de respeito cidadão pelo alegado ministro Eduardo Cabrita?

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 18.01.21

 

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Eu vejo entusiasmo naqueles quase 250 mil portugueses que se registaram para o voto antecipado, que manifestam uma alegria do voto semelhante à alegria do voto nas primeiras eleições democráticas.

 

[Na imagem Jeff "Gordoon" Gordon By Dominique Jando]

 

 

 

 

Reforma estrutural

por josé simões, em 14.12.20

 

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Houve um tempo que não foi há tanto tempo quanto isso em que o PCP pedia a queda do Governo por uma qualquer barbaridade de um qualquer ministro, agora "agir de cabeça quente não ajuda a resolver o problema" e "despedir ministros à peça não é o caminho". E isto, mais que uma "mudança de paradigma", é uma verdadeira "reforma estrutural".

 

 

 

 

O malogrado ministro Cabrita

por josé simões, em 13.12.20

 

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Marcelo Rebelo de Sousa, leal como um Pit bull, convoca o director-geral da polícia para discutir a reestruturação/ fusão do SEF com a PSP nas costas do primeiro-ministro e do ministro da tutela, em mais uma descarada exacerbação de funções e competências com que tem pautado o seu mandato desde o primeiro dia em que foi eleito, e com vista a condicionar a acção do Governo, ao mesmo tempo que, por interpostas pessoas, Magina da Silva e o moço de recados da Presidência, despede o alegado ministro da Administração Interna duas vezes no mesmo dia com intervalo de poucas horas. O mesmo Marcelo em que António Costa vai votar para um segundo mandato em Belém, a iniciar quando andar entretido com a presidência portuguesa da União Europeia e o Governo em Lisboa em roda livre.

 

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Um pantomineiro na Administração Interna

por josé simões, em 11.12.20

 

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Assim de repente, já tivemos um ministro que se demitiu por causa da queda de uma ponte, onde não era tido nem achado, um ministro que se demitiu por causa de uma anedota de alentejanos, um ministro que se demitiu por suspeitas de fuga ao fisco, que depois se provaram infundadas, e um ministro que foi demitido por ter simulado uns corninhos com os dedos para um deputado na bancada da Assembleia da República. Hoje temos um ministro que nove meses depois, e só depois de um trabalho de investigação jornalística que gerou uma onda de revolta e de indignação nas redes e que trouxeram a reboque os partidos políticos, aparece no Parlamento, inchado que nem um gigante de dois metros, a ser engraçadinho, a ironizar sobre o atraso de toda a gente à defesa da Lei e da Ordem e do Estado de direito e dos direitos humanos, se procurarem bem vão ver que está ao lado de Luther King em algumas fotos nas marchas pelos direitos civis, enquanto a polícia que tutela continua em roda livre, a patrocinar posts no Facebook de organizações clandestinas que fomentam o ódio, o racismo e a xenofobia, pejadas de elementos ligados à extrema-direita. É este senhor, um pantomineiro que não sabendo nada de nada sobre qualquer que seja o tema em discussão consegue perorar durante horas sobre o assunto parecendo a maior sumidade mundial na matéria, que o primeiro-ministro, António Costa, insiste manter em funções.

 

[Na imagem print screen, de post já apagado, no Facebook da GNR]

 

 

 

 

O pânico do pânico

por josé simões, em 08.12.20

 

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No partido onde toda a gente enche a boca com o "exemplo Jorge Coelho" para atirar à cara dos outros quando dá jeito, nove meses passados sobre o assassinato de um cidadão estrangeiro às mãos da "polícia dos estrangeiros", o ministro Eduardo Catita [não é gralha] não só continua alegremente em funções como até recebe delegação de funções do primeiro-ministro, António Costa, para encerrar debates parlamentares, enquanto o Estado, numa confissão de impotência para cumprir e fazer cumprir a lei e zelar pela segurança de todos os cidadãos, nacionais ou não, manda instalar um "botão de pânico" na sala de tortura que o SEF tem na Portela de Sacavém para que os perigosos imigrantes, que são culpados de tudo até prova em contrário, possam recorrer caso se sintam ameaçados, esquecendo-se de instalar também um botão de pânico para o botão de pânico, inacessível quando algemados a uma mesa ou cadeira.

 

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O lugar da mulher é na cozinha

por josé simões, em 23.06.20

 

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Quando encontrar no Parlamento a deputada e ex - Ministra Ana Paula Vitorino vou dizer - lhe que tem de ter mais atenção a passar a ferro as roupas do marido. Ou então é defeito do próprio Eduardo.

 

André Ventura, o imbecil para quem é inconcebível um homem passar a ferro as suas próprias camisas.

 

 

 

 

Reservoir Dogs, III

por josé simões, em 19.04.20

 

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Reservoir Dogs, Capítulo II

 

 

 

 

Onde é que pára o PS de esquerda?

por josé simões, em 28.11.19

 

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Onde é que pára o PS de esquerda que levou os anos da troika, que foram os anos do "poucochinho" Tó Zé Seguro, um quase cúmplice, a gritar que a austeridade estava a matar a Europa e a aprofundar o fosso, não só entre o norte e o sul, mas entre os mais ricos e os mais pobres dentro de cada país, enquanto fomentava o racismo e a xenofobia e era a responsável pelo ressurgimento dos fascismos no continente depois da II Guerra?

 

"Orçamento do Estado só deverá prever um aumento de um por cento para a Administração Interna. Cabrita exige 5% para fazer face às reivindicações sindicais e esvaziar o Movimento Zero."

 

Centeno nega a Cabrita 80 milhões de euros para forças de segurança

 

 

 

 

Agora por falar em "maioria absoluta"

por josé simões, em 03.08.19

 

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Uma semana passada e o expert em agit-prop empossado ministro da Administração Interna continua a fingir não perceber o que [lhe] está a acontecer e a atribuir culpas à imprensa.

 

Golas? Tudo não passou de “uma polémica lançada por uma notícia falsa”, diz Cabrita

 

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A Voz do Povo

por josé simões, em 28.07.19

 

 

 

Ao balcão do café: "Nas próximas legislativas em vez de andar pela rua a distribuir chapéus, isqueiros, esferográficas, lápis, aventais, o PS vai oferecer kits de incêndio a sério"

 

 

 

 

Um pantomineiro na Administração Interna

por josé simões, em 26.07.19

 

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António Costa, "o maravilhoso", "o optimista nato", "o fazedor de impossíveis", "o construtor de pontes", "o coise" assombrado pelos mortos de 2017 e com as eleições no horizonte de 2019, optou por um profissional da propaganda para o Ministério da Administração Interna sem perceber que tantos anos depois do 25 de Abril de 1974, quase tantos quantos o que António Costa, "o maravilhoso", "o optimista nato", "o fazedor de impossíveis", "o construtor de pontes", "o coise" leva de vida política, as pessoas não querem ver os cargos ocupados por marabalistas e chutadores para canto profissionais mas por competentes e profissionais que sabem dar a cara e assumir responsabilidades na hora e dizer "pedimos desculpa, metemos os pés pelas mãos, vamos de imediato corrigir e não se torna a repetir nunca mais, pelo menos enquanto eu [ele] ocupar este cargo". Se António Costa não percebe isto não percebe nada. Nem ele nem o ministro da propaganda a ainda viver no pior dos 80's da vida política nacional, só lhe falta um pin na lapela com a bandeira portuguesa. E alguém devia explicar a ambos o velho ditado português "quem brinca com o lume acorda mijado".

 

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Tem tudo para correr bem

por josé simões, em 10.04.18

 

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Vimos todos nas televisões o ministro Eduardo Cabrita em acção de agit-prop numa aldeia do interior do país, daquelas que ainda não está deserta, só semi-deserta, povoada pelos que restam, os velhos, a propósito da criação do "oficial de segurança", alguém responsável por dar o alerta e coordenar a retirada da população para um ponto seguro, previamente definido, até que os bombeiros cheguem ou que o fogo passe.

 

Pergunta o jornalista de microfone esticado "então a senhora se houver fogo a sério traz mesmo a galinha?" e a resposta pronta, claro, tenho de a trazer, porque e tal e tal e tal. E assim ficam os velhos esquecidos do interior, excepto quando são visitados pelo ministro do interior com um cortejo de câmaras de televisão atrás, no interior da igreja ou da colectividade, capitaneados pelo menos velho, a morrer à espera de outro velho que já morreu a tentar salvar uma galinha, um porco, um cão, uma ovelha, um gato ou o periquito na gaiola, a única companhia que lhes resta. Tem tudo para correr bem.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Descompressão

por josé simões, em 09.02.17

 

 

 

Depois de quatro anos de Governo da direita radical com a lengalenga do "fazer mais com menos", base de trabalho para cortar a torto e a direito sem olhar a quem e ao quê e para estrangular serviços e administração pública, entramos agora no laxismo esquerdalho-geringonço, na fase do pleno emprego e emprego para todos, do "fazer menos com mais", por cima de toda a folha, caduca ou persistente, que de cada vez que a cor da Câmara muda é imperioso mudar com ela a clientela e o séquito, até para equilibrar as contas e impedir o boicote da clientela cessante, mais que não seja pela inércia.  Haja quem pague.

 

O Governo comprometeu-se a mudar a lei, para que as autarquias passem a ter mais autonomia na gestão e na contratação de recursos humanos.