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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Fim-de-semana

por josé simões, em 25.03.18

 

Echo & The Bunnymen ‎– Seven Seas.jpg

 

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

Seven Seas ~ Echo & The Bunnymen

 

[7" vinyl]

 

 

 

 

||| Fim-de-semana

por josé simões, em 11.01.15

 

Echo & The Bunnymen - The Killing Moon.jpeg

 

 

Este fim-de-semana foi assim.


The Killing Moon ~ Echo & The Bunnymen


[7" vinyl]

 

 

 

 

|| Fim-de-semana

por josé simões, em 30.09.12

 

 


Este fim-de-semana foi assim.

 

Lips Like Sugar - Echo & The Bunnymen

 

[7” vinyl]

 

 

 

 

 

 

Going Up

por josé simões, em 22.07.08

 

Podia ser a Direcção da Associação de Estudantes e a Sala de Rádio e a faca de fuzileiro mais aquela professora de matemática baixinha e freira (foda-se!); ou as fugas até ao Dramático de Cascais para os concertos de rock; ou as barricadas no 11 de Março e o Quartel de Brancanes no 25 de Novembro; ou as namoradas partilhadas (foda-se outra vez!); ou ir ao banho todo nu na Asa do Avião às 3 da manhã e ficar escondido (e calado) dentro de água até o caralho mirrar porque entretanto chegou a bófia e não havia meio de desampararem a loja; ou os acampamentos na Praia dos Coelhos e no Monte Branco mais as noitadas no moinho do Monte do Cabrito; ou aquele misterioso e semi-clandestino transporte em duas malas de viagem, desde Setúbal até Picoas, de 2 000 bilhetes para o segundo concerto dos Area em Portugal.

 

Podia. E podia muito mais. No domingo não preguei olho. Dizem que dói mais depois e é capaz de ser verdade.

 

Mas vale aquelas vezes em que os pais do C iam um verão inteirinho para a Ilha de Faro e a casa era só nossa três meses e mais uns pós. E vinha também o M e o CM e o O e o D que se pisgou para o Lago Cuomo e nunca mais deu à costa e às vezes também o Ad e outros cromos. O JA era fatela mas também vinha. E das gajas não falo. Afinal iam e vinham e o nucleo duro era suficientemente hermético para não sofrer rombos no casco.

 

E havia Echo & The Bunnymen e Teardrop Explodes e Siouxsie Sioux e Joy Division. A nossa Revolução já era outra e já não cabia lá a música da Revolução.

Foda-se que ainda hoje dou por mim a pensar como é que nunca pusemos uma corda ao pescoço com uma banda sonora destas a animar as noites de verão!

E charros de erva regados com chá de Morning Glory apanhada nas escarpas da Praia da Albarquel e que deixavam um gajo a mijar roxo durante uma semana e que às vezes também servia para empurrar uns Dorlise. À beira do estado de coma.

 

O verão do Adeus às Armas. Estavam a chegar os anos Astor Piazzola, John Coltrane e Penguin Cafe Orchestra e Música Popular Portuguesa. Só quem não muda são os burros; não é? Mas isso agora também não interessa nada; como diz a outra. Porque a banda sonora era; é:

 

“If theyre watching my film
Analysing me
Rusty junker squawker
Shaking up it say
If we should pull
The plugs out, out of our history
And all of history


Yeah
Things that shouldnt be
Things that couldnt be
No, things that had to be


Dont you see?
Dont you see?


Its going up up up
Its going up

Its going up up up
Its going up


Lets get the hell out of here
Lets get the hell out of here
Going up
Going down


Dyou want to know whats wrong with the world?
Everywhere theres people with no flowers in their hair
Flowers in their hair
Flowers


Dyou want to know whats wrong with the world?
Everywhere theres people with no flowers in their hair
Flowers in their hair
Flowers” (*)

 

(Ainda continuamos militantemente anti-hippies?). In Memoriam.

 

(*) Letra de Going Up do álbum Crocodiles dos Echo & The Bunnymen.