Estas coisas não se inventam...
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Durão critica "vassalagem" dos líderes europeus a Trump na Defesa. "Estão a baixar-se demais"
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Durão critica "vassalagem" dos líderes europeus a Trump na Defesa. "Estão a baixar-se demais"

Em 16 de Março de 2003, Durão Barroso, então primeiro-ministro, servia de mordomo numa cimeira que juntava W. Bush, Tony Blair e José Maria Aznar na base aérea das Lajes e que com base numa mentira antecedia em quatro dias a invasão de um país soberano, a desestabilização de toda uma região, inventar uma guerra onde ela não existia, estar na génese do nascimento do ISIS, dor e sofrimento, criar milhões de refugiados que se fazem diariamente ao Mediterrâneo em busca de paz e de uma vida decente na Europa. Hoje, 21 anos passados sobre um crime de guerra, um dos criminosos implicados, Durão Barroso, vem dizer com a maior cara de pau que "os europeus não querem muito mais imigração e que há limites para o multiculturalismo" como se não tivesse nada a ver com isso. Não ter a puta da vergonha na cara é isto.
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O mordomo da Cimeira das Lajes, Durão Barroso, "lamenta radicalização do discurso político nos EUA". Ainda se fosse a radicalização da acção política, tipo invadir um país soberano, sem mandato e na base de uma mentira, ainda vá que não vá. A quem é que interessa o que Durão Barroso pensa ou deixa de pensar sobre radicalizações de discursos políticos nos Estados Unidos ou noutro lado qualquer, a que propósito é que Durão Barroso é a espaços ressuscitado para perorar sobre tudo e mais um par de botas?
[Na imagem "Onde está o Wally o Barroso no comício do MRPP com a radicalização do discurso político por Arnaldo Matos?"]

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"O doutor Durão Barroso é o português vivo mais importante de sempre" disse a páginas tantas Cavaco Silva, com a maior cara de pau e rancor imagem de marca, na apresentação do livro onde se propõe ensinar aos outros a não serem Cavaco Silva.
Ver na televisão Durão Barroso, o primeiro-ministro que serviu de mordomo na Cimeira das Lajes, e Paulo Portas, o ministro da Defesa que organizou o encontro que decidiu a invasão ilegal do Iraque, com as consequências que perduram desde 2011 - terrorismo islâmico, vagas sucessivas de refugiados para a Europa, nascimento e ascensão do ISIS, guerra na Síria, milhares de mortos no Mediterrâneo, instabilidade em toda a região, mais fome e miséria, a comentarem a invasão russa da Ucrânia. Não ter a puta de vergonha na cara, não deles, que nunca a tiveram, mas das televisões que os convidam para o prime time, pagam principescamente, e de todos os que assistem, passivos e amorfos, sem se dignarem a fazer zapping.
[Link na imagem]

No espaço de uma semana tivemos o cada vez mais gordo d[n]a Goldman Sachs, Santana Lopes, Cavácuo e o pantomineiro do pin. "Não tiveram uma palavra ao país e aos cidadãos a propósito da tragédia da pandemia, nem uma mensagem de esperança ou um incentivo ao cumprimento das regras difíceis para todos, mas aí estão eles para se reclamar de uma soberba moral que nenhum facto evidencia". Não há coincidências nem acasos do destino em política. Nem almoços grátis, como diz "o outro".
[Imagem]
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O ex-subsecretário de Estado no Ministério de Assuntos Internos, ex-secretário de Estado dos Assuntos Externos e Cooperação, ex-ministro dos negócios Estrangeiros, Grã-Cruz da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo, ex-deputado eleito à Assembleia da República, ex-presidente da Comissão dos Negócios Estrangeiros, ex-primeiro-ministro do XV Governo Constitucional, ex-mordomo da Cimeira das Lajes que decidiu a invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2003, ex-presidente da Comissão Europeia, Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique, ex-professor convidado da Universidade de Genebra, chairman do Banco Goldman Sachs International, José Manuel Durão Barroso: "Elites portuguesas não têm estado à altura da capacidade de resiliência do povo".
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Durão Barroso, o mordomo da Cimeira das Lajes, de ir inventar guerra e miséria onde ela não existia, diz que não há ilusões, "é impossível controlar completamente os fluxos migratórios, a solução a longo prazo está no próprio desenvolvimento de África", quiçá onde as guerras inventadas têm um papel preponderante. "Temos de evitar a demagogia", concluiu.
Durão Barroso, o português cuja nacionalidade não foi impedimento para chegar a presidente da Comissão Europeia, acusa a Comissão Europeia de discriminação por ser ele, um português, a "assinar" pela Goldamn Sachs.
[Imagem de Thomas Michael Alleman]
Curioso, ou nem por isso, ver um maoista passar-se para o outro lado, para o lado da Goldman Sachs que lucrou milhões – custou milhões aos contribuintes europeus durante a maior crise financeira de que há memória desde a Grande Depressão; para a Goldman Sachs que maquilhou as contas públicas gregas – custou milhões aos contribuintes gregos e aos contribuintes europeus, passar-se para o lado dos inimigos do povo, sem o reconhecer – a mui famosa auto-crítica, um dos pilares do maoismo, antes pelo contrário, vitimizando-se qual Calimero. Para ele reeducação pelo trabalho – outro dos pilares do maoismo.
[Na imagem Li Fanwu, governador de Heilogjiang, com o cabelo cortado por membros da Guarda Vermelha numa praça de Harbin, após ser acusado de se tentar parecer a Mao. Li Zhensheng, Contact Press Images, 12 de Setembro de 1966]
Como se a questão não fosse o privilégio que Durão Barroso teve em ser presidente da Comissão Europeia; como se a questão não fosse o conhecimento privilegiado adquirido por Durão Barroso enquanto presidente da Comissão Europeia; como se a questão não fosse a agenda de contactos metodicamente preenchida por Durão Barroso presidente da Comissão Europeia.
Durão Barroso vai tornar-se no primeiro ex-presidente da Comissão Europeia a ver retirados os chamados "privilégios de passadeira vermelha" por Bruxelas, na sequência do cargo que ocupa na Goldman Sachs [...]
[Imagem de autor desconhecido]
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Ricardo Costa: "Como é que reage quando lhe lembram a Cimeira das Lajes e o papel que teve na Cimeira das Lajes [...]?"
Durão Barroso: "Bom... como é que reajo... ouço as críticas, conheço as críticas, [...] aaa... aliás na altura com o apoio [o rosto ilumina-se-lhe com um esboço de sorriso] do Parlamento português e com o apoio do Presidente da República de Portugal doutor Jorge Sampaio [...]"
Durão Barroso não foi o mordomo das Lajes. O mordomo das Lajes foi Jorge Sampaio. O mordomo das Lajes foi Durão Barroso porque Jorge Sampaio e o Parlamento disseram que sim. O mordomo das Lajes não foi um foram dois, foram Jorge Sampaio e o Parlamento português com Durão Barroso no papel de mordomo do mordomo, se calhar até contra vontade.
Obrigado SIC, obrigado Expresso.
[Durão Barroso na imagem]
E lutar contra o ensino burguês, "anti-operário e anti-popular".
«Durão Barroso acumula 22 cargos após a Comissão»
[Cartaz de propaganda chinês na imagem]
Agora os meninos e as meninas vão escrever 50 vezes no caderno "não foi a troika que criou a crise, foi a crise que criou a troika", disse Durão Barroso na Universidade [cof, cof] de verão do PSD com um sorriso eureka de orelha a orelha e sem que ninguém na sala de aulas lhe tivesse perguntado quem é que afinal criou a crise, já que não aparece explicado na charada para T. P. C. .
Era mais, muito mais, honesto terem posto o Matt Groening a discursar.
[Imagem]