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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O Doutor

por josé simões, em 06.11.08

 

 

Parecia que andava a adivinhar.

Ela é o doutor para aqui a doutora para ali, o engenheiro isto e o arquitecto aquilo. Hoje Constança Cunha e Sá escreve no Público sobre Obama. Hoje Constança Cunha e Sá escreve com ausência de título. Escreve sobre um homem que frequentou a Columbia University em Nova Iorque. Um homem que frequentou a Harvard Law School, onde obteve uma elevada distinção honorifica, a magna cum laude, que corresponde a uma graduação não menor do que dezoito valores. E não é digno de um berloque, um enfeite antes do nome? Isto não se faz, doutora Constança!

 

(Foto de M. Menegon)

 

 

 

Ter o canudo (II)

por josé simões, em 18.04.07

O engenheiro José Sócrates, afinal parece que não é engenheiro. O doutor Marques Mendes também parece que não é doutor. Até já circula pelos blogues que, Lobo Xavier também não é advogado, porque por ser “figura pública” foi dispensado de fazer o exame de admissão à ordem…

Quem continua a marcar pontos é Jerónimo de Sousa. Fez a quarta classe no “tempo de Salazar”. Ou sabias, ou não sabias. Se não sabias levavas réguadas e umas “orelhas de burro” virado prá parede…

Afinador de máquinas

por josé simões, em 16.04.07

 

Analisando os currículos dos nossos deputados à Assembleia da República, pode verificar-se que o secretário-geral dos comunistas, Jerónimo de Sousa, apresenta como habilitações literárias o 4º ano do curso industrial, e como profissão afinador de máquinas. Excelente profissional, diga-se em abono da verdade.

Olhando as prestações eleitorais do PC desde que assumiu o cargo, e à capacidade mobilizadora de massas nas últimas manifestações contra as políticas do Governo, a máquina está bem afinada. Muito bem afinada!

 

Ser ou não ser... engenheiro

por josé simões, em 23.03.07

 Honestamente; muito honestamente, não compreendo o sururu criado à volta das habilitações literárias de José Sócrates; ou talvez compreenda, mas não posso aceitar de todo.

 

Em posts anteriores havia referido a ênfase e até o deleite com que alguns políticos, principalmente os oriundos da chamada direita parlamentar, colocam no título antes do nome. Ele é o engenheiro isto, ou doutor aquilo, o arquitecto aqueloutro, dito com todas as sílabas e consoantes bem pausadas – atente-se aos discursos de Marques Mendes. E também já tinha sublinhado uma das primeiras medidas tomadas por António Pires de Lima – com quem, politicamente, não me identifico, sublinhe-se – assim que assumiu e gestão da UNICER, que ia exactamente no sentido inverso às tendências da sua bancada parlamentar, e que consistiu na abolição do tratamento por títulos.

 

Compreendo o frenesim em torno do título de Sócrates do ponto de vista que compreendi o caso António Vitorino e a sisa por pagar, o caso Paulo Portas e o Jaguar da Universidade, e tantos outros em que a politica politiqueira portuguesa é fértil – vasculhar a vida de cada um na procura de “podres” que ajudem a denegrir a imagem. Se não o consegues derrotar pelos argumentos, derrota pelo jogo rasteiro; quanto mais rasteiro melhor.

 

Este de género de sacanice politica atingiu o zénite logo após a publicação ontem pelo Público, de uma pretensa investigação à licenciatura de José Sócrates, com o deputado do PSD Pedro Duarte a exigir um “cabal esclarecimento” sobre as falhas no dossier de licenciatura do Primeiro-ministro! Cria-se uma Comissão Parlamentar de Inquérito?, chama-se o Procurador? Tenham dó!

Pretensa investigação porque limitando-se a consultar umas quantas folhas facultadas pela própria Universidade e, a apontar umas quantas falhas, o que em rigor da verdade deva ser dito, alguns blogues haviam feito há já algumas semanas; o Público presta um mau serviço aos leitores, porque o que faz, não é mais que um copy/ past, e apresenta-o como grande furo… A montanha pariu um rato!

Melhor, muito melhor, estiveram as estações de televisão, desde a pública às privadas, que no alinhamento dos telejornais pura e simplesmente ignoraram a faceta O Crime / 24 Horas do jornal que se quer de referência – Público.

 

“Para o Público, o currículo de um político ou qualquer outra figura pública não é critério para o avaliar nem como pessoa, nem para saber se é ou não competente para exercer o cargo que ocupa. Grandes figuras políticas europeias – como Jacques Delors – não possuíam qualquer licenciatura. Na banca portuguesa, o presidente de um dos principais bancos privados e o vice-presidente doutro grande banco também não completaram a sua licenciatura. (E Lula da Silva no Brasil, parêntesis meus).

E, entre os seis membros da direcção do Público, só um completou a licenciatura, e não é director.”

Lê-se em nota editorial, justificativa da “investigação”.

 

Se assim é porque é que se deram ao trabalho? Tanto barulho para nada!

 

Num país com uma das maiores taxas de abandono escolar da União Europeia, com uma das mais baixas taxas de licenciados da Europa, alguém está minimamente preocupado com as habilitações literárias de Sócrates? O Público deu um tiro no pé. O PSD está a pôr o pé a jeito…

 

Façam já hoje uma sondagem de opinião e sou capaz de apostar que o homem subiu mais uns furos.