Os russos dos sudetos
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Donetsk, Lugansk, os russos dos sudetos. Aprendemos alguma coisa com a lições que a história nos deu?
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Donetsk, Lugansk, os russos dos sudetos. Aprendemos alguma coisa com a lições que a história nos deu?
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Invocar Martin Niemöller quando se é apanhado com a boca na botija, ou quando se lhe cai a máscara de grande democrata, como forma de desviar a conversa e passar a ideia de que vem aí o fascismo com pezinhos de lã, devia ser considerado uma emenda à Lei de Godwin. Vem isto a propósito do ex Brigadista Vitor Jara, 50 anos por estas alturas no Chile de Pinochet, convertido em observador independente numa região ocupada e em guerra, num processo eleitoral onde os eleitores votam sob coação do cano das AK-47, em eleições não reconhecidas pela comunidade internacional, poucos meses depois de massacres de populações civis e de deportações de crianças, e da desculpa/ justificação que amanhou para nos atirar à cara que aqui, no ocidente, burguês e capitalista, onde cresceu, engordou e tem qualidade de vida, somos todos uns ignaros. Não fora assumir a fraude da sua militância podia ter adaptado o tal do Niemöller para terminar o concerto de violino em 5374 caracteres nas páginas da Visão:
“Primeiro eles vieram buscar os constitucionais democratas [Kadets], e eu fiquei calado — porque não era constitucional democrata.
Então, vieram buscar os mencheviques, e eu fiquei calado — porque não era menchevique.
Em seguida, vieram buscar os anarquistas, e eu fiquei calado — porque não era anarquista.
Depois vieram buscar os socialistas revolucionários, e eu fiquei calado - porque não era socialista revolucionário.
Foi então que os bolcheviques vieram me buscar, e já não havia mais ninguém para me defender."
Mas isso era honestidade demais para tamanha espinha dorsal do militante de um partido que não é putinista.
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"a Ucrânia e o poder ali instalado" [...] que não pode ser dissociado "do golpe de Estado de 2014, protagonizado por grupos fascistas" julgou um soldado russo - a potência agressora e invasora, que confessou o assassínio de um cidadão ucraniano num julgamento aberto, assistido e acompanhado pelo media e organizações internacionais, de onde resultou uma condenação a prisão perpétua, decisão passível de recurso pelo condenado; por comparação com os três soldados - dois britânicos, casados com ucranianas, a viverem há décadas na Ucrânia, soldados do exército ucraniano, condenados à morte por atentarem contra a ordem constitucional de uma república separatista - fomentada e armada pela Rússia, que só a Rússia reconhece, a Rússia que invadiu a Ucrânia ao arrepio do direito internacional, num julgamento à porta fechada, do qual não se conhecem detalhes, com pena definitiva, sem direito a recurso, uma região onde desde 2014 se dão sucessivas "fracturas e divisões, por perseguições, pela discriminação e negação de direitos fundamentais e de cidadania de populações" pelas tropas pró Kremlin num regime imposto, cuja acção violenta tem sido sistematicamente denunciada por organizações não governamentais independentes e pela ONU.
É urgente desnazificar o PCP.
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In the cities of Lysychansk and Droujkivka during shelling and after a missile strike at the eastern Ukrainian region of Donbas on June 5, 2022.
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