"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
O fim da história. Afinal o Fukuyama tinha razão. Antes de tempo, noutros moldes, mas teve. Um governo de fanáticos esquerdistas dirigido à distância por uma alucinado da extrema-direita, ditador wannabe. Um bando de alucinados ao serviço de um louco imperialista. Um dia há-de ser feita a história de uma patética "esquerda" latino americana.
Daqui por muitos anos ainda havemos de andar a tentar perceber por que cargas de água a Academia Real das Ciências da Suécia resolveu cagar um pé todo até ao joelho, deitar por terra todo o prestígio e respeito acumulado, e atribuir a distinção a uma espinha dorsal de plasticina.
"O efeito dominó" na primeira página do italiano Il Riformista, exactamente o mesmo argumento usado pelos neocons para justificar a invasão do Iraque. Deu a merda que deu, a começar pelo ISIS de má memória, e que ainda por aí anda. Por cá, nos idos dos blogues, tivemos indigentes inteligentes na "santíssima trindade" + 1 - Blasfémias, 31 da Armada, Insurgente, e Cachimbo de Magritte, a defenderem a racionalidade do argumento, curiosamente os mesmos que hoje aplaudem Trump, pirata das Caraíbas, agora nas televisões em prime time e nas colunas de opinião dos jornais, subiram de rating, replicados por uma horda de acéfalos nas redes com a ajuda do algoritmo. Efeito dominó? Como diz o povo, "levas um pelos beiços que até ficas a fazer dominó para os dois lados", deve ser isto.
J. D. Vance, vice-presidente, em teoria a segunda figura da administração logo a seguir a Donald Trump, não só não estava presente na apresentação do rescaldo ao rapto de Nicolás Maduro, como desde então tem andado "desaparecido" dos holofotes, cabendo a Marco Rubio, secretário de Estado, descendente de cubanos, todo o protagonismo, desde a explicação do plano para o day after na Venezuela, passando pelo futuro de Cuba, até à nova interpretação do que é o "Direito Internacional". O pós Donald Trump começa a ficar interessante.
E depois temos um candidato a Presidente, em directo na televisão, a dizer que se assume "claramente tão crítico de Putin como de Zelensky", depois de, também na televisão - SIC Notícias, Expresso da Meia Noite, 23 Abril de 2022, ia a invasão da Ucrânia pela Rússia no início, ter comparado Zelensky a Salazar e a Ucrânia a Goa.
No es casualidad. La ofensiva para desintegrar la Unión Europea ha entrado en una fase crítica y sin precedentes. Cuando Elon Musk compara a la UE con el régimen nazi y exige su abolición, y minutos después el Kremlin aplaude, no estamos ante simples bravuconadas digitales: es una declaración de guerra híbrida.[Mais]
A civilização europeia, uma construção com milhares de anos, pode desaparecer em 20. Ou menos.
Um burro é livre de dizer todas as merdas que lhe aprouver, vivemos numa democracia, na Europa, por enquanto. Pela mesma razão os outros burros são livres de as repetirem.
Ró náldo, como dizem na televisão, que tem uma mulher para cuidar família, da casa, "o que implica muito trabalho”, porque ele não consegue, "os homens não são capazes, honestamente", manifestou interesse em conhecer o agent orange, que também tem mulheres para cuidar de tudo, a troco de dinheiro, e com problemas com o sexo oposto, mal-resolvidos, também a troco de dinheiro, porque tem algo que gostaria de dizer pessoalmente a Trump, algo que ambos partilham. Podemos imaginar, de quem pagou para um filho de mãe incógnita. Dito e feito. Ró náldo, como dizem na televisão, goes to Washington, pela mão do herdeiro da coroa do verdadeiro estado islâmico, aquele onde as mulheres coise, you know what i mean, e Ró náldo, como dizem na televisão, e Trump também sabem. E vai à sombra do passaporte diplomático de Mohammed bin Salman ainda assim não vá a sombra de alguma Kathryn Mayorga lhe cair em cima, mesmo com dinheiro.
Os últimos dias do Reich, quando Hitler mobilizou velhos e crianças para a defesa de Berlim numa guerra já perdida e com fim anunciado, é o que faz lembrar esta mobilização de Maduro em defesa da Venezuela do "socialismo bolivariano". Ele, que nas últimas eleições não recebeu 4 milhões de votos, alega ter mobilizado 8 milhões de voluntários. Uma anedota.