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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Militância na normalização do fascismo

por josé simões, em 06.04.21

 

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O comissário marcelista para o Dia da Raça em Portalegre escreve hoje que "a velha direita tem de aprender a conviver com nova direita" contra o risco do país ficar nas mãos da esquerda até 2030. Ler: o PSD e o CDS, à imagem do que fizeram nos Açores, se quiserem alçar-se ao poder têm de perder a pouca vergonha que lhes resta e aliarem-se à "nova direita". O comissário marcelista para o Dia da Raça em Portalegre chama "nova  direita" à direita que foi apeada do poder faz dia 25 deste mês 47 anos. Não há memória. Não interesse que haja memória. E não há neste momento maior normalizador do fascismo em Portugal do que o comissário marcelista para o Dia da Raça em Portalegre. Militante, já merecia um lugar no Observador.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Jornalismo de qualidade é outra loiça

por josé simões, em 01.03.21

 

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O dia em que ficámos todos a saber que o PS, com 37,6% nas intenções de voto, é ultrapassado pela direita "graças ao fôlego dos liberais", com uns estratosféricos 5,7%. Mas como é que possível a alguém que circula a 6 à hora ultrapassar outrem que vai a 40, seja pela direita ou seja pela esquerda? É que "a soma dos partidos à direita volta a ser superior à projecção eleitoral dos socialistas", apesar da soma dos partidos à esquerda - PS + BE + PCP + Livre, ser 52,4%, contra os 39,5% da direita - PSD + CDS + Iniciativa liberal + Chega. Maioria absolutíssima de esquerda [o PAN, por não ser carne nem peixe, sem piadismo, não foi considerado nesta soma].

 

Não se desse o caso de em Portugal cada vez menos gente ler jornais e ainda muito menos o Diário de Notícias e dos que lêem, quer à esquerda quer à direita, saberem fazer contas, isto era mais uma acção de propaganda manhosa para a maioria dos antigamente informados pela leitura das gordas.

 

 

 

 

É a raça deles

por josé simões, em 23.02.21

 

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A direita que, contra a opinião avisada dos médicos, virologistas, intensivistas e epidemiologistas, pediu a "salvação do Natal" para culpar o Governo em Janeiro pela abertura dada enquanto exigia um novo confinamento em Fevereiro, é a direita que hoje,  com o país a atingir o índice de contágio mais baixo desde o início da pandemia e o mais baixo da Europa, pede o desconfinamento já, antes de Março, para lá mais para a frente assacar culpas ao Governo pela abertura dada na Páscoa. Confusos, vocês? Não, é mesmo a raça deles.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Espera aí que o pai já vai

por josé simões, em 10.11.20

 

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Um conjunto de personalidades do espaço "não-socialista", que marcou presença na apresentação do movimento de direita "cinco para as sete" de Miguel Morgado, faz abaixo-assinado a de[s]marcar-se de "nacional-populistas, xenófobos e autocráticos" lado-a-lado com trumpistas de trazer por casa, há quatro anos a dar à pena na imprensa na desvalorização do nacionalismo-populista, da xenofobia e racismo, da autocracia, uns em modo sério, outros em modo palhaço rico, e não convidam o guru para abrilhantar o evento. Espera aí que o pai já vai.

 

 

 

 

Os intrujas

por josé simões, em 12.10.20

 

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A direita que nos idos da troika depois de ter cortado o 13.º mês permitiu a diluição do subsídio de férias em 12 vezes para que as pessoas não sentissem o rombo no orçamento no final do mês é a direita que agora diz que a mexida na taxa de retenção mensal do IRS pelas mesmas razões é uma trafulhice socialista.

 

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A arte de com o acessório desviar as atenções do essencial

por josé simões, em 11.10.20

 

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E voltamos a uma "guerra" antiga que é gajos a quem nunca se ouviu uma palavra ou leu uma linha, uma só, de condenação às ditaduras militares sul-americanas, by appointment of USA, indignados quando alguém celebra Che, parido, criado e engordado pelas ditaduras que nunca condenaram.

 

[Na imagem, minha, a capa da defunta revista Atlântico]

 

 

 

 

A moral da direita do tugão

por josé simões, em 03.10.20

 

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A moral da direita é uma coisa do caralho. Morreu o Álvaro Cunhal, uma festa nos blogues. Morreu o José Saramago, uma alegria, o Sousa Lara devia era tê-lo vetado duas vezes. Morreu o Mário Soares, uma festa no Facebook e no Twitter para celebrar a morte do gajo cujo percurso político criou as condições que permitiram à direita celebrar a sua morte. O Trump "está", entre aspas, infectado com a Covid 19, depois de meses a gozar com a Nancy Pelosi por usar máscara, a diminuir as capacidades intelectuais de Joe Biden, enquanto fazia alusões à sua fraqueza, à sua idade, enquanto largava piadas sobre o distanciamento social, algumas em pelo debate para as presidenciais, é pá, respeito pelo oponente, decência, civilidade no debate, democracia, e o caralho. Estamos conversados.

 

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A distopia da imbecilidade

por josé simões, em 25.08.20

 

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No tempo do Facebook, do Instagram, do Twitter, do WhatsApp, da CCTV, do reconhecimento facial, da Via Verde, do Multibanco, da factura electrónica, do raio x no aeroporto de Total Recall  com Schwarzenegger, dos ácaros de Estado em e-mails privados, no tempo do algoritmo, só possíveis por causa do capitalismo e da livre iniciativa individual, como os liberais não se cansam nunca de repetir, querer meter Orwell e 1984 numa qualquer distopia "totalitária comunista" é assim a modos que... imbecil, não tivesse a discussão chegado ao Parler, território de teorias da conspiração diversas, da QAnon, do "marxismo cultural" financiado por Soros, das vacinas pagas por Bill Gates e inoculadas para geolocalizar e referienciar cidadãos, das antenas 5G, depois de nascida no Facebook em sectores da direita dita democrática e inteligente.

 

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O fascismo ao colo da direita dos negócios

por josé simões, em 17.08.20

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Os resultados dão o PS a subir, com 39.6% das intenções de voto e 113 deputados eleitos, o PSD a descer,  com 24.8% traduzidos em 67 assentos no Parlamento, o BE com 8.5%  e 16, deputados, a descer nas intenções de voto, a CDU, com 6.1% e 10 deputados eleitos também desce, à direita da direita do PSD todos a sobem, o CHEGA com 7.9% - 13 deputados, o CDS com 4.4% - 5 deputados, a IL com 2.8% - 3 deputados, e por fim o PAN, também a descer, com 3.2% e 3 deputados [aqui].

 

Mas os títulos são "Direita volta a alcançar PS nas intenções de voto", a subtileza da "[direita apanhar] o PS nas sondagens à boleia do Chega" e nunca que o PSD perde terreno para o PS e vê o eleitorado fugir para a direita, quando qualquer conta de merceeiro, com a 4.ª Classe feita e sem necessitar de grandes estudos, constata que a soma dos deputados da 'Geringonça' - PS + BE + CDU, dá 139 cadeiras no Parlamento, contra a soma do bloco de direita, com 88 deputados, sem sequer incluir as intenções de voto no PAN em qualquer dos lados - esquerda/ direita, maioria absolutíssima de esquerda.

 

E porque é que os títulos não são "Esquerda com maioria absoluta nas intenções de voto" ou "PS sozinho tem mais deputados que a direita em conjunto", o acento tónico é colocado entre a direita como um todo, contra o PS e ignorando os outros dois partidos de esquerda ou, no caso do Eco, se aposta na normalização do Chaga, depois da normalização levada a cabo por Rui Rio e Miguel Albuquerque? Agora pençem... [não é gralha, é como os minions do Ventas do Chaga escrevem nas redes].  

 

 

 

 

Aulas de cidadania

por josé simões, em 22.07.20

 

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Os minions do Ventas do Chaga, mais alguns desiludidos do CDS à espera do descalabro eleitoral do Chicão para se assumirem de vez, que enxameiam o Facebook com teorias da conspiração, a maçonaria e o esquerdismo que querem dominar o mundo, o "marxismo cultural", upgrade do "bolchevismo mundial" e do "judaísmo internacional" na Alemanha dos anos 30 do séc. XX, e que agora começam a mudar-se de armas e bagagens para a coisa mais parecida que há com o hospício de Twelve Monkeys, o Parler, também conhecido por Fachobook, a pretexto da censura e da liberdade de expressão, saudosos do 24 de Abril, da lei e da ordem, cada macaco no seu galho, manda quem pode e obedece quem deve, o respeitinho é muito bonito, hordas de imbecis com "no tempo do Salazar é que era bom" mas que quando lhes tentam cortar o discurso do ódio, do racismo e xenofobia, desatam aos berros que "não senhor, não pode ser", que "querem que voltemos aos tempos do Salazar", que o Facebook é o Foiceburka, constantemente a linkarem artigos de opinião escritos no hospital de Voando Sobre um Ninho de Cucos ou na roda dos alucinados na prisão do Expresso da Meia Noite, onde Brad Davis foi andar em contra-mão e por isso expulso e apodado de comunista, publicados no Observador, o online da direita dita culta e inteligente, que não ousa pensar em privado o que a eles lhes é permitido dizerem em público e em voz alta, a tropa de choque que propicia na rua o ambiente para o Estado securitário e para o terrorismo de Estado quando a direita dita democrática chega ao poder, argumentam, uns e outros, com a liberdade de escolha e a objecção de consciência para as faltas dadas, e consequente chumbo de ano, na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento - o quadro de honra vem à colação só para desviar atenções. Voltando ao início, os minions do Ventas do Chaga mais os Chicões desiludidos e órfãos, saudosos do Salazar e da Joaninha no Livro da 3.ª Classe contra a doutrinação pelo Estado e pelo "bolchevismo mundial" e o "judaísmo internacional" marxismo-cultural. E isto não é para rir, é que estes alucinados começam a sair da abstenção e a votar.

 

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O estado da danação

por josé simões, em 19.06.20

 

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Atacam o governo espanhol, socialismo radical, por estar a esconder os números da Covid-19, para logo a seguir criticarem o governo português, socialismo, por os estar a publicar sem truques, quando antes tinham elogiado o governo espanhol por ter tido dias seguidos sem mortes enquanto em Portugal se continuava a morrer, isto depois do elogio à Áustria, por abrir fronteiras a todos excepto a Portugal, assobiando para o lado ao contributo do governo austríaco para a propagação da pandemia na Europa ao ignorar e esconder o vírus para não prejudicar o turismo na neve, ainda antes de terem dado como exemplo países com menos infecções que Portugal, não referindo que somos dos que mais testa na Europa e no mundo e que o que conta nesta altura do campeonato são o número de mortes e de internamentos em cuidados intensivos e não o número de contagiados, para logo a seguir invocarem a Grécia, um governo democrático, do partido da tradição das contas marteladas que chamou a miséria da troika, a abrir portas ao turismo, a todos excepto a Portugal, como se ninguém percebesse que nos tempos que correm, do desemprego e do coma da economia, esta não fosse uma das frentes de batalha - viagens, lazer e tempos livres.

 

É este o estado da danação dos bonecos de ventríloquo da direita do tugão que pululam nas redes nos tempos que correm.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Impressões digitais

por josé simões, em 30.01.20

 

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A doutora "noiva cadáver" confessa que o CDS, o partido do doutor Chicão com o doutor Abel Matos Santos na Comissão Executiva,  que no Facebook dá vivas a Salazar, elogia a PIDE, "uma das melhores polícias do mundo", e critica Aristides de Sousa Mendes, "agiota de judeus", pode disputar o eleitorado com a Iniciativa Liberal e o Chega.

 

"Sinto-te uma fotocópia prefiro o original, Edição revista e aumentada cordão umbilical"

 

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Nem tudo foi mau durante os anos da troika

por josé simões, em 10.01.20

 

 

 

Um dos méritos dos anos de chumbo da troika foi as pessoas terem aprendido a fazer contas, a dar valor às contas certas e a interiorizarem que o dinheiro não estica nem nasce debaixo dos sapatos, a célebre alegoria da manta que tapa a cabeça enquanto destapa os pés e vice-versa. E depois temos a direita e a direita radical no Parlamento, no debate do Orçamento do Estado a prometer baixar impostos, para as pessoas e para as empresas, e a aumentar o investimento público.

 

 

 

 

A direita portuguesa a gostar dela própria

por josé simões, em 17.10.19

 

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Corria o mês de Abril do ano de 2010 quando Pedro Passos Coelho no congresso de Mafra decide ter uma conversa à porta fechada no backstage do pavilhão com bloggers [eu estive lá] provocando grande sururu e até mal-estar entre os jornalistas, que foram deixados de fora, e rasgados elogios e aplausos entre os aios e escudeiros do futuro primeiro-ministro, alguns, à época, bloggers, que mais à frente viriam a ser recrutados como "técnicos" e "especialistas" pelo Governo da Troika para todas as áreas do estado e da administração pública. Visão de futuro e "sign o' the times" como cantava o outro. Não viram o Obama lá nos States?!

 

Corre o mês de Outubro do ano de 2019 e Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, chama 40 'influencers' ao Palácio de Belém e "invade as redes sociais", sem provocar espanto de por aí além nos jornalistas e perante a indignação dos "técnicos" e "especialistas" do anterior Governo da Troika, agora à paisana na vida civil por via da porta giratória público-privado-público, já com currículo ou com currículo enriquecido depois da passagem pelo Governo ou pela administração pública e que contribuíram eles próprios para a eleição de Marcelo com uma cruzinha no boletim de voto contra o esquerdista Sampaio da Nóvoa. Querem lá ver o populista do Marcelo?! Só pensa na reeleição, a transformar o Palácio de Belém num circo de youtubers e instagramers.

 

Dizem que a direita está em crise...

 

Adenda: ao contrário do que tuitou Natália Carvalho da Antena 1 não eram TODOS apoiantes de Passos Coelho, antes pelo contrário.

 

 

 

 

Direita e trogloditismo, nunca falha

por josé simões, em 27.08.19

 

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Todos os dias da semana a todas as horas em todas as televisões, o espaço de opinião totalmente ocupado. Fátima, Futebol e Fado. Quem é que leva a sério alguém que consegue passar um serão inteiro a discutir, as vezes no insulto, se o penálti foi penálti ou se o fora-de-jogo foi tirado por um pentelhésimo de segundo?

 

[A direita trauliteira e troglodita, mas com "sentido de Estado", na primeira página do i online]