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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Impressões digitais

por josé simões, em 30.01.20

 

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A doutora "noiva cadáver" confessa que o CDS, o partido do doutor Chicão com o doutor Abel Matos Santos na Comissão Executiva,  que no Facebook dá vivas a Salazar, elogia a PIDE, "uma das melhores polícias do mundo", e critica Aristides de Sousa Mendes, "agiota de judeus", pode disputar o eleitorado com a Iniciativa Liberal e o Chega.

 

"Sinto-te uma fotocópia prefiro o original, Edição revista e aumentada cordão umbilical"

 

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Nem tudo foi mau durante os anos da troika

por josé simões, em 10.01.20

 

 

 

Um dos méritos dos anos de chumbo da troika foi as pessoas terem aprendido a fazer contas, a dar valor às contas certas e a interiorizarem que o dinheiro não estica nem nasce debaixo dos sapatos, a célebre alegoria da manta que tapa a cabeça enquanto destapa os pés e vice-versa. E depois temos a direita e a direita radical no Parlamento, no debate do Orçamento do Estado a prometer baixar impostos, para as pessoas e para as empresas, e a aumentar o investimento público.

 

 

 

 

A direita portuguesa a gostar dela própria

por josé simões, em 17.10.19

 

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Corria o mês de Abril do ano de 2010 quando Pedro Passos Coelho no congresso de Mafra decide ter uma conversa à porta fechada no backstage do pavilhão com bloggers [eu estive lá] provocando grande sururu e até mal-estar entre os jornalistas, que foram deixados de fora, e rasgados elogios e aplausos entre os aios e escudeiros do futuro primeiro-ministro, alguns, à época, bloggers, que mais à frente viriam a ser recrutados como "técnicos" e "especialistas" pelo Governo da Troika para todas as áreas do estado e da administração pública. Visão de futuro e "sign o' the times" como cantava o outro. Não viram o Obama lá nos States?!

 

Corre o mês de Outubro do ano de 2019 e Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, chama 40 'influencers' ao Palácio de Belém e "invade as redes sociais", sem provocar espanto de por aí além nos jornalistas e perante a indignação dos "técnicos" e "especialistas" do anterior Governo da Troika, agora à paisana na vida civil por via da porta giratória público-privado-público, já com currículo ou com currículo enriquecido depois da passagem pelo Governo ou pela administração pública e que contribuíram eles próprios para a eleição de Marcelo com uma cruzinha no boletim de voto contra o esquerdista Sampaio da Nóvoa. Querem lá ver o populista do Marcelo?! Só pensa na reeleição, a transformar o Palácio de Belém num circo de youtubers e instagramers.

 

Dizem que a direita está em crise...

 

Adenda: ao contrário do que tuitou Natália Carvalho da Antena 1 não eram TODOS apoiantes de Passos Coelho, antes pelo contrário.

 

 

 

 

Direita e trogloditismo, nunca falha

por josé simões, em 27.08.19

 

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Todos os dias da semana a todas as horas em todas as televisões, o espaço de opinião totalmente ocupado. Fátima, Futebol e Fado. Quem é que leva a sério alguém que consegue passar um serão inteiro a discutir, as vezes no insulto, se o penálti foi penálti ou se o fora-de-jogo foi tirado por um pentelhésimo de segundo?

 

[A direita trauliteira e troglodita, mas com "sentido de Estado", na primeira página do i online]

 

 

 

 

A Lei de Godwin explicada ás criancinhas e outros analfabetos

por josé simões, em 24.11.18

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Começou a financiar Franz-Joseph Strauss da CSU e o FDP, depois passou para o Liga dos Cidadãos Livres, já vai lançado na AfD e em Beatrix von Storch. Obviamente que a direita não tem nada a ver com a extrema-direita nem com o fascismo. E ai de quem os meter no mesmo saco, vem logo a Lei do Godwin e o caralho. A Lei de Godwin que não existe para quando a direita, por tudo e por nada e por dá cá aquela palha, chama Estaline e Trotsky para qualquer troca de argumentos com alguém por levemente que se situe à esquerda.

 

 

 

 

As coisas como elas são

por josé simões, em 06.11.18

 

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Para a direita radical de plantão nas "redes" ter um ministro que recebeu um milhão de euros em ajustes directos da Câmara de Lisboa antes de ser ministro é mais grave, muito mais grave, que ter um ministro que recebe um milhão de euros enquanto ministro, já que não se lhe ouviu um pio em indignação. O Zé Pedro, doutor, ministro, que em horário de expediente e pago pelo contribuinte, ia tratar da vidinha e deixava o carro mal estacionado em cima do passeio.

 

Também outro Zé, Silvano, doutor, deputado, secretário-geral do PSD, pago, pelo partido e pelo contribuinte, para estar em dois locais diferentes ao mesmo tempo, que a vidinha e o tempo de reforma custa a todos, que 69 € de diária sempre são 69 € de diária, enquanto se prega banhos de ética na política, a superioridade moral dos transmontanos, e o exemplo da iniciativa privada, onde chico-esperto que pique o ponto sem aparecer a trabalhar vai para o olho da rua como exemplo.

 

Parece que há coisas bem mais graves, tipo uma deputada a pintar as unhas no Plenário. Ou os deputados que coçam os tamates e nunca são apanhados pelas objectivas. Façam-se bancadas de vidro.

 

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"O Rigor" - Do Expresso à SIC

por josé simões, em 26.09.17

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

A direita dos comediantes

por josé simões, em 31.08.17

 

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Aqueles que à direita andaram, freneticamente, de norte a sul do país de megafone numa mão e de espantalho na outra com a deriva radical de um Governo do Partido Socialista suportado pela irresponsabilidade do Bloco de Esquerda que conduziria, inevitavelmente, o país à ruína e ao terceiro e ao quarto e ao quinto resgate de Portugal que já era a Grécia e do Syriza estalinista-trotsquista nos gabinetes da Rua da Alfândega, são aqueles que lamentam a reforma do responsável, e prenhe de 'sentido de Estado', militante e deputado do Bloco de Esquerda, António Chora, anos a fio à frente da Comissão de Trabalhadores da paz na Autoeuropa. Siga a marcha.

 

 

 

 

E é por isso que o Pinochet foi um gajo porreiro

por josé simões, em 28.04.17

 

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Quem, nestes últimos dias de ressaca europeia às eleições francesas, passe pelo Twitter, pelo Facebook, pelos ainda blogues tradicionais e pelo blogue de tiragem nacional que dá pelo nome de Observador e ler cronistas, comentadores, opinion makers, apoiantes e militantes, dissimulados, envergonhados, descarados, anónimos ou figuras públicas da direita - do 'sentido de Estado' e da marcha do 'arco da governação', mais do que constatar aprende que o problema, o grande problema de uma vitória de Marine Le Pen é a economia, o regresso do proteccionismo, a reposição das barreiras alfandegárias, o encerramento das fronteiras e o travão à globalização. Fora isso tudo bem. E é por isso que Pinochet foi um gajo porreiro.

 

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Cautela e caldos de galinha

por josé simões, em 21.03.17

 

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Ainda sou do tempo da direita radical [Passista & Portista] fazer campanha activa nos blogues, no Twitter, e no Facebook por Sarkozy e Berlusconi como se de eleições portuguesas se tratasse. Cautela e caldos de galinha.

 

 

 

 

 

Só 3 coisinhas

por josé simões, em 10.11.16

 

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Só 3 coisinhas a propósito do alarido que Trump causou numa Europa a tomar balanço para um Geert Wilders e uma Marine Le Pen, com Viktor Orbán devidamente integrado, um Farage por agora retirado já que Theresa May dá conta do recado sozinha, e um Grillo a esfregar as mãos em Itália.


- "Há que ter cuidado e estar atento ao populismo e aos populistas", insistem nisto depois de quase 20 anos de Paulo Portas à frente do CDS e duas vezes ministro em governos de coligação com o PSD.


- "Há que ter cuidado e estar atento aos radicais e ao radicalismo", insistem nisto depois de quase 5 anos de Passos Coelho primeiro-ministro, com Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque a meias na pasta das Finanças.


- "Há que ocupar o abandonado centro político como resposta aos radicalismo e aos extremismos", continuam com esta conversa depois do renascimento dos radicalismos e extremismos exactamente pela indiferenciação esqueda-direitra-esquerda depois da rendição da esquerda às políticas da direita, iniciada com Gerhard Schröder na Alemanha e com o apogeu na Terceira Via de Tony Blair.


Podem ir pondo as barbas de molho, vox pop, que com o mal dos outros posso eu bem, vox pop também, e porque a mulher dos outros é sempre melhor que a nossa, ainda vox pop.


[Na imagem a primeira página do populista The Sun]

 

 

 

 

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Gostava de ter escrito isto

por josé simões, em 20.09.16

 

 Para a nossa direita os pobres, grupo social em que estão incluídos todos os que vivem de rendimentos do trabalho e pensões, são um peso, os seus rendimentos são um custo e quanto mais ganham menor será a competitividade das empresas. Os ricos são, por definição, investidores, o seu dinheiro é considerado capital que não deve ser sujeito a impostos.


O consumo dos pobres é um desperdício e quanto menos consumirem melhor para o país, se em vez de serem eles a optar pela poupança e forem os patrões a poupar graças a salários baixos melhor para a economia, as poupanças dos patrões são capital, as dos pobres servem apenas para desperdiçar em bens de consumo. É por isso que, por definição, os pobres consomem sempre acima das suas possibilidades e todas as conquistas sociais desde o tempo da escravatura ou da servidão são um grave prejuízo para a competitividade.


Se um pobre compra um carro em segunda mão está a consumir acima das suas possibilidades, se um rico comprar um luxuoso carro topo de gama está a investir. Se um pobre compra um apartamento com crédito está a contribuir para o endividamento do país estimulando o crescimento de um sector inútil para a economia. Se um rico ou um chinês comprar uma vivenda de luxo, está investindo no país e criando emprego, por isso deve beneficiar de isenções ficais, vistos gold e outras mordomias que lhes sejam úteis.


Um chinês que enriqueceu com a corrupção do regime comunista da Ásia, que parte porque noutro Estado-membro da EU lhe oferecem um visto gold com menos exigências é um investidor que foi perdido pelo país. Quando um quadro altamente qualificado, cuja formação custou ao país centenas de milhares de euros, decide abandonar o país a direita elogia-o porque não foi piegas e partiu em busca da sua zona de conforto, dando uma preciosa ajuda ao ajudar a taxa de desemprego a baixar.


Os patrões, são designados preferencialmente por investidores ou empreendedores, os pobres são mão-de-obra, activos ou, em empresas mais modernaças, conseguem ser tratados por colaboradores, isso até que o presidente do banco decide desligar-lhes o computador e convidá-los a assinar uma rescisão amigável.


Se um pobre se esqueceu de pagar uma conta ao fisco é um malandro que não paga os seus impostos e deve ser perseguido por todos os meios. Se for um rico a recusar-se a pagar um imposto é recebido com tapete vermelho nos gabinetes governamentais e tem ao seu serviço uma equipa de advogados, todos eles ex-secretários de Estado dos Assuntos Fiscais, que assegurarão que entre truques e cunhas tudo farão para que a dívida prescreva nos corredores dos tribunais. Já para os pobres esses tribunais não existem, para ter direito à decisão de um juiz a dívida deve ser superior a 5.000 euros, o pobre leva com a decisão do chefe do serviço de finanças, come e cala.


Esta abordagem da nossa direita tem mais fundamentos no modelo social do feudalismo do que no capitalismo moderno saído da revolução industrial. O prolongamento durante décadas do colonialismo e de um regime laboral apoiado na PIDE levou a que a nossa direita tivesse mumificado ideologicamente. Neste modelo social de capitalismo feudal o progresso não se mede no bem-estar de toda a nação, mas apenas no nível de enriquecimento e felicidade dos mais ricos. Para a nossa direita os ricos devem ser tratados como senhores feudais capitalistas e todos os outros como plebeus proletários que graças à bondade dos outros já não são nem servos, nem escravos.


Os ricos e os pobres segundo a nossa direita

 

 

 

Como a direita mascarou o desemprego em Portugal

por josé simões, em 12.06.16

 

 

 

[Aqui]

 

 

 

 

O idiota útil

por josé simões, em 28.05.16

 

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Depois do maior ataque ao Estado social de que há memória em 40 anos de democracia, perpetrado em quatro anos de Governo da direita radical, depois de todos os retrocesso na saúde, na educação, na justiça, em direitos e garantias, o extremismo e o radicalismo, à direita, continua a ser "centro-direita":


[...] aqui em Portugal queremos fazer do centro-direita o adversário absoluto e fazer da extrema-esquerda o nosso parceiro permanente.


É disto que a direita se alimenta, de idiotas úteis.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Tenham medo, muito medooo...

por josé simões, em 16.05.16

 

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Diz a direita que, salvo raríssimas excepções, tem os espaços de comentário e opinião nas rádios e nas televisões todos ocupados em modo 'lugar cativo à sombra' e que, nas raríssimas  que cabem à esquerda, a grande maioria é esquerda no nome que no conteúdo podia muito bem integrar um qualquer Governo 'bloco central' ajudado pelo CDS;
diz a direita que orienta a linha editorial do Diário de Notícias, Correio da Manha [sem til], SIC Notícias, Jornal i, Jornal de Negócios, TVI 24, Diário Económico, Expresso, Correio da Manha TV [sem til], semanário Sol, que me perdoem os que ficaram esquecidos, e ainda passou o blogue O Insurgente a jornal digital O Observador;
diz a direita que a esquerda tem um blogue para "proteger o Governo" – a Geringonça, que pode muito bem vir a ocupar o lugar deixado em aberto pelo Câmara Corporativa que foi de 'licença sem vencimento' Agora é que vão ser elas.. Tenham medo, muito medooo...


[Imagem]