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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O dia em que o Correio da Manha fez a primeira página do Expresso

por josé simões, em 29.02.20

 

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O que diz o corpo da notícia?

 

"Pergunta: Qual é o pior cenário para Portugal?

Resposta: Estamos a trabalhar com cenários para a taxa de ataque da doença, como fizemos para a pandemia de gripe, em 2009. Na altura, pensávamos que podia ter uma taxa total de ataque de 10%: um milhão de pessoas doentes ao longo de 12 semanas, mas não todas graves. Mas, afinal, foram 7%, cerca de 700 mil pessoas no total da época gripal de 2009/ 10. Uma epidemia depende da taxa de ataque, da duração e da gravidade. No caso do Covid-19, ainda não sabemos tudo para fazer cenários tão bem feitos. Assim, estamos a fazer cenários para uma taxa total de ataque de 10% [um milhão de portugueses] e assumindo que vai haver uma propagação epidémica mais intensa durante, pelo menos, 12 a 14 semanas. Temos estudos que nos dizem que 80% vão ter doença ligeira e moderada e só 20% terão doença mais grave e 5% evolução crítica. A taxa de mortalidade será à volta de 2,3% a 2,4%. No cenário mais plausível prevemos cerca de 21 mil casos na semana mais crítica, dos quais 19 mil ligeiros - não é muito, é como a gripe - e 1700 graves, que terão de ser internados, nem todos em cuidados intensivos. E nessa fase haverá camas em todos os hospitais."

 

E como fazer primeiras páginas destas não dá prisão, o mais provável é segunda-feira termos esta manchete no Polígrafo da SIC, pelo inefável e inenarrável Bernardo Ferrão com jornalismo de brincadeira. Só se estraga uma casa, a do militante n.º 1, jornal e televisão.