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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Jornalismo militante

por josé simões, em 19.07.21

 

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A terceira ideia é que a direita está sustentadamente a ganhar ímpeto, imune ou até reforçada pelos ataques que lhe são dirigidos e mesmo com o CDS (0,9%) a passar o pior momento da sua história. Juntos, bastam Chega e Iniciativa Liberal (13,2%) para ultrapassar a esquerda radical composta por BE e PCP (12,6%).

 

Joana Petiz, ponta-de-lança da direita radical no Diário de Notícias, num texto que nos explica que "radical" é a esquerda, que os salazaristas bafientos Diogo Pacheco de Amorim e Carlos Clanco de Morais são "Novas marés, melhores marinheiros" - "juntos bastam", e que acaba a classificar como radicalmente conservadores o PCP e o... Chega.

 

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Sign O' The Times, CLXVI

por josé simões, em 16.05.21

 

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Sign O' The Times, Capítulo CLXV

 

 

 

 

Sign O' The Times, CLVII

por josé simões, em 11.04.21

 

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Sign O' The Times, Capítulo CLVI

 

 

 

 

A morte de uma narrativa

por josé simões, em 05.04.21

 

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Andaram o Tavares, o Raposo, o Fernandes e o painel todo do Observador, mais uns patetas avulso nas televisões, laboriosamente a construir uma narrativa em torno das transferências de votos do eleitorado, tradicionalmente PCP/ CDU/ comunista para o Chaga, no Alentejo e nas zonas urbanas anteriormente conhecidas por "cinturas industriais", para depois a sondagem Aximage para os Notícias, Diário - Jornal, e TSF deitar tudo por terra.

 

 

 

 

Sign O' The Times, CXLV

por josé simões, em 07.03.21

 

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Sign O' The Times, Capítulo CXLIV

 

 

 

 

Jornalismo de qualidade é outra loiça

por josé simões, em 01.03.21

 

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O dia em que ficámos todos a saber que o PS, com 37,6% nas intenções de voto, é ultrapassado pela direita "graças ao fôlego dos liberais", com uns estratosféricos 5,7%. Mas como é que possível a alguém que circula a 6 à hora ultrapassar outrem que vai a 40, seja pela direita ou seja pela esquerda? É que "a soma dos partidos à direita volta a ser superior à projecção eleitoral dos socialistas", apesar da soma dos partidos à esquerda - PS + BE + PCP + Livre, ser 52,4%, contra os 39,5% da direita - PSD + CDS + Iniciativa liberal + Chega. Maioria absolutíssima de esquerda [o PAN, por não ser carne nem peixe, sem piadismo, não foi considerado nesta soma].

 

Não se desse o caso de em Portugal cada vez menos gente ler jornais e ainda muito menos o Diário de Notícias e dos que lêem, quer à esquerda quer à direita, saberem fazer contas, isto era mais uma acção de propaganda manhosa para a maioria dos antigamente informados pela leitura das gordas.

 

 

 

 

Sign O' The Times, CXXIX

por josé simões, em 24.01.21

 

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Sign O' The Times, Capítulo CXXVIII

 

 

 

 

Mau jornalismo

por josé simões, em 14.07.20

 

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Tudo somado o resultado é: licenças de parentalidade, trabalho parlamentar no distrito por onde se é eleito, baixas por doença, missões parlamentares no estrangeiro. E a Covid-19 e o confinamento. A Covid-19 e o confinamento em que aos eleitos foi pedido para que ficassem em casa e onde só xis deputados por partido marcavam presença no Parlamento.

 

Mau jornalismo, este do Diário de Notícias. E só não é um bom serviço ao Ventas do Chaga porque esse falta mais que todos os outros e por razões que nada têm a ver com a função para a qual foi eleito.

 

 

 

 

Vergonha

por josé simões, em 01.05.20

 

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Esta chamada na primeira página de hoje do Diário de Notícias é algo que nos devia deixar a todos profundamente envergonhados.
 
 
 
 

Partido do Santana ao Colo

por josé simões, em 29.05.19

 

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Três dias depois das eleições europeias, na primeira página do jornalismo dito de referência, 155 anos de história, o mais antigo jornal nacional, Santana Lopes, líder do Aliança que, em termos gerais, vale tanto quanto o Livre de Rui Tavares, ex-deputado europeu, com méritos reconhecidos por todas as bancadas parlamentares em Bruxelas, e que conseguiu fazer 15 dias de campanha eleitoral sem que nenhuma televisão "tivesse dado por isso". É assim que se faz.

 

 

 

 

Novimatemática

por josé simões, em 23.04.19

 

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Depois da "Novilíngua", e já na era do economês, as secções partidárias dos departamentos de agit-prop instalados nos jornais ditos "de referência" criaram agora a "Novimatemática", expandindo o universo orwelliano para o infinito e mais além.

 

Como é que [menos] -1462 + [menos] -1334 é = a [mais] +128?

 

 

 

 

Pode um jornalista ser um troglodita trauliteiro nas “redes sociais”?

por josé simões, em 10.01.19

 

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Estava eu muito longe de desconfiar que a simples partilha no Twitter de um link para um artigo de opinião de Ferreira Fernandes no Diário de Notícias, o “conluio-policial mediático” e as suas consequências, ia receber um comentário do jornalista, não de um jornalista qualquer, um jornalista ex-director da TSF, ex director do Diário de Notícias, coluna regular no Jornal de Notícias e visita assídua na SIC Notícias - Paulo Baldaia, por via do seu heterónimo [ou será ele mesmo desinibido do “código deontológico”?] futeboleiro-regionaleiro – DragãoASul, [em print screen na imagem “por causa das moscas”] que, por sua vez, ia dar origem a uma chusma de likes e mentions [alguns já bloqueados] da horda de trogloditas trauliteiros, a salivarem nas redes de cada vez que um qualquer Pavlov açula a matilha acéfala do pontapé-na-bola, todos nascidos, Paulo Baldaia incluído, depois do senhor das bufas, avisado da visita da PJ, ter fugido com a menina do alterne para Vigo até a maré baixar, e por isso desconhecedores dos factos.


A gente já tinha desconfiado de tanta "coerência" quando os vê a gastar caracteres no papel impresso e paleio nas televisões contra a corrupção, agora quando aparecerem, outra vez, não vai demorar muito que o tema é recorrente, a escrever e a papaguear sobre os trogloditas das “redes sociais” a gente já sabe do que a casa, os jornalistas são as vítimas, coitados, os anónimos e os facilmente manipulados pelo populismo do reflexo condicionado, isso sim é que é.

 

 

 

 

A direita radical cúmplice

por josé simões, em 21.10.18

 

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O jornalista Paulo Pena seguiu o rasto à alegada notícia do relógio de 21 milhões de euros de Catarina Martins e chegou ao Canadá e a um ror de sites portugueses – Direita Política, Voz da Razão, Não Queremos um Governo de Esquerda em Portugal, Vídeo Divertido e Aceleras – que publicam e republicam este tipo de imagens ou textos, todos registados num mesmo IP, todos propriedade da Forsaken, uma firma de informática de Santo Tirso com um só dono, João Pedro Rosas Fernandes, e logo Francisco Almeida Leite, alguém que nos últimos 10 anos ganhou a vida a trabalhar para Pedro Passos Coelho e para o PSD, para o PSD embrião das fake news, dos blogues, contas a eito no Facebook e no Twitter e da manipulação dos fóruns das rádios e televisões, veio de dedo em riste no Twitter apontar ligações do jornalista ao Bloco de Esquerda como que a desvalorizar e menorizar o valor da investigação. É a direita radical PSD/ CDS cúmplice das fake news e dos novos fascismos.

 

 

 

 

100 anos depois

por josé simões, em 07.11.17

 

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100 anos depois, o que resta na imprensa europeia: uma referência de primeira página em dois jornais alemães e outra em dois jornais portugueses.

 

 

 

 

 

Obrigada, Pedro Passos Coelho

por josé simões, em 09.10.17

 

 

 

Tenho lido nos últimos dias vários elogios a Passos Coelho. É normal. Compreensível que os adeptos e amigos lamentem a sua saída da liderança do PSD e mais compreensível ainda que queiram consolá-lo na derrota. Já mais difícil é aceitar o conteúdo de tais odes.

Dizem por exemplo que "tem uma ideia para o país" e que quis fazer reformas "necessárias", como a da segurança social e da saúde. Devo ter andado distraída porque só vi cortes e mais cortes, na maioria apresentados como "transitórios". Não dei por qualquer proposta de reforma. E não se invoque como desculpa a obstaculização pelo Tribunal Constitucional porque quando este em agosto de 2014 chumbou a denominada "contribuição de sustentabilidade", apresentada em substituição da transitória CES (contribuição extraordinária de solidariedade), e que diminuía definitivamente as pensões de mais de mil euros, reconheceu a necessidade de uma reforma do sistema que assegurasse a "justiça intergeracional" enquanto verberava o executivo por só propor cortes cegos. Recorde-se aliás que o governo Passos nomeou pelo menos dois grupos de "sábios" para estudar um projeto de reforma da SS -- e nada. O "pensamento" de Passos nesta área merece pois tanto respeito como aqueles papéis da "reforma do Estado" que encomendou a Portas e que ainda hoje nos fazem rir.

E quanto a ideia para o país, a tal que nos asseveram que tem? Conto variadíssimas, enjorcadas e contraditórias. Será a que traduziu nos ataques que fez em 2009 a Ferreira Leite, defendendo o governo Sócrates e a sua aposta no investimento público? Ou a de 2010 e da revisão ultra liberal da Constituição que meteu ao bolso mal mergulhou a pique nas sondagens - na mesma época em que se dizia pela legalização do aborto, pelo casamento das pessoas do mesmo sexo, pela adoção por casais homossexuais e pela "legalização de todas as drogas" (modernices que abjurou a partir de 2011, votando contra a adoção por casais homossexuais e a legalização da canábis e tendo imposto "aconselhamento psicológico" compulsivo às mulheres que quisessem abortar e pagamento de taxa moderadora)? Será a da justificação do chumbo do célebre PEC IV por "atacar a despesa social (...), recorrendo aos aumentos de impostos e cortes cegos na despesa (...)" apesar de estar perfeitamente ciente de que ao falhanço daquele plano se seguiria irremediavelmente o pedido de resgate e medidas muito mais gravosas? Quiçá está plasmada no programa eleitoral do PSD, que já com o memorando da troika assinado ainda garantia que num governo chefiado por Passos "após PEC 1, 2 e 3, que impuseram sacrifícios a funcionários públicos, pensionistas e contribuintes em geral" a austeridade iria "incidir sobre as estruturas do Setor Público Administrativo, do Setor Empresarial do Estado e do "Novo Estado Paralelo", bem como através da reavaliação e reestruturação dos compromissos assumidos com as PPP"? Ou na campanha, quando jurava que nunca mexeria no subsídio de Natal? Ou, ao invés, encontramo-la na efetiva governação PSD e nos cortes sobre cortes a salários de funcionários públicos e pensões, no aumento de impostos que até o seu ministro das Finanças assumiu ser sem precedentes e na proclamação sanguinária de "ir além da troika"?

Não sabemos, nem quem o elogia nos satisfaz a curiosidade sobre de qual dos Passos fala. Só nos garante que se trata de "uma pessoa séria e lisa". Percebe-se a tentação de, por contraste, passar certificados de seriedade a quem não esteja indiciado de corrupção, mas mantenhamos os critérios: poderá ser sério quem assim muda de discurso? Pode ser séria a pessoa que em 2015 garantiu não ter entre 1999 e 2004 -- período em que, após sair do parlamento, trabalhou a recibos verdes para a Tecnoforma -- pagado contribuições à SS porque "não sabia que tinha de o fazer"? Que deputado e empresário seria este que não conhecia a legislação nem as obrigações fiscais básicas dos cidadãos? E que raio de lisura é a de quem mantém o apoio a um candidato autárquico que faz declarações racistas, acusando quem o critica por isso de "populismo e demagogia"? Ou a de quem aceitou apresentar um livro de "segredos de políticos" e manteve a intenção após saber-se dos nojos que lá constavam?

Não, não há aqui espaço para recordar todas as "lisuras" de Passos cidadão, político e governante; falemos então da coragem que lhe atribuem, a "de impor sacrifícios para salvar o país". Como é que compaginam isso com a alegação tantas vezes repetida de que todas as malfeitorias estavam inscritas no memorando assinado com a troika? É que das duas uma: ou teve a coragem de impor algo a que não era obrigado ou só fez o que era obrigatório fazer por via de um programa negociado por outros. Sendo que, como é sabido, o PSD participou ativamente na negociação entre Portugal e a troika (e por várias vias: António Borges era à época o chefe do FMI-Europa, posição em que ainda estava quando recomendou Vitor Gaspar para ministro das Finanças, e de onde saiu diretamente para estratega-mor das privatizações).

Lamento: não tenho prazer em zurzir em quem está de saída, mas o que é demais é demais. Há porém um inestimável serviço ao país pelo qual Passos ficará na história -- uniu a esquerda. E isso sim, é obra.

 

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