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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Partido do Santana ao Colo

por josé simões, em 29.05.19

 

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Três dias depois das eleições europeias, na primeira página do jornalismo dito de referência, 155 anos de história, o mais antigo jornal nacional, Santana Lopes, líder do Aliança que, em termos gerais, vale tanto quanto o Livre de Rui Tavares, ex-deputado europeu, com méritos reconhecidos por todas as bancadas parlamentares em Bruxelas, e que conseguiu fazer 15 dias de campanha eleitoral sem que nenhuma televisão "tivesse dado por isso". É assim que se faz.

 

 

 

 

Novimatemática

por josé simões, em 23.04.19

 

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Depois da "Novilíngua", e já na era do economês, as secções partidárias dos departamentos de agit-prop instalados nos jornais ditos "de referência" criaram agora a "Novimatemática", expandindo o universo orwelliano para o infinito e mais além.

 

Como é que [menos] -1462 + [menos] -1334 é = a [mais] +128?

 

 

 

 

Pode um jornalista ser um troglodita trauliteiro nas “redes sociais”?

por josé simões, em 10.01.19

 

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Estava eu muito longe de desconfiar que a simples partilha no Twitter de um link para um artigo de opinião de Ferreira Fernandes no Diário de Notícias, o “conluio-policial mediático” e as suas consequências, ia receber um comentário do jornalista, não de um jornalista qualquer, um jornalista ex-director da TSF, ex director do Diário de Notícias, coluna regular no Jornal de Notícias e visita assídua na SIC Notícias - Paulo Baldaia, por via do seu heterónimo [ou será ele mesmo desinibido do “código deontológico”?] futeboleiro-regionaleiro – DragãoASul, [em print screen na imagem “por causa das moscas”] que, por sua vez, ia dar origem a uma chusma de likes e mentions [alguns já bloqueados] da horda de trogloditas trauliteiros, a salivarem nas redes de cada vez que um qualquer Pavlov açula a matilha acéfala do pontapé-na-bola, todos nascidos, Paulo Baldaia incluído, depois do senhor das bufas, avisado da visita da PJ, ter fugido com a menina do alterne para Vigo até a maré baixar, e por isso desconhecedores dos factos.


A gente já tinha desconfiado de tanta "coerência" quando os vê a gastar caracteres no papel impresso e paleio nas televisões contra a corrupção, agora quando aparecerem, outra vez, não vai demorar muito que o tema é recorrente, a escrever e a papaguear sobre os trogloditas das “redes sociais” a gente já sabe do que a casa, os jornalistas são as vítimas, coitados, os anónimos e os facilmente manipulados pelo populismo do reflexo condicionado, isso sim é que é.

 

 

 

 

A direita radical cúmplice

por josé simões, em 21.10.18

 

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O jornalista Paulo Pena seguiu o rasto à alegada notícia do relógio de 21 milhões de euros de Catarina Martins e chegou ao Canadá e a um ror de sites portugueses – Direita Política, Voz da Razão, Não Queremos um Governo de Esquerda em Portugal, Vídeo Divertido e Aceleras – que publicam e republicam este tipo de imagens ou textos, todos registados num mesmo IP, todos propriedade da Forsaken, uma firma de informática de Santo Tirso com um só dono, João Pedro Rosas Fernandes, e logo Francisco Almeida Leite, alguém que nos últimos 10 anos ganhou a vida a trabalhar para Pedro Passos Coelho e para o PSD, para o PSD embrião das fake news, dos blogues, contas a eito no Facebook e no Twitter e da manipulação dos fóruns das rádios e televisões, veio de dedo em riste no Twitter apontar ligações do jornalista ao Bloco de Esquerda como que a desvalorizar e menorizar o valor da investigação. É a direita radical PSD/ CDS cúmplice das fake news e dos novos fascismos.

 

 

 

 

100 anos depois

por josé simões, em 07.11.17

 

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100 anos depois, o que resta na imprensa europeia: uma referência de primeira página em dois jornais alemães e outra em dois jornais portugueses.

 

 

 

 

 

Obrigada, Pedro Passos Coelho

por josé simões, em 09.10.17

 

 

 

Tenho lido nos últimos dias vários elogios a Passos Coelho. É normal. Compreensível que os adeptos e amigos lamentem a sua saída da liderança do PSD e mais compreensível ainda que queiram consolá-lo na derrota. Já mais difícil é aceitar o conteúdo de tais odes.

Dizem por exemplo que "tem uma ideia para o país" e que quis fazer reformas "necessárias", como a da segurança social e da saúde. Devo ter andado distraída porque só vi cortes e mais cortes, na maioria apresentados como "transitórios". Não dei por qualquer proposta de reforma. E não se invoque como desculpa a obstaculização pelo Tribunal Constitucional porque quando este em agosto de 2014 chumbou a denominada "contribuição de sustentabilidade", apresentada em substituição da transitória CES (contribuição extraordinária de solidariedade), e que diminuía definitivamente as pensões de mais de mil euros, reconheceu a necessidade de uma reforma do sistema que assegurasse a "justiça intergeracional" enquanto verberava o executivo por só propor cortes cegos. Recorde-se aliás que o governo Passos nomeou pelo menos dois grupos de "sábios" para estudar um projeto de reforma da SS -- e nada. O "pensamento" de Passos nesta área merece pois tanto respeito como aqueles papéis da "reforma do Estado" que encomendou a Portas e que ainda hoje nos fazem rir.

E quanto a ideia para o país, a tal que nos asseveram que tem? Conto variadíssimas, enjorcadas e contraditórias. Será a que traduziu nos ataques que fez em 2009 a Ferreira Leite, defendendo o governo Sócrates e a sua aposta no investimento público? Ou a de 2010 e da revisão ultra liberal da Constituição que meteu ao bolso mal mergulhou a pique nas sondagens - na mesma época em que se dizia pela legalização do aborto, pelo casamento das pessoas do mesmo sexo, pela adoção por casais homossexuais e pela "legalização de todas as drogas" (modernices que abjurou a partir de 2011, votando contra a adoção por casais homossexuais e a legalização da canábis e tendo imposto "aconselhamento psicológico" compulsivo às mulheres que quisessem abortar e pagamento de taxa moderadora)? Será a da justificação do chumbo do célebre PEC IV por "atacar a despesa social (...), recorrendo aos aumentos de impostos e cortes cegos na despesa (...)" apesar de estar perfeitamente ciente de que ao falhanço daquele plano se seguiria irremediavelmente o pedido de resgate e medidas muito mais gravosas? Quiçá está plasmada no programa eleitoral do PSD, que já com o memorando da troika assinado ainda garantia que num governo chefiado por Passos "após PEC 1, 2 e 3, que impuseram sacrifícios a funcionários públicos, pensionistas e contribuintes em geral" a austeridade iria "incidir sobre as estruturas do Setor Público Administrativo, do Setor Empresarial do Estado e do "Novo Estado Paralelo", bem como através da reavaliação e reestruturação dos compromissos assumidos com as PPP"? Ou na campanha, quando jurava que nunca mexeria no subsídio de Natal? Ou, ao invés, encontramo-la na efetiva governação PSD e nos cortes sobre cortes a salários de funcionários públicos e pensões, no aumento de impostos que até o seu ministro das Finanças assumiu ser sem precedentes e na proclamação sanguinária de "ir além da troika"?

Não sabemos, nem quem o elogia nos satisfaz a curiosidade sobre de qual dos Passos fala. Só nos garante que se trata de "uma pessoa séria e lisa". Percebe-se a tentação de, por contraste, passar certificados de seriedade a quem não esteja indiciado de corrupção, mas mantenhamos os critérios: poderá ser sério quem assim muda de discurso? Pode ser séria a pessoa que em 2015 garantiu não ter entre 1999 e 2004 -- período em que, após sair do parlamento, trabalhou a recibos verdes para a Tecnoforma -- pagado contribuições à SS porque "não sabia que tinha de o fazer"? Que deputado e empresário seria este que não conhecia a legislação nem as obrigações fiscais básicas dos cidadãos? E que raio de lisura é a de quem mantém o apoio a um candidato autárquico que faz declarações racistas, acusando quem o critica por isso de "populismo e demagogia"? Ou a de quem aceitou apresentar um livro de "segredos de políticos" e manteve a intenção após saber-se dos nojos que lá constavam?

Não, não há aqui espaço para recordar todas as "lisuras" de Passos cidadão, político e governante; falemos então da coragem que lhe atribuem, a "de impor sacrifícios para salvar o país". Como é que compaginam isso com a alegação tantas vezes repetida de que todas as malfeitorias estavam inscritas no memorando assinado com a troika? É que das duas uma: ou teve a coragem de impor algo a que não era obrigado ou só fez o que era obrigatório fazer por via de um programa negociado por outros. Sendo que, como é sabido, o PSD participou ativamente na negociação entre Portugal e a troika (e por várias vias: António Borges era à época o chefe do FMI-Europa, posição em que ainda estava quando recomendou Vitor Gaspar para ministro das Finanças, e de onde saiu diretamente para estratega-mor das privatizações).

Lamento: não tenho prazer em zurzir em quem está de saída, mas o que é demais é demais. Há porém um inestimável serviço ao país pelo qual Passos ficará na história -- uniu a esquerda. E isso sim, é obra.

 

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Os intocáveis

por josé simões, em 03.08.17

 

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O dia em que o director de um jornal com 150 venerandos anos de existência gasta 5465 caracteres num editorial a comentar os comentários dos comentadores a uma sua entrevista ao Presidente da República na silly season onde as pessoas dantes iam para a praia por causa do sol na moleirinha como dizia o povo à época em que o Diário de Notícias foi fundado.

 

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Mau jornalismo

por josé simões, em 07.11.16

 

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Escrevem hoje o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias em parangonas de primeira página, respectivamente, que "Seis pontes e cinco fins de semana alargados ameaçam produtividade" e que "Patrões queixam-se de perdas de produção. Feriados no próximo ano vão permitir cinco fins de semana alargados". Como não há almoços grátis o que nos privado equivale a que quem quiser fazer pontes ou fins-de-semana alargados tem de para esse efeito usar dias de férias e ainda assim negociado com a entidade patronal com bastante antecedência, vulgo no final do ano anterior que é quando são marcadas as férias do ano seguinte, e ainda assim dependendo do serviço e não podendo pôr em causa o normal funcionamento da empresa, o que quer dizer que mesmo que o trabalhador queira a tal da ponte há sempre um "mas" a considerar; que até empresas como a Autoeuropa e a Visteon Corporation , por exemplo, que não são propriamente mercearias de bairro, no princípio de cada ano fazem chegar às empresas fornecedoras e/ ou associadas e/ ou que trabalham em função de, um calendário onde constam todas as férias, paragens, pontes e fins-de-semana prolongados programados, por forma a não haver a tal da quebra de produção e a ameaça à produtividade com que o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias fazem as grandes parangonas, ou isto é jornalismo de encomenda para patrões do princípio do séc. XX que no séc. XXI cheios de cagança ostentam "empresário" antes do nome, ou isto é jornalismo ideologicamente capturado pela direita radical dos baixos salários e da precariedade como modelo, ou isto é só mau jornalismo, ou isto é todas as três hipóteses numa mistura de merda, literalmente.


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Bruno Saraiva vs. Nuno Caravalho

por josé simões, em 27.09.16

 

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Se fosse um qualquer ministro era "a promiscuidade entre o jornalismo e o poder político", como é o presidente do Sporting a passar spin, antigamente conhecido como agit-prop, com o nome de "coluna de opinião", duas páginas de jornal, do jornal até há meses entidade patronal de Nuno Saraiva, actual responsável pela comunicação do clube, e a usar léxico, construção gramatical e semântica até hoje desconhecidas no discurso facebookiano e demais flash interviews trauliteiras de Bruno de Carvalho nos finais dos jogos e entrevistas mal-amanhadas em telejornais – uma revelação que surpreendeu até os mais desligados destas coisas do pontapé-na-bola, está tudo bem e não vem daí grande mal, nem ao mundo nem ao jornalismo, não necessariamente por esta ordem.


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Se isto não é qualquer coisa de maravilhoso…

por josé simões, em 28.07.16

 

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Passados 12 – doze – 12 dias sobre "O governo tem o dever de cumprir a legislatura que roubou" o ainda director do Diário de Notícias viu-se na obrigação de vir esclarecer via Twitter que o Governo não "roubou" mas antes "derrubou", um erro de fonética, a gravação, sonotone e o coise. Segue-se uma troca de comentários na timeline e um final feliz que confirma o "big audio dinamite" do DN [print screen na imagem]: o assessor de Pedro Passos Coelho também ouviu Pedro Passos Coelho dizer roubou e não estranhou que Pedro Passos Coelho tivesse dito roubou. Se isto não é qualquer coisa de maravilhoso…

 

 

 

 

Guardar

Tudo numa imagem

por josé simões, em 03.06.16

 

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A passagem de Paulo Portas pela Assenbleia da República resumida numa imagem na primeira página do Diário de Notícias: ele dizia umas coisas e a gente ria-se muito.

 

 

 

 

||| É uma questão de cultura, política. Ou de pequenino é que se torce o destino

por josé simões, em 22.11.15

 

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"Eu não estive na Fonte Luminosa, mas estiveram os meus pais por mim. Não tinha idade suficiente para compreender o que estava em causa".


Eu sempre estive em todo o lado, e os meus pais comigo, porque sempre tive "idade suficiente para começar a compreender o que estava em causa". E a minha filha também sempre esteve em todo o lado comigo, a começar logo aos 6 anos nas manifs por Timor, porque também sempre teve "idade suficiente para começar a compreender o que estava em causa". E uns anos mais tarde o meu filho, nas descidas da Avenida no dia 25 de Abril ou, ainda em carrinho de bebé, na primeira gay pride que houve em Lisboa, quando só quem ia eram os paneleiros e as fufas, a maioria de cara tapada, porque também sempre teve "idade suficiente para começar a compreender o que estava em causa". E a "idade para suficiente para compreender o que está em causa" é como a idade suficiente para começar a andar ou a falar. É a diferença entre a cultura política de esquerda e a cultura política de direita. Depois admiram-se.


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||| Um canalha. Um sabujo

por josé simões, em 20.10.15

 

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Eu sou pela liberdade de expressão, mas...
Eu sou pela liberdade de manifestação, mas...
Eu sou pela liberdade de reunião, mas...

Eu sou pela liberdade de associação, mas...
Eu sou pelos direitos humanos, mas...
Eu até sofro pelos que sofrem por causa dos actos irresponsáveis e irreflectidos dos outros.


Mas, mas, mas. Um canalha. Um Sabujo.


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||| O crime que deveria tirar o sono a Blatter

por josé simões, em 03.06.15

 

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«O jornal americano The Washington Post fala nos 150 milhões de dólares do escândalo da FIFA que levaram, ontem, à demissão de Sepp Blatter. Mas fala também num número mais modesto e que é o que aqui me traz. Entretanto, deixem-me lembrar algumas balizas, para ajuizarmos: mortos nas obras dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008: seis; no Mundial de Futebol da África do Sul, 2010: dois; nos JO de Londres, 2012: um; no Mundial do Brasil, 2014: dez. Assim, desde 2008, nos dois maiores acontecimentos desportivos, Mundial de Futebol e JO, em países tão diversos - e da Ásia, África, Europa e América -, a diferença vai de um a dez mortos. Um morto é sempre uma tragédia, nunca é uma estatística, disse um dos maiores assassinos da história, José Estaline. Mas em obras tão grandes e longas a diferença tão curta, de um morto (Londres) a dez (Brasil), é quase irrelevante e pode ser explicada por acidentes. Quer dizer, consequência do acaso. Portanto, não previsível por quem decidiu a escolha daqueles lugares... Acabo, agora, as balizas para ajuizarmos o que se segue. Passo ao tal número do The Washington Post. Mais modesto e bem mais tremendo. Mortos nas obras, desde que o Qatar foi escolhido, em 2010, para realizar o Mundial de 2022: 1200. Leram bem, mil e duzentos. E ainda faltam sete anos de obras, mas fiquemos pelos já mortos. 1200. Um número destes não é acidente. Não é imprevisível. E atacam Blatter pelo mero roubo de 150 milhões...»


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||| Da boca para fora

por josé simões, em 09.05.15

 

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Alguém devia aconselhar António Costa sobre o que deve ou não deve dizer em entrevistas ou em eventos com o microfone aberto para que um dia mais tarde não tenha de vir dar o dito por não dito num aqueles golpes de rins famosos nos políticos e que fazem os políticos famosos e que têm em Paulo Portas o expoente máximo, ou ter de recorrer ao chavão de que o relatório não é a Bíblia nem os economistas do relatório são os apóstolos e ter de explicar aos outros todos, os portugueses que trabalham, oficialmente, as 40 horas diárias no sector privado, com as extras não remuneradas nem descansadas compensatoriamente, que a reposição se enquadra no que está “previsto no relatório que nos foi apresentado pelos economistas”, ou pior ainda, começar já a ganhar anti-corpos ainda a campanha eleitoral não saiu do adro.


«Costa defende reposição do horário das 35 horas»


[Imagem de autor desconhecido]