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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Da série "Não Há Dinheiro Para Nada"

por josé simões, em 18.01.16

 

 

 

"Just 62 people now own the same wealth as half the world's population, research finds"


"An Economy for the 1%"


[Significado da imagem]

 

 

 

 

E de súbito, combinaram-se

por josé simões, em 11.12.08

 

 

Ontem tinha sido Rui Tavares no Público (só assinantes), hoje é o Pedro Lomba no Diário de Notícias.

Porque é que os portugueses estão a virar “à esquerda”; porque é que os portugueses são “de esquerda”?

 

Parece-me (a eles) que é por causa das desigualdades. E das assimetrias. E das injustiças sociais. E por ganharem pouco. Ainda tentei saber se havia uma equação demonstrativa, tipo: Baixos Salários + Aumento do Custo de Vida = Comunismo, ou Desemprego + Inflação : Taxas de Juro = Esquerda, mas não dei fé de existir.

 

Este tipo de análises soa(m)-me sempre a “manhosa”, porque se baseia(m) essencialmente no factor económico, ignorando o resto. E a meu ver “o resto” tem um peso muito maior a ter em conta na abordagem do “fenómeno”. Não explicam, por exemplo, que sendo a Direita tradicionalmente tão ciosa da ordem e da paz social não aproveite para quando é poder se manter ad eternum na governação, através de politicas que melhorem os salários e a qualidade de vida das populações e inibam “a rua”, que por sua vez é capitalizada pela Esquerda para chegar ao poder. Que inevitavelmente o vai perder nas urnas para a Direita, porque afinal não tinha a varinha mágica para acabar com as desigualdades e as injustiças, e que na maior parte das vezes a solução encontrada para as corrigir é fazer o nivelamento por baixo. É um circulo. Assim como um cão a morder a cauda.

 

Para já não falar de uma personagem da vida pública de Setúbal que é dono de 4 – quatro – 4 ourivesarias na baixa, militante do Partido Comunista e que quando vai de férias é para o parque de campismo. Expliquem lá esta; não era suposto ser um reaccionário direitista do caraças?

 

Adenda: para um dos itens d’ “o resto” que falta, recupero um excerto de um artigo de Gonçalo Reis na saudosa Revista Atlântico que usei como introdução a este post.

 

 

 

Há aqui qualquer coisa que não bate bem

por josé simões, em 21.10.08

 

Por um lado «Portugal é o país da UE onde a pobreza mais caiu», por outro «Portugal é um dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) com maiores desigualdades na distribuição dos rendimentos dos cidadãos» (Link).

 

E o que não bate bem é, aparecer a toda a hora em programas género Prós & Contras (a propósito, quando é que alguém toma a atitude de tirar aquela porcaria do ar?), uns senhores doutores, equipados de fato Hugo Boss e gravata de seda italiana, acabadinhos de chegar no Mercedes topo de gama com chauffeur e tudo, matraquear que estávamos todos mal habituados a gastar o que não tínhamos e que tem de haver uma inversão radical de hábitos. I beg you pardon?! “Estávamos”? Será um exercício de auto-mentalização?

 

(Foto roubada na Time Magazine)

 

 

 

Tocar a reunir

por josé simões, em 28.05.08

 

O que para mim é irritante nesta espécie de aviso às tropas é o que está por detrás do aviso. Olhem lá que as desigualdades sociais se estão a agravar; tomem lá atenção que a pobreza está a aumentar; corrijam urgentemente os azimutes; porque, “se o não fizerem, o PCP e o Bloco de Esquerda – e os seus líderes – continuarão a subir nas sondagens”.

 

Não deveria antes ser porque segundo a famosa Ética Republicana é imoral e reprovável? Ou, em última instância, porque é uma vergonha para um partido que se reclama do socialismo e da justiça social? Não. Porque assim perdemos a maioria absoluta, e quiçá as eleições! Neste ponto estamos conversados.

 

O que para mim é duplamente irritante, é andarmos há um ror de anos todos a falar do mesmo, e José Sócrates mais o amorfo PS a fazerem “orelhas de mercador”. Depois, como por artes mágicas, afinal não “há socialistas de plástico; e, de Sócrates himself a Mário Lino, passando por Pedro Silva Pereira todos estão genuinamente muito preocupados. Com a pobreza e as desigualdades sociais… ou com as eleições?

 

Temos assim o PS – até nisto! –, igual ao PSD, em que anda tudo “a brincar com a tropa” e é necessário vir um senador/ a chamar os maçaricos à razão…

 

(Foto de Agusti Centelles via El Mundo)