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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Do que é que nos queixamos concretamente?

por josé simões, em 15.11.19

 

A riot-police officer holds a sign during a demonstration in the Causeway Bay district on September 29, 2019 Susana Vera Reuters.jpg

 

 

Há meio ano que milhares de pessoas enchem diariamente as ruas de Hong Kong em protestos pela liberdade de expressão, liberdade de associação, por eleições livres e democráticas, por mais democracia, contra a bota cardada da ditadura chinesa que junta o pior de dois mundos: do comunismo e do neoliberalismo, enquanto por cá para o explicar uns alinhavam uma teoria da conspiração que transforma os cidadãos da antiga colónia inglesa em peões acéfalos na guerra comercial entre Trump e a China, e outros olham para o mau desempenho económico resultante dos protestos e das manifestações. Do que é que nos queixamos concretamente?

 

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The Revolution Will Not Be Televised, II

por josé simões, em 07.11.19

 

Iraqi students pose for selfies with a member of the security forces during ongoing anti-government protests in the central city of Diwaniyah on October 31, 2019.jpg

 

 

Iraqi students pose for selfies with a member of the security forces during ongoing anti-government protests in the central city of Diwaniyah on October 31, 2019.

 

[The Revolution Will Not Be Televised, Capítulo I]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 18.08.19

 

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Apesar do Artigo 46.º - (Liberdade de associação), n-º 4 da Constituição da República Portuguesa: "Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista."; apesar dos presentes e participantes serem declaradamente nazi-fascistas, e nem se preocuparem sequer em o esconder; apesar do organizador da reunião ser o único português condenado em tribunal a cumprir prisão efectiva por crime de ódio em quarenta e cinco anos de democracia; apesar de todos estes apesares António Barreto consegue ver uma ameaça à democracia e à liberdade de expressão daqueles cujo fim primeiro e acabar com a democracia e a liberdade de expressão porque o PS está a perder a veia liberal e tolerante acossado pelos parceiros 'geringonços' radicais, Bloco e PCP .

 

Reunir em Portugal movimentos e partidos políticos de direita ou de extrema-direita, provavelmente de conotação fascista, eventualmente de crenças racistas, pode ser actividade de risco e incorrer em intimidação, agressão pura e proibição legal

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 18.03.19

 

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Independentemente do Jerónimo de Sousa que em Dezembro de 2016 no discurso de arranque do XX Congresso do PCP em Almada afirmava que a União Europeia não é uma democracia ["não se tratar de "maquilhar, refundar ou democratizar" a União Europeia",  "a experiência recente demonstra que a UE constitui uma matriz política e ideológica, impossível de ser democratizada, humanizada ou refundada"] ser o mesmo Jerónimo de Sousa que em Março de 2019 a propósito da Coreia do Norte responde à pergunta com a pergunta "O que é a democracia? Primeiro tínhamos de discutir o que é a democracia" para fugir à questão, na chico-espertice da memória curta das pessoas, esquecidas do conceito de democracia definido apenas três anos antes em Almada, o que há aqui a registar é  "[...] o nosso projecto de sociedade, [...] tendo em conta a nossa cultura, tendo em conta a nossa história, tendo em conta o nosso povo", os mesmíssimos mui nobres princípios da cultura, da história, do povo, da tradição [Diário de Notícias e Jornal de Notícias em 1953], que levava Salazar a martelar resultados eleitorais, a instituir a censura, a polícia política e a tortura, o chefe de família, quando um burro fala o outro baixa as orelhas, cada macaco no seu galho, o respeitinho é muito bonito, manda quem pode obedece quem deve. E tudo isto da boca de um secretário-geral de um partido que reclama o estatuto de dono do combate ao fascismo e à ditadura é absolutamente maravilhoso. Ou nem por isso.

 

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Socialismo bolivariano para o século XXI

por josé simões, em 13.06.17

 

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[Aqui]

 

 

 

 

Democracia é quando a direita democrática e liberal quiser

por josé simões, em 23.02.17

 

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A direita da boca cheia de democracia representativa e liberal, depois de mais de 40 anos de democracia, com eleições diversas e maiorias várias em alternância no Parlamento, recusa-se a aprender ainda não aprendeu um dos princípios base essenciais a todas as democracias representativas e liberais: o princípio da maioria. Maiorias boas e válidas são maiorias de direita, tudo o resto são arremedos de democracia a resvalar para o totalitarismo, o totalitarismo latente na argumentação usada - os bons contra os maus, que tem contra si o passado recente a a memória fresca da última maioria, da direita da boca cheia de democracia representativa e liberal [desculpem a repetição do termo "democracia", foi intencional]. O Vasco Campilho já regressava à militância activa com uma manif.

 

Luís Montenegro: "Estamos a voltar aos tempos da claustrofobia democrática"

 

 

 

 

In Memoriam

por josé simões, em 07.01.17

 

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Mário Soares


1924 – 2017

 

 

 

 

O palhaço pobre

por josé simões, em 11.11.16

 

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Ver Edward Snowden exilado na Rússia, via Skype para a aldeia global, preocupado com o totalitarismo a propósito da eleição de Donald Trump para POTUS, se não fosse trágico era para rir.


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O custo da democracia

por josé simões, em 22.09.16

 

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Que "a democracia tem um custo" vai ser o argumento a atirar à cara de quem está contra o fim das restrições ao financiamento público dos partidos, no país onde desde 2009 o sector privado tem os salários congelados ou sofre aumentos simbólicos entre os zero virgula alguns e o um por cento. Logo seguido do inevitável "populista!". E é precisamente por a democracia ter um custo que da parte dos partidos fundadores da democracia devia haver algum pudor e alguma prudência para não fomentar o aparecimento de populismos fora do sistema, agora que Paulo Portas se retirou, e que têm como objectivo último suspender a democracia.


[Na imagem Donald Trump by Scott Scheidly]

 

 

 

 

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E a data das eleições é...

por josé simões, em 31.08.16

 

ficha do SNI (Serviço Nacional de Informação) s

 

 

Dilma afastada da Presidência do Brasil


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O estudioso de Salazar

por josé simões, em 16.07.16

 

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Poderíamos admitir que é um ignorante, que não sabe o bê-à-bá da democracia, como funciona o sistema parlamentar constitucional. Poderíamos. Mas não. Depois de quatro anos e meio de sucessivos atropelos à Constituição da República Portuguesa e de choques com o Tribunal Constitucional, o estudioso de Salazar é genuinamente um anti-democrata que acha que é o Parlamento que se deve submeter à vontade do Governo e não o contrário.


O governo tem o dever de cumprir a legislatura que roubou


[Imagem de Luís Carregã/ Diário das Beiras]

 

 

 

 

||| 40 anos

por josé simões, em 02.04.16

 

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2 de Abril de 1976 – 2 de Abril de 2016

 

 

 

||| Pedagogia [continuação]

por josé simões, em 10.12.15

 

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Por motivos que não cabem aqui neste espaço este último mês passei-o em casa a ver televisão, sobretudo a ver a televisão do militante n.º 1 – a SIC Notícias, principalmente o Opinião Pública, com os convidados do pensamento único dominante com lugar cativo, com as entrevistas e directos de rua, nunca mas nunca a sul do Tejo e com raríssimas excepções a partir do litoral urbano, com as entrevistas e directos dos/ nos institutos superiores de educação, politécnicos e universidades para dar uma caução de credibilidade erudita, como refere o leitor na caixa de comentários:


«A este propósito, é de referir as entrevistas de rua que se vão fazendo sobre a política nacional. Nomeadamente a estudantes do ensino superior de áreas diversas.


E aqui o que custa é ouvi-los falar de "tradição" em vez de constituição, de governos ilegítimos (este do PS) e do governo escolhido pela maioria do povo – o da PaF.


Dói ouvir estas opiniões de estudantes universitários. Mas dói mesmo.


Que professores têm? O que lhes foi ensinado? Onde está a curiosidade e o contraditório próprio destas idades?


São tão velhos e doentiamente mais conservadores do que os pais.


O que fizeram ao ensino universitário?
E aos ciclos anteriores?


A formatação deu resultados. Os exames também. A ênfase nas disciplinas estruturantes deu nisto. Os resultados quantitativos são o fim de tudo. O pensar não conta. Conta o empinanço e a sebenta.»


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||| Pedagogia

por josé simões, em 10.12.15

 

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A direita a subir, a esquerda a subir e os inquiridos a dizerem "que Costa devia ter negociado à direita". A União Nacional 41 anos depois. Pedagogia precisa-se. E de noções básicas de democracia também. Educação.


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||| A lição de democracia

por josé simões, em 05.07.15

 

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Agora fazemos como na Irlanda, repetimos o referendo, tantas vezes quantas as necessárias, até os gregos dizerem o que os alemães querem que eles digam.


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