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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Irmãos inseparáveis

por josé simões, em 14.08.13

 

 

 

 "Recuou pela pátria e não por querer mais poder". LOL ninguém se ri. Se não for trabalhar a empresa fecha ou se não jogar no domingo o clube perde. E dia 25 de Dezembro à meia-noite o Pai Natal desce pela chaminé. Mascarado de Viriato ou, vá lá, de Nuno Álvares Pereira. Its an Injustice. Calimero vezes 365 dias do ano vezes oito anos. "Eu sou exemplo". Its an Injustice. ROFL ninguém se ri. Fermata, suspensão ao critério do intérprete. Its an Injustice. Blah-blah-blah, prova de vida, andar por aí. Voltar um dia. Em modo Mascarilha ou, vá lá, John Steed. Patriota também, e com sentido de Estado. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. LMFAO ninguém se ri. Faz-lhe bem ao ego.

 

Depois da mãe do seu filho, o irmão inseparável do filho da sua mãe. E ir para a praia que estamos em Agosto?

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Da série "Coisas Absolutamente Fantásticas"

por josé simões, em 07.08.13

 

 

 

Um gajo, um senhor gajo [Dicionário Priberam] que, à paisana, ganhava a vida a vender maquilhagem de modo a que os governos pudessem iludir as contas públicas e, por essa via, lesar, num futuro mais ou menos próximo [como se viu na Grécia, por exemplo] os contribuintes, para o caso seus co-cidadãos, vem depois, fardado de secretário de Estado, falar em trabalhar «incessantemente e com enorme orgulho» [em prol do país] e em «grandeza de desafios» ["endireitar" as contas do país e regressar aos mercados?] e em «dar o nosso melhor para ultrapassar as dificuldades enormes que atravessamos» [ele e os seus co-cidadãos] e em «colocar o seu saber e a sua experiência ao serviço do País», o mesmo país e os mesmos cidadãos que, à paisana, quis tramar.

 

Ou o "lebensraum" - área de recrutamento, deste Governo PSD/ CDS-PP é cada vez mais reduzida, ou o Governo PSD/ CDS-PP faz sua a velha máxima salazarenta de que "se queres um bom polícia dá emprego a um ladrão". Ou ambas.

 

 

 

 

 

|| O país dos prodígios

por josé simões, em 07.08.13

 

 

 

Um secretário de Estado que pede a demissão por causa de um documento que o seu Governo diz "forjado" por terceiros com a intenção de o incriminar num acto que o mesmo confessou ter cometido.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Com um desenho fica mais bonito

por josé simões, em 11.07.13

 

 

|| O interesse nacional

por josé simões, em 10.07.13

 

 

 

Os portugueses e os partidos políticos são uns inconscientes e uns irresponsáveis porque entendem que deve haver eleições e se houver eleições os sacrifícios dos portugueses terão sido em vão porque os sacrifícios dos portugueses têm sido coroados de glória com este Governo glorioso e os sucessivos e gloriosos desvios e metas falhadas e só se pode dissolver o Parlamento quando houver dinheiro para eleições e como já sei o resultado das eleições não as vou convocar porque daí não virá estabilidade antes pelo contrário e como tal suspendo temporariamente a democracia porque eu é que sou o presidente da junta e os portugueses deviam votar no PSD no PS e no CDS e o PCP e o Bloco de Esquerda que passem à clandestinidade até Junho de 2014 porque não estão aqui a fazer nada e só estorvam e se os partidos sérios não se entenderem e não formarem uma União Nacional e uma Câmara Corporativa até lá problema deles e da sua irresponsabilidade e da sua falta de sentido de Estado que eu encontro uma personalidade de prestígio pena o Dias Loureiro para tratar das avaliações da troika e dos compromissos internacionais e da imagem externa de Portugal.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| A gente faz que acredita

por josé simões, em 10.07.13

 

 

 

«Vai ser um dia de profunda reflexão sobre o futuro do país para o Presidente da República.». A gente faz que acredita. «Cavaco Silva ainda não tem neste momento fechada uma decisão sobre a proposta que lhe foi apresentada por Pedro Passos Coelho na sexta-feira.». Tenham medo, muuuuuito medooooo. «A decisão final só vai ser tomada depois de ouvir Arménio Carlos, da CGTP e Carlos Silva, da UGT». A gente ri-se. Muito. «um Governo com capacidade para conseguir consensos alargados com os parceiros sociais é uma das condições». A gente dá-lhe o desconto. «há ainda outros elementos obrigatórios: a estabilidade do sistema financeiro e o crescimento potencial da economia.» A gente encolhe os ombros e vai para a praia. Até porque está no tempo dela.

 

[Imagem pictogram movie poster de Irréversible por Viktor Hertz]

 

 

 

 

 

 

 

|| Da credibilidade do CDS-PP

por josé simões, em 08.07.13

 

 

 

A carta é falsa. Uma brincadeira de bom gosto, digo eu. Mas, nisto tudo, o engraçado que não tem graça, é que a carta podia perfeitamente ser verdadeira que ninguém dava por nada ou achava, vá lá, estranho.

 

 

 

 

 

 

 

|| Do mimetismo dos animais

por josé simões, em 07.07.13

 

 

 

Para se ter uma noção de como as coisas funcionam na prática, tomemos como exemplo este blog, sete – 7 – sete anos no próximo dia 8 de Setembro, 8923 posts à data deste, mais de 90% dos ditos dedicados à política nacional e respectivos actores, e a gente faz page down e, na coluna da direita, mesmo mesmo mesmo no final da lista dos links, onde está o top of the pops, as 20 tags mais utilizadas, vê que o nome de Paulo Portas, o político há mais tempo no activo em Portugal, não consta. É obra!

 

 

 

 

 

 

|| Cheira a cadáver

por josé simões, em 07.07.13

 

 

 

"Trabalhámos arduamente para ultrapassar a situação de modo consistente e duradouro". Antes pelo contrário, trabalharam, e nem arduamente foi, antes com muita leveza, para colocar o país na situação política e económica em que se encontra. Mas isso agora também já não interessa nada. O antes e o durante, o quem fez ou deixou de fazer, a culpa, quem era o quê e deixou de o ser, quem era e passou a ser, os ganhos e as perdas, o deve e haver, os pratos da balança, contabilidades pequeninas e mesquinhas feitas por gente pequenina e mesquinha em antros pequeninos que antes eram partidos políticos. Vamos já ao depois. Para a história fica um nome com nomes tatuados na pele, na forma de milhares de desempregados e emigrados, falências e miséria, sacrifícios em vão, vidas destruídas e irremediavelmente perdidas: Aníbal Cavaco Silva.

 

Tudo isto cheira a putrefacção, a cadáver. O ar por aqui está irrespirável.

Mayday! Mayday! Mayday!

 

[Imagem de Cristina Garcia Rodero]

 

 

 

 

 

 

|| Dia do Fico*

por josé simões, em 06.07.13

 

 

 

"Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico"

 

[Imagem e *]

 

 

 

 

 

 

|| Desculpem que mal pergunte, mas…

por josé simões, em 05.07.13

 

 

 

A que propósito é que o demissionário ministro dos Negócios Estrangeiros e presidente do CDS-PP recebe, no Palácio das Necessidades – sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o presidente do Conselho Nacional do CDS-PP para «discutir uma saída para a crise política, a qual poderá ser apresentada logo à noite na reunião do Conselho Nacional», ou seja, intriga político-partidária?

 

Paulo de Sacadura Cabral Portas tem escutas em casa? António de Magalhães Pires de Lima tem escutas em casa? Há escutas no Largo do Caldas? Paulo Portas trata da vidinha partidária nas horas de expediente a expensas do erário público? O CDS-P[aulo] P[ortas] é o Estado, pelo menos nos Estrangeiros, e o Estado é o CDS-P[aulo] P[ortas]? Já não há a separação de competências e cargos? Já não há a puta da vergonha?

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Desde o E=Mc2 de Einstein que não se via nada assim

por josé simões, em 04.07.13

 

 

|| Nós/ Eles

por josé simões, em 04.07.13

 

 

 

Com o intervalo que ocupa a Presidência da República entretido a actualizar o mural do face coiso com fotos de inaugurações de hotéis, o "ambiente [é] muito positivo". Não fala, não faz sinais, não dá murros na mesa, não faz renúncias. O país pode esperar. Assim como assim também está aí o Verão e 40.º à sombra e as férias.

 

[A imagem é minha]

 

 

 

 

 

 

|| Preto no branco

por josé simões, em 04.07.13

 

 

|| Transparente como a água dos pântanos

por josé simões, em 03.07.13

 

 

 

Cavaco Silva, que foi apanhado com as calças na mão [sem segundas intenções, não vá vir por aí abaixo a Procuradoria ou algum sumaríssimo] pela demissão de Paulo Portas, ministro n.º 3 do Governo de iniciativa presidencial, ainda não invocou o artigo 201 da Constituição da República porque:

 

a)      Fica em stand by para um próximo prefácio

b)      Já está habituado às rasteiras desde os idos do semanário O Independente

c)      A Constituição da República é uma coisa que se invoca quando nos [lhes] dá jeito

d)      O argumento “lealdade/ deslealdade” em política é bluff para impressionar quando se tem uma mão cheia de nada

 

[Imagem]