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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Plasticina

por josé simões, em 05.06.18

 

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Andámos anos a ouvir a direita no poder, e às vezes também o PS, a acusar a Fenprof, os sindicatos, os professores, o comissário Mário Nogueira, a mando da CGTP, a mando do PCP, de irresponsabilidade pela marcação de greves por alturas das provas de avaliação e exames. Hoje ouvimos todos a direita na oposição, pela boca de Assunção Cristas do CDS, no debate quinzenal no Parlamento acusar o ministro da Educação de irresponsabilidade por, com a sua intransigência em não ceder às reivindicações dos sindicatos, pôr em causa a avaliação dos alunos no final do ano lectivo. E isto é a chamada espinha dorsal de plasticina.

 

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A sério!

por josé simões, em 24.09.16

 

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Desde que em 2007 Paulo Portas foi à Madeira citar Auschwitz no Dia do Trabalhador que não acontecia nada de tão relevante na política nacional. A sério!


Costa usa definição de comunismo para descrever a sua sociedade ideal


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||| "O coração da propriedade privada"

por josé simões, em 12.02.16

 

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Ouvir o CDS Nuno Magalhães invocar "o coração da propriedade privada" – as heranças e as doações, no debate quinzenal no Parlamento, para questionar António Costa a propósito de uma alegada reposição do imposto sucessório, faz-me lembrar a história de Afonso VI de Leão e Castela – O Bravo, que herdou do pai, Fernando I – O Magno, o Reino de Leão, que era tudo propriedade privada, por direito e investidura divina com a bênção papal e que já vinha desde tempos remotos, até ao dia em que um tal Henrique de Borgonha, como recompensa por ter ajudado Afonso a tirar a propriedade privada a outros privados, ter levado a filha Teresa e mais um bocado de propriedade privada como recompensa – o Condado Portucalense. A partir daí é mais História, com o neto de Afonso a bater na mãe e a bater em tudo o que mexia e respirava a sul de Guimarães, a tirar propriedade privada a outros privados e a distribuir propriedade privada por privados amigos, hábito que a sua descendência nunca havia de perder até chegar ao ponto em que a propriedade privada, por razões geográficas e políticas, deixou de poder ser tirada a outros privados e começou a ser transmitida por herança, doação ou cruzamentos sanguíneos, até aos dias de hoje, dias em que "o coração da propriedade privada" vai a debate parlamentar pela mão do partido do coração da propriedade privada, ex partido do ex-combatente, da lavoura, do contribuinte, do idoso do reformado e que me desculpem os que ficaram esquecidos.


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||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 19.06.15

 

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«Passos explicou que o governo na electricidade passou a taxa de reduzida para normal, e na restauração de intermédia para o nível normal. "Como vê, não aumentei a taxa do IVA", concluiu.»

 

 

 

||| O mentiroso compulsivo

por josé simões, em 19.06.15

 

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"As pessoas com rendimentos mais baixos não foram afetadas por cortes. Os senhores deputados também acham que foi um mito urbano?".


"Vou voltar a dizer: as pessoas com rendimentos mais baixos não foram objetos de cortes, nem na função pública nem nas pensões."

 

 

 

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"é falso que tenha havido mais emigração do que noutros países que também passaram por circunstâncias idênticas", como Irlanda ou Espanha, com um "saldo migratório mais grave".


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||| De regresso a 2011

por josé simões, em 05.06.15

 

 

 

«Pedro Passos Coelho contrariou esta sexta-feira que o Governo queira cortar 600 milhões de euros nas pensões em pagamento.»

 

 

 

 

||| Coisas que o primeiro-ministro devia explicar aos portugueses

por josé simões, em 20.05.15

 

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Somos lixo ou abaixo de lixo ou BB ou Ba1ou BB+ [gráfico] mas "pela primeira vez na sua história" Portugal faz "emissão de bilhetes do Tesouro a taxas negativas". Diz que é "um reflexo da confiança que o país angariou com as reformas feitas na sequência do programa de ajustamento".


Para sermos todos ainda mais estúpidos o primeiro-ministro, com a voz de barítono debaixo de penteado, ombros curvados e sem olhar os interlocutores olhos-nos-olhos, como é seu timbre, devia explicar esta 'malabarice' aos portugueses.


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||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 06.05.15

 

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Antes ou depois dos 478,7 mil destruídos por 4 anos de Governo PSD/ CDS-PP com a cumplicidade de Cavaco Silva?


«O primeiro-ministro afirmou que, apesar da recessão, em dois anos foram criados cerca de 130 mil postos de trabalho, "quase tanto" como os 150 mil prometidos pelo PS no tempo da liderança de José Sócrates.»


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||| Caso encerrado

por josé simões, em 11.03.15

 

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O país deve um pedido de desculpas a Pedro Passos Coelho.


«as falhas que tive relativamente à matéria contributiva reconheci-as publicamente e lamento profundamente não ter tido consciência dessas obrigações»


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||| Uma questão de coluna vertebral

por josé simões, em 20.02.15

 

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Para quem o governo grego nunca é "o governo grego" mas "o governo do Syriza", se calhar por lhe parecer estranho que alguém se proponha levar a cabo como governo o que prometeu durante a campanha eleitoral enquanto partido, também "a dignidade dos portugueses não ter sido atingida" não devia ser confundido com "a dignidade dos portugueses" mas antes com a falta de coluna vertebral dele próprio, Pedro Passos Coelho, enquanto líder do maior partido da oposição eleito [com um programa de mentiras] primeiro-ministro, [subserviente ao estrangeiro e às corporações], ao partido a que preside e que o suporta no Parlamento, ao seu vice no Governo, Paulo Portas, e ao grupo de escudeiros que o segue com nome de partido, o CDS, não necessariamente por esta ordem.


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||| O ISO 9000 do Governo

por josé simões, em 20.06.14

 

 

 

Entre cortar salários e pensões ou taxar e impostar quem vive do salário ou da pensão. "Soluções de menor qualidade":

 

«o primeiro-ministro lamentou que o Governo acabado por ter de "encontrar soluções de menor qualidade", para alcançar o objectivo de respeitar o programa de assistência económica e financeira.»

 

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||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 14.02.14

 

 

 

"Eu, como gestor, sempre me dei bem com a avaliação de desempenho"

 

Pedro Passos Coelho para Catarina Martins do Bloco de Esquerda no debate quinzenal na Assembleia da República, certamente sobre a sua vida profissional na Tecnoforma. [Via].

 

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|| O totó do free rider

por josé simões, em 22.03.13

 

 

 

A coisa é fácil de explicar e até os putos do 5.º ano de escolaridade conseguem perceber:

 

Ao patrão convém que os outros patrões aumentem os salários aos seus empregados – receber mais significa maior disponibilidade e apetência para mais gastar, e se houver mais dinheiro a circular a economia cresce – mas não lhe convém aumentar os salários aos seus empregados porque isso implica arcar com a totalidade do custo e receber apenas uma pequena parte do benefício, menor mais-valia. É por isso que tem de haver regulação e deve ser o Governo, em sede de concertação social, a definir o valor do salário mínimo nacional.

 

Que Pedro Passos Coelho não percebe nada de economia já todos percebemos na pele, pode ser que saiba ler inglês.

 

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|| A fenomenologia salarial do primeiro-ministro

por josé simões, em 06.03.13

 

 

 

Trabalhar a troco de comida na mesa, cama e roupa lavada, de certeza que resolveria, para todo o sempre, o problema do desemprego em Portugal, na Europa, no Mundo [e também faria disparar exponencialmente a mais-valia, mas isso agora também não interessa nada]. Ainda assim assistiríamos a Pedro Passos Coelho, no debate quinzenal e do alto da tribuna, argumentar que vivemos tempos de crise e de recessão e de reformas estruturais e que isso da roupa lavada não pode ser porque o preço da água e dos detergentes e as empresas não podem e por aí.

 

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|| O Governo fermata

por josé simões, em 01.02.13

 

 

 

Era em 2012, era em 2013, vai ser em 2014 - "acredita que economia voltará a ter crédito nos mercados em 2013" e "todas as entidades que fazem previsões apontam para um crescimento em 2014" -; não vai ser em 2015. Sustentado no dobro do seu valor, no critério largo da incompetência intérprete.

 

[Fermata]