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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O mal-educado

por josé simões, em 29.11.25

 

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Como é que alguém equaciona classificar com um , um só ponto que seja, o boneco inqualificável, que passa todo um debate a berrar, a cuspir, a insultar, a vomitar ódio, a interromper o oponente, a mentir, a mentir, a mentir, e quando apanhado a mentir saca da manga outra mentira ainda maior para para fugir em frente?

 

 

 

 

Noções Elementares de Broncologia

por josé simões, em 27.08.25

 

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O país a arder e José Luís Carneiro na Festa da Sardinha em Portimão. Foi este o argumento de Hugo Soares no debate parlamentar para justificar os copos de Luís Montenegro no Pontal e as imperiais com Marcelo, depois dos media devidamente avisados, porque José Luís Carneiro é ministro ou secretário de Estado e devia estar na frente de fogo ou no comando das operações. Como é possível um bronco da estirpe de Hugo Soares ser deputado da Nação, quanto mais líder de grupo parlamentar, correndo nós o risco de um dia o apanharmos num cargo de governação?

 

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O estado da danação

por josé simões, em 17.07.25

 

 

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A coisa é recorrente, é como as bombas em Gaza, a gente habitua-se e depois já nem ouve, e o problema é precisamente esse, a habituação. Oije, como diz o avençado da Spinumviva, no debate sobre o estado da danação [não é gralha] aconteceu outra vez. Um gajo com 42 anos, casado com uma mulher, sem filhos, passa a vida falar dos filhos dos outros, do Abdul, do Ibraim, do Muhammad, do Ravi, da Anisha, da Surya e o caralho, da "grande substituição", mas fazer filhos está quieto, dar o seu contributo para fazer frente à "ocupação territorial" , espera aí que eu já venho. Deve haver uma explicação, não da "teoria da conspiração", mas científica para isto. Ou outra.

 

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A liga dos últimos

por josé simões, em 07.05.25

 

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Na liga dos últimos, a páginas tantas, Márcia Henriques, candidata pelo partido inventado por Tino de Rans, aponta o dedo à comunicação social, que se der projecção a alguns partidos ali presentes eles metem deputados no Parlamento. Por exemplo, levem a Renata Cambra ao colo, como levaram o taberneiro, e ela forma grupo parlamentar [esta parte digo eu].

 

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O nheca nheca

por josé simões, em 05.05.25

 

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Carlos Daniel "agora é a vez de André Ventura falar".

 

Propostas do partido da taberna para a habitação: nheca nheca o PS isto e o PSD aquilo, nheca nheca Pedro Nuno Santos aquilo e Luís Montenegro isto e nheca nheca, Cuba e Venezuela e nheca nheca.

Propostas do partido da taberna para a imigração: nheca nheca o PSD isto e o PS aquilo, nheca nheca Luís Montenegro aquilo e Pedro Nunno Santos isto e nheca nheca.

Propostas do partido da taberna para a segurança: nheca nheca o Irão, a Venezuela, a China, ali para o lado esquerdo e nheca nheca, o PS isto e o PSD aquilo, nheca nheca Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro e nheca nheca.

"Dê-me só 30 segundos" nheca nheca. "Agora vai ter de deixar-me responder a isto" nheca nheca. A Venezuela, a Rússia, o Irão, a China e nheca nheca. Barulho, bocas, apartes por cima dos outros e nheca nheca.

 

Calhou na hora da bola e o pessoal até pode ter andado distraído com um olho no debate e outro no pontapé no esférico mas não se ouviu uma, uma única, proposta para o país saída daquela boca. Diz que isto para o eleitorado base interessa nada porque ele é que sabe dizer as verdades. Para mim é um copo de três e nheca nheca.

 

 

 

 

"Para o taberneiro twelve points!"

por josé simões, em 15.04.25

 

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Mais estúpido que ver comentadeiros, alguns nitidamente com agenda, a atribuírem pontuação a actores políticos em debates pré ou campanha eleitoral, é ver comentadeiros, alguns nitidamente com agenda, a pontuarem, e generosamente, alguém que passa a bendita meia-hora do frente-a-frente a gritar, a interromper, a mentir com quantos dentes tem na boca, como o fact-checking depois comprova. "Para o taberneiro twelve points!"

 

 

 

 

 

O amigo dos trabalhad... err... colaboradores

por josé simões, em 14.04.25

 

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A paginas tantas Montenegro, com aquele sorriso cínico de quem está permanentemente a gozar com os portugueses, atira que o ilusionista liberal Rocha é pobre a mal-agradecido, que ele, Montenegro, e o seu Governo, isentaram de impostos os prémios de produtividade. Pobres e mal-agradecidos são todos os portugueses, em quem Montenegro investe na gozação,  das empregadas da limpeza aos seguranças, dos motoristas de transportes públicos às caixas de supermercado, dos contratos apalavrados na construção-civil aos empregados ao dia na restauração, todos os portugueses do salário mínimo e todos os portugueses dos 1 500 de salário médio, que não percebem o bom que é para a economia os CEO, os administradores, os quadros superiores, das grandes empresas e multinacionais verem isentados de imposto o que recebem por fora ou por passarem a receber mais em prémios do que em salário base. Deixem o Luís gozar com os portugueses.

 

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Os ilusionistas liberais

por josé simões, em 10.04.25

 

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O nosso "problema" com os ilusionistas liberais é que já nos conhecemos há demasiado tempo, tanto quantos os anos deste blogue - 19, dos confrontos de ideias através dos posts, nas caixas de comentário com os escribas do Blasfémias e d' O Insurgente, e depois em "confrontos" rápidos no Twitter a 140 caracteres. Na altura da memória difusa, para alguns, inexistente para outros, revista e lavada a OMO para a maioria , o Chile de Pinochet e dos Chicago Boys, que fica nas costas da Argentina, era do lado de cá do Atlântico, aqui mesmo ao lado. A ditadura um mal necessário. A tortura, os assassinatos, as violações, os desaparecimentos, efeitos colaterais, quando não mesmo um exagero da esquerda. O país aí estava, preparado, pujante, um exemplo para toda a América Latina cubana e guevarista, até mesmo para Portugal, alegavam os especialistas em economês. Agora que a memória está fresca, que todos os dias somos bombardeados com o desemprego, a fome, a miséria, a prostituição nas ruas e os sem-abrigo como factor estrutural e não conjuntural, o ataque às liberdades, as cargas da polícia de choque a qualquer pretexto sobre tudo o que respira, enaltecidas no Twitter por minions com cargos mais ou menos importantes dentro da agremiação, um palerma a distribuir réplicas da moto-serra de Milei na Reunião Geral de Alunos congresso da colectividade, a Argentina é do outro lado do Atlântico, lá muito longe, aquele sítio onde o Magalhães andou às voltas quase meio ano. 

 

 

 

 

A vida privada e a decisão política e lol

por josé simões, em 08.04.25

 

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Obviamente que quem toda a vida, profissional e política, trabalhou na defesa do interesse privado em detrimento do interesse público "nada do que fez na vida privada influenciou qualquer decisão política", não há barreiras, não há linhas vermelhas, não há ideologia, uma e outra - vida privada e vida política, são a mesma coisa.

 

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O cerco ao Capitólio

por josé simões, em 19.02.24

 

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Na impossibilidade de estar no Capitólio, Lisboa, a gritar e a insultar, o taberneiro mandou os escudeiros fazerem barulho por ele. Nascido, criado e engordado pela mesma mãe - o PSD, Montenegro foi incapaz de dizer o óbvio, que as polícias são o garante da legalidade democrática e nunca um factor de insegurança e instabilidade. O resto do debate, e foi mais de uma hora, foi um monte negro político à nora que acabou a comparar o seu passado, "o meu passado chama-se Passos", a José Sócrates.

 

 

 

 

Comido de cebolada

por josé simões, em 15.02.24

 

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Morder o isco do taberneiro: gritaria, falar por cima, responder às constantes interrupções, perder o fio ao raciocínio, ser direccionado para o sítio onde o outro o queria ver sentado, tentar responder no mesmo tom e ficar automaticamente em sentido perante um "não me interrompa" dito por quem não faz outra coisa que não interromper o tempo todo. Acordar para o jogo a 5 minutos do apito final e terminar penosamente nos descontos com "isso é mentira, isso é mentira" ainda assim em tom baixo e moderado. Escolher uma gravata cor Legião Portuguesa no lado esquerdo do ecrã perante um oponente de gravata laranja do lado direito, começar a falar e as pessoas instintivamente olharem para o lado direito, para o gajo que interrompia, fazia interjeições, largava dixotes, ninguém reter nada do que estava a ser dito. Há uns, antes de estar disponível no tubo, o The Independent ofereceu o Kennedy vs. Nixon com a edição em papel, mas no Rato ninguém fala 'amaricano' desde que Mário Soares começou a ler o Le Monde. Não há um segundo debate para Pedro Nuno Santos.

 

 

 

 

Jornalismo a reboque de agenda

por josé simões, em 14.02.24

 

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Todos os temas em cima da mesa a debater nos frente-a-frente com o chefe do partido da taberna são "imigração + segurança + corrupção". Todos. Como se no país onde os imigrantes contribuíram com 1.604,2 milhões de euros para a Segurança Social; como se no 7.º país mais seguro do mundo; como se no país que está abaixo da médias europeia no Índice de Percepção da Corrupção, não houvesse mais nada com que preocupar. E depois um alegado jornalista na televisão pública - RTP, pergunta, com a maior cara de pau, a Mariana Mortágua, se acha que os imigrantes devem ter acesso à Segurança Social, ao Serviço Nacional de Saúde, à escola pública. Não. Trabalham e não bufam, morrem à porta do hospital, se ficarem desempregados temos pena, os filhos não sabem ler nem escrever é lá problema deles. Há um alegado jornalismo a reboque de agenda política, dito de outra forma, a levar ao colo quem lhe vai tratar da saúde lá mais para a frente.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A culpabilidade, segundo Ventura

por josé simões, em 13.02.24

 

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Argumentar que Diogo Pacheco de Amorim nunca foi julgado e condenado por terrorismo está ao mesmo nível de dizer que Salazar nunca torturou nem matou ninguém no Tarrafal.

 

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Levados ao colo

por josé simões, em 12.02.24

 

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O tempo roubado a Mariana Mortágua e Paulo Raimundo foi compensado aqui, na televisão pública. No futebol isto tem um nome, "levados ao colo".

 

 

 

 

O Silêncio dos Indecentes

por josé simões, em 11.02.24

 

 

 

O Silêncio dos Indecentes.