Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Andam a gozar com as pessoas?

por josé simões, em 23.05.20

 

 

 

Passar duas, três ou mais horas, muito aconchegadinhos dentro de um avião, perna com perna, braço com braço, passar pelas brasas e encostar a cabeça no ombro do vizinho do lado? Pode.

 

Passar entre 90 minutos a duas horas, duas horas e picos, dentro de uma sala de espectáculos para ver um filme, um teatro, um musical, um bailado? Não pode. Ou pode, desde que seja à larga, que é o oposto de à Lagardère, exclusivo das companhias aéreas.

 

Andam a gozar com as pessoas?

 

 

 

 

Quando a vertigem mediática te põe a fazer figura de tolinho

por josé simões, em 16.07.19

 

orelhas de burro (1).jpg

 

 

"Não é por acaso que não foi um zulu a escrever Romeu e Julieta, nem foi em Portugal que o iPhone foi inventado". Também não é por acaso que não foi Luís de Camões quem escreveu As Mil e Uma Noites e que as três religiões monoteístas nasceram no deserto, mesmo antes de se chegar ao berço da civilização, o Mediterrâneo. Assim como também não é por acaso que os portugueses usaram o astrolábio e a cartografia detalhada para iniciar a globalização e tornar o mundo mais pequeno enquanto os índios americanos andavam em tronco nu a caçar bisontes com flechas. Como por acaso não é Viriato viver amuralhado num castro no alto dos Montes Hermínios já os romanos tinham uma rede viária, toda ela a ir dar a Roma onde se podia beber água da torneira. E podíamos continuar assim ad aeternum a falar da "eterna construção" mas é mais pedagógico aconselhar um livro.

 

Marcelo deu-lhe exposição mediática, nós agora levamos com as figuras de tolinho em cima.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

"Ruy de Carvalho lamenta abandono da Cultura"

por josé simões, em 01.03.17

 

ruy de carvalho.jpg

 

ruy de carvalho passos coelho.jpg

 

 

E não, não é anedota.

 

 

 

 

 

 

||| Ministério da Kultura

por josé simões, em 11.04.16

 

Imagem-Antonio-Ferro.jpg

 

 

Desde António Ferro que andamos nisto, um responsável governamental nomeado para a Cultura e, atrás de si [dele], o correspondente cortejo de artistas subsidiários, mais ou menos oficiais do regime, consoante o colorido dos governos da ocasião, na proporção exacta aos ódios de estimação e desprezados, em stand by até que novos ventos soprem nas urnas, mais aqueles que têm o dom de adivinhar quando é que o vento vai começar a mudar e a arte para parecer que são eles quem sopra o vento para determinada direcção.


Faz-nos tanta falta um Ministério, ou até mesmo uma secretaria de Estado, da Cultura como uma viola num enterro.


[Imagem]

 

 

 

 

|| "A nossa imagem no exterior"

por josé simões, em 04.11.13

 

E a triagem feita em Espanha aos potenciais turistas.

 

Palácio Real de Sevilha, junto à Catedral e ao Alcazar, mesmo mesmo mesmo no centro histórico da cidade. Exposição Azulejo Português – Diálogos Contemporâneos.

 

Pergunta ao segurança: Pode-se visitar lá em cima? Resposta: Hummm… poder pode, mas aquilo não tem lá nada...

 

Numa sala com 300/ 400 m2 o que aparece nas fotos, nem mais nem menos.

 

Os patrocínios da "exposição" aparecem no cartaz de recepção na recepção.

 

Há quem esteja a ganhar dinheirinho com a destruição de "a nossa imagem no exterior". Não se sabe se o nome aparece patrocinado no cartaz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

|| Reaccionária sim

por josé simões, em 17.06.13

 

 

 

As culturas e as relações culturais não são compartimentos estanques. A cultura europeia deu origem à cultura norte-americana que regressou, mais enriquecida, ao "velho continente" com a II Guerra Mundial.

 

O problema dos franceses é outro, chama-se língua. Uma língua que, cada vez mais, só eles falam. Daí o proteccionismo. Daí o querer arrastar a Europa numa causa comum. Protecção para ver franceses a fazer filmes em francês iguaizinhos aos que os americanos, ingleses, espanhóis e brasileiros fazem nas respectivas línguas, protecção para ouvir franceses a fazer música cantada em francês igualzinha à que os americanos, ingleses, espanhóis e brasileiros fazem nas respectivas línguas.

 

Depois de dezenas de anos de estagnação PAC, Política Agrícola Comum, a PCC, Política Cultural Comum, com o último C a disfarçar um F de França.

 

Tem razão Durão Barroso.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| "Sempre que me vêm falar de Cultura... retiro a patilha de segurança da minha Browning"

por josé simões, em 21.12.12

 

 

 

A célebre fala que Hanns Johst colocou na peça de teatro Schlageter, agora conjugada com "o poder do assobio":

 

«Braga 2012: Presidente da República e primeiro-ministro não visitaram Capital Europeia da Juventude»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Fica [muito] melhor em Londres

por josé simões, em 09.08.12

 

 

|| Há qualquer coisa que não bate certo…

por josé simões, em 01.11.11

 

 

 

Na história mais ou menos recente daquilo a que se convencionou chamar civilização ocidental, todos os movimentos de protesto nascidos em períodos de convulsão social e/ ou crise económica [ou ambas] tiveram sempre como factor aglutinador, por vezes até impulsionador, ou se quisermos como referência, porta-voz, banda sonora, imagem de marca, um movimento musical. Foi assim com o movimento hippie e os protestos contra a guerra do Vietname, o aparecimento das ditaduras sul-americanas e o nascer das guerras de libertação em África, na passagem dos 60’s para os 70’s, como o movimento punk associado ao Tatcherismo e à Reaganomics, os anos de chumbo e as organizações terroristas na Europa continental, dos 70’s para os 80’s, assim como o papel que o jazz e a geração beat tinham desempenhado nos 50’s, na resistência ao macartismo e à caça às bruxas e nas lutas pela igualdade de direitos e pelos direitos civis nos Estados Unidos do pós II Guerra Mundial.

 

Mas agora, Europa, Estados Unidos, dealbar do séc. XXI, crises de dívida soberana, desemprego, crescimento económico pouco mais que zero, Primaveras e Invernos na margem sul do Mediterrâneo, uns assomos de occupy qualquer coisa aqui e ali, mas é filme mudo. Há qualquer coisa que não bate certo…

 

[Na imagem John Sebastian on stage at Woodstock Festival, 1969]

 

 

 

 

 

 

|| O achismo

por josé simões, em 30.10.11

 

 

 

"Acharam que vestiria a pele de estalinista" diz o senhor Francisco da Cultura. E podia vir com ponto de interrogação que ia dar no mesmo. Diz o senhor Nuno da Educação que "É necessário concentrar nas disciplinas essenciais". E podia vir com um "achamos que" antes do verbo ser que ia dar no mesmo. E quem é que achava o que era ou o que não era essencial? Obviamente o senhor José. Ou o senhor António.

 

Sejamos directos: vai vir merda grossa. Ler e contar e saber quem foi o primeiro rei de Portugal, e se calhar trabalhos manuais. A baixa qualificação tem de incluir o saber trabalhar com uma goiva e uma agulha para fazer sapatos em S. João da Madeira. A filosofia e as artes estimulam o espírito critico e ter gente, muita gente a pensar, muito nunca deu bom resultado. O princípio é o mesmo que se aplica à economia, não é trabalhar melhor, é trabalhar mais horas. Não é estudar melhor, é aumentar a carga horária.

 

E sempre fomos muito dados a deixar que os outros achassem por nós. E é o que vai valendo. E agora todos encarneirados de braços no ar e com o isqueiro acesso a cantar o "Ai Timor" do Luís Represas. É preciso unir o povo à roda de um grande desígnio nacional.

 

 

 

 

 

 

|| «Tirar o chapéu é um encurtamento do próprio corpo, um tornar-se mais pequeno.» (*)

por josé simões, em 08.07.11

 

 

 

«Eu não gosto de choramingões, e há trinta anos que vejo gajos a choramingar e a traírem-se uns aos outros, a andar de punho cerrado e por trás a lamber o cu ao ministro ou ao secretário de Estado. Por isso, sabes o que te digo, eu caguei. Podes mesmo escrever, eu caguei para isso, cago para a política cultural.»

 

Algo me diz que o rating do Miguel Guilherme vai baixar em algumas agências de notação (as “boas”).

 

(*) Lichtenberg, Notebooks

 

(Imagem Rennie Ellis “Berlinparty inflation”Melbourne, c1981)

 

 

 

 

 

|| Este link devia estar disponível num pc na sala de espera do Ministério, agora secretaria de Estado, da Kulturat

por josé simões, em 28.06.11

 

 

 

Arty Bollocks

Generator

 

Do you hate having to write your artist statement?

 

Generate your own here for free, and if you don't like it, generate another one.

For use with funding applications, exhibitions, curriculum vitae, websites ...

 

Generate some bollocks

 

 

O link ao pé do vídeo em loop

 

(Imagem Circa 1915. Harris & Ewing, Posing Cliff Berryman, Political cartoonist Clifford Berryman at theWashington,D.C., photo studio founded in 1905 by George Harris and Martha Ewing. Harris & Ewing glass negative)

 

 

 

 

 

|| Este vídeo devia estar a passar em loop na sala de espera do Ministério, agora secretaria de Estado da Kultura

por josé simões, em 25.06.11

 

 

(era para ter escrito sala da pedinchice ou antecâmara do subsídio mas depois ainda me acusavam de reaccionário…)

 

 

 

 

 

|| Quarto Mundo

por josé simões, em 24.06.10

 

 

 

Na "parte mais bonita do Norte de África", Chuck Berry dixit, a biblioteca encerra por uma ano.

Já dizia o Göring “quando ouço a palavra cultura saco logo da minha pistola”

 

(Via)

 

 

 

 

|| Uma questão de “bicos”

por josé simões, em 11.03.10

 

 

 

Ainda que por razão diversa, eu também acho rasca, absurdo e estúpido que uma derrapagem de 1, 655 milhões de euros, saídos directamente – e sem passar pela casa da partida (Monopoly rules) - dos impostos pagos pelos contribuintes portugueses seja motivo de polémica.

 

Tão rasca, tão absurdo e tão estúpido que se Portugal fosse um país a sério nem estes “bicos” se faziam nem a questão se colocava.

 

(Imagem de Gaudenzio Marconi)