"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Monumento nacional, construído em 1490 e ampliado em 1494 pelo mestre Diogo Boitaca, serviu como laboratório de ensaio para o famoso estilo Manuelino cujo ponto alto haveria de ser o Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa.
Menos de 12 horas foi o tempo que tivemos de esperar até que um atrasado mental grafitasse com tinta preta a parede nascente do convento!
Eu gosto muito deste sítio, mas há limites. Património histórico e memória colectiva não vos diz nada? Trogloditas!
Tomei conhecimento de Igmar Bergman e da sua obra por volta de 1980, frequentava eu o Liceu de Setúbal, aluno da área de Estudos Humanísticos na vertente Jornalismo / Turismo. Em finais dos anos 70 e até meados dos anos 80, haviam em Setúbal, nos claustros do Convento de Jesus, os famosos e não menos saudosos festivais de teatro e de cinema, a maior parte deles "festivais temáticos". Em 1980 coube a vez a Ingmar Bergman. Uma vez que os festivais decorriam à noite, o sotôrMarcelino, nosso prof de Psicologia, mexeu os cordelinhos e conseguiu que houvessem projecções especiais diurnas, dentro de uma sala do convento, de modo a coincidir com o horário da disciplina. Todos os dias, durante duas semanas, assistimos à projecção de um filme. Foi uma barrigada de Bergman! Fiquei traumatizado; só muitos anos passados consegui entrar outra vez numa sala de cinema para visionar um filme do Mestre.
Salvou-se uma coisa: foi por causa do ciclo de cinema dedicado a Bergman que aprendi a gostar de ópera - especialmente de Mozart -, após ter visto a sua versão da Flauta Mágica.