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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Toma e embrulha! (*)

por josé simões, em 24.11.07

 

O Expresso avança hoje com a notícia que o presidente da Confederação do Comércio Português, José António Silva, decorria a greve do lixo, telefonou ao secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva a propor-lhe uma acção conjunta “contra o aumento do desemprego, incluindo um eventual apoio a uma greve geral”; por miúdos: os patrões querem fazer greve ao lado dos empregados.
 
Se Marx fosse vivo e residisse em Portugal, também não ficava admirado; não é isso que despertou a minha atenção na notícia.
 
O que eu achei interessante, isso sim, foi a reacção de João Proença, o da outra central, aquele que dá a cara pela UGT: “Fico muito surpreendido com uma ideia dessas, que me parece mais ditada por interesses partidários” (…), “Isso de uma confederação patronal apoiar uma greve geral é um bocado surrealista”. À parte aquela parte do “ditada por interesses partidários”, pois quem assistiu a fundação a UGT sabe perfeitamente que os partidos políticos não tiveram nada a ver com o assunto…, acho que João Proença ficou tramado; no sentido de danado, raivoso, chumbado – com éfe grande.
 
Então andamos para aqui nós (UGT, entenda-se) há uma quantidade de anos a fazer fretes aos patrões; a assinar concertações sociais; a dar améns às políticas governamentais com brindes de vinho do Porto em directo e ao vivo; a fazer passar a imagem de que somos muito compenetrados e responsáveis; nada como os do reviralho, os comunas da CGTP; e agora a paga que nos dão é isto?! Irem falar com os outros?!
 
(*) Expressão utilizada em Setúbal quando alguém é desconsiderado.
 
(Foto roubada no Jerusalém Time)