Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Uma pedra da calçada na mão esquerda

por josé simões, em 28.06.18

 

pedra calçada.jpg

 

 

Quando nos 80's estive a dar recruta em Santa Margarida [por curiosidade e só por curiosidade nos 80's invocados] usávamos uma técnica para ensinar o lado esquerdo/ direito aos que nas aulas de Ordem Unida perante o grito de "esquerda volver!" ou "direita volver!" seguiam a marchar ou a marcar passo para o lado oposto ao ordenado: era uma pedra na mão em questão até aprenderem o "azimute".

 

João Galamba: Este é o acordo de concertação mais à esquerda desde os anos 80

 

[Imagem]

 

 

 

 

Dar um chouriço a quem lhes der um porco

por josé simões, em 27.06.18

 

banksi.jpg

 

 

Como todos os Governos anteriores a este, António Costa descartou-se e passou o ónus do aumento do Salário Mínimo Nacional para a Concertação Social, uma espécie de "câmara alta" do Parlamento, não eleita, inventada por Mário Soares nos 80's com o intuito de esvaziar o poder negocial aos sindicatos, ler "CGTP", depois de ter inventado a meias com Sá Carneiro um sindicato, a UGT, para assinar de cruz tudo o que convinha aos patrões. Os patrões que fazem o barulho da praxe só para não se dizer que aceitam calados e assinam a contragosto os aumentos do salário mínimo negociados como grandes vitórias da UGT e sempre em troca de uma retirada qualquer de um direito ou de uma garantia, de uma mexida no Código do Trabalho em prol da rigidez patronal, uma facada qualquer na contratação colectiva, em nome dos amanhãs que cantam no crescimento económico e da riqueza nacional. Desde então tem sido sempre a descer para o lado do trabalho na exacta proporção em que a riqueza aumenta para o lado do capital. Agora, de repente e sem que nada o fizesse prever, os patrões vêm de esmola esticada propor para 2019 um aumento do Salário Mínimo Nacional acima do previsto e do proposto pelo Governo, na garantia da manutenção das "alterações que desejamos produzir ao nível da melhoria dos factores de produção", e só estas aspas são todo um programa. E se o PS, como António Costa disse há bem pouco tempo, "está onde sempre esteve", a coisa vai ser decidida em sede de Concertação Social com mais uma grande vitória negocial da UGT e com os resultados na linha do que têm sido desde que Torres Couto apareceu, a preto-e-branco na televisão do Estado, de cálice de vinho do Porto erguido a brindar com Cavaco Silva.

Isto nem de propósito na semana em que Banksi pintou mais um mural em França [na imagem].

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 14.01.18

 

White-Face.jpg

 

 

Nós não vamos fazer fretes em relação a legislação laboral. Os patrões não têm legitimidade para vir bater à porta da UGT pedir batatinhas (...). Estamos cansados de ser acusados de ser muletas

 

[Imagem]

 

 

 

 

A Câmara Alta não eleita

por josé simões, em 23.01.17

 

o-trabalho-e-as-corporaes-no-pensamento-de-salazar

 

 

Se o parlamento não respeitar os acordos pode-se perguntar para que existe a concertação social


Pode-se perguntar para que existe o Parlamento se só servir para rectificar os acordos conseguidos na Concertação Social. Inventa-se uma central sindical, não importa a sua representatividade nem a sua implantação no mundo do trabalho, só para dar um ar de legitimidade às decisões das centrais patronais e viva o corporativismo de Salazar e que se lixe a democracia.


[Imagem]

 

 

 

 

"O senhor mentiu"

por josé simões, em 17.01.17

 

concertação social.jpg

 

 

O senhor acabou de mentir a esta câmara, o senhor mentiu. Começamos por ficar habituados, o senhor mente sempre que aqui vem e acabou de mentir objectivamente. O acordo não está ainda assinado


Era uma questão de forma a assinatura do conteúdo. Assim como é um questão de forma a forma como o CDS de Assunção Cristas faz oposição sem conteúdo, sempre com o momento televisivo no horizonte.


[Documento via]

 

 

 

 

Cumprindo mais uma vez o desígnio para o qual foi criada

por josé simões, em 14.01.17

 

hmv.jpg

 

 

Patrões e UGT assinam acordo

 

 

 

 

As coscuvilheiras

por josé simões, em 28.12.16

 

Eavesdropping.jpg

 

 

O que eu não ouvi foi as associações patronais e sindicais exigirem um pedido de desculpas à TVI por andar a escutar e publicar conversas privadas sem autorização expressa dos intervenientes. Amanhã calha-lhes a eles.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Ora vamos lá a saber…

por josé simões, em 22.12.16

 

cavaco-torres couto.jpg

 

 

Descapitalização da Segurança Social à parte, transferências [ainda mais] do trabalho para o capital à parte, até quando é que vamos continuar a fingir que um acordo assinado entre os patrões e um sindicato representativo de meia dúzia de bancários e empregados no sector dos serviços serviços é "Concertação Social" e equivale a ter paz nas empresas e no trabalho e nas ruas?


[Na imagem Torres Couto – Cálice de Porto – Cavaco Silva, um clássico da Concertação Social]

 

 

 

 

À falta de melhor

por josé simões, em 23.11.16

 

Ben Young.jpg

 

 

À falta de melhor para se fazer oposição transforma-se a Concertação Social numa espécie de Câmara Alta, não eleita, do Parlamento, com recurso ao argumento "aumentos salariais têm de ser suportados pela economia" mesmo que estafado pela realidade do aumento do emprego e das exportações logo a seguir ao aumento do salário mínimo, que não o podia ser nem por nada, e à recuperação do preço da hora extra para valores de antes de 2011, a reposição dos feriados, factores perturbadores da produtividade, e ainda que, enquanto poder, a Concertação Social não tenha sido outra coisa que não falsificada, com o Governo, guardião dos patrões, a levar o facto consumado a assinar de cruz depois de previamente cozinhado nos bastidores a troco sabe-se lá do quê.


[Passos Coelho à beira do precipício onde se colocou, na imagem]

 

 

 

 

"Como disse um filósofo chinês, uma imagem vale por mil palavras"

por josé simões, em 22.11.16

 

concertação social.jpg

 

 

Líder de um sindicato sem implantação no terreno, o moço de fretes dos patrões, devidamente autorizado pelo Dono Disto Tudo, com a bênção do sorriso trocista do patrão dos patrões - António Saraiva, assina de cruz o que os líderes dos partidos do Governo da direita radical lhe puseram à frente para assinar.


Concertação social marcada por "atropelos" ao diálogo e condicionada por Bruxelas

 

 

 

 

Guardar

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 15.11.16

 

Sad-Clown.jpg

 

 

Como se o problema fosse a Concertação Social ela própria e não a UGT, reduzida à inutilidade pela sua insignificância, condenada ao desaparecimento pela ausência do móbil para a qual foi criada: assinar de cruz tudo o que convém às associações patronais.


UGT diz que sem acordo, mais vale "fechar a porta" da concertação


Um mérito há no entanto que há que dar a Carlos Silva, o de ter percebido isso primeiro que ninguém e daí o seu constante esbracejar e espernear, quase desde o primeiro dia em que ocupou o cargo.


[Imagem]

 

 

 

 

Propostas da treta

por josé simões, em 26.05.16

 

chema-madoz.jpg

 

 

Vamos lá a ver se nos entendemos: se a ideia de colar os feriados ao fim-de-semana é para ser discutida na "câmara alta" do Parlamento – a Concertação Social, significa que o Governo antes de tomar uma decisão quer ter em conta a opinião do sector privado e que a proposta é para para ser levada à mesa dos empresários e accionistas patrões, já que os trabalhadores colaboradores nunca são tidos nem achados na dita concertação, onde a UGT funciona como um apêndice do patronato e serve apenas para dar um selo de credibilidade às decisões. Portanto não faz o mínimo sentido levar uma proposta deste teor à mesa dos empresários e accionistas patrões do sector onde os trabalhadores colaboradores não recebem no início de cada ano um calendário com a distribuição dos feriados e respectivas possibilidades de "ponte", que não concedem "pontes" a ninguém nem que haja um novo milagre do Sol em Fátima,  onde todas as "pontes" são negociadas com meses de antecedência, quando não mesmo na altura da marcação das férias e onde o dia de férias é usado, gasto para o efeito. Não se percebe o que é que o Governo pretende com esta proposta da treta... Parece mais do mesmo, truques de ilusionismo usados em quatro anos de Governo da direita radical.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Desesperados

por josé simões, em 15.04.16

 

puppet.jpg

 

 

Por via da inusitada "geringonça" de esquerda no Parlamento, a UGT reduzida àquilo que sempre foi – nada e sem implantação no terreno do trabalho, com excepção de alguns sindicatos de bancários e seguros; esvaziada da função para a qual foi criada – dizer que sim às confederações patronais e assinar de cruz tudo o que lhe ponham na frente, luta desesperadamente pela sobrevivência e tenta fazer da Concertação Social uma espécie de Câmara Alta do Parlamento, bóia de salvação do sindicalismo fantoche. Desesperados. Responsavelmente desesperados. Desesperados com "sentido de Estado".


[Imagem]

 

 

 

 

||| Confuso

por josé simões, em 08.01.16

 

 

 

No tempo do Governo de direita, PSD/ CDS, a isto chamava-se descapitalização da Segurança Social, emprego subsidiado, o trabalhador colaborador a cobrir a mais-valia do patrão empresário, salário mínimo subvencionado, a Concertação Social como uma espécie de Câmara Alta do Parlamento. Agora não sei...

 

 

 

 

||| A filha da putice não tem fim?

por josé simões, em 15.12.15

 

snake.jpg

 

 

Depois de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, à vez ou em uníssono, com cara de pau, "alguém acredita que o Governo possa ter por objectivo, tenha prazer em ter um país de miseráveis mal pagos?", aliados no Governo que não tinha um modelo de baixos salários para o país enquanto tirava dias de férias, eliminava feriados, subtraía valor à hora extraordinária até ficar quase ao mesmo preço da hora normal, facilitava o despedimento e embaratecia a indemnização a pagar pelo empregador, contra a rigidez laboral em prol da rigidez patronal, e antes de publicamente se lamentar que a única reforma que tinha ficado por fazer tinha sido a de baixar os custos do trabalho para as empresas, temos agora um personagem, Francisco Calheiros de seu nome, calhado presidente da Confederação do Turismo Português, encalhado à saída da reunião da Comissão Permanente de Concertação Social a dizer que "não há nenhum empresário que tenha prazer em pagar o salário mínimo", perante a acefalia dos tripés de microfone com carteira de jornalista. Leram bem. "não há nenhum empresário que tenha prazer em pagar o salário mínimo", no país em que a direita diz que a esquerda é contra o lucro.


A filha da putice não tem fim?


[Imagem]