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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Onde se dá conta dos poderes interpretativos da alma de cada um pela minha vizinha de baixo

por josé simões, em 23.08.09

 

 

 

A minha vizinha de baixo diz que consegue identificar um comunista pela cara.

A minha vizinha de baixo que diz que consegue identificar um comunista pela cara é uma pequena empresária dona de uma empresa familiar que vive muito do trabalho sazonal. Disse-me outro dia a minha vizinha de baixo na garagem, no intervalo de estacionar os carros de cada um, que quando alguém lhe bate à porta a pedir trabalho a primeira coisa que faz é perguntar se é comunista, caso o candidato ao lugar seja um candidato-comunista e responda negativamente, a minha vizinha de baixo não lhe dá emprego: “Sabe vizinho, não gosto nada de mentirosos”.

 

(Imagem de Richard Burbridge)

 

 

Comunistas e Anarquistas

por josé simões, em 27.04.07

 Qual é a diferença entre os militantes da JCP que no desfile do 25 de Abril assobiaram e apuparam o resistente anti-fascista e ex-preso político Edmundo Pedro, e o bando de anarcas anti-globalização que desfilaram no mesmo dia pelo Chiado atacando as montras das lojas com sacos de tinta e grafitando as paredes?

 

O PC, como é por demais sabido, detêm o exclusivo da luta anti-fascista em Portugal. Edmundo Pedro apesar de ter passado pelo Tarrafal, isso é um “pormenor” da sua vida comparado com a suprema heresia de ser do PS. Na balança dos comunistas portugueses pesa mais o prato do PS, que o prato das torturas e sevícias sofridas na pele e no espírito, por quem teve a ousadia de seguir caminhos diferentes.

 Os anarcas anti-globalização gritavam palavras de ordem “contra o fascismo e o capitalismo”, o que, como toda a gente sabe, são a mesmíssima coisa. Aliás, quem desça ou suba o Chiado com alguma frequência, não pôde deixar de identificar pelas imagens da televisão, alguns dos manifestantes, como aqueles que durante o dia exercem actividades circenses no local, a troco de algumas moedas sacadas aos transeuntes. Segundo os próprios, recusam-se a trabalhar para não entrarem no “esquema capitalista”. De repente envolvem-se em confrontos com a polícia, alguns “vão dentro”, e aparecem logo defendidos pela advogada Florinda Batista.

A pergunta que se coloca é: quem se recusa a trabalhar para não entrar no “esquema capitalista”, onde é que vai ao dinheiro para pagar um advogado que se movimente nos meandros da “justiça capitalista”?

Aqui e agora, que ninguém nos ouve, deixo uma pista. Investigue-se os nomes de família, e as profissões dos pais destes "anarcas de trazer por casa" e as descobertas serão fantásticas e surpreendentes!

 

Voltando à pergunta no início do post. Conseguem encontrar as diferenças, ou pelo contrário, é mais fácil identificar o que os une? O total desrespeito pelos outros.