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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O suspeito do costume nem sequer lê o jornal, vê as gordas no Correio da Manha

por josé simões, em 03.09.19

 

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"O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje incentivos do Estado aos 'media' para fazer face à crise no sector, considerando que sem uma comunicação social forte não há democracia. Para o Presidente da República, qualquer solução não pode ser de censura ao sector, mas recorrendo a medidas, como algumas existentes noutros países como incentivos à leitura de jornais por jovens e nas escolas, através do financiamento de assinaturas, ou desagravamentos fiscais, exemplificou.". Isto dito em português de Portugal significa que Marcelo quer pôr o suspeito do costume, "o contribuinte", que noutros casos o suspeito do costume pode ser "o eleitor" ou "o cidadão", a financiar, com o dinheiro dos seus impostos, órgãos de comunicação social na sua grande maioria propriedade de empresas privadas, à excepção de um, propriedade do militante n.º 1 do partido de Marcelo Rebelo de Sousa, e meteu ali pelo meio os "incentivos à leitura de jornais por jovens e nas escolas" para compor o ramalhete, facilmente desmanchado com o argumento da "doutrinação" pelo Estado e do "marxismo cultural", a partir do núcleo duro da base que o pariu e elegeu. Está certo, já que "o contribuinte" paga os desmandos da excelência da gestão da banca privada porque não pagar os jornais e as televisões privadas que marcam o ritmo e o compasso da agenda da direita radical? Como diz o Jesus, Jorge, são pinares.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Libertem o tunning!

por josé simões, em 21.12.18

 

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Uma manif de palermas inventada pelas televisões, com directos intermináveis, dois jornalistas por manifestante, drones com câmaras de filmar, cavalgada pela direita populista do CDS antes que os fascistas do PNR, ou outros dissidentes do sentido de Estado PSD/ CDS, que perderam definitivamente a vergonha, se cheguem à frente e ocupem o lugar, é "o povo na rua farto do socialismo", segundo a direita radical de plantão nas redes.

Uma avenida cheia de gente, desde o Marquês ao Rossio, enquadrados pela CGTP, com um caderno reivindicativo definido e propostas concretas, merece meio minuto no telejornal a seguir ao intervalo e é só funcionários públicos, manhosos, sem nada que fazer, dispensados pelas câmaras municipais e juntas de freguesia, que não perdem o dia de trabalho e só atrapalham a vida aqueles que querem fazer o país andar para a frente.

 

A comunicação social anda a brincar com coisas sérias, um dia mais tarde também vai levar por tabela.

 

[Imagem encontrada no Twitter]

 

 

 

 

Cá calharás*

por josé simões, em 28.11.18

 

Escritos murais pós 25 de Abril, na parede da oficina de um velho fazedor de carroças. Parchal, 1978 (1).png

 

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na economia".

Alínea a) excepto quando é preciso recorrer a fundos públicos para recuperar empresas falidas.

Alínea b) Para sobrecarregar a Segurança Social com centenas de desempregados da excelência da gestão privada..

 

"É preciso aliviar o peso do Estado no sector financeiro".

Alínea a) excepto quando é preciso injectar milhões do contribuinte no sector bancário.

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na educação".

Alínea a) excepto no financiamento com dinheiros públicos aos colégios privados.

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na saúde".

Alínea a) excepto quando a saúde é um negócio financiado pelo dinheiro do contribuinte em PPP's

Alínea b) excepto quando a maleita é de tal forma grave e à qual só o Serviço Nacional de Saúde consegue responder.

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na comunicação social". Adenda: só uma comunicação social livre das amarras do poder político é verdadeiramente independente.

 

Alínea a) excepto quando está em risco a qualidade da democracia, pela emergência dos populismos e pela crescente debilidade dos órgãos de comunicação social - jornais, rádios, televisões, propriedade de grandes grupos privados, os tais da gestão de excelência,, com agendas definidas, feitos por estagiários mal pagos e com vínculo laboral precário. Aí "o Estado não tem a obrigação de intervir nos media?"

 

[Imagem]

 

* Provérbio

 

 

 

 

O Inimigo do Povo

por josé simões, em 18.02.17

 

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Donald Trump no Twitter

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

George Michael on the Media

por josé simões, em 26.12.16

 

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George Michael in 1990 describing the role of the media in manipulating people into cruelty and lack of compassion.

 

 

 

 

A derrota de Goebbels

por josé simões, em 06.12.16

 

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Ou como os jornais todos [o Avante! e o Acção Socialista não contam para o baralho], as rádios todas e as as televisões todas, em blocos noticiosos cirurgicamente preparados, seguidos de espaços de opinião e de cometário, opinados e comentados por opinadores e comentadores avençados e cirurgicamente escolhidos, não impedem que o objecto do comentário e da análise dispare nas sondagens. Não, "uma mentira repetida mil vezes não se torna verdade" e os jornais cada vez vendem menos, e o pagode do online tem o AdBlock activo , e o people das televisões está nas séries do cabo e no Netflix e no Youtube e ninguém liga a ponta de um corno ao que um painel, cirurgicamente escolhido, no blogue da direita radical, para analisar a entrevista na televisão pública ao primeiro-ministro da 'Geringonça' diz. RIP.

 

 

 

 

Guardar

||| O Ébola em África

por josé simões, em 18.08.14

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

 

 

|| A Verdade A Que Temos Direito

por josé simões, em 21.06.13

 

 

 

Como se o problema deste Governo fosse a comunicação em si e não a acção governativa ela própria.

 

 

 

 

 

 

|| E o mais grave é que na forma até nem falha nada

por josé simões, em 19.11.12

 

 

 

Lições de Democracia de um regime totalitário, lições de liberdade de imprensa de um regime de imprensa de pensamento único, lições de Estado de Direito de um regime onde não há separação de poderes – executivo, judicial, e quarto poder. Escusavam[os] ouvir esta.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 28.09.12

 

 

 

Depois de ter ilibado o ministro Miguel Relvas no affair Público/ jornalista Maria José Oliveira, por se ter "esquecido" de incluir a expressão "houve uma pressão inaceitável" na deliberação final do regulador a que preside:

 

«Presidente da ERC critica "ditadura do medo" na comunicação social»

 

[Imagem "A circus clown sits astride a donkey outside a tent", 1909, autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Criatividade precisa-se

por josé simões, em 30.01.12

 

 

 

Depois do "Cavaco Silva é nosso amigo" no Expresso e no Público durante o fim-de-semana, o "Passos Coelho é humano" no Correio da Manhã de segunda-feira.

 

Conjugação do verbo Spin: Eu spino, Tu spinas, Ele…

 

 

 

 

 

 

|| "Uma informação não domesticada constitui uma ameaça com a qual nem sempre se sabe lidar" [*]

por josé simões, em 12.01.12

 

 

 

|| O presente do indicativo

por josé simões, em 10.12.11

 

 

 

Não há oposição em Portugal e em cada jornalista de cada redacção há um Mário Crespo escondido que [se] alimenta [d]a secreta esperança de um dia ir trabalhar para Washington.

 

«"As indicações que eu dei à administração da RTP” […] acrescentando ter dado indicações idênticas à administração da Agência Lusa»

 

[Obrigado pela lembrança]

 

 

 

 

 

|| A Brigada Brejnev em modo stand up comedy

por josé simões, em 03.03.11

 

 

 

 

 

|| Assim de repente deu-me vontade de (re)ler John Reed em Dez Dias Que Abalaram O Mundo

por josé simões, em 14.10.10

 

 

 

 

Seguindo o raciocínio (?) do camarada Francisco Mota, se o PCP, que já fala em triplicado, quadruplicado, quintuplicado (por interpostas pessoas, Verdes, CGTP, MDM, CPPC, comissões de utentes disto & daquilo, ufff…) tivesse (ainda) mais destaque na comunicação social, eram maiorias absolutas atrás de maiorias absolutas.

 

A fronteira entre informação, propaganda e lavagem cerebral é muito difusa na Soeiro Pereira Gomes. Ou nem por isso.

 

(Imagem)