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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Não têm uma a ver com a outra mas têm as duas a ver com o mesmo

por josé simões, em 22.08.23

 

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Ficou-se a saber que o Ventas do Chaga difunde mentiras com todos os dentes que tem na boca com recurso ao grafismo e às cores do jornal Público e de quem lhe deu de comer e o apresentou lavadinho aos olhos do povo, a Renascença, e logo o Ventas do Chaga apareceu a dizer que não senhor, que as cores nem sequer são assim tão iguais e o grafismo pouco mais ou menos, e vejam vossemecês que nem sequer lá consta os logótipos do jornal e da rádio, portanto isto não é mais que uma perseguição à 3.ª força política e às páginas mais lidas na net que são as do Chaga e blah blah blah e de imediato os jornais as televisões e as rádios se esqueceram de que o Ventas do Chaga difunde mentiras com quantos dentes tem na boca e o foco passou a ser o grafismo e as cores que não são exclusivo nem da Pantone quanto mais do Público e da Renascença e lá vai ele continuar a mentir com quantos dentes tem na boca e os minions de serviço à rede a mentirem as mentiras do chefe porque as cores e os grafismo são protocolo aberto.

 

Marcelo vetou politicamente o pacote Mais Habitação apresentado pelo PS, ou pelo Governo, que vai dar no mesmo num sistema eleitoral onde o deputado eleito responde perante a direcção do partido e não pelo cidadão que o elegeu, e logo uns geniais entrevistadeiros dos telejornais do jornalismo da Farinha Amparo e outros não menos geniais comentadeiros vieram a terreiro "Ó da guarda! Aqui-d’el-rei!" que o Governo está a desrespeitar o Presidente, como se no sistema parlamentar constitucional português o Presidente governasse e o Governo respondesse perante o Presidente e ficasse obrigado a prestar vassalagem às vontades presidenciais, e em menos de um fósforo o foco deixou de ser o conteúdo do pacote, sem brejeirices, mas a falta de respeito que o Costa tem por Marcelo, e até o Galamba foi desenterrado outra vez para ser abanado à frente do ecrã.

 

Não têm uma a ver com a outra mas têm as duas a ver com o mesmo.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O fascismo levado ao colo, Capítulo II

por josé simões, em 17.05.23

 

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Em relação ao mês anterior [aqui] ultrapassa Marcelo e fica a morder os calcanhares a Costa. Com o circo que se adivinha agora que Pedro Pessanha foi enxotado da Comissão Parlamentar de Inquérito à TAP para o caudillo poder falar, falar, falar, interromper, interromper, interromper, gritar, gritar, gritar, falar, falar, falar, não é difícil de prever a posição que vai ocupar quando sair o top de Maio.

 

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Um centralismo doentio

por josé simões, em 28.04.23

 

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Duas novas localizações em cima da mesa para o novo aeroporto, que é "de Lisboa": Pegões e Poceirão, concelhos do Montijo e Palmela, respectivamente. E lá foram as televisões todas a correr reouvir Carlos Moedas dizer as mesmas coisas que já ninguém ouve mas dos verbos de encher Nuno CantaÁlvaro Amaro ninguém se lembrou. Centralismo doentio.

 

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O fascismo levado ao colo

por josé simões, em 26.04.23

 

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A comunicação social que a um demagogo populista, líder de uma agremiação que alberga fascistas, racistas e neo nazis, dá mais protagonismo e tempo de antena que ao líder do maior partido da oposição, é a comunicação social que é suprimida assim que o poder for tomado pela via eleitoral, como já acontece no seio da União Europeia - Hungria e Polónia. Se calhar era por aqui que se devia começar, com Luís Montenegro à cabeça.

 

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O Vladimir Vladimirovitch agradece

por josé simões, em 28.06.22

 

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A quantidade de jornalistas e analistas e comentadeiros e paineleiros em todas as rádios e televisões que no minuto seguinte ao bombardeamento cobarde e criminoso de um centro comercial se apressaram a desculpar e a arranjar justificação para o terrorismo programado de Putin, "foi um erro", "foi uma falha de cálculo", "alguma coisa deve ter acontecido", "as coordenadas do verdadeiro alvo estavam erradas", "ali a poucos metros há não sei o quê", "a fábrica ao lado trabalha para o exército", "rebeubeu, pardais ao ninho", seguido da mesma lengalenga na imprensa escrita um dia depois, depois de quatro meses a ver barbaridades a cores e em directo que só conhecíamos a preto-e-branco e em diferido dos documentários da II Guerra Mundial e  a ver um boneco vestido de verde com uma ecrã atrás a debitar propaganda e a "alta precisão" dos mísseis russos. A papagaios deste calibre o Vladimir Vladimirovitch agradece.

 

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O suspeito do costume nem sequer lê o jornal, vê as gordas no Correio da Manha

por josé simões, em 03.09.19

 

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"O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje incentivos do Estado aos 'media' para fazer face à crise no sector, considerando que sem uma comunicação social forte não há democracia. Para o Presidente da República, qualquer solução não pode ser de censura ao sector, mas recorrendo a medidas, como algumas existentes noutros países como incentivos à leitura de jornais por jovens e nas escolas, através do financiamento de assinaturas, ou desagravamentos fiscais, exemplificou.". Isto dito em português de Portugal significa que Marcelo quer pôr o suspeito do costume, "o contribuinte", que noutros casos o suspeito do costume pode ser "o eleitor" ou "o cidadão", a financiar, com o dinheiro dos seus impostos, órgãos de comunicação social na sua grande maioria propriedade de empresas privadas, à excepção de um, propriedade do militante n.º 1 do partido de Marcelo Rebelo de Sousa, e meteu ali pelo meio os "incentivos à leitura de jornais por jovens e nas escolas" para compor o ramalhete, facilmente desmanchado com o argumento da "doutrinação" pelo Estado e do "marxismo cultural", a partir do núcleo duro da base que o pariu e elegeu. Está certo, já que "o contribuinte" paga os desmandos da excelência da gestão da banca privada porque não pagar os jornais e as televisões privadas que marcam o ritmo e o compasso da agenda da direita radical? Como diz o Jesus, Jorge, são pinares.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Libertem o tunning!

por josé simões, em 21.12.18

 

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Uma manif de palermas inventada pelas televisões, com directos intermináveis, dois jornalistas por manifestante, drones com câmaras de filmar, cavalgada pela direita populista do CDS antes que os fascistas do PNR, ou outros dissidentes do sentido de Estado PSD/ CDS, que perderam definitivamente a vergonha, se cheguem à frente e ocupem o lugar, é "o povo na rua farto do socialismo", segundo a direita radical de plantão nas redes.

Uma avenida cheia de gente, desde o Marquês ao Rossio, enquadrados pela CGTP, com um caderno reivindicativo definido e propostas concretas, merece meio minuto no telejornal a seguir ao intervalo e é só funcionários públicos, manhosos, sem nada que fazer, dispensados pelas câmaras municipais e juntas de freguesia, que não perdem o dia de trabalho e só atrapalham a vida aqueles que querem fazer o país andar para a frente.

 

A comunicação social anda a brincar com coisas sérias, um dia mais tarde também vai levar por tabela.

 

[Imagem encontrada no Twitter]

 

 

 

 

Cá calharás*

por josé simões, em 28.11.18

 

Escritos murais pós 25 de Abril, na parede da oficina de um velho fazedor de carroças. Parchal, 1978 (1).png

 

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na economia".

Alínea a) excepto quando é preciso recorrer a fundos públicos para recuperar empresas falidas.

Alínea b) Para sobrecarregar a Segurança Social com centenas de desempregados da excelência da gestão privada..

 

"É preciso aliviar o peso do Estado no sector financeiro".

Alínea a) excepto quando é preciso injectar milhões do contribuinte no sector bancário.

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na educação".

Alínea a) excepto no financiamento com dinheiros públicos aos colégios privados.

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na saúde".

Alínea a) excepto quando a saúde é um negócio financiado pelo dinheiro do contribuinte em PPP's

Alínea b) excepto quando a maleita é de tal forma grave e à qual só o Serviço Nacional de Saúde consegue responder.

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na comunicação social". Adenda: só uma comunicação social livre das amarras do poder político é verdadeiramente independente.

 

Alínea a) excepto quando está em risco a qualidade da democracia, pela emergência dos populismos e pela crescente debilidade dos órgãos de comunicação social - jornais, rádios, televisões, propriedade de grandes grupos privados, os tais da gestão de excelência,, com agendas definidas, feitos por estagiários mal pagos e com vínculo laboral precário. Aí "o Estado não tem a obrigação de intervir nos media?"

 

[Imagem]

 

* Provérbio

 

 

 

 

O Inimigo do Povo

por josé simões, em 18.02.17

 

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Donald Trump no Twitter

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

George Michael on the Media

por josé simões, em 26.12.16

 

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George Michael in 1990 describing the role of the media in manipulating people into cruelty and lack of compassion.

 

 

 

 

A derrota de Goebbels

por josé simões, em 06.12.16

 

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Ou como os jornais todos [o Avante! e o Acção Socialista não contam para o baralho], as rádios todas e as as televisões todas, em blocos noticiosos cirurgicamente preparados, seguidos de espaços de opinião e de cometário, opinados e comentados por opinadores e comentadores avençados e cirurgicamente escolhidos, não impedem que o objecto do comentário e da análise dispare nas sondagens. Não, "uma mentira repetida mil vezes não se torna verdade" e os jornais cada vez vendem menos, e o pagode do online tem o AdBlock activo , e o people das televisões está nas séries do cabo e no Netflix e no Youtube e ninguém liga a ponta de um corno ao que um painel, cirurgicamente escolhido, no blogue da direita radical, para analisar a entrevista na televisão pública ao primeiro-ministro da 'Geringonça' diz. RIP.

 

 

 

 

Guardar

||| O Ébola em África

por josé simões, em 18.08.14

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

 

 

|| A Verdade A Que Temos Direito

por josé simões, em 21.06.13

 

 

 

Como se o problema deste Governo fosse a comunicação em si e não a acção governativa ela própria.

 

 

 

 

 

 

|| E o mais grave é que na forma até nem falha nada

por josé simões, em 19.11.12

 

 

 

Lições de Democracia de um regime totalitário, lições de liberdade de imprensa de um regime de imprensa de pensamento único, lições de Estado de Direito de um regime onde não há separação de poderes – executivo, judicial, e quarto poder. Escusavam[os] ouvir esta.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 28.09.12

 

 

 

Depois de ter ilibado o ministro Miguel Relvas no affair Público/ jornalista Maria José Oliveira, por se ter "esquecido" de incluir a expressão "houve uma pressão inaceitável" na deliberação final do regulador a que preside:

 

«Presidente da ERC critica "ditadura do medo" na comunicação social»

 

[Imagem "A circus clown sits astride a donkey outside a tent", 1909, autor desconhecido]