"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Porque assim as pessoas vão ficar a saber os nomes da[s] razão[ões] por detrás de não haver dinheiro para nada, nem para a saúde, nem para a educação, nem para pensões e reformas, enquanto continuam a ser impostadas e taxadas para pagar créditos ruinosos concedidos sem garantias que não fossem as do amiguismo, do compadrio e do clientelismo partidário, enquanto lhes apregoavam as virtudes das boas contas, da sobriedade e da vida regrada e austera.
Oito pais e oito mães, quiça oito padrinhos e oito madrinhas, que se lembraram de colocar o mesmo nome aos filhos e/ ou afilhados. Não é nada de por aí além, dirão. Não faltam é Josés no mundo. A coincidência é que por um acaso do destino se juntem todos na administração do mesmo banco:
Post-Scriptum: Já depois de ter publicado o post sou informado de que o Dr. antes do nome não é uma espécie de diminutivo, assim a modos que o Jr. amaricano, para distinguir o filho do pai, mas um grau académico. Aqui fica a correcção.
E agora a suspeição vai ficar a pairar, como um nuvem sempre a chover por cima dele, para todo o sempre, até ao fim dos dias da sua vida.
Três semanas depois de o infeliz, porque injustiçado, Jardim Gonçalves ter sido impedido de provar a sua inocência na barra do tribunal:
«O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares, reconheceu nesta quinta-feira que existe a possibilidade de prescrição total do processo contra-ordenacional contra antigos administradores do BCP, criticando os esforços da defesa para arrastar o processo.
Parafraseando Paulo 'irrevogável-patriota' Portas, "um negócio é bom quando ambas as partes ficam a ganhar", e a gente, mesmo com muito boa vontade e um bocado grande de esforço, não consegue perceber como é que ambas as partes ficaram a ganhar quando uma parte vende abaixo do valor de mercado… Mas se calhar ajudava a perceber, não explicava tudo mas ajudava, saber em tempo em útil, qual foi a outra parte, a parte compradora, porque uma coisa a gente já percebeu, sem ajuda e sem esforço, com este Governo a administrar a cousa pública o Estado deixa sempre de ganhar, que é como quem diz, fica sempre a perder.
Se nos conseguirmos esquecer dos pontos perdidos a feijões nos jogos da pré-época, se nos conseguirmos esquecer dos pontos perdidos a milhões na Liga dos Campeões, na Liga Europa e no campeonato nacional, se nos conseguirmos esquecer do mau ambiente que a cabeçudice do treinador causou no balneário e no rendimento da equipa…