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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Tempos fantásticos para se estar vivo

por josé simões, em 19.08.19

 

Mikhail Gorbachev, soviet Politburo member poses with British PM Margaret Thatcher at Chequers during his December 1984 visit to the UK.png

 

 

Ler nos online e nas "redes sociais" pantomineiros neoliberais, daqueles que têm a Margaret Hilda e o Governador da Califórnia nos idos do Woodstock Festival como foto de fundo, a acusarem António Costa de deliberadamente confundir autoridade do Estado com autoritarismo, pela forma como o Governo respondeu à greve dos camionistas das matérias perigosas e como lidou com a figura "requisição civil", depois de passarem a vida a elogiar a mão firme e a domesticação dos sindicatos que levou os "amanhãs que cantam" dos mercados aos States e à UK ;

Ler nos online e nas "redes sociais" pantomineiros do "De pé, ó vítimas da fome! De pé, famélicos da terra!" a acusarem António Costa de grave atentado ao direito à greve consagrado na Constituição da República, enquanto faziam figas para que o Pardal da trotineta fosse eclipsado pela negociação dos patrões com a CGTP, schnell, schnell, e que ninguém se lembrasse de que todos os anos nas páginas do Avante! lastimam a queda do Muro de Berlim e lamentam o fim da União Soviética, onde sindicalismo e luta sindical era na Sibéria, quando se encontravam todos a trabalhar como escravos no Gulag e em condições sub-humanas.

 

Tempos fantásticos para se estar vivo.

 

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Portugal a arder, coincidências e copycats

por josé simões, em 15.08.19

 

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Por uma daquelas estranhas coincidências da vida o início do Verão coincidiu exactamente com o início da greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas e, os incêndios que, em tempo fresco, estavam a todas as horas certas nos canais de notícias no cabo e a fazerem meia hora de abertura de telejornal nos canais em canal aberto, com repórteres de imagem em directo dos sítios mais recônditos do país onde nem o carro do Google Maps vai, pura e simplesmente desapareceram, Portugal deixou de estar a arder pela primeira vez nos últimos 20 anos, no mínimo.

 

Ou as televisões redireccionaram o histerismo mediático e com isso minimizaram o efeito copycat na floresta na exacta proporção em que o combustível desaparecia nas bombas de norte a sul do país?

 

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Foi uma alegria

por josé simões, em 14.08.19

 

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E depois, quando este circo acabar, podemos falar de toda a contratação colectiva assente no baixo salário base compensado por horas a 50 e 75%, horas retiradas ao descanso pagas, descansos efectivos e complementares [dias de folga] pagos,  refeições deslocadas, fora da base e à factura, diuturnidades e ajudas de custo, que foi negociada por sindicatos afectos à CGTP, no tempo em que os sindicatos tinham poder negocial e a Intersindical assinava contratos  verticais, e da verticalidade sindical que, do princípio "a união faz a força", meteu no mesmo saco coisas diversas e diferentes, uma das razões para o nascimento dos novos sindicatos sectoriais e não alinhados?

Talvez depois haja muita coisa que fique mais nítida.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A irrelevância de Santana Lopes

por josé simões, em 13.08.19

 

 

 

Nestes 43 - quarenta e três - 43 anos de requisições civis há notícia de Santana Lopes ter "andado por aí" na porta de alguma fábrica, empresa, hospital, aeroporto, num qualquer local de trabalho, a cavalgar uma luta ou uma reivindicação a defender o fim da economia dos baixos salários enquanto acusa o Governo em funções de não ter feito aquilo que o Governo fez até ao limite do tolerável, sentar-se à mesa com as partes e viabilizar um acordo entre sindicatos e empresas privadas?

 

Faltam 45 dias para as eleições e "as sondagens valem o que valem", como gostam de repetir.

 

 

 

 

Uma conta paródia no Twitter

por josé simões, em 13.08.19

 

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Uma conta paródia no Twitter, com aquele "picolete" de conta certificada e tudo, a decretar que quem decreta o fim das greves são os governos e não os sindicatos que as convocam.

 

Rui Rio, o líder paródia do PSD, no Twitter.

 

 

 

 

Ainda goza com o pagode

por josé simões, em 12.08.19

 

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O Doutor Pardal camionista

por josé simões, em 09.08.19

 

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A táctica do Doutor Pardal camionista consiste em a cada notícia desfavorável ao sindicato aparecer mais rápido que a própria sombra nos media a lançar outra bisca para cima da mesa que desvie a atenção do fracasso e crie outro facto. E andamos nisto há um mês. E isto não é negociação coisíssima nenhuma.

 

 

 

 

A Venezuela dos Pequenitos

por josé simões, em 17.04.19

 

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Segundo a direita radical, para Portugal não ter a gasolina racionada como na Venezuela, o Estado deve intervir numa empresa privada... como na Venezuela.

 

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O circo nunca acaba

por josé simões, em 17.04.19

 

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Os mesmos da direita radical que privatizaram sectores estratégicos da economia na base do "aliviar o peso do Estado na economia" querem agora que o Governo intervenha num conflito laboral numa empresa privada. Como ainda lhes resta alguma vergonha, mais medo que vergonha, em exigir publicamente a suspensão do direito à greve, que advogam em privado, ainda os vamos ver clamar pelo sindicalismo responsável da CGTP na mesa das negociações e da concertação, contra o sindicalismo selvagem dos sindicatos não-alinhados.

 

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3 em 1

por josé simões, em 17.04.19

 

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Enquanto as televisões, todas, em modo papagaio repetem o spin do sindicato dos patrões que os motoristas dos transportes de materiais perigosos auferem um salário líquido mensal de 1 500 € sem especificarem que é sobre uma amplitude horária [oficial] de 12 horas de trabalho, com subsídios de refeição, subsídios de risco, 1.ª e 2.ª refeições penalizadas, refeições fora da base, horas extra a 50 e 75%, extra diurno e extra nocturno, a fazerem por 650 € mensais de salário base o trabalho de dois motoristas, o terceiro elemento da equação, PSD e o CDS, mais rápidos que a própria sombra, saem a terreno a exigir que o Governo encontre uma solução para um conflito laboral entre os trabalhadores e os patrões de uma empresa privada. Nacionalize-se, portanto. É sempre o mercado a funcionar.

 

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Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 03.12.18

 

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A primeira página do Libération.

 

 

 

 

Paris vale bem uma fogueira

por josé simões, em 02.12.18

 

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'This is the start of a revolution': Paris rioters steal police assault rifle, torch dozens of cars and vow to 'stay in the streets until Christmas' as fuel protests continue into the night and spread across France - and even to Holland

 

[We' ll always have Paris]

 

 

 

 

We'll Always Have Paris

por josé simões, em 24.11.18

 

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Huge bonfires are lit on the Champs Elysee as police use tear gas and water cannon to blast thousands of protesters against proposed fuel hikes

 

 

 

 

||| Começam as trapalhadas

por josé simões, em 19.04.16

 

 

 

- A legalidade/ constitucionalidade de haver uma espécie de "ilhas fiscais" em determinados pontos do território nacional em detrimento de outros.


- A legalidade/ constitucionalidade da discriminação de determinadas classes e, dentro dessas mesmas classes, de determinados nichos no acesso às "ilhas fiscais".


- O Governo reconhecer que "o que existir de perda de receita será compensado pelo aumento dos consumos" e não aplicar o mesmo princípio a todos os residentes no território nacional e a todos os veículos que circulem nas estradas nacionais, residentes ou não.

 

 

 

 

|| Solução liberal lusitana

por josé simões, em 24.05.12

 

 

 

Onde houve uma queda na venda, aumentar o preço e a carga fiscal, como forma de compensar a quebra de receita, onde as vendas cresceram, aumentar o preço e a carga fiscal, porque está a ter saída [está a dar] e é de aproveitar.

 

[Imagem de autor desconhecido]