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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Como desmontar um pantomineiro, noções elementares

por josé simões, em 11.02.19

 

 

 

Miguel Sousa Tavares não só desmonta um pantomineiro em directo com uma só pergunta como obriga o pantomineiro a fazer jus ao epíteto de pantomimeiro quando, ao ver-se encurralado, apanhado com as calças nas mãos, como soi dizer-se, e sabendo do gosto do entrevistador pela caça, tenta introduzir o tema na conversa, como elemento de distracção que lhe dê tempo para respirar, recuperar o controlo e direccionar a entrevista para onde mais lhe convém. E este Circo Santana, com televisões em prime time, já dura pelo menos desde 1976.

 

[Vídeo]

 

 

 

 

||| Da série "O que é que andaram a fazer os accionistas e os gestores" da PT?

por josé simões, em 02.05.15

 

cavaco_silva.jpg

 

 

«"O nosso estudo indica que o modelo de afectação de subsídios apresenta correlação directa com o desempenho do sistema ferroviário", [...].


Para os sistemas ferroviários europeus, os subsídios públicos apresentam-se assim como essenciais para que a sociedade deles tire o máximo partido. Uma conclusão prática que contraria o paradigma dominante na União Europeia de que a liberalização do transporte ferroviário e o afastamento do Estado conduziria à sua optimização.»


«Um estudo da Boston Consulting Group diz que há uma correlação entre a performance dos sistemas ferroviários nacionais e a quantidade de fundos públicos que lhes são atribuídos.»

 

 

 

 

|| E os parolos batem palmas

por josé simões, em 02.02.13

 

 

 

Como o dinheiro não chega para tudo, ou como não há dinheiro para nada, como queiram, para que as administrações de nomeação política, e respectivos familiares, continuem a viajar em topo de gama, novo todos os anos, e a usufruir de cartões de crédito, telemóveis, e outros direitos adquiridos inerentes às administrações de nomeação política, há que poupar nas viagens dos funcionários e respectivos familiares.

 

Uma medida absolutamente inócua do ponto de vista da gestão da empresa e dos resultados operacionais, populista q. b., lançada para a opinião pública com uns pozinhos de perlimpimpim à mistura – até o Rei anda à borla de comboio! , para disfarçar a incompetência e os erros de gestão, ao mesmo tempo que desperta alguns dos instintos mais recalcados da populaça – a inveja e a maldade, que não consegue ir mais além e ver na medida o valor simbólico da punição e da subjugação.

 

E os parolos batem palmas, muitas, sem perceber que foi aberta a caixa e que a seguir são eles, por mais ínfima que seja a garantia ou o direito.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Mais triunfo da forma sobre o conteúdo

por josé simões, em 25.10.12

 

 

 

"a legislação portuguesa submeteu a CP a um controle externo de natureza política []". Ficamos todos muuuuuito mais descansados, pode o Governo continuar a nomear conselhos de administração, com licenciatura e mestrado feitos na universidade do cartão do partido, que não há controlo, nem interno nem externo, da empresa e que daí não vem grande mal, à CP, aos utentes, e ao dinheiro do contribuinte, não necessariamente por esta ordem. Uns Einsteines, estes senhores do Tribunal de Justiça da União Europeia.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Integração europeia

por josé simões, em 20.08.12

 

 

 

Há 40 anos a fazer mais, com menos custos e melhores resultados, pela integração europeia, do que os milhares de burocratas, no ar higienizado dos gabinetes em Bruxelas, pagos pelos impostos dos cidadãos europeus.

 

[A imagem é daqui por não saber onde param os meus]

 

 

 

 

 

 

|| O dia a seguir ao Dia das Mentiras

por josé simões, em 02.04.12

 

 

 

Em Espanha, a linha com bitola de 1,435 metros, que é 23 centímetros mais curta que a bitola ibérica, [só] começa em Barcelona…

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Qual foi a parte que eu não percebi?!

por josé simões, em 09.07.11

 

 

 

Regionalites futeboleiras à parte, confesso não conseguir perceber o “affair” Porto-Vigo. O contribuinte português paga uma ligação ferroviária, que dá um prejuízo mensal de €19. 600, sem que se perceba se serve para os espanhóis entrarem no país ou para os portugueses fugirem para Espanha. Aparentemente as duas hipóteses são válidas, se bem que a que nos possa favorecer economicamente [a entrada de espanhóis] só seja válida durante os meses de Verão, uma vez que a Renfe só suporta os custos até ao final de Setembro

 

O “affair” Porto-Vigo, e até prova em contrário, é um pouco como as portagens nas SCUT que são boas [por omissão, uma vez que não se ouve uma única voz de protesto do lado de cá da fronteira] na Galiza, e más, muito más, no Norte de Portugal [pela unanimidade de protestos que conseguiram gerar desde Aveiro a La Coruña].

 

Adenda: quando escrevia o post, o Word corrigiu-me "Porto-Vigo" para "Morto-vivo". Faz sentido.

 

 

 

 

 

|| Queimar etapas

por josé simões, em 01.09.09

 

 

 

Em 1983, quando fiz o meu primeiro Interrail, à parte o ter perdido os primeiros comboios até me habituar à ideia que havia sítios onde os comboios chegavam e partiam a horas, o que me chamou a atenção foi o não haver passagens de nível em países como França e Itália. E ninguém atravessava a linha, porque até nos apeadeiros mais manhosos havia uma passagem subterrânea para passageiros.

 

Entretanto passaram 26 anos, entrámos na Europa, mas a Europa não entrou em Portugal, e os milhões para o TGV andam por aí. Não é que seja contra o TGV, antes pelo contrário, é a nossa mania de “queimar etapas”.

 

(Imagem The Southend Pier Train fanada no The Times)