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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Parque Eduardo VII

por josé simões, em 30.10.17

 

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Dumping statue in the Don River a statement about colonialism, performance artists say

Equestrian statue of Edward Vll has been standing in Queen's Park since 1969

 

[Imagens]

 

 

 

 

||| Coisas Verdadeiramente Estúpidas

por josé simões, em 27.08.14

 

 

 

Acabamos com os brasões na Praça do Império, limpamos o passado, purificamos a nossa história e não se fala mais nisso. O colonialismo nunca existiu e a prova disso é que nem há brasões das ex-colónias na Praça do Império. A seguir a câmara de Lisboa muda o nome da Praça do Império para "Praça do Futuro Radioso No País Sem Passado" porque "Praça dos PALOP", apesar de ser muito bonito e muito in, é um topónimo à partida excluído pelos engulhos que a Guiné-Equatorial causa à "esquerda" revisionista moderna e prá frentex, que pactuou com Hosni Mubarak e Ben Ali na Internacional Socialista, e que ainda tem muito trabalhinho pela frente, a começar logo por ali - Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos,  na [re]construção de um país inócuo, incolor e indolor, expurgado de todas as memórias que não cabem nos cânones do homem novo no país novo. Não se vê, não se lê, não se fala nisso, não existiu.

 

É uma chatice a cleptocracia angolana vir às compras a Lisboa, com os kuanzas esbulhados ao seu próprio povo, e dar de caras com os brasões das ex-colónias numa Praça de um Império. Não vamos chatear a máfia de José Eduardo e Isabel dos Santos com minudências da História de Portugal que o dinheirinho faz falta ao comércio da Avenida da Liberdade, sem a calçada portuguesa por causa dos stilettos heel das damas, e ainda há a Sonangol e os editoriais do Jornal de Angola e o MPLA na Internacional Socialista.

 

“Respondeu-me que os brasões são sinais do colonialismo e que não contasse com ele para tratar daquilo”

 

"Câmara de Lisboa vai acabar com brasões das ex-colónias no jardim da Praça do Império"

 

A câmara de Lagos, no Algarve, é que já derrubava de vez o Mercado dos Escravos. E aquela estátua do Infante D. Henrique também não está ali a fazer nada.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 20.12.13

 

 

 

Os madeirenses viviam lá as suas vidinhas, muito bem descansados no meio dos peixes e dos passarinhos com as partes pudicas descobertas, chegaram os portugueses nas suas naus, ergueram um padrão, hastearam uma bandeira, construíram uma igreja, e meteram toda a gente a trabalhar o trabalho escravo para eles, os malandros:

 

 

«O responsável declarou que o programa de ajustamento económico e financeiro imposto à Região foi «indecente (...) depois do Estado português ter retirado da Madeira o que retirou durante cinco séculos e meio (...), como se não fosse Portugal».

«Isso foi indecente e foi mais um episódio do colonialismo aqui na Região Autónoma da Madeira», reforçou.»

 

[Imagem, Clara Bow in clown costume for Dangerous Curves, 1929]

 

 

 

 

 

 

|| Colonialismo por medida

por josé simões, em 26.09.13

 

 

 

A Espanha moderna, da revolta contra o anacronismo que é o colonialismo, numa Europa "ex-colonial", por pôr em causa a integridade nacional do país, e por provocar inconvenientes e transtornos aos cidadãos das áreas colonizadas, e a toda a volta, é a Espanha de Vitoria-Gasteiz a Barcelona e ao norte de África.

 

 

 

 

 

 

|| Tintim no Congo

por josé simões, em 05.03.12

 

 

|| O princípio do fim

por josé simões, em 04.02.11

 

 

 

 

 

Faz hoje 50 anos, ainda não era nascido, que se deram os acontecimentos que levariam a que 14 anos depois caíssem de “pára-quedas” na minha turma na então recém inaugurada escola secundária da Bela Vista em Setúbal, o último grito ao nível das escolas, ainda sem o gueto e sem guetos dentro do gueto como paisagem, um seres vestidos de modo estranho, sempre de camisa e sandálias de sola de pneu de camião, fizesse chuva ou fizesse sol, que tratavam as raparigas por garina e os rapazes por madiê, não sabiam onde parava a família desde que tinham dado à costa em Lisboa, mas moravam num hotel apesar de terem menos dinheiro que eu, não gostavam do Duo Ouro Negro porque era música para enganar europeu e em contrapartida ouviam Osibisa, Miriam Makeba, Fela Kuti, e Jorge Mendes & Brasil 66, umas coisas muuuuuitos boas que me deram a conhecer e das quais nunca mais me esqueci, numas festas que organizavam aos sábados à tarde, farras de seu nome, e para as quais me convidavam. A estrela que “traziam cozida” na banda do casaco dizia “Retornado” mas na realidade eram refugiados porque ninguém retorna a uma terra que não o viu nascer, e vestiam assim porque era o que tinham em cima do pelo no dia da partida. Ainda hoje somos amigos.

 

(Em stereo)

 

(Na imagem mapa do império colonial português igual ao que havia na parede da minha sala de aulas na escola primária)

 

 

 

 

 

Quem vai à guerra dá e leva!

por josé simões, em 08.12.07

 

“O comissário europeu para o Desenvolvimento, Louis Michel, reagiu hoje à proposta do líder líbio Muammar Kadhafi que exige “indemnizações para os povos colonizados”, considerando que os “colonizadores já pagaram” e “não têm lições a receber”.

“Os colonizadores já pagaram somas consideráveis durante décadas”, disse Michel aos jornalistas pouco antes da abertura da cimeira UE-África.” (Aqui)
 
Com licença sff, senhor comissário:
 
O terrorista-campista-que-já-não-é-terrorista-e-até-é-amigo-dos-amaricanos, e por culpa de quem já fui uma vez preso em Veneza, não se safa assim com tanta facilidade; não é chegar e largar bocas. Então nós não sofremos a ocupação / colonização islâmica durante 200 anos? Alguns dos barbudos / entrapados que há época por aqui andaram de cimitarra na mão, não vieram dum sítio agora chamado Líbia?
 
Venha mas é para cá o dinheirinho, que o pessoal por aqui anda muito necessitado.