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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

E o problema é precisamente esse

por josé simões, em 19.06.16

 

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Ainda sou do tempo em que o que vinha nos jornais era letra de lei, papel de Bíblia, "como é que podes afiançar semelhante coisa? Vinha no jornal". Ponto. Pronto. E pronto, não se falava mais nisso, e as costas das mãos a baterem sincopadamente nas páginas abertas do jornal em cima da notícia, a prova provada, as tábuas do Moisés. Depois veio a net, e vieram os newsgroups e veio o hi5, e vieram os blogs, e veio o Facebook, e veio o Twitter, e veio o Google e o contraditório em milésimos de segundo, e os jornais e os jornalistas não vieram, ficaram lá atrás, no tempo do "veio no jornal", palavra do Senhor. E o problema, para os jornais, é precisamente esse.


[Imagem]

 

 

 

 

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E os espertalhões chutam para canto

por josé simões, em 19.06.16

 

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Fingindo não perceber que o que está em causa não são os 2 000 iniciais, nem os 15 000 da polícia nem tampouco os 80 000 da Fenprof, mas os 40 000, "não desmentidos pela polícia", metidos num Rossio metido dentro da Rua da Betesga, num milagre dos tempos modernos do jornalismo engagé, a chutar depois para canto à espera que o tempo passe.


[Imagem de Geoff Cordner]